CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Excelente Escolha!!! Ivana Bentes na Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura

Amigos é com grande prazer que recebi e aceitei o convite do Ministro Juca Ferreira para assumir a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. Trata-se de um desafio e uma honra encabeçar a Secretaria que elabora e executa o Programa Cultura Viva uma das maiores inovações em políticas culturais do Brasil e que criou os Pontos de Cultura.

Não poderia haver circunstância mais feliz para aceitar esse convite do que a volta do Ministro Juca Ferreira, que toma posse hoje aqui em Brasilia. Acompanhei as políticas do MinC como elaboradora no campo de Comunicação, como participante da rede dos Pontos, com a implantação do Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ, desde 2009, como Diretora da Escola de Comunicação (de 2006 a 2013) quando implementamos o Laboratório Cultura Viva e o Laboratório de Polícas Públicas da Cultura entre tantas ações, seminários, encontros, mobilizações.

Muito me orgulha ter aberto uma instituição pública, a Escola de Comunicação da UFRJ, para o ativismo cultural e os novos movimentos: as redes de midialivre, os coletivos e redes das periferias, a cultura digital.
O que mais me entusiasma é poder contribuir, mesmo em um cenário político hostil, para uma virada de imaginário, a partir da cultura.

A cultura não é "luxo" nem "exceção", é o modelo de mutação do trabalho precário em potência e vida. Nesse sentido, a cultura hoje é um processo transversal que impacta nas formas de produção de valor em todos os demais campos.

Não tem como pensar cultura separado de Comunicação e Midia também. A cultura, no seu viés antropológico, precisa de narrativas para circular, de linguagens.

O MinC de Juca Ferreira traz esse novo entendimento: que podemos, partindo da cultura, repensar questões decisivas como a valorização, apoio, sustentabilidade e ampliação da política dos Pontos de Cultura, dos Pontos de Cultura Indígenas, ações de formação dos movimentos urbanos, novas redes de produção audiovisual, de mídia, dos povos tradicionais, cultura digital, as linguagens urbanas e das artes.
Nem folclore engessado (o típico, o turístico e exótico), nem indústria cultural, simplesmente.

O MinC pode e precisa se reconectar com a Educação, Comunicação, com a Cultura de Redes, com os novos processos das redes e ruas, em que as cidades são os novos laboratórios de políticas públicas.
.
Não será fácil, a luta dos movimentos da cultura está no cerne de uma dura disputa, de um embate vital, de interesses que conspiram contra a vida e contra a imaginação, mas é daqui mesmo, do Plano Piloto e do Eixão Imaginário, que vamos encarar esse embate. Da Diversidade e "Da adversidade vivemos!" (Hélio Oiticica).

Estamos no front, acredito que é possível lutar de qualquer lugar, de dentro e fora da Universidade, de dentro e fora dos Estados, de dentro e fora dos movimentos.

Conto com todos vocês nessa nova etapa de uma construção coletiva!
12 de janeiro de 2015
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 Os Pontos de Cultura são os "médicos cubanos" do sistema cultural. Tem uma capilaridade impressionante, chegam onde o Estado não chega, inventam ambientes cognitivos novos, estéticas e linguagens. São rurais, urbanos, digitais, de matriz africana, ambientais, de inovação tecnológia e de linguagens. . Os Pontos mobilizam o desejo e estão fazendo uma transformação real, uma rede que vem não só dos Estados e grandes cidades, mas principalmente dos municipios e das cidadezinhas de todo o Brasil.
25 de janeiro de 2015
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Ou o Brasil muda sua cultura juridica ou a cultura juridica mata o Brasil. Porque os gestores também precisam de uma revolução! Foram mais de 60 reuniões em duas semanas no Ministério da Cultura, em que conhecemos, ouvimos, mapeamos propostas, urgências, garlalos, demandas na Secretaria de Cidadania e Diversidade do Ministério. Aqui, numa reunião com representantes dos temidos orgãos de controle do Estado: CGU, TCU, Conjur e outros gestores e sociedade civil defendendo fortemente uma mudança na Cultura Juridica que tire as redes, Pontos de Cultura, coletivos, comunidades do lugar da suspeição e da insegurança jurídica! Foram horas de debates e argumentação com considerações embates de toda ordem para avançarmos no que será um novo instrumento de descriminalização dos Pontos de Cultura, as mudanças que serão regulamentadas com a Lei Cultura Viva, uma demanda histórica dos Pontos de Cultura. A regulamentação da Lei, agora com 19 versões, é um super avanço na mentalidade do "todos são suspeitos" que ainda domina a máquina do Estado.Avante!
P.S. As mudanças chegam no momento em que sai também o Marco Civil para a Sociedade Civil (MROSC) na mesma linha de descriminalizar e regular a relação do Estado com as organizações da sociedade.
25 de janeiro de 2015


A revolução digital cultural de Juca Ferreira e seus malucos-belezas


Conheci Juca Ferreira no inicio da gestão Gilberto Gil no Ministério da Cultura.
Ele havia lido artigos meus, dos anos 90, defendendo a criação de uma economia da música brasileira. Dizia, então, não apenas do potencial econômico da música brasileira, mas diplomático e de marketing da marca Brasil.
A seu pedido, fiz uma palestra em uma encontro de Conselhos de Música estaduais. Lembro-me ter falado do avanço das então incipientes redes sociais e da importância de se definir uma estratégia de inserção da música brasileira nesse novo ambiente.
A marca Brasil tinha três ingredientes fortes para conquistar a juventude mundial: meio ambiente, sensualidade e jeito descolado e alegre do brasileiro. E o meio digital era o adequado para propagar esses valores, porque trabalhando com imagens (e cores) e música. Sugeria a criação de departamentos que preparassem divulgadores para entrar nas redes sociais vendendo o modo de ser brasileiro.
Só faltava o modelo de negócios, campo no qual os norte-americanos são imbatíveis.
Dei algumas sugestões que não avançaram por razões de burocracia.
Mais importante, no grupo trazido por Gil conheci um grupo de pensadores digitais definitivamente antenados com o novo, a começar do maluco-beleza Cláudio Prado. E, principalmente, com a visão da arte como um fator cultural e de integração dos diversos Brasis. Tudo sob a batuta de Juca.
Lembrei-me do período Francisco Weffort na Cultura de FHC. Quando comecei meus escritos sobre a economia da música, Weffort convidou-me a integrar um futuro Conselho da MPB. Declinei do convite mas me dispus a acompanhar as reuniões, para poder sugerir temas e divulgar decisões.
A primeira reunião teria sido um regalo, se os músicos se limitassem a tocar: um grupo de músicos fantásticos... com seus instrumentos. Mas as ideias! A primeira proposta foi a de que as verbas da Cultura deveriam passar pelo conselho para impedir que fossem desperdiçadas com “bandinhas do interior”. A reunião vazou e o Conselho morreu.
Ficou claro, desde aquele momento, a dificuldade de tratar com um meio como a música e as artes em geral, com muito talento mas muito ego impedindo qualquer ação mais racional. E nas reuniões com os conselhos de música, já na era Gil, essa dificuldade era nítida.
No meio do encontro, um grande pianista do Rio insurgiu-se contra os produtores, dizendo que na cadeia produtiva da música o elo mais importante era o músico. Disse-lhe que não. No Brasil, o músico era matéria prima abundante e de alta qualidade. O elo mais importante era a pessoa que pudesse pensar novos modelos de negócio.
Mas o exército mambembe de Gil conseguiu proezas inacreditáveis.
A cultura tem um lado tradicional (a cultura regional), um lado empresarial (a indústria do audiovisual) e um lado transgressor (os jovens definitivamente fora do eixo). A estratégia de Juca contemplava as três frentes.
Em relação à cultura regional, os Pontos de Cultura foram uma política de ruptura. Selecionavam grupos de cultura variados, de tribos indígenas a jovens de periferia, entregavam equipamentos de audiovisual e cursos para que pudessem produzir seus vídeos.
Fiz um Brasilianas com um encontro desses grupos em Fortaleza, a Teia, como diziam. Grupos indígenas, quilombolas, sambistas, maracatus desfilando pelas ruas da cidade, em um espetáculo inesquecível de brasilidade. O projeto esbarrou na burocracia da prestação de contas.
Em relação à indústria do audiovisual, em vez da mera distribuição de verbas, o MinC definiu políticas estruturantes, como a Lei do Cabo, que induziu os canais a cabo a investir em coprodução com empresas nacionais. Houve um renascimento da indústria, com a consolidação de inúmeras empresas produzindo filmes ou prestando serviços terceirizados para empresas estrangeiras.
Em relação aos fora do eixo, as verbas da Cultura permitiram a criação de circuitos nacionais de shows organizados por novos grupos definitivamente “udigrudis”. Na juventude, o próprio Juca, assim como Cláudio Prado, morou em comunidades que pretendiam criar sua própria economia.
Sua nomeação para Ministro permitirá a retomada dessas estratégias. E também um bônus extra para o governo Dilma. Se a intenção da presidente, depois de eleita, é se aproximar também dos novos movimentos digitais, encontrou o interlocutor perfeito.
A presença de Capilé – o controvertido e brilhante guru das Casas Fora do Eixo – no coquetel de posse de Dilma já foi um sinal.
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O MinC e a mídia. A Cultura estará no centro dos embates politicos e da mídia porque atravessa disputas decisivas em torno da democracia direta e da ruidocracia. 
"(...) A pergunta que fica é: por que o ministério que possui o menor orçamento de toda a Esplanada merece uma atenção tão minuciosa da mídia sobre cada um dos nomes que estão sendo indicados para compor a equipe?" 
"(...) Desde que a presidenta Dilma Rousseff começou a anunciar o seu novo ministério, notícias e mais notícias sobre os indicados surgiram na imprensa. Contudo, as matérias ou entrevistas nunca passaram muito além dos perfis dos novos ministros. Do ministério da Fazenda ao ministério da Educação, as novas equipes indicadas pelos ministros passaram completamente em branco. Com a exceção do ministério da Cultura...
"Primeiro foi o jornalista Fernando Molica no jornal O Dia. Molica utilizou metade de sua coluna diária para tecer sua crítica contra a professora Ivana Bentes, nova Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do ministério. O curioso foi o método utilizado pelo jornalista: uma busca completa por todo o histórico de Ivana no Facebook para apontar os momentos em que a professora fez críticas ao governo. Até mesmo a participação em um debate ao lado da black bloc Sininho foi apontada em tom de denúncia. Poucos sabem, mas o filho de Fernando Molica, Julio Molica, foi o repórter da Globonews agredido pelos black blocs em 2013. Mas aí já é outra história..."
" No dia seguinte foi a vez do jornal O Globo fazer matéria de meia página sobre a história de Ivana Bentes e os motivos pelos quais foi indicada para a Cultura. Nenhum fato desabonador sobre Ivana apareceu na matéria, apenas suas posições políticas. Meia página para contar a história de uma indicada para uma secretaria interna da Cultura. Um privilégio que nenhum outro ministério teve. Como diria Ancelmo Gois: "Parece estranho. E é".
"A estranheza, todavia, acabou-se. Hoje foi o editorial do Estadão que mirou no ministério. Intitulado "Cultura sem chefe" o jornal foi bem didático em explicar para os desavisados quais são os motivos que estão levando a imprensa a avançar sobre o novo ministro Juca Ferreira e sua equipe. O jornal ataca o fato de Juca ter anunciado a criação do "Gabinete Digital", espaço de participação na internet para consulta pública sobre as ações do ministério.
"Nas palavras do editorial do centenário jornal paulista, "a proposta parte de uma visão ideológica da coisa pública, em que os cidadãos organizados e os movimentos sociais seriam os verdadeiros titulares da administração". Diz ainda que, "na prática, ao propor a participação social como estratégia de gestão de um ministério, está deixando o Ministério com outras pessoas".
" Pronto. De forma clara e legítima o Estadão explicou para todos nós qual o principal motivo do ministério da Cultura merecer tanto apedrejamento por parte da imprensa, tal qual uma Geni. O motivo é o desprezo que certa imprensa comercial possui por qualquer ação que vise a participação e deliberação popular. Mas desse programa político Juca Ferreira e sua equipe - Ivana Bentes e João Brant - parecem não abrir mão. Ainda bem."
Theófilo Rodrigues é cientista político.
http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasilia/por-que-o-ministerio-da-cultura-e-a-nova-geni-76-37048

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Leia também:

domingo, 25 de janeiro de 2015

ONCOTO Entrevista Egberto Gismonti




Mais.. Egberto Gismonti

https://www.youtube.com/results?search_query=Sele%C3%A7%C3%A3o+com+Egberto+Gismonti

Egberto Gismonti no facebook

Egberto Gismonti
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Egberto Gismonti
Egberto Gismonti
Informação geral
Nome completo Egberto Amin Gismonti
Nascimento 5 de dezembro de 1947 (67 anos)
Local de nascimento Carmo, Rio de Janeiro
Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação(ões) Músico
Egberto Gismonti Amin (Carmo, 5 de dezembro de 1947) é um compositor, multinstrumentista,1 cantor e arranjador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, destacando-se pela sua capacidade de experimentação.

Índice

Biografia

De família musical, começou a estudar piano aos seis anos.2 Ainda na infância e adolescência, seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou de um festival da TV Globo com a canção "O Sonho", que atraiu a atenção do público e elogios da crítica.2 Partiu nesse mesmo ano para a França, onde estudou música dodecafônica com Jean Barraqué e análise músical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou seu primeiro disco, Egberto Gismonti, com forte influência da Bossa Nova. O álbum acabaria sendo uma de suas obras mais acessíveis, dado que, nos anos 1970, Gismonti se dedicaria a pesquisas musicais e experimentações com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, pouco antes do lançamento de seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve sua carreira impulsionada por Maysa. Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP Maysa, lançado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das gravadoras brasileiras com o seu estilo o levou a procurar refúgio em selos europeus, pelos quais lançou vários álbuns pelas décadas seguintes. Gismonti explorou diversas avenidas da música, sempre imprimindo o seu interesse pessoal: o choro o levou a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade com a tecnologia e a influência da Europa o levaram aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil o levaram a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios yawaiapiti, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida - se não comercialmente explosiva - e o artista continuou gravando seus álbuns e participando de discos alheios, além de fazer turnês de sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou ou colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc, Naná Vasconcelos,3 Marlui Miranda, Wanderléa, Charlie Haden, Jan Garbarek, André Geraissati, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira e Flora Purim.
Nos anos 80, Gismonti recomprou os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país donos de seu próprio acervo. Sua discografia foi, então, relançada pelo seu próprio selo, Carmo. Muitos músicos têm gravado suas composições recentemente.

Discografia

  • Egberto Gismonti (1969)
  • Sonho'70 (1970)
  • Janela De Ouro (1970)
  • Computador (1970)
  • Orfeu Novo (1971)
  • Água & Vinho (1972)
  • Egberto Gismonti - Arvore (1973)
  • Academia De Danças (1974)
  • Corações Futuristas (1976)
  • Dança Das Cabeças (1977), com o percussionista Naná Vasconcelos
  • Carmo (1977)
  • Sol Do Meio-Dia (1978), com Jan Garbarek, Collin Walcott e Ralph Towner
  • Nó Caipira (1978)
  • Solo (1979)
  • E. Gismonti, N. Vasconcelos e W. Smetak (1979)
  • Magico (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Folk Songs (1979), com Charlie Haden e Jan Garbarek
  • Antologia Poética de João Cabral de Melo Neto (1979)
  • Antologia Poética de Ferreira Gullar (1979)
  • Antologia Poética de Jorge Amado (1980)
  • A Viagem Do Vaporzinho Tereré, con Dulce Bressante (1980)
  • O Pais Das Aguas Luminosas (1980)
  • O Dirigivel Tereré, com Francis Hime (1980)
  • Sanfona (1980)
  • Circense (1980)
  • Em Família (1981)
  • Fantasia (1982)
  • Guitar From ECM (1982)
  • Sonhos De Castro Alves (1982)
  • Cidade Coração (1983)
  • Egberto Gismonti & Hermeto Paschoal (1983)
  • Works (1984)
  • Egberto Gismonti (1984)
  • Duas Vozes (1984), con Nana Vasconcelos
  • Trem Caipira (1985), versões de Villa-Lobos
  • Alma (1986)
  • Egberto Gismonti-Live (1986)
  • Feixe De Luz (1988)
  • O Pagador De Promessas (1988) trilha sonora da minissérie(TV Globo)
  • Dança Dos Escravos (1989)
  • Kuarup (1989), trilha sonora do filme
  • Duo Gismonti / Vasconcelos (1989)
  • Infância (1991) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Amazônia (1991), trilha sonora da novela (TV Manchete)
  • El Viaje (1992), trilha sonora do filme
  • Casa Das Andorinhas (1992)
  • Música De Sobrevivência (1993) com Nando Carneiro, Zeca Assumpção e Jaques Morelenbaum
  • Egberto Gismonti - ao vivo no Festival in Freiburg Proscenium (1993)
  • Egberto Gismonti - ao vivo em São Paulo (1993)
  • Zig Zag (1996)
  • Meeting Point (1997)
  • In Montreal (2001)
  • Saudações (2009)
  • Mágico - Carta de amor (2012), com Charlie Haden e Jan Garbarek

Referências


sábado, 24 de janeiro de 2015

Play list - "Paulicéia Desvairada" - Homenagem aos 461 anos da cidade de São Paulo.

 São Paulo nas pinturas de André Crespo
Por Vaas
André Crespo é um artista paulistano que reflete em suas pinturas o orgulho e o prazer de viver em uma grande metrópole. Assim como retrata a cidade de São Paulo, o pintor reúne conhecimentos e culturas de outros países  em experiências que transformam o conceito de “arte urbana” ,  mostrando situações desordenadas, movimentadas e frenéticas da cidade em conflito com o registro pictórico.
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SÃO SÃO PAULO - TOM ZÉ



São Paulo, São Paulo PREMEDITANDO O BREQUE

 

Criolo - "Não Existe Amor em SP"


Joelho de Porco - São Paulo by the day





Venha Até São Paulo - Itamar Assumpção


Tom Zé - Augusta, Angélica e Consolação



Fernanda Abreu - São Paulo - SP



Sampa - Caetano Veloso



Beto Guedes - São Paulo



Zélia Duncan -  cidade de SP



 BANDA MOXOTÓ - SÃO PAULO, REGGAE NIGHT

 BANDA MOXOTÓ & ANASTÁCIA - MOXOTÓPOLIS

 

 Adoniran Barbosa - O trem das onze




Mais músicas....

AQUI

 Prefeitura de São Paulo incentiva a cidadania cultural
Nabil Bonduki, arquiteto, urbanista, ex-vereador e novo secretário municipal de cultura, em entrevista exclusiva ao jornalista Oswaldo Luiz Colibri Vitta, fala sobre o plano diretor, a crise hídrica e seu amor pela cidade que comemora 461 anos de sua fundação. Além disso, ele fala dos desafios à frente da pasta. 

Ouça entrevista..

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Sobre a expressão "Paulicéia Desvairada"

Paulicéia Desvairada



Por Felipe Araújo

Paulicéia Desvairada, obra de Mário de Andrade publicada em 1922, mesmo ano da Semana de Arte Moderna, foi um marco da literatura brasileira e traçou os alicerces da estética do Modernismo no país.  A antologia de contos do escritor paulista foi a primeira obra realmente de vanguarda do movimento Modernista.

Rompendo radicalmente com as obras anteriores de Mário de Andrade, Paulicéia Desvairada faz uma análise do provincianismo e da sociedade paulista do começo do século XX. Anos mais tarde, na conferência “O Movimento Modernista”, o escritor definiu o livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”.

Entre outros aspectos, Paulicéia Desvairada surgiu em um cenário de mudanças em São Paulo, que ganhava uma paisagem cada vez mais urbana e menos rural. Além disso, naquele período teve início o processo de explosão demográfica na cidade e a chegada dos imigrantes de diversos países.

Durante a Semana de Arte Moderna de 1922, um dos poemas de Paulicéia lidos ao público foi Ode ao Burguês. A questão era que a própria plateia era o alvo de versos da poesia como: "Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,/ o burguês-burguês!/ A digestão bem-feita de São Paulo!/ O homem-curva! O homem-nádegas!/ O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,/ é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!".

Ao contrário de outros artistas como Menotti del Picchia e Manuel Bandeira, Mário de Andrade foi quem rompeu com maior rispidez a relação entre o Modernismo e as escolas anteriores. Esse desprendimento integral pode ser notado no famoso Prefácio Interessantíssimo, no qual o autor indica, de forma mordaz e espirituosa, as bases da criação de Paulicéia Desvairada. "Imagino o seu susto, leitor, lendo isto. Não tenho tempo para explicar: estude, se quiser (...)", escreveu o autor.
 
Permeando as páginas de Paulicéia Desvairada, são encontrados deboches, perturbações e suspeitas de Mário de Andrade em relação ao lugar em que foi criado: São Paulo. Porém, a grande inovação da obra estava em sua forma. Conciliando estéticas diferentes para criar o panorama da cidade, o escritor apresenta um nova realidade social, mas não incorpora os "ismos", que eram as vanguardas da Europa como o Expressionismo, o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.

Influenciado pelo Futurismo de Ardengo Soffici, pintor italiano e intelectual do Fascismo, Mário de Andrade esboçou um espaço urbano renovado dentro de um tempo provisório. Do Expressionismo, representou os problemas sociais de forma burlesca e alterada. Porém, estas influências europeias estariam transformadas e digeridas, de acordo com o Manifesto Antropofágico, escrito por Oswald de Andrade.





ANDRADE, Mário de. De Paulicéia Desvairada a Café (Poesias Completas). São Paulo: Círculo do Livro, 1986.


http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/dossie-modernismo-semana-sem-juizo
http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/pauliceia-desvairada-402047.shtml
http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/literatura/primeiro-tempo-modernista/as-vanguardas-europeias-e-os-ismos-contemporaneos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto_Antrop%C3%B3fago
http://revistarascunhos.sites.ufms.br/files/2012/07/4ed_artigo_6.pdf

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São Paulo não é a avenida Paulista. São Paulo é a resistência na periferia

Os símbolos de São Paulo não deveriam ser os ásperos espigões da avenida Paulista, o verde do Ibirapuera, os aromas do Mercado Municipal, os sabores dos bons restaurantes e os sons da Sala São Paulo.
São Paulo é um rapaz que nasce, negro e pobre, no extremo da periferia e, apesar de todas as probabilidades contrárias, chega à fase adulta. É um vendedor ambulante que sai de casa às 4h30 todos os dias e só volta tarde da noite, mas ainda arranja tempo para ser pai e mãe. É a jovem que, mesmo assediada no supermercado onde trabalha, não tem medo de organizar os colegas por melhores condições. É a travesti que segue de cabeça erguida na rua, sendo alvo do preconceito de “homens e mulheres de bem'', sabendo que não consegue emprego simplesmente por ser quem é.
São Paulo é resistência. Não aquela cantada em prosas e versos, da resistência dos ricos e poderosos, que com seus grandes nomes deixaram grandes feitos que podem ser lidos em grandes livros ou vistos na TV. Mas a resistência solitária e silenciosa de milhões de anônimos que não possuem cidadania plena, mas tocam a vida mesmo assim.
(A íntegra do texto está no blog. Vai lá dar uma olhada.)

 http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/01/25/sao-paulo-nao-e-a-avenida-paulista-sao-paulo-e-a-resistencia-na-periferia/

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VÃO



Atuei em 16 filmes de curta metragem. Poucos estão disponíveis no you tube, pois a maioria dos produtores preferem não publicá-los para inscreverem como inéditos em festivais. Aqui apresento um deles, com o prazer de ter atuado ao lado de Thais Carvalho com esta equipe incrível da ELCV sob a direção de Ricardo Freitas, Roteiro de Leite Diogo e Anna Lia Baudracco, fotografia de Peri Semmelmann e André Mutton! Saudades de todos. Compartilho com os amigos de Aracaju que ainda não conhecem minha atuação em cinema.
... Provocar a imaginação do espectador em menos de tres minutos é a terefa de um curta metragem. CURTAM!
Eduardo Freitas



 Quando assisti o video fiquei bastante feliz pelo que vi. Imagens, interpretação e roteiro. Mais feliz por ser Eduardo Freitas, o protagonista principal, um companheiro de trabalho que está trazendo seu talento e sua criatividade para colaborar nas descobertas do talento que se esconde por dentro das crianças e adolescentes do Conjunto Jardim, além de provocá-los para que possam criar ainda mais. Sempre digo, oportunidades para crianças e adolescentes da periferia descobrir o melhor que tem dentro de cada um, é a melhor maneira de construirmos um futuro de paz e felicidade. Mas, alguns dizem e tem muita gente que não acredita. Se mais gente acreditar e ajudar a criar oportunidades,  o mundo será bem melhor. (Zezito de Oliveira)

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A iniciativa play list temáticas.


A play list é um projeto embrião da rádio web da Ação Cultural, enquanto isto não acontece, a gente vai fazendo o que pode, usando as frestas ou as brechas proporcionadas pelas novas tecnologias,  igual a uma flor que irrompe no asfalto. Neste caso, o asfalto do controle dos meios de comunicação pelo poder econômico.
O legal mesmo será a democratização das ondas eletromagnéticas para que organizações como a Ação Cultural associada a outras semelhantes,  possam  dispor de espaço nas frequências do rádio e da televisão para se comunicar com muito mais pessoas.
 http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
Mas essa conquista só virá com muita luta, persistência e ações como esta.
E assim, a gente faz um país.
O conceito dessa proposta pode ser utilizado por comunicadores que atuam em quaisquer  espaço, inclusive em alguns grandes meios, em especial os públicos .
Diga-se de passagem, a Rádio Cultura Brasil, da Fundação Padre Anchieta (SP), foi uma das fontes de inspiração para este trabalho. http://culturabrasil.cmais.com.br/
Outras músicas podem ser sugeridas nos comentários, tanto por aqui, como no facebook.
 https://www.facebook.com/radioacaocultural
Quem quiser pode enviar um tema e uma relação de músicas para compor outras playlists.
Confira as outras play lists no arquivo do blog, localizado no lado direito, em cima.

 (Zezito de Oliveira)