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sábado, 11 de outubro de 2014

Cultura com o BRASIL que fortalece a inclusão, a criatividade e a solidariedade.

Chico César: Lula e Dilma levaram políticas públicas onde antes só havia ‘ermos e grotões’


outubro 8, 2014 14:35
Chico César: Lula e Dilma levaram políticas públicas onde antes só havia ‘ermos e grotões’
Em entrevista à Fórum, cantor e compositor comenta recentes manifestações de preconceito contra nordestinos após o primeiro turno das eleições
Por Adriana Delorenzo
Nascido no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, o cantor, compositor e poeta Chico César é um dos principais expoentes da cultura nordestina, valorizando ritmos como o frevo e o forró. Na entrevista a seguir, concedida hoje (8/10), Dia do Nordestino, o artista comenta as manifestações contra a região na internet. Para ele, trata-se de casos isolados. “Esse pensamento conservador e desmotivador da grande política, esse sim, tem se alastrado com o vasto apoio da mídia corporativa brasileira”, diz.
Fórum – Em 2010, manifestações preconceituosas e racistas de Mayara Petruso nas redes sociais chocaram parte da sociedade brasileira. Agora novamente disseminam-se postagens incitando o ódio e preconceito ao nordeste nas redes sociais. Como você vê essas manifestações?
Chico César – São casos isolados, apesar de encontrar estímulo na mídia corporativa e em algumas figuras da velha política.  Sinceramente, não acredito que esses casos isolados representem um preconceito generalizado contra nordestinos ou nortistas. São Paulo votou mal e nem por isso ninguém vai dizer que paulistanos em geral pensam definitivamente assim ou assado por causa disso. O Rio Grande do Sul votou mal ao deixar de fora de sua representação parlamentar nomes como Pedro Simon e Olívio Dutra. E agora? Todos os gaúchos são estúpidos? Não. Há um pensamento conservador de destruição e esvaziamento da política com “P” maiúsculo que quer nos levar a pensar assim, a traduzir manifestações isoladas como tradução do todo. Esse pensamento conservador e desmotivador da grande política, esse sim, tem se alastrado com o vasto apoio da mídia corporativa brasileira. São Paulo não combina com generalizações. Elegeu prefeita, por exemplo, a paraibana e petista na época Luiza Erundina. Um pouco depois o negro e carioca Pitta. É terra de punks e skinheads, de programa de auditório e poesia concreta, de uma das maiores paradas gays do mundo e dos políticos mais conservadores nessa área. Diria que Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte também não combinam com um pensamento único ou preconceituoso nesse nível. E Belo Horizonte, terra do candidato do PSDB, elegeu o PT no primeiro turno.
Fórum – Os governos do PT têm sido vitoriosos no Nordeste. Em sua opinião, por quê?
Chico César – Os governos Lula e Dilma levaram governo aonde antes não havia, levaram políticas públicas onde antes só via “ermos e grotões”. Essa presença do Estado teve obviamente boa acolhida e compreensão por estes setores que conseguiram essa inserção, sua porção na distribuição das riquezas, dos bens e serviços. Eles começaram a se perceber como parte da nação e isso é irreversível. A conversa é daqui pra frente. Como avançar mais. Não tem retorno. Pelo menos esses setores não querem nem saber de conversa com quem propõe retrocesso e exclusão.
Fórum – O ex-presidente Fernando Henrique disse que o PT tem votos porque seus eleitores são “menos informados” ou “se apoiam em grotões”. Qual é a influência de uma declaração como essa para o incentivo do preconceito?
Chico César – O desejo de aprofundar as diferenças regionais e sociais ao invés de tentar dirimi-las, de criar “ilhas de prosperidade” cercadas de Brasil por todos os lados e estimular suas vocações para fazer parte do “primeiro mundo”, isolando-as do resto do país, tem sido um dos grandes eixos perversos do pensamento e da prática neoliberal capitaneados pelo PSDB. E eles não se conformam com o fato do PT ter conseguido fazer o Brasil crescer e também melhorar muito do ponto do vista social, pois justiça social sempre esteve na vida deles como empecilho e não como fator de desenvolvimento. Por isso, perderão mais uma eleição mesmo tendo apelado para as forças mais reacionárias e os sentimentos mais primitivos ao tentar jogar as regiões mais industrializadas contra o Norte e o Nordeste. Minas Gerais já disse isso neste pleito recente.
Fórum – Como poderíamos celebrar mais a importância da diversidade cultural e o quanto a região significa para o Brasil?
Chico César – Em minha opinião a política cultural das gestões Lula e Dilma rompeu paradigmas com o reconhecimento em todo o país dos Pontos de Cultura e o consequente repasse de recursos a eles. A criação do Sistema Nacional de Cultura, com o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura podendo repassar diretamente recursos para os Fundos estaduais e municipais, também vem para robustecer as particularidades regionais e a diversidade cultural do país. As teias e as conferências nacionais são exatamente a pororoca dessa política: é onde se encontram e se celebram fraternalmente todas as culturas brasileiras. O que falta é a democratização da comunicação, fazer com que a comunicação recupere seu papel de elemento catalisador da cultura nacional e abdique pelo menos em parte de caráter de mercadoria. É importante investir mais na circulação do que é produzido em todos os recantos do país para que o país se reconheça. E tenha orgulho de ser assim, diverso.

 MPB com DILMA 13!!

O jogo é duro, mas tenhamos fé e façamos o que for possivel...Acredito que há dois movimentos de energia que buscam impulsionar as campanhas. A minha expectativa é que as energias que favorecem aos debaixo, estejam bem fortes . Falo de energias ancestrais, falo dos índios e dos negros massacrados, falo dos brancos que se recusaram a fortalecer o sistema de opressão iniciado com a chegada dos exploradores colonialistas..
Que as energias que querem fortalecer um Brasil mais justo e generoso derrote aquelas que querem um Brasil de poucos e para poucos. Que o nosso Brasil arcaico na pior expressão da palavra, seja diminuído cada vez mais para dar lugar ao Brasil mais inclusivo, mais criativo e mais solidário.. (Zezito de Oliveira)

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/chico-cesar-lula-e-dilma-levaram-politicas-publicas-onde-antes-via-ermos-e-grotoes/

https://www.youtube.com/watch?v=9IYYFuA3DhE - Chico César - A prosa impúrpura do caicó 

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 Uma página criada para se contrapor a outras páginas “nacionalistas” de direita e que foi muito importante no enfrentamento da manipulação nas redes sociais e na grande mídia, durante as jornadas de junho de 2013, manipulação com propósito de fortalecer aqueles que queriam e querem o retrocesso com um Brasil menos democrático , com menos participação cidadã e com menos justiça social.
Uma página para quem quer receber postagens voltadas para a construção de um país MAIS...
Por um Brasil mais justo, democrático, plural, diverso, ambientalmente sustentável, tolerante e criativo.
https://www.facebook.com/…/O-Brasil-QUE-Que…/532712586789584
Obs.: Quando for curtir, clique na seta ao lado da opção curtir e marque a opção obter notificações, para acompanhar as novas postagens.

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A Primavera com Dilma é, antes de tudo, um estado de espírito. É hora da cultura reencantar a política.

https://www.facebook.com/PrimaveraComDilma?fref=ts

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 MPB com DILMA 13!!
E no entanto, para que a quarta-feira de cinzas dos pobres não demore 4 anos, é preciso caminhar, semear, acreditar e cantar... E votar Dilma 13!!!
P.S.: É claro que alguns iludidos somente se darão conta mais tarde, CASO O PIOR ACONTEÇA. Como aconteceu com o presidente Collor ..
https://www.youtube.com/watch?v=Y88EguvjlVM


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 MPB com DILMA 13!!!

E no entanto, em meio a esta manipulação crescente da parte da Globo e da imprensa golpista, é preciso caminhar, semear, acreditar e cantar...
https://www.youtube.com/watch?v=qFP1mgSnQ3I

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A lição de um mestre historiador e educador popular de primeira. Para quem quer entender com a "razão" o que realmente importa no debate eleitoral para este 2º turno. Com vocês, padre José Oscar Beozzo..

As eleições atuais à luz da história antipovo
11/10/2014

Nada melhor do que ler as atuais eleições à luz da história brasileira na tensão entre as elites e o povo. Valho-me da uma contribuição de um sério historiador com formação em Roma, em Lovaina e na USP de São Paulo o Pe. José Oscar Beozzo, uma das inteligências mais brilhantes de nosso clero. (Leonardo Boff)

Diz Beozzo: “a questão de fundo em nossa sociedade é a do direito dos pequenos à vida sempre ameaçada pela abissal desigualdade de acesso aos meios de vida e pelas exíguas oportunidades abertas às grandes maiorias do andar debaixo.

Como nos ensina Caio Prado Júnior, nossa sociedade desigual repousa sobre quatro pilares difíceis de serem movidos: a) a grande propriedade da terra concentrada nas mãos de poucos de tal modo que não haja terra “livre” e “disponível” para quem trabalha ou para os que eram seus donos originários; b) o predomínio da monocultura; c) a produção voltada para o mercado externo (açúcar, tabaco, algodão, café e hoje soja; d) o regime de trabalho escravo.

A independência de Portugal não alterou nenhum destes pilares. Os que naquela época sonharam com um Brasil diferente, propunham a troca da grande pela pequena propriedade nas mãos de quem trabalhava; da monocultura para a policultura; da produção para o mercado internacional por outra voltada para o autoconsumo e para o abastecimento do mercado interno; do trabalho escravo pelo trabalho familiar livre. Isso pôde acontecer em quenas regiões da serra gaúcha e de Santa Catarina, com colonos alemães, italianos, poloneses, hoje um campo mais democratizado.

Houve geral oposição dos grandes proprietários escravistas a qualquer dessas medidas e foram matados a ferro e fogo levantes populares que apontavam para qualquer medida democratizante na economia, na política e sobretudo nas relações de trabalho. Basta rememorar algumas dessas revoltas: a insurreição dos escravos Malês na Bahia, a Balaiada no Maranhão, a Cabanagem na Amazônia, a revolução Praieira em Pernambuco, a Farroupilha no Sul.

A monarquia caiu menos por seus anacronismos do que pela Lei Áurea que lhe retirou o apoio dos barões do café escravocratas e das chamadas classes “produtoras”, como se os produtores não fossem os escravos que trabalhavam.

A revolução de 30, com seu viés nacionalista, mesmo que parcialmente, deslocou o eixo do país do mercado externo para o interno; do modelo agrário exportador para o de substituição de importações; do domínio das elites exportadoras do café do pacto Minas/São Paulo, para novas lideranças das zonas de produção para o mercado interno, como as do arroz e charque do Rio Grande do Sul; do voto censitário, para o voto “universal” (menos para os analfabetos, naquela época ainda maioria entre os adultos), do voto exclusivamente masculino para o voto feminino; das relações de trabalho ditadas apenas pelo poder dos patrões para a sua regulação, pelo menos na esfera industrial com a criação do Ministério do Trabalho e das leis trabalhistas voltadas para a classe operária . Não se conseguiu tocar o domínio incontornável dos proprietários de terra na regulação das relações de trabalho dentro de suas propriedades, o que só vai acontecer depois de 1964.

Getúlio implantou uma política corporativista de apaziguamento entre as classes e de “cooperação” entre capital e trabalho, entre operários e os capitães da indústria em torno de um projeto de industrialização e defesa dos interesses nacionais. Ele criou as bases para o Brasil moderno.

Nesta campanha eleitoral certos meios de comunicação criaram o motto: “Fora PT”. Busca-se acabar com a “ditadura” do PT, para deixar campo livre para instaurar a “ditadura do mercado financeiro”. O que realmente incomoda? A corrupção e o mensalão?

A meu ver, o que incomoda, em que pesem todos seus limites, são as medidas democratizantes como o Pro-Uni, as cotas nas universidades para os estudantes vindos da escola pública e não dos colégios particulares; as cotas para aqueles cujos avós vieram dos porões da escravidão; a reforma agrária, ainda que muito aquém de tudo o que seria necessário, como sempre nos lembrou Dom Tomás Balduino; a demarcação e homologação em área contínua da terra Yanomami contra a grita de meia dúzia de arrozeiros apoiados pelo coro unânime dos latifundiários e do agronegócio, assim como todos os programas sociais do Bolsa Família, ao Luz para Todos, ao Minha Casa, minha Vida, o Mais Médicos e daí para frente.

Nunca incomodou a estes críticos que o Estado pagasse o estudo de jovens estudantes de famílias ricas que deram a seus filhos boa educação em escolas particulares, o que lhes franqueou o acesso ao ensino gratuito nas universidades públicas aprofundando e consolidando a desigualdade de oportunidades. Esse estudo custa mensalmente ao Estado no caso de cursos como o de Medicina de seis a sete mil reais. Nunca protestaram essas famílias contra essa “bolsa-esmola” dada aos ricos, e que é vista como “direito” devido a seus méritos e não como puro e escandaloso privilégio. São os mesmos que se recusam a ser médicos nos interiores e nas periferias que não dispõem de um médico sequer.

Os que sobem o tom dizendo que tudo no país está errado, em que pese a melhoria do salário mínimo, a criação de milhões de empregos, a ampliação das políticas sociais em direção aos mais pobres, a criação do Mais-Médicos, posicionam-se contra as políticas do PT que visam a assegurar direitos cidadãos, ampliar a democratização da sociedade, combater privilégios e sobretudo colocar um pouco de freio (insuficiente a meu ver) à ganância e à ditadura do capital financeiro e do “mercado”.

É esta a razão do meu voto para outro projeto de país, que atende às demandas sempre negadas às grandes maiorias. É por isso, que votei Dilma no primeiro e o farei no segundo turno, respeitando as ponderações e escolhas dos que enxergam um caminho diferente e viável para o momento atual” (jbeozzo@terra.com.br). É esse também o meu pensamento.


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Celio Turino - Fundador da Rede Sustentabilidade e Idealizados do Programa Cultura Viva..

Escrevi esta resposta à amiga Sandra Naime, deixando claros os motivos pelos quais não voto em Aécio para presidente:
"Entendo suas motivações, mas não tenho como votar no Aécio, nem sob o argumento da alternância, pois se assim fosse, aqui em SP ela teria que ter acontecido muito antes (a bem da verdade, desde o Montoro, em 1983, o estado é governado por tucanos). O desempenho ambiental do estado de Minas é o pior do país, pior até que no estado do Pará; em SP, com o esgotamento da água, nem se fala. Também não concordo que o governo do PSDB seja menos corrupto que o do PT, são iguais, nem melhores nem piores (desnecessário lembrar que o mensalão nasceu com os tucanos de Minas, assim como o esquema do doleiro Youssef era o mesmo de um outro megadesvio, o do BANESTADO - + de R$ 20 bilhões-, no final dos anos 90, sob governo tucano). O mesmo digo em relação à democracia, com jornalistas de MG, perseguidos e desempregados a cada simples comentário negativo em relação ao governo Aécio. Aliado a isto, a insensibilidade social, em que, para eles, o salário mínimo é alto demais (esquecendo-se que na América do sul, somente a Bolívia tem salário mínimo inferior ao brasileiro) e o desemprego uma simples externalidade necessária para fazer o sistema girar (ao fim do governo FHC o desemprego chegou a 20%!!!! e não há nada mais cruel que levar uma família ao desemprego). Por isso não voto em Aécio. Mas tem mais: o projeto da redução da maioridade penal é de autoria do vice do Aécio, Aloísio Nunes; também a PEC 215 (que transfere para o congresso a demarcação de terras indígenas - neste caso, diga-se, igualmente com a cumplicidade do PT) defendida pela bancada ruralista (hj dividida no apoio ao PT e Tucanos); afora o apoio do Pastor Everaldo e do PSC do Feliciano e de parte da bancada evangélica (a outra parte está com Dilma) que, seguramente, trará ainda mais retrocessos em termos de pauta comportamental e de direitos."

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MPB com Dilma 13!!

 Dedicando a um bocado de baixo astral que defende o voto em Aécio Never...
Com Tarso Genro reeleito, um dos melhores quadros do PT e com a mineira-gaucha Dilma Rousseff também e com apoio do norte e nordeste, repetindo a  quase aliança que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930.
Somos por um Brasil maior...
https://www.youtube.com/watch?v=VX60ai0h5II


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MPB com Dilma 13!!

Ajudemos a lembrar os erros do passado. Mas não esqueçamos do que temos a oferecer para o futuro. Esse tem que ser o equilíbrio da campanha. (Narciso Machado)
“E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...”

Por isso, Dilma 13

https://www.youtube.com/watch?v=qZ4rWoPpVSU

Sergipe presente no Festival do Rio apresentando o filme "Flores do Jardim".

Espaço interno do Cinema Nosso


INSPIRAR O PRESENTE E CONSTRUIR O FUTURO – Relato da visita a organização social  Cinema Nosso. 

Por Zezito de Oliveira
Educador e Produtor Cultural


Um grupo de professores e um aluno estiveram no Rio de Janeiro, nos dias 29, 30 e 01 de outubro de 2014, participando da apresentação do  filme - “Flores do Jardim” – Projeto Inventar com a Diferença -  selecionado pela curadoria da  mostra geração, parte da programação do Festival do Rio 2014.

O grupo foi formado pelos professores Zezito de Oliveira, Vladimir Guimarães, Gabriela Caldas e pelo aluno Levidário Pacheco. 


Embora o tempo de permanência previsto fosse  muito pequeno, apenas dois dias, planejamos entrar em contato com pelo menos,  uma  iniciativa cultural realizada com adolescentes e jovens da periferia,  em especial no campo do audiovisual e cuja experiência pudesse nos inspirar na busca de aprimoramento das ações do Ponto de Cultura, Juventude e Cidadania.


 Com pouco tempo, também  para fazer o levantamento prévio e contando antes da viagem,  com o auxilio luxuoso de  Eduardo Freitas, Alê Barreto e Deborah Rebello, colegas da área da criação, produção cultural e pesquisa em politicas culturais, conseguimos chegar a iniciativa Cinema Nosso, tendo sido recebido por  Mércia .


Conforme nos disse ela , o  Cinema Nosso foi criado em 2000 – então sob o nome de “ Nós do Cinema”, a partir da iniciativa de um grupo formado por produtores, técnicos e artistas que realizaram o filme “Cidade de Deus”.


O Cinema Nosso tem a sua sede localizada na Lapa, em um casarão do século XIX.  É uma organização social, cuja missão institucional é “ampliar o universo cultural e contribuir para o desenvolvimento do senso critico de crianças”


O Cinema Nosso funciona como uma escola livre de cinema e cinema de animação, sendo  de dois anos,   o tempo de  duração  dos curso regulares, nos módulos básico, avançado e produtora escola. O público  atendido  é formado   prioritariamente  por estudantes de escola públicas com acesso gratuito.  

Também são realizadas  oficinas livres, com temas complementares aos oferecidos nos cursos regulares e aberto para um público mais amplo e com cobrança de ingresso. 

Outra ação importante é o cineclube que realiza exibições de filmes e debates na sala de cinema da organização, com capacidade para 59 lugares e com atividades voltadas para estimular o pensamento critico dos espectadores.

As oficinas livres também acontece fora da sede, prioritariamente  em algumas escolas públicas, assim como  se estendem para outros lugares do Brasil e para o exterior.

Uma das ações que me chamaram a atenção e que foi objeto de uma conversa em separado, foi a produtora-escola, semelhante a  uma proposta prioritária do  Ponto de Cultura, Juventude e Cidadania, que chamamos de produtora-junior e que visa  aperfeiçoar  a prática dos aprendizes  das oficinas, assim como a geração de renda, tendo sido objeto da realização de um plano de negócio elaborado no programa e capacitação em gestão de projetos de projetos e empreendimentos criativos, organizado pelo SENAC-DF  com o patrocínio do Ministério da Cultura.

No final da visita, após conhecer as instalações do Cinema Nosso, agradeci a acolhida e a atenção, disse que estava plenamente satisfeito com o objetivo a que me propus  e me comprometi em viabilizar um momento em Aracaju para a troca de experiências do Cinema  Nosso com outras pessoas envolvidas com a formação em audiovisual na nossa cidade.

O grupo que foi ao Rio de Janeiro contou com o  patrocínio do Sebrae-SE e da Secretaria de Estado da Educação, com exceção da professora e realizadora de audiovisual Gabriela Caldas que viajou com recursos próprios.

DEPOIMENTO DE LEVIDÁRIO PACHECO

Dia 30 de setembro estivemos no Rio de Janeiro, apresentando o nosso filme "Flores do Jardim" , produzido por alunos da Escola Estadual  Júlia Teles, quando tive o privilégio de representar os meus colegas. Chegando lá, fomos recebidos, fui entrevistado por vário alunos de escolas públicas, falei sobre o filme. Logo após,  outros alunos que produziram outros filmes também foram entrevistados, e os filmes produzidos por eles passaram na tela do cinema, incluindo o nosso. Após a exibição dos filmes, ocorreu um debate, aonde tiramos duvidas e expressamos a nossa opinião.
 
Foto acima: Bairro da  Lapa - Local onde está localizada a sede do Cinema Nosso
Levidário Pacheco - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Sala de exibição do Cine Estação Botafogo - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Hall de Entrada do Cine Estação Botafogo - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Vista da entrada do cinema Estação Botafogo - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Zezito de Oliveira na Rua Voluntários da Pátria - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Gabriela Caldas apresentando cópias do DVD com o curta "Flores do Jardim" - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..
Levidário Pacheco e Vladimir Guimarães na sala de exibição - Rua Voluntários da Pátria em Botafogo..




quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Curta sergipano é selecionado para o Festival do Rio 2014


15/09/2014 às 09h46 - Cultura

JORNAL DA CIDADE

Suyene Correa



Foto: Divulgação

Alunos da Escola Júlia Teles durante oficina de vídeo promovido pelo projeto “Inventar com a Diferença”
Se durante muito tempo os alunos da Escola Estadual Júlia Teles, localizada no Conjunto Jardim, Município de Nossa Senhora do Socorro, só tinham o que lamentar, por conta da violência que insistia em bater à porta da instituição de ensino, eis que agora, eles têm muito o quê comemorar devido à seleção do curta “Flores do Jardim” para a Mostra Geração- o segmento infanto-juvenil- do Festival do Rio 2014.

Este é o primeiro filme sergipano a ser selecionado nesse tradicional festival de cinema brasileiro- que acontece de 24 de setembro a 8 de outubro- e sua exibição será no dia 30 de setembro. “Flores do Jardim” competirá com produções nacionais e estrangeiras feitas por jovens realizadores, não universitários, de até 18 anos.
Feito coletivamente por alunos do ensino fundamental da Escola Júlia Teles durante a oficina de vídeo ministrada pela diretora Gabriela Caldas, dentro do projeto “Inventar com a Diferença” promovido pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República e Universidade Federal Fluminense (UFF), o curta funciona como uma espécie de  desabafo de uma garotada que sofre com os constantes atos de violência na comunidade e com o descaso da mídia, que explora de forma sensacionalista, as mazelas da localidade socorrense.

 “Flores do Jardim” inicia com os alunos recitando um trecho do belo poema “No Caminho, com Maiakóvski” de Eduardo Alves da Costa. Em seguida, Sheila, Levi, Camila, Vaneide, Maria Jamile, Luan, Cícero, Hernades, Yasmin e outros estudantes falam de forma espontânea sobre seu cotidiano no Conjunto Jardim, relatando os afazeres escolares, as brincadeiras e a importância da “Júlia Teles” nas suas vidas.

Segundo Gabriela Caldas, que também foi a mediadora do projeto no Estado, os jovens realizadores receberam com muita alegria a notícia sobre a seleção do curta no Festival do Rio. Esse filme foi o resultado de um trabalho desenvolvido durante três meses (entre março e junho) por alunos do 6º ao 9º anos, da referida escola, dentro da oficina de produção de vídeo, tendo o aval dos professores Vladimir da Silva Guimarães (Português) e José de Oliveira (História).

“Em comunidades onde a questão da identidade era melhor definida e trabalhada, os alunos eram mais espontâneos e lidavam melhor com a câmera. Mas em outras localidades, como o caso do Conjunto Jardim, onde a violência é uma constante, a autoestima dos garotos tinha que ser estimulada. Mudar essa visão das crianças para com elas mesmas e o outro, é um dos desafios do projeto. Acho que um exemplo do quanto avançamos em relação a isso, é esse resultado conquistado pelos estudantes da Escola Júlia Teles”, conta Caldas.

Para se ter uma ideia do drama desses jovens, a escola foi incendiada em agosto de 2013, depois de ter sofrido diversas invasões noturnas. Segundo o professor Vladimir Guimarães, por conta do incêndio criminoso, a escola sofreu vários prejuízos. “O forro da escola recém-colocado sofreu avaria, assim como mesas e cadeiras dos estudantes. Três salas tiveram que ser reformadas, 50% do arquivo da escola foi perdido, enfim, um transtorno para todos. O que nos deixou mais triste, foi saber que tinha ex-alunos envolvidos com esse ato covarde”, diz.

Como se não bastasse isso, dois alunos da Escola Júlia Teles foram assassinados no primeiro semestre, aumentando as estatísticas da violência na comunidade e ajudando no reforço dos estereótipos tão propagados pela mídia, de que no Conjunto Jardim só tem ladrão e assassino. Para Vladimir Guimarães, o projeto “Inventar com a Diferença” surgiu como um “mapa da mina” no que tange à possibilidade de mostrar o outro lado da moeda.

“No primeiro momento, havia grande timidez por parte dos alunos em relação às atividades, ao manuseio dos equipamentos. Eles estavam acostumados aos selfies, às saídas das aulas para postar fotos no banheiro, a gravação de brigas entre eles. O projeto ajudou na mudança de foco. Eles começaram a sentir a necessidade de mostrar o outro lado da moeda: de se mostrarem como adolescentes comuns e não de maneira equivocada, que só fazia reforçar os estereótipos”.
Segundo o professor de Português, a oficina foi uma excelente oportunidade para reforçar a autoestima dos estudantes. “O interesse pelas demais atividades da escola aumentou com isso. A oficina tinha sofrido evasões e, quando ela estava em 1/3, alunos novos ‘imploraram’ para participar e isso foi uma excelente propaganda do projeto e deles mesmos. Eles começaram a sentir orgulho por fazer algo que deixaria marcas positivas”, conclui.

Para o professor José de Oliveira, a conquista da seleção na Mostra Geração/Festival Rio 2014, representa a afirmação de que vale a pena desafiar o senso comum, alimentado por muitos programas de televisão e de rádio, que diz “não é possível sair nada que preste do Conjunto Jardim e de outras periferias que existem por esse Brasil afora”.

“Há muitas pessoas que não tem dimensão de como iniciativas como o ‘Inventar com a Diferença’ são necessárias e como os aspectos da construção ou reconstrução da autoestima são importantes. Afinal, os homens e mulheres não vivem somente do pão....Temos fome de beleza também. Por muitos adultos não compreenderem isso, é que, sem querer, acabam contribuindo para que esta fome de beleza seja saciada em fontes poluídas ou estragadas, mesmo que aparentemente não demonstrem ser”.
Gabriela Caldas já garantiu a ida ao Festival do Rio, mas uma campanha foi iniciada pelos professores envolvidos no projeto, para que dois alunos marquem presença no dia da exibição de “Flores de Jardim” na Mostra Geração. Tomara que consigam!!

É Primavera! Tempo bom de dançar para a vida...




MinC promove consulta pública para regulamentar Política Nacional de Cultura Viva


Acesso rápido

Referências bibliográficas que embasem as contribuições podem ser enviadas para o e-mail regulamentacv@cultura.gov.br
17.9.2014

O Ministério da Cultura (MinC) abriu consulta pública para regulamentação colaborativa da Lei 13.018/2014, que criou a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), responsável por estimular e fortalecer no Brasil uma rede de produção e gestão cultural com base nos Pontos de Cultura. Atualmente, há cerca de 4 mil pontos no país, localizados em 1.036 municípios de todas as unidades da Federação. O prazo para apresentação de sugestões vai até 16 de outubro.
 
No dia 27 de agosto, a ministra Marta Suplicy deu posse ao Grupo de Trabalho (GT) responsável por discutir a regulamentação da lei. O GT tem participação de representantes do poder público e da sociedade civil. A regulamentação será feita por meio de um ato normativo, que trará o detalhamento de todas as disposições legais. As ideias surgidas durante a consulta popular serão usadas como subsídios na redação desse ato.

Para participar, é preciso acessar formulário específico. O documento traz as orientações gerais para o preenchimento. Não é necessário ter conhecimento jurídico para participar. As contribuições podem vir em forma de um texto legal ou não. A técnica legislativa será trabalhada ao final. Os colaboradores podem contribuir apenas nos artigos de seu interesse. Referências bibliográficas que embasem as contribuições são bem-vindas e podem ser enviadas por meio do formulário de participação ou para o e-mail regulamentacv@cultura.gov.br.

Para garantir mais transparência ao processo, os nomes dos responsáveis pelas contribuições são considerados informações públicas e serão disponibilizados nos relatórios e outros documentos gerados a partir dos resultados da Consulta Pública. Já os e-mails e demais dados dos participantes são considerados sigilosos e terão seu acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados.

Para a ministra Marta Suplicy, um dos principais desafios na regulamentação da lei será simplificar a prestação de contas dos beneficiados pelo Cultura Viva. "A lei não pode exigir coisas impossíveis para os Pontos de Cultura fazerem direito. Não é possível que o ponto tenha de pagar uma consultoria para conseguir prestar contas. Uma das prioridades desse grupo no processo de regulamentação da lei será facilitar esse trabalho", afirmou.

Outros pontos considerados prioritários pelo MinC na regulamentação da lei são a participação social, a simplificação de procedimentos e a criação de ferramentas de fomento a novos Pontos de Cultura. Segundo o Plano Nacional de Cultura, a meta é chegar a 15 mil pontos até 2020.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CARTA AOS CANDIDATOS A PRESIDENCIA DA REPÚBLICA - Presente dos 10 anos do ‘Cultura Viva’.



 Senhor ou senhora, candidato ou candidata. Somos o Movimento Nacional dos Pontos de Cultura e vimos através deste proporcionar a solicitação de que vossa candidatura assuma um compromisso oficial, efetivo e afetivo de nossas pautas e reivindicações, em um processo emancipatório, com a finalidade de garantir o avanço, ampliação e invenção da politica Nacional Cultura Viva para o fortalecimento da transformação social que vêm ocorrendo no Brasil através do ‘Cultura Viva’ há 10 anos.



Nós somos frutos dos saberes tradicionais e populares, somos  ativistas, criadores, produtores, gestores, artistas, brincantes, griôs, mestres sabedores e fazedores da cultura popular, povos de matriz africana, ‘midialivristas’, hackers, movimento hip hop, ambientalistas, educadores, indígenas, pesquisadores, usuários e agentes culturais, somos agricultores semeando uma extensa rede, horizontal e capilarizada por toda a América Latina. O princípio da Politica nacional Cultura Viva é que não somos nós que precisamos do Estado, mas o Estado que precisa de todos e todas nós, e quem faz Cultura não são os Governos e sim o Povo. Por isso não ficamos e não ficaremos parados. Somos vivos, somos ‘Cultura Viva’.



Os Pontos de Cultura representam, assim, a pluralidade, a riqueza e a diversidade do nosso povo e de nossa nação. Formamos um corpo robusto e íntegro, composto pelas diversas caras, cores, sotaques, saberes e fazeres que expressam a beleza de nossa gente. Possivelmente, somos os agentes sociais que melhor conhecem as dificuldades e as potencialidades de nosso povo e do nosso País. Esse fato, em um contexto democrático, deveria ser suficiente para que o Estado tomasse medidas imediatas e efetivas no sentido de derrubar os obstáculos que nos limitam e ampliar os espaços e canais de diálogos e de participação dos Pontos de Cultura no planejamento, na implementação e na avaliação de políticas públicas das diversas áreas. Hoje integramos conselhos municipais, estaduais, regionais e nacionais de cultura e outros temas e assuntos – formamos, assim, o maior colegiado de cultura que já existiu.



Avaliamos que todos os Governos (Federal, Estaduais, Municipais) falharam na gestão do Programa no tocante da sua execução, uma vez que ocorreram interrupções de repasses,

cancelamentos de Prêmios, não publicação de convênios, e incompreensões de conceitos sobre “Cultura Viva” e “Pontos de Cultura”.



 Candidatos e candidatas, para melhor contextualização, consideramos relevante que vocês saibam um pouco mais sobre nosso histórico. O I Fórum Nacional dos Pontos de Cultura aconteceu durante a segunda edição da TEIA (Encontro de Pontos de Cultura), em 2007, na cidade de Belo Horizonte – foi nele que ocorreu a criação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. No ano seguinte (2008) realizamos o II Fórum, em Brasília, e no dia 31 de março de 2010 o III Fórum, em Fortaleza. O IV Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (IV FNPC), foi realizado de 19 a 20 de Maio de 2014 (em Natal), como parte da programação da TEIA da Diversidade 2014, foi um marco no processo de mobilização, articulação e, sobretudo, de afirmação cultural e política dos Pontos de Cultura de todo o País. Destacamos que nesse período todo o Movimento Nacional dos Pontos de Cultura e a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) manteve-se ativo e cumprindo com várias de suas tarefas. Para se viabilizar o último Fórum Nacional, realizamos (junto ao Ministério da Cultura) ao longo de 2013 e nos primeiros meses de 2014, fóruns estaduais nos 27 estados (alguns destes em caráter de ‘Conferência Livre’ – contribuindo com a 3ª Conferência Nacional de Cultura), mobilizando cerca de 2000 participantes nas etapas preparatórias e elegendo 715 delegados para o Fórum Nacional. Isso evidencia a vivacidade dessa Rede que experimenta a confluência entre memória e invenção, por meio da renovação trazida pelos novos Pontos e dos diálogos com aqueles que vivenciam essa jornada desde o início.



Continuando ainda parte deste nosso histórico é importante saberem que realizamos a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura em 2011, ocupando a Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional com ponteiras e ponteiros de 16 estados brasileiros e do Distrito Federal; participamos, ativamente, da Cúpula dos Povos em 2012; integramos o 1º Congresso Latino Americano Cultura Viva Comunitária em 2013. Nossa ação culminou no fim de novembro de 2013, com a participação maciça de ponteiros e ponteiras de todo o Brasil e com a aprovação, por aclamação, de quatro entre as 20 prioridades da III Conferência Nacional de Cultura, incluindo a criação Lei Cultura Viva.



Explicitamos, portanto, que com tantas e inúmeras mobilizações, reuniões, encontros, audiências, diálogos e celebrações, somadas à nossa atuação cotidiana em nossos Pontos e comunidades, são provas permanentes de que o processo de encantamento e engajamento, fundamentado na autonomia, no protagonismo e no empoderamento – desencadeado há 10 anos, depois de séculos de opressão, violência e descaso, não terá como ter retorno: avançar é o nosso inevitável e inadiável destino.



Reafirmamos a necessidade, tanto de continuidade, ampliação e avanço do Programa Cultura Viva – ressaltando e fortalecendo seus valores e princípios fundamentais – quanto da instituição definitiva de novas formas de relação entre Estado e sociedade, libertos do paradigma paternalista e da visão impositiva que caracteriza boa parte das políticas públicas. Para tanto, é primordial uma concepção de Estado que, ao invés de impor, disponha das condições e dos meios para o pleno exercício da cidadania cultural, promovendo autonomia, protagonismo e empoderamento social. Indo além, é necessário que o poder público, em todas as instâncias, não só busque a garantia dos direitos culturais, como se empenhe em ampliar a interlocução com os agentes que constroem e mantêm viva a cultura dessa nação.



Sendo assim, a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, composta por 44 Grupos de Trabalho e 27 representações de todos os estados brasileiros e Distrito Federal, expressão máxima da integração dos saberes e fazeres dos Pontos de Cultura, reafirma suas convicções e faz públicas suas propostas prioritárias ao Estado brasileiro, e seus atuais candidatos e candidatas:





- Articulação politica e controle social :



Realizar uma primeira reunião, já no primeiro bimestre do ano de 2015, entre a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e Presidente da República, Ministro da Cultura, e demais Ministérios solicitados, e uma outra reunião após 02 anos de mandato para acompanhamento e avaliação da Carta de Compromissos.



- Estrutura de Gestão:


Valorização dos Servidores do Ministério da Cultura: - Instalação de política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações;



Criação de um orgão especifico para gestão do programa Cultura Viva



Fazer todos os pagamentos dos termos de Compromisso Cultural via Caixa Economica Fedral. E assim garantindo que não haverá atraso no pagamento





- Orçamento:



Investimento na ordem de 2 bilhões de reais em quatro anos para assegurar a implementação da  Lei Cultura Viva como permanência dos Pontos de Cultura em uma política de Estado, com dotação orçamentária prevista em dispositivo legal, mecanismos públicos de controle e gestão compartilhada com a sociedade civil.



Aumentar de R$ 60 mil para R$ 120 mil reias o valor de fomento anual  dos Pontos de Cultura.



Destinação de percentuais das Leis Rouanet e do Audiovisual para o Fundo Nacional de Cultura, vinculando esse recurso também ao Programa Cultura Viva.



Aprovação e execução imediata da PEC 150/2003 para destinação de 2% do orçamento federal, 1,5% dos estados e 1% dos municípios, advindos de receitas resultantes de impostos, sejam aplicados diretamente em Cultura.



- Cultura Digital:



Implementação da Politica Nacional de Banda Larga e da Ação da Cultura Digital da

Politica Nacional Cultura Viva. Ampliar o acesso é preciso, mas seu uso necessita ultrapassar o padrão de consumo de massa, em direção à apropriação dessas ferramentas pelo comum e para o comum. Não basta inclusão digital, é preciso o acesso à estrutura para promover uma cultura digital, colaborativa, que permita aos sujeitos se emanciparem.



- Culturas Populares, Culturas Tradicionais:


Reconhecer e fomentar, política e financeiramente, experiências que se desenvolvem tendo como foco os saberes e fazeres dos mestres e griôs de tradição oral e da cultura popular, com a criação de mecanismos permanentes de apoio e incentivo às redes de transmissão oral e seus vínculos com o sistema educacional e suas práticas nos diversos grupos étnicos culturais que formam o povo brasileiro.

Aprovação da Lei dos Mestres e Griôs

Aprovação da PL 7447, que estabelece diretrizes e objetivos para as políticas públicas de desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais.


- Cidadania e Diversidade Cultural:



Retomanda de todas  tantas Ações e Prêmios que compunham o Programa Cultura Viva explicitando que tal política pública não perca de vez toda a sua original diversidade, que conceitualmente ia para além de Pontos de Cultura e Pontões .

 São estas :

Areté

Agente Cultura Viva

Escola Viva

Economia Viva

Ação Griô

Tuxaua

Pontinhos de Cultura

Economia Viva 



Reconhecer e fomentar, política e financeiramente, ações permanentes e estruturantes de promoção da equidade de gênero; de afirmação das diversas identidades de gênero e orientação sexual; de valorização e afirmação de todos os recortes geracionais, étnico raciais e de crença religiosa; de afirmação e criação de mecanismos que garantam a todas e todos acessibilidade à fruição e à produção de bens culturais, sempre se orientado pela perspectiva política e econômica de ultrapassagem ou minimização das desigualdades de classe;



- Sustentabilidade


Integração das políticas de Economia Solidária junto a Rede dos Pontos de Cultura revalorizando-se, assim, a Secretaria de Economia Criativa e a própria Secretaria Nacional de Economia Solidária.



Criação e implementação do Programa “Nossas Sedes - Nossas Vidas”: Politica nacional de sedes para iniciativas culturais coletivas e gestão compartilhada de espaços públicos, garantindo a diversidade arquitetônica, tendo o BNDES e Caixa Econômica Federal para financiamentos específicos deste programa.



Garantir desapropriação de imóveis que não cumpram a função social da propriedade, conforme previsto no Estatuto da Cidade, assegurando construção, manutenção, adequação e reforma, garantindo o acesso às pessoas com deficiência, incapacidade temporária e/ou mobilidade reduzida e necessidades visuais, sonoras e verbais, em conformidade com a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2008). E que também gere portaria indicando a concessão de uso de imóveis públicos ociosos para Pontos de Cultura, Pontos de Memória, Pontos de Mídia Livre, e Pontos de Leitura que não possuem sede própria e sejam reconhecidos pelo Programa ‘Cultura Viva’.







Cordialmente,

COMISSÃO NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA