CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Rap e Identidade Cultural





 É uma iniciativa cultural lançada neste  10 de abril   na Escola Estadual Júlia Teles,  a partir do trabalho colaborativo que aproxima um coletivo cultural formado por diversos grupos de RAP ( Filosofia de Loucos, Relato Verdadeiro e Resistentes da Favela ),  integrantes da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, Escola Estadual Júlia Teles e que conta com o apoio do Sebrae no campo da capacitação na área do  empreendedorismo e da produção musical.

O projeto reúne adolescentes que estudam no Júlia Teles e pretende  expandir para incluir  estudantes de outras escolas. O objetivo da iniciativa  Rap Identidade Cultural é colaborar para fortalecer a consciência critica, a auto estima e o sentido de pertencimento de adolescentes e jovens a comunidade. 

Pretende-se   oportunizar  o aprendizado dos quatro elementos do hip-hop, a curto prazo, produção de rima e letras  e aprendizagem de passos  e movimentos de dança de rua e em médio prazo,   fundamentos e técnicas de desenhos e pinturas de grafite  e fundamentos e técnicas para o trabalho  como DJs.  

Dar-se-á destaque aos conhecimentos sobre a  história do rap, afim de se quebrar a imagem negativa que algumas pessoas tem com relação ao rap e ao estilo de vida ligado a cultura hip-hop, tanto dentro das oficinas, como por meio de exposição visual,  mostra cultural  dos 4 elementos do hip-hop (rap, grafite, dança e DJ) cuja primeira edição está prevista para acontecer em 30 de maio de 2015, além das redes sociais.

O projeto Rap e Identidade Cultural  tem a intenção de influenciar a utilização da cultura hip-hop  também dentro da sala de aula. Neste sentido é um aliado do projeto “Músicas pela Paz” idealizado e realizado pelo professor Zezito  de Oliveira, que propõe  realizar   atividades de pesquisa e  estudo sobre  os diversos  gêneros musicais e sobre a reflexão acerca da relação das  letras das canções  com os conteúdos de ensino e com o  cotidiano dos alunos (as).

A oficina é realizada nos dias de sextas  e sábados,  e  conta com uma média de 10 adolescentes participantes, pretendendo  expandir para incluir mais pessoas, estudantes de outras escolas e moradores da comunidade.

 uma grande expectativa para a liberação de recursos públicos dos programas  Mais Educação, Mais Cultura e o agora Lei Cultura Viva visando fortalecer e ampliar a iniciativa, em especial as ações de médio prazo, que necessita, de mais recursos financeiros, como é o caso  das  oficinas de  grafite e de  DJs.

Sobre os programas citados  aguarda-se com grande expectativa,  a solução da inadimplência da escola junto ao Ministério da Educação,  para que os recursos possam ser liberados o mais rápido possível.

Quanto ao programa  Cultura Viva, agora considerado Lei Cultura Viva, o Ponto de Cultura  Juventude e Cidadania aguarda liberação de recursos da segunda parcela,   previstos no edital  público em que foi contemplado, mas que demora em razão da burocracia inerente a análise e prestação de contas,  na modalidade de relação estabelecida  por legislação antiga e inadequada, mudada somente  a partir deste mês de abril de 2015.
 

Além da Escola Estadual Júlia Teles,  que cede o espaço físico e o projetor de slides e vídeos, a iniciativa Rap Identidade Cultural conta com o apoio do Sebrae (Serviço de apoio as pequenas e médias empresas) em razão do interesse dos coletivos de Rap  em obter informações especializadas na área de registro de músicas e de nomes de grupo ou conhecimento mais amplo no campo do direito autoral, além de  fundamentos e técnicas no campo da produção musical.


A Ação Cultural colabora na articulação com potenciais novos parceiros, realiza assessoria pedagógica e apoia com a cessão de equipamentos de som e no campo da produção, além do apoio ao registro escrito, fotográfico  e na  divulgação via redes sociais e mídias tradicionais.

Leia também:

Primeiros resultados da primeira fase da exibição do Kit Democratizando - Cinema e Direitos Humanos no Conj. Jardim.

 

Ponto de Cultura Juventude e Cidadania encerra atividades de 2014 com Sarau Multicultural.
 
 Alunos do Júlia Teles participam de Sarau Multicultural
  
Curta "Flores do Jardim" é selecionado para participar de Festival no Rio de Janeiro..
  
 Sergipe presente no Festival do Rio apresentando o filme "Flores do Jardim".



Play list - Tiradentes, sonho e lutas pela liberdade. Ontem, Hoje e Sempre!!!


CELEBREMOS TIRADENTES!
Chico Alencar
"Foi trabalhar para todos
Mas por ele quem trabalha?
Tombado fica seu corpo
Nessa esquisita batalha
Suas ações e seu nome
Por onde a glória os espalha?"
(Cecília Meirelles, 'Romanceiro da Inconfidência').

Não, maravilhosa Cecília, não foi bem uma 'inconfidência', uma 'delação', uma 'deduragem'. Prefiro 'conspiração', 'inssurreição'.
Seja o que tenha sido, é certo que trata-se de uma derrota histórica. Ou, quem sabe, uma vitória?
Aqui estamos, celebrando um certo Joaquim, que também era José, e Silva, e Xavier, como milhões de heróis do cotidiano, que resistem a tantas forcas contemporâneas.
Comemoramos um episódio da história, no tempo em que ainda havia causas pelas quais dar a vida - 'dez, se as tivesse', como disse o Tiradentes diante de seus algozes.
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  http://portaldainconfidencia.iof.mg.gov.br/
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Chico Buarque - Tema de ''Os Inconfidentes'
Chico Buarque de Hollanda - Nº4 é um álbum do músico brasileiro Chico Buarque. Foi lançado no ano de 1970.
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Romanceiro_da_Inconfid%C3%AAncia

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 Exaltação a Tiradentes - Jorge Goulart

Em 1949, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano sagrou-se campeão com este samba-enredo composto por Mano Décio da Viola, Estanislau Silva e Penteado.

A letra foi escrita para exaltar a figura de Tiradentes, o herói que nos libertaria do jugo opressor. A real figura de Tiradentes não é a que fomos acostumados e ver nos livros e quadros. Esta figura foi criada para que o Brasil tivesse um herói.
O samba não deixa de ser lindo e didático.

Ano: 1949
Enredo: Exaltação a Tiradentes
Compositores: Mano Décio da Viola, Estanislau Silva e Penteado.

Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a 21 de abril
Pela Independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais

Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre há de ser lembrado

- O chão da casa de Tiradentes foi salgado pelas autoridades e ele declarado "morto para sempre" pela Devassa, o processo de condenação dos Inconfidentes.

- Deste movimento, denominado Inconfidência Mineira, além de Tiradentes participaram outras figuras de projeção da época como os poetas Tomás Antonio Gonzaga, Claudio Manoel da Costa e Alvarenga Peixoto.
- D. Maria I, a louca, que condenou Tiradentes à morte por enforcamento, fugiu para o Brasil junto com a Corte Portuguesa em 1808.
- Em 1972, Joaquim Pedro de Andrade dirigiu o filme "Os Inconfidentes", uma produção ítalo-brasileira que contava no elenco com José Wilker no papel de Tiradentes.













segunda-feira, 20 de abril de 2015

MAPEAMENTO DE INICIATIVAS CULTURAIS ESCOLARES E COMUNITÁRIAS.



Quando Gilberto Gil assumiu  o Ministério da Cultura (MINC) no ano de 2003, ele   fez um discurso na câmara dos deputados, afirmando  que há muitas iniciativas culturais que nascem e morrem,  sem que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz a nossa gente.(1)

A  partir de então,  o MINC reuniu em diversos momentos,  milhares de agentes ligados as  iniciativas culturais que resistiam e resistem aos  obstáculos e adversidades para produzir cultura nas comunidades, visando  discutir os problemas e encontrar  alternativas. Depois disso  foram criados diversas politicas e programas culturais, com destaque para o Cultura Viva – Pontos de Cultura.

Com o programa Cultura Viva,  pela primeira vez na história da república brasileira, iniciativas culturais de base comunitária, passaram a receber recursos públicos substanciais, com alguma regularidade e mediante seleção pública, além da criação de ambientes e oportunidades para o intercâmbio e troca de experiências.
A despeito disso, ainda há muito  em matéria de produção cultural de base comunitária para ser alcançado pelas ações do programa cultura viva e outras politicas públicas governamentais.

Para contribuir no sentido de tornar isto realidade, diversas ações por parte do MINC, estão sendo iniciadas ou recomeçadas neste ano de 2015,  a partir da vontade politica em  retomar o vigor inicial do Programa Cultura Viva. 

Como uma das formas de fazer valer esta disposição, estão sendo organizadas Caravanas Cultura Viva para interagir com  Pontos de Cultura e outros tipos de iniciativas culturais país afora , além do uso potente das redes sociais, com objetivo de disseminar informações e conhecimentos sobre o Programa Cultura Viva e outras ações  que tenham relação com este, ações desenvolvidas tanto pelo governo, como por agentes culturais e organizações da sociedade civil.

Neste campo da sociedade civil organizada,  a Ação Cultural,  reconhecida como Ponto de Cultura no ano de 2011, tem buscado participar e fortalecer  iniciativas que colaborem para ampliar a presença de mais iniciativas e agentes culturais, nos espaços conquistados de promoção e desenvolvimento da cultura viva comunitária.

Neste sentido,  uma das ações pensadas em 2014 e que pretendemos realizar no ano de 2015, é um mapeamento de iniciativas culturais exitosas que acontecem  nas escolas e em outros espaços das comunidades,  na periferia e no  interior de Sergipe,  afim de estabelecermos uma ligação mais estreita que possibilite a realização em rede, de projetos ou ações conjuntas nas áreas do diagnóstico sócio cultural, planejamento participativo, metodologias do trabalho socioeducativo e cultural, produção cultural colaborativa, uso das redes sociais, conhecimentos especializados em linguagens artísticas e manifestações culturais, captação de recursos, promoção de mostras artísticas ou festivais e etc.

(1)  (...) iniciativas culturais que nascem, e na maior parte das vezes morrem, nas periferias e no interior do nosso país, sem que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz o seu povo. É um projeto que irá ao encontro da criatividade popular não apenas para levar apoio institucional e técnico, oferecendo aos grupos locais condições reais de expressão, desenvolvimento dos talentos e métodos modernos de comunicação, mas sobretudo a troca de informações e experiências que permitirão livrá-los do anonimato e dos guetos a que estão confinados.(...) Acesso ao discurso completo, aqui.

Para começar este  mapeamento, estamos disponibilizando um questionário que poderá ser encontrado neste endereço. https://docs.google.com/forms/d/1imJsUSaaGmYhpQpoN_1v0yeY-cTEJRfZXYKwp4QzHfA/viewform

Para fins de preenchimento do questionário,   INICIATIVA CULTURAL significa atividades, eventos, artistas, lugares, grupos culturais, professores e outros profissionais ou lideres da comunidade envolvidos em trabalhos culturais reconhecidos socialmente e historicamente.

Para saber e participar de ações que já estão sendo realizadas nas áreas que indicamos acima, recomendamos os interessados em participar desta iniciativa cultural colaborativa, a adesão as  páginas e grupos no facebook listados abaixo, além de seguir o blog da Ação Cultural e Produção Cultural nas Escolas.  
 Rede de  Pontos de Cultura de Sergipe
Produção Cultural nas Escolas
blog da Ação Cultural
blog Produção Cultural nas Escolas

Para saber mais sobre a retomada vigorosa do Programa Cultura Viva

 Regulamentada recentemente, a Lei Cultura Viva promete simplificar e fortalecer os chamados pontos de cultura. Ivana Bentes, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, fala ao Agenda sobre a atual gestão do Programa Cultura Viva.

Audiência pública sobre empreendedorismo social inspirado no doc 'Quem Se Importa' de Mara Mourão




Play list - Terra para produzir e amar. Reforma Agrária e Bem Viver!!



 



Reis do Agronegócio - música de Chico César, letra de Carlos Rennó
Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,
Ó produtores de alimento com veneno,
Vocês que aumentam todo ano sua posse,
E que poluem cada palmo de terreno,

E que possuem cada qual um latifúndio,
E que destratam e destroem o ambiente,
De cada mente de vocês olhei no fundo
E vi o quanto cada um, no fundo, mente.
Vocês desterram povaréus ao léu que erram,
E não empregam tanta gente como pregam.
Vocês não matam nem a fome que há na Terra,
Nem alimentam tanto a gente como alegam.
É o pequeno produtor que nos provê e os
Seus deputados não protegem, como dizem:
Outra mentira de vocês, Pinóquios véios.
Vocês já viram como tá o seu nariz, hem?
Vocês me dizem que o Brasil não desenvolve
Sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista.
Mas até hoje na verdade nunca houve
Um desenvolvimento tão destrutivista.
É o que diz aquele que vocês não ouvem,
O cientista, essa voz, a da ciência.
Tampouco a voz da consciência os comove.
Vocês só ouvem algo por conveniência.
Para vocês, que emitem montes de dióxido,
Para vocês, que têm um gênio neurastênico,
Pobre tem mais é que comer com agrotóxico,
Povo tem mais é que comer, se tem transgênico.
É o que acha, é o que disse um certo dia
Miss Motosserrainha do Desmatamento.
Já o que acho é que vocês é que deviam
Diariamente só comer seu “alimento”.
Vocês se elegem e legislam, feito cínicos,
Em causa própria ou de empresa coligada:
O frigo, a múlti de transgene e agentes químicos,
Que bancam cada deputado da bancada.
Té comunista cai no lobby antiecológico
Do ruralista cujo clã é um grande clube.
Inclui até quem é racista e homofóbico.
Vocês abafam mas tá tudo no YouTube.
Vocês que enxotam o que luta por justiça;
Vocês que oprimem quem produz e que preserva;
Vocês que pilham, assediam e cobiçam
A terra indígena, o quilombo e a reserva;
Vocês que podam e que fodem e que ferram
Quem represente pela frente uma barreira,
Seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra,
O extrativista, o ambientalista ou a freira;
Vocês que criam, matam cruelmente bois,
Cujas carcaças formam um enorme lixo;
Vocês que exterminam peixes, caracóis,
Sapos e pássaros e abelhas do seu nicho;
E que rebaixam planta, bicho e outros entes,
E acham pobre, preto e índio “tudo” chucro:
Por que dispensam tal desprezo a um vivente?
Por que só prezam e só pensam no seu lucro?
Eu vejo a liberdade dada aos que se põem
Além da lei, na lista do trabalho escravo,
E a anistia concedida aos que destroem
O verde, a vida, sem morrer com um centavo.
Com dor eu vejo cenas de horror tão fortes,
Tal como eu vejo com amor a fonte linda –
E além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
Vocês não destruíram o horizonte... Ainda.
Seu avião derrama a chuva de veneno
Na plantação e causa a náusea violenta
E a intoxicação “ne” adultos e pequenos –
Na mãe que contamina o filho que amamenta.
Provoca aborto e suicídio o inseticida,
Mas na mansão o fato não sensibiliza.
Vocês já não ´tão nem aí co´aquelas vidas.
Vejam como é que o Ogrobiz desumaniza...:
Desmata Minas, a Amazônia, Mato Grosso...;
Infecta solo, rio, ar, lençol freático;
Consome, mais do que qualquer outro negócio,
Um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático.
Por tanto mal, do qual vocês não se redimem;
Por tal excesso que só leva à escassez –
Por essa seca, essa crise, esse crime,
Não há maiores responsáveis que vocês.
Eu vejo o campo de vocês ficar infértil,
Num tempo um tanto longe ainda, mas não muito;
E eu vejo a terra de vocês restar estéril,
Num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto:
O que será que os seus filhos acharão de
Vocês diante de um legado tão nefasto,
Vocês que fazem das fazendas hoje um grande
Deserto verde só de soja, cana ou pasto?
Pelos milhares que ontem foram e amanhã ser-
Ão mortos pelo grão-negócio de vocês;
Pelos milhares dessas vítimas de câncer,
De fome e sede, e fogo e bala, e de AVCs;
Saibam vocês, que ganham “cum” negócio desse
Muitos milhões, enquanto perdem sua alma,
Que a mim não faria falta se vocês morressem;
Saibam que não me causaria nenhum trauma;Que a mim não faria falta se vocês morressem;
Talvez assim a terra encontrasse um pouco de calma;
 Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio.


Grande Esperança-Zilo e Zalo

A classe roceira e a classe operária
Ansiosas esperam a reforma agrária
Sabendo que ela dará solução
Para situação que está precária.
Saindo projeto do chão brasileiro
De cada roceiro ganhar sua área
Sei que miséria ninguém viveria
E a produção já aumentaria
Quinhentos por cento até na pecuária!
Esta grande crise que a tempo surgiu
Maltrata o caboclo ferindo seu brio
Dentro de um país rico e altaneiro,
Morrem brasileiros de fome e de frio.
Em nossas cidades ricas em imóveis
Milhões de automóveis já se produziu,
Enquanto o coitado do pobre operário
Vive apertado ganhando salário,
Que sobe depois que tudo subiu!
Nosso lavrador que vive do chão
Só tem a metade da sua produção
Porque a semente que ele semeia
Tem quer à meia com o seu patrão!
O nosso roceiro vive num dilema
E o problema não tem solução
Porque o ricaço que vive folgado
Acha que projeto se for assinado,
Estará ferindo a Constituição!
Mas grande esperança o povo conduz
E pede a Jesus pela oração,
Pra guiar o pobre por onde ele trilha,
E para a família não faltar o pão.
Que eles não deixam o capitalismo
Levar ao abismo a nossa nação,
A desigualdade aqui é tamanha
Enquanto o ricaço não sabe o que ganha
O pobre do pobre vive de ilusão!



Assentamento-Chico Buarque

Quando eu morrer, que me enterrem na
beira do chapadão
-- contente com minha terra
cansado de tanta guerra
crescido de coração
Tôo
(apud Guimarães Rosa)
Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim
Vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora
Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Ó Manuel, Miguilim
Vamos embora



A música composta por Pedro Munhoz é obviamente uma reflexão sobre a luta do MST pela Terra. Esta luta também é bandeira antiga e constante d'O Teatro Mágico, que através de Fernando Anitelli confirmou este comprometimento ideológico em show no SWU com a frase:
"Não se fala em Sustentabilidade sem se falar em Reforma Agrária, sem se falar em Agricultura Familiar."

Canção da Terra- O Teatro Mágico

Tudo aconteceu num certo dia
Hora de ave maria o universo vi gerar
No princípio o verbo se fez fogo
Nem atlas tinha o globo
Mas tinha nome o lugar
Era terra, terra
E fez, o criador, a natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra, terra
Madre terra nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra, terra
Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
À terra, terra