CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Escola Estadual Júlia Teles (Aracaju) é selecionada como um dos pontos nacionais de exibição da atividade Democratizando - 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul.



A atividade que será realizada em parceria com o Ponto de Cultura Juventude e Cidadania/Ação Cultural, o qual disponibilizará caixas de som em diversos tamanhos, pequenas, médias ou grandes, para somar com o projetor digital que a escola já possui ou acrescentar mais um projetor digital, podendo oferecer duas sessões de filmes ao mesmo tempo, em salas diferentes. Além do apoio na mobilização e organização das sessões e atividades extras como debates.

Antes da apresentação dos filmes da mostra, também será apresentado curtas produzidos pelo Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, a maioria com a alunos (as) da escola e curtas de Pontos de Cultura localizados em outros municipios de Sergipe e de outros Estados.



O periodo disponivel para a realização da mostra na escola será entre  08 de janeiro a 31 de março de 2015.



Lista dos Pontos de Exibição
http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/…/democrati…/

O Projeto Democratizando é uma iniciativa integrante da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. Além disso, os espaços inscritos poderão organizar palestras, workshops e outros tipos de encontro para discutir Direitos Humanos e outros temas relacionados.

As exibições acontecerão entre janeiro e março de 2015, e são de responsabilidade das instituições que se inscreveram para receber o material do Democratizando. Cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, entre outros, são os espaços que abrigarão esta ramificação da 9ª Mostra.

O kit Democratizando é totalmente gratuito e será entregue em caixa personalizada, contendo camisa, bolsa, bloco de notas, caneta, catálogo do evento e o encarte com 3 DVDs. Em formato digital, os filmes enviados terão como opção a utilização de closed caption e audiodescrição, além de legendas para cinco idiomas: árabe, espanhol, inglês, francês e mandarim.“A Vizinhança do Tigre”, de Affonso Uchoa; “Cabra Marcado pra Morrer”, de Eduardo Coutinho, “Pelas Janelas”, de Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos; “Que Bom te Ver Viva”, de Lúcia Murat; “Rio Cigano”, de Júlia Zakia; e “Sophia”, de Kennel Rógis são os filmes que compõem o kit.

TV Brasil estreia em dezembro duas séries que tratam da diversidade religiosa brasileira


Cena de um dos episódios da série Cena de um dos episódios da série "Entre o Céu e a Terra"
Publicada em 17:02 08/12/2014 - por: Redação EBC

“Entre o Céu e a Terra” Acesso AQUI e “Retratos de Fé” venceram pitching realizado em 2013 e trazem visões e reflexões sobre religião e religiosidade
 
sO primeiro deles tinha como objetivo selecionar programas que abordassem temas filosóficos e culturais ligados à religiosidade sob uma perspectiva jornalística. A série Entre o Céu e a Terra abre espaço plural de debate e reflexões sobre as religiões e crenças que existem no país.Quem sintonizar na TV Brasil nessa quarta e quinta-feira, dias 10 e 11 de dezembro de 2014, às 20h, irá acompanhar duas séries que tratam de religião e religiosidade no Brasil. Entre o Céu e a Terra, produzida pela Realejo Filmes, e Retratos de Fé, da Aldeia Produções, foram vencedoras de dois concursos (pitchings) realizados em 2013.
O outro edital buscava trazer para a tela da TV a possibilidade de cada grupo religioso transmitir sua mensagem de fé. Na série Retratos de Fé, os representantes de diferentes religiões expressam o sagrado de sua doutrina de forma direta, sem nenhum tipo de mediação ou interferência.
“Os dois editais têm como origem um amplo diálogo entre o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a sociedade, que resultou numa Resolução do Conselho, criando a Faixa da Diversidade Religiosa, que garante a presença da pluralidade de credos religiosos nos veículos públicos do país”, conta a diretora interina de produção da TV BrasilMyriam Porto.

Série “Entre o Céu e a Terra” combina documentário e ficção
Na série "Entre o Céu e a Terra", Alberto encontra sua mãe Dona Olga após a morte do pai Na série "Entre o Céu e a Terra", Alberto encontra
sua mãe Dona Olga após a morte do pai
A primeira série a ir ao ar, na quarta-feira (10), éEntre o Céu e a Terra, que, a cada semana, traz um tema diferente apresentado sob a visão de diversas lideranças espirituais, de especialistas de outras áreas do saber, como filósofos, psicanalistas, sociólogos, cientistas da religião, teólogos, e de ateus e agnósticos. Os temas abrangem questões da experiência humana como sexo, dinheiro, vida após a morte, além de mistérios do universo religioso como espaços sagrados, ritos e rituais, símbolos e representações.
“Há no Brasil um fenômeno da expressão cristã na TV aberta, que se tornou hegemônica e que, por si só, merece um contraponto. Há muitas maneiras de se professar a fé e todas elas têm seu papel e espaço na sociedade e, portanto, merecem estar representadas na TV e em outras esferas públicas", avalia Thomas Miguez, diretor e produtor-executivo de Entre o Céu e a Terra.

O formato do programa combina o documentário – na forma de entrevistas - com a ficção. Em cada episódio, Alberto (Clayton Mariano), um biólogo, observador dos fenômenos da vida e do comportamento, começa a indagar-se sobre questões comuns aos homens e mulheres de todos os tempos como a origem do mundo, o que é deus, qual é o sentido da existência, porque ajudamos os outros, porque nos organizamos em famílias e outras tantas reflexões.
A série Entre o Céu e a Terra apresenta o que pensam os muçulmanos sobre o adultério no episódio “Amor e Casamento”; o que tem a nos dizer a Seicho-No-Ie do Brasil sobre natureza; o Santo Daime sobre comunidade e pertencimento; a Igreja Batista sobre o bem e o mal; a Igreja Católica sobre milagres; o Espiritismo sobre solidariedade, além de outras religiões que participarão dos episódios a cada semana.
"A jornada que Alberto cumpre durante a temporada passa por situações e eventos que a maioria das pessoas já experimentou: a perda de alguém importante na vida, a crise no casamento, a relação com a filha inquieta e questionadora, o reencontro com um velho mestre, sempre relacionadas diretamente à sua vida. Isso passa, claro, pela busca da identificação do público com a trajetória do nosso personagem. Mas também quer, com isso, dar protagonismo ao cotidiano, extrair dos fatos do dia a dia camadas mais profundas de significados além do superficial e evidente. Afinal, essa é a nossa vida, um fluxo contínuo de pequenas coisas que, somadas, pode e deve ganhar uma dimensão extraordinária”, diz Marcos Lazarini, roteirista de Entre o Céu e a Terra.

Novas atrações buscam ajudar telespectador a conhecer diferentes visões de mundo
Bastidores da gravação de "Retratos de Fé"                                                 Bastidores da gravação de "Retratos de Fé"
Na quinta-feira (11), a série Retratos de Fé abre espaço para que um determinado credo se expresse livremente, apresentando suas concepcões, crenças, cerimonias, vivencias e manifestações religiosas, num verdadeiro aprofundamento religioso. Em cada episódio, praticantes com diferentes níveis de envolvimento – líderes religiosos, praticantes de longa data ou recém-convertidos – falam da experiência religiosa a partir do seu ponto de vista, permitindo-nos um olhar plural da prática religiosa apresentada no programa.
“Estamos torcendo para que, ao conhecer melhor cada uma dessas práticas religiosas, os espectadores reflitam sobre a importância do respeito às diferentes formas que o povo brasileiro tem de se relacionar com o Sagrado”, diz Alfredo Alves, diretor de Retratos de Fé.


Entre as práticas religiosas mostradas na série estão: Adventista, Bola de Neve, Daime, Islamismo, Mórmons, Presbiteriana, Vale do Amanhecer, Católica Ortodoxa e outras.
“É missão fundamental de uma empresa pública de comunicação oferecer ao cidadão programas que contribuam com o acesso à informação e viabilizem o conhecimento da pluralidade de visões, valores e projetos para a sociedade”, analisa Myriam Porto, diretora interina de produção da emissora pública.
Sobre os fatores determinantes para a escolha dos projetos vencedores dos dois editais, Myriam explica que foi levado em conta pela Comissão Avaliadora quesitos como originalidade e criatividade artística, qualidade da estrutura narrativa, dos argumentos e das sinopses, adequação ao tema proposto, cronograma e orçamento, além de uma concepção multiplataforma.
Os telespectadores terão materiais extras disponíveis no site e também no Facebook da emissora.
Primeiros Episódios
Programa entrevista o índio Kaká Werá da tribo GuaraniPrograma entrevista o índio Kaká Werá da tribo
Guarani
No episódio de estreia de Entre o Céu e a Terra, o biólogo Alberto mergulha em uma crise sobre suas certezas científicas no dia da morte de seu pai e sai em uma jornada rumo a novas descobertas. Partindo das indagações de Alberto, lideranças espirituais e especialistas de outros saberes apresentam suas crenças de como seria esta pós-vida, as implicações existenciais da fé em uma vida pós-morte, e as implicações éticas de não se acreditar em um plano espiritual.

O programa trará depoimentos de representantes de algumas crenças professadas no Brasil, como do Candomblé, por meio da baiana Makota Valdina para quem “a gente quer ser feliz aqui e agora”; do islamismo, representado pelo Imam Sami Isbelle, que nos conta como será o paraíso para os muçulmanos; da possibilidade de comunicação com os mortos para os espíritas; da terra sem males do povo Guarani na voz do indígena Kaká Werá; do filósofo Renato Janine Ribeiro, do teólogo pernambucano Gilbraz Aragão; e do ateu, Daniel Sottomaior.
Já o episódio de estreia de Retratos de Fé mostra como o Islamismo é professado em algumas localidades brasileiras. Em São Paulo, o telespectador conhecerá a Mesquita Brasil e o Sheik iraniano recém-formado, Abdul Hamide, que fala como foi o seu processo de formação, como está a sua adaptação no Brasil e qual a importância da sua escolha para ele e sua família.
Primeiro episódio de "Retratos da Fé" aborda o IslamismoPrimeiro episódio de "Retratos da Fé" aborda oIslamismo
Em Foz do Iguaçu, berço no Islamismo no Brasil, o Sheik Abdul Nasser, de origem libanesa, explica os cinco pilares do islão: a recitação e a aceitação da crença, orar cinco vezes ao dia, pagar esmola, observar jejum do Ramadão e peregrinar à Meca. Todos os dias ele lidera as orações na Mesquita Branca.
Em Manaus, o jornalista Anwar Assi, que nasceu em família islâmica, visita a primeira Mesquita da capital amazonense que ficou pronta em 2012, apesar da grande comunidade que existe naquela região. Ele conta da sua expectativa para uma futura visita à Meca. Em Curitiba, um casal de brasileiros que se converteu recentemente ao islamismo conta porque optou pela conversão e como foi o processo de adaptação aos novos hábitos de vida. Comerciantes, eles não abrem mão de fazer as cinco orações por dia e praticar diariamente todos os ensinamentos do islamismo.
Ficha técnica da série “Entre o Céu e a Terra”
Produtora: Realejo Filmes
Direção-Geral: Marcelo Machado
Direção e Produção Executiva: Thomas Miguez
Roteiro: Daniele Ricieri, Marcos Lazarini, Thiago Dottori
Elenco: Clayton Mariano, Renata Bruel, Victor Bittow, Patricia Pichamone, Annalara Prates, Diogo Granato, Ney Piacentini, Lidianne Seabra Marques, Chico Américo, Rodolfo Amorim, Ana Carolina Godoy, Bri Fioca, Benito Karmonah, Rogério Brito, Otávio Dantas, Neusa
Velasco, Tasia D’Paula, Mauro Gianfrancesco, João Acaiabe
Gênero: documentário
Ano de produção: 2014/2015
Número de episódios: 26
Duração de cada episódio: 52 min
Classificação indicativa: livre
Ficha técnica da série “Retratos de Fé”
Produtora: Aldeia Produções
Direção: Alfredo Alves
Produção: Breno Nogueira
Roteiro: Denise Flores, Rafael Diniz, Luisina Lopez Ferrari
Gênero: documentário
Ano de produção: 2014/2015
Número de episódios: 26
Duração de cada episódio: 26 min
Classificação indicativa: livre
 Serviço
Série Entre o Céu e a Terra
Estreia dia 10 de dezembro (quarta-feira), às 20h, na TV Brasil
Série Retratos de Fé
Estreia dia 11 de dezembro (quinta-feira), às 20h, na TV Brasil

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

SEMANA CULTURA VIVA COMUNITÁRIA

Versão Web   Encaminhar

domingo, 14 de dezembro de 2014

Gonzagão no dia do seu aniversário de nascimento. Pense neu.....





Ontem, 13 de dezembro, foi o dia de Santa Lúzia e também o dia do nascimento de Luiz Gonzaga, um de nossos artistas brasileiros mais queridos. Por causa disso, neste dia foi instituído o dia nacional do forró.

No ano de 2012, centenário de nascimento do velho Lua, a Funarte (MINC) lançou o edital que premiou iniciativas voltadas para a celebração da memória desse nosso grande cantador, músico e compositor.

A Caravana Luiz Gonzaga vai a Escola foi um dos projetos selecionados e o video abaixo conta como foi e os resultados alcançados.

A postagem que fazemos neste neste  momento, serve para relembrar/comemorar a realização da Caravana e quer estimular governos, escolas, iniciativas culturais e meios de comunicação a seguirem em frente.

Como Gonzagão, devemos ter em mente que a nossa principal meta " é andar por este país", não apenas fisicamente, como por meio da música, da poesia, da literatura, da pintura, do audiovisual e o que mais a nossa imaginação permitir..

Quem sabe, conhecendo para amar e transformar o que não serve, não consigamos mais rápido, construir uma nação mais justa, democrática, plural, diversa, ambientalmente sustentável, tolerante e criativa. 




Documentario experimental produzido pelos alunos das turmas 01 e 02, ano 2012, da oficina de audiovisual do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania/Ação Cultural.


Outras iniciativas semelhantes..


O imaginário do rei - visões do
universo de Luiz Gonzaga.  AQUI
Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.

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 No ano em que diversas homenagens são produzidas sobre o centenário do Rei do baião, como o filme "Gonzaga de pai para filho" e a exposição "Baixio dos Baixos", não poderíamos deixar de homenagear o Rei.
Dominguinhos canta e conta Gonzaga, documentário inédito.
 Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.


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 Trecho do show LUA. O espetáculo presta uma homenagem ao "rei do baião" Luiz Gonzaga, cujo centenário é comemorado no ano de 2012 - ano em que também é celebrado os 60 anos de idade e 40 anos de carreira de Nobrega.

Filmagem realizada no Instituto Brincante, no dia 17 de agosto de 2012. Esta iniciativa foi contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.


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 www.luizgonzagaeasdancasbrasileiras.blogspot.com

Facebook Aqui


 Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.

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 http://www.radiogonzagao.com.br
Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.

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 https://bomdiagonzagao.wordpress.com
  Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.
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A sociologia de um gênero: o
baião.
A pergunta que anima este trabalho e que subsidia outras indagações no decorrer do livro é a seguinte: por que e como um gênero musical considerado de matriz rural só se definiu e se consolidou no espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro?  AQUI
 Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.

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 O PROJETO ASA BRANCA - TRAÇOS DE CANÇÕES
é uma realização da Dupla Criação, com o objetivo de visitar alguns dos clássicos da vasta obra poético-musical de Luiz Gonzaga. Com isso, queremos de instigar nos jovens a curiosidade por essa tão fascinante personalidade da cultura brasileira, ao mesmo tempo em que os apresentamos à sua obra.
É resultado de projeto aprovado pela FUNARTE, por ocasião das comemorações do 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga.
Músicas como 17 e 700, A rede véia; Xote ecológico e Numa sala de reboco, compostas e interpretadas por Luiz Gonzaga são fonte de inspiração para a criação de histórias em quadrinhos, mais uma forma de mostrar a riqueza musical do mestre pernambucano que ajudou a redefinir o espaço do Nordeste no mapa cultural do Brasil.
 http://pjluizgonzaga.blogspot.com.br/p/os-artistas.html

 Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.
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 A saxofonista Daniela Spielmann e o violonistas de 7 cordas Marcello Gonçalves lançam o CD De Onde Vem o Baião, uma homenagem a Luiz Gonzaga e aos artistas que ele influenciou. Integrantes do grupo Rabo de Lagartixa, daniela e Marcello estreiam em duo com a maturidade de anos de amizade e entrosamento musical. AQUI
 Iniciativa  contemplada no Edital Funarte -  Centenário de Luiz Gonzaga.


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 A HISTÓRIA DO REI, CONTADA PELOS SEUS SÚDITOS
Cantador Celo Costa homenageia Gonzagão em Documentário

 

No próximo dia 13 de dezembro, quando todo o país prestará homenagens ao centenário de nascimento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o cantor e compositor Celo Costa, estará presente no CineCena Unijorge do Shopping Itaigara, às 20h, onde será apresentado o documentário “Luiz Gonzaga Tocava Asssim - uma aula de sanfona com Dominguinhos”. O título faz referência a forma única de tocar sanfona de Gonzaga, descrita por Dominguinhos, personagem principal do vídeo.
O documentário, que foi contemplado com o Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga - 2012, foi produzido e dirigido por Celo Costa e Antonio Nykiel e traz relatos e particularidades da história de Gonzaga através da visão de um artista que teve uma vivência bastante próxima à dele. “Muito além da questão didática envolvida na aprendizagem do instrumento musical, o DVD apresenta momentos singulares da vida de Gonzagão pelas lembranças de Dominguinhos, o que amplia o tema inicialmente proposto, dando um tom mais universal ao trabalho”, explica Celo Costa.

Celo Costa conta que teve a ideia de realizar o documentário a partir da necessidade, como músico e apaixonado pela sanfona, de conhecer e aprender mais sobre o instrumento. “Durante este trabalho, aprendi muito sobre a sanfona, sobre a maneira de se tocar e tive a oportunidade de me aproximar de Dominguinhos. Foi uma experiência muito rica, principalmente pela pessoa que ele é”, revela Celo.

  
A escolha de Dominguinhos como referência, como explica Celo, foi essencial para o resultado do trabalho “Inicialmente a proposta era fazer um trabalho direcionado para os músicos, os sanfoneiros. Mas Dominguinhos trouxe uma nova abordagem para o trabalho com suas vivências, trazendo outros assuntos que são de uma relevância universal, que gera um interesse muito além do estritamente musical.”   AQUI


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“Gonzaga Contemporâneo”, contemplado pelo Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga, estará dias 13 e 14 na Sala Guiomar Novaes


Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga
A Orquestra Visual Chawarma apresenta, dias 13 e 14 de novembro de 2012, na Sala Guiomar Novaes do Complexo Cultural Funarte São Paulo, o show audiovisual Gonzaga Contemporâneo, em homenagem ao centenário de nascimento deste músico e compositor pernambucano.
O projeto, da produtora paulistana Scubidu Produções Culturais e Artísticas, foi um dos 20 primeiros classificados do Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga, que recebeu ao todo 589 propostas oriundas de todo o Brasil.
Em Gonzaga Contemporâneo a Orquestra Visual Chawarma recorre a tecnologias de ponta em mixagem de som e vídeo para sincronizar o cenário à música, executada no palco pelo compositor Danilo Moraes, pelo pandeirista Sergio Krakowski e por Guilherme Ribeiro, na sanfona e teclado. Para desafiar a versatilidade destes três músicos – que recriam, com arranjos tradicionais e contemporâneos, as canções de Luiz Gonzaga – imagens do agreste e cenas da carreira do Rei do Baião serão projetadas em multimídia, no ritmo determinado pela apresentação ao vivo.

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Projeto "Centenário de Luiz Gonzaga - o lado carioca de Luiz Gonzaga", realizado em escolas da rede pública municipal do Rio de Janeiro, através do Edital FAM 2012. Idealização: Fernando Gasparini; direção musical e apresentação: Marcelo Caldi; músicos: Fábio Luna (bateria e flauta) e Nando Duarte (violão de sete cordas).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Natal com este tipo de arte é tudo o que eu quero.

Arte Visual - Ateliê 15  Aqui
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  Faz escuro, mas eu canto. Encontros de preparação para o Natal.
É um excelente conteúdo para os quatro encontros de Advento e para a celebração final. Para cada roteiro há uma reflexão como ajuda de aprofundamento para o grupo.
http://www.cebi.org.br/produtos.php?produtoId=1076
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 "Chama as crianças, vamos cantar!
Pro Deus-menino alegrar!"
[Chama as crianças | Zé Vicente]
Música disponível no CD "Essa chama não se apaga". Confira: http://goo.gl/kdHb6K


























Natal e seus simbolos  


Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
26/12/2013 
Muito grato aos amigos que nos enviam mensagens de natal por meio de símbolos, tanto aqueles que enviam de maneira direta, como de maneira indireta.

Gosto de símbolos porque são sinais ou signos que unem e recordam e quando falamos em recordar não queremos dizer algo que necessariamente tenha acontecido da forma como nos é apresentado.

No caso do natal, por exemplo, muitos já sabem que Jesus de Nazaré, não nasceu em Belém, nem no dia 25 de dezembro e nem recebeu a visita de reis magos, porém todas estas fatos “simbólicos” nos querem remeter a questões que não podemos esquecer.

No caso da cidade de Belém, a necessidade de ligar Jesus a genealogia da casa do Rei Davi. O dia  25 de dezembro por causa de uma celebração em homenagem ao Deus-Sol, bastante vigorosa e pertencente ao repertório das religiões pré-cristãs em Roma, e no caso dos reis magos, a participação de toda a humanidade na promessa do reino de fartura, alegria e partilha inaugurado com a chegada do Messias.

De outro lado, há aqueles que constroem e difundem símbolos para unir e recordar outros interesses como o consumo exarcebado, tendo no papai noel um grande modelo desse tipo de visão de mundo.

Apesar disso, é sempre bom receber e espalhar símbolos que nos recordam e nos unem em torno do propósito de construir e reconstruir homens e mulheres melhores, a começar por nós mesmos.

E aqui, vale toda a forma de símbolos, seja em forma de desenho, fotografia, poesia, música, lendas e etc., como na forma de conceitos mais racionais ou científicos, de preferência, tudo isso, quando possivel, junto e misturado.

Para encerrar, dois símbolos para reforçar o argumento que defendo acima:

“É saudade que a gente tem
Pe. Zezinho, scj

Esta fome de felicidade
É saudade do infinito
É saudade do paraíso
É saudade que a gente tem
É saudade que a gente tem

De vez em quando
Quando eu passo por aí
Procurando Jesus Cristo
No semblante do meu povo
Em cada rosto eu torno a ler o que eu já li
Jesus Cristo está presente
E um dia voltará de novo

O homem rico tem saudade
Mas não sabe
Cada novo investimento
Mostra medo e uma quimera
O homem pobre que procura igualdade
Também ele tem saudade
Da verdade que ele espera

O homem velho que só fala no passado
Tem saudade, está cansado
e já viveu o suficiente
Aquele jovem que só fala no futuro
Tem saudade, eu quase juro
Do infinito à sua frente

Vou caminhando e meditando esta verdade:
Minha gente tem saudade
do que estava prometido
Esta procura de encontrar felicidade
É nada mais do que saudade
De um valor que foi perdido”

A canção da letra acima é muito bonita  e pode ser ouvida, juntamente com outras belas canções de  temática  semelhante no link abaixo.



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Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
(...)

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

(...)

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

(...)

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)

Leia também:
O mito de natal. AQUI
Feliz Natal com arte, afeto, justiça e paz.
AQUI
Bethania - Poema do Menino Jesus - Fernando Pessoa AQUI

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O natal e a e_terna criança que nos habita.  

Caravana Internacional Arcpiris por La Paz

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
24/12/2009 
Nos finais dos anos 70 e início dos 80, ainda adolescente e morando no Rio de Janeiro, me recordo com muita satisfação do hábito de comprar o jornal de domingo, inicialmente O Globo, depois o Jornal do Brasil (JB). Após a leitura, guardava alguns recortes. O tempo passou e poucos restaram. Isso em razão de algumas mudanças de endereço, inclusive aquela realizada do Rio para Aracaju, no ano de 1982.

Mas, dos poucos recortes que ficaram guardados em minha memória, um deles era uma reportagem de natal (no JB), com destaque para a reprodução de um bilhete do pintor das marinhas, José Pancetti, endereçado à sua filha.

O bilhete, reproduzido com a letra do pintor e com o desenho que o acompanhava, falava da preocupação de Pancetti com a questão da injustiça social que distanciava algumas crianças de outras.

Dizia Pancetti à sua filha que era necessário que ela não se esquecesse de que na noite de natal, enquanto estaria participando de uma ceia farta de comidas e guloseimas e recebendo brinquedos caros, muitas crianças estariam comendo muito pouco ou quase nada e seus brinquedos estariam reduzidos àqueles que a sua imaginação poderia fazer com os restos do material que seus pais ou elas catavam no lixo.

Com isso, o pintor estava começando a querer ver sua filha envolvida pelo cuidado com aqueles que não dispunha de tantas oportunidades como ela.

Naqueles fins de 70 e início dos 80, o grupo musical Secos e Molhados irrompia na cena musical com um jeito de cantar e de se apresentar que marcou a vida de quem os viu nascer.

Das músicas do grupo, Rosa de Hiroshima já faz parte do nosso imaginário musical brasileiro. Como no bilhete de Pancetti, a letra de Rosa de Hiroshima, da autoria de Vinicius de Morais, nos convida a lembrar das crianças vítimas do sofrimento. No caso dessa composição, o sofrimento gerado pelas guerras.

Agora, a partir do segundo semestre de 2009, além do meu trabalho como produtor cultural, voltei para o convívio com adolescentes em uma escola da região metropolitana de Aracaju, conjunto Jardim, e várias cenas me fazem recordar o bilhete de Pancetti e a música Rosa de Hiroshima.

Numa dessas cenas, por mais de uma vez me deparei com um menino cego, guiado por sua jovem e bela mãe dentro do ônibus, vindo de uma escola para crianças especiais em Aracaju.

Em outras cenas, dentro da escola, vejo crianças e adolescentes com muita necessidade de atenção, tanto no campo dos conhecimentos próprios de cada matéria, como nos aspectos emocionais, afetivos e éticos.

Vejo e sinto também que elas respondem de forma positiva quando a gente mostra que pensa neles(as) considerando todos as suas necessidades e, quando enxerga e valoriza suas potencialidades .

Um exemplo disso foi a comemoração do meu aniversário em novembro, quando quatro turmas de alunos(as) se organizaram para celebrá-lo, com direito a fila de uma das turmas na porta da entrada da escola, para nos cumprimentar, com abraços e beijos.

E aí me lembrei de um aniversariante muito especial que poderia ter nascido em um lugar cheio de luxo e brilhos e preferiu nascer em um lugar bem simples para nos lembrar da necessidade de olharmos com muita atenção para quem ainda não dispõe dos meios necessários para uma vida de plenitude.

Ao mesmo tempo em que nasceu em um local adverso, Jesus de Nazaré nos quer mostrar que isso não significa que ele e todos nós, inclusive as crianças e adolescentes residentes nas periferias de nossas cidades, não tenhamos guardado dentro de nós um potencial grande de carinho, criatividade, beleza, alegria, gratidão e solidariedade.

Depende de nós, cultivarmos estes valores em nós e utilizarmos todos os meios possíveis para que sejam semeados nos corações e nas mentes de todas as nossas crianças e jovens, para que possam se materializar em atitudes e ações de bem estar e felicidade geral.

E sei que por meio das linguagens artísticas, do esporte e das novas tecnologias podemos fazer isso do modo mais eficaz e com a urgência que os sofrimentos do nosso tempo requerem.

Para concluir, reafirmando tudo isso, lembro do trecho de uma música que marcou a minha adolescência, tornando-se uma das minhas preferidas: “Sim é como a flor: De água e ar, luz e calor, o amor precisa para viver, de emoção e de alegria e tem que regar todo dia(...) No jardim da vida, já plantei um pé de esperança, fruto da vivência, é a consciência”.

Pensem nisso, pensem em Jesus de Nazaré, pensem nas crianças que estão próximas e distantes de vocês, pensem na criança que habita dentro de vocês, pensem nas crianças que vocês foram. Vez em quando.

P.S:O ano de 2010 é ano de eleições, por isso peço a vocês que irão participar que não deixem de pensar na hora de votar nos compromissos dos candidatos com atitudes, muito além das palavras e promessas de campanha, com a ampliação e qualificação dos investimentos necessários em favor da educação integral de nossas crianças e jovens.
A despeito dos avanços que estamos obtendo, faz-se necessário ainda muito mais esforços para tornar realidade o sonho e a luta de diversas gerações de brasileiros que colocaram suas vidas a serviço de uma nova escola, lugar por excelência para a construção de um futuro melhor. Para isso, precisamos dispor de professores bem renumerados e preparados para lidar com as transformações do tempo presente, as quais para o bem e para o mal, repercutem na vida de todos nós.
Além de equipamentos e prédios adequados para as necessidades que “rugem”, destacamos dentre estes: construção de auditórios e salas arejadas, bem iluminadas e com cadeiras e mesas que não deformem o corpo; quadras cobertas, com banheiros e vestiários; laboratórios; espaços de convivência; áreas verdes, piscinas e salas multiusos para práticas artísticas, equipamentos de som, imagem e informática.
Faz-se necessário também investimento maciço em formação continuada para os professores e funcionários saberem lidar com os novos saberes e práticas necessárias para a educação do futuro, que é agora!
Dedico esse texto à minha mãe e a meu pai, que me alimentaram com muito afeto, carinho e consciência ética, sem os quais teria sucumbido, aquilo que diz o texto de uma música muito tocada nas rádios ultimamente. “O mundo quer lhe ver chorando, ouso dizer e apenas clamando”.
Dedico também aos mestres: Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Frei Betto, Rubem Alves, Leonardo Boff , Marcelo Barros, Eduardo Galeano, Alberto Ruz, e Reginaldo Veloso, que me ensinaram a certeza de que nós somos os braços, as pernas, enfim, o corpo do Deus-Amor que quer vida em abundância para todos.
Esses mestres também me ensinaram/ensinam a escrever da forma como o faço.
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Feliz Natal com arte, afeto, justiça e paz!  


Zezito de Oliveira · Aracaju, SE
24/12/2008 
Uma das melhores lembranças que tenho do antropólogo Darcy Ribeiro é quando ele falou a respeito do natal: “Como é fantástico uma religião que tem um Deus que todos os anos renasce como um menino” .

E da minha parte complemento: “E também como é incrível as condições em que o menino Deus nasceu”.

E a partir daí podemos tirar algumas conclusões: Uma delas é que é necessário de vez em quando deixar emergir o menino e a menina que guardamos em nós. Outra é que precisamos insistir, com gestos e palavras, que este modelo de sociedade não está de acordo com o sonho de Jesus de Nazaré.

E foi por isso que ele nasceu pobre e nos propõe colocar em primeiro plano o projeto do reino de Deus, que é um reino de justiça e de paz, o qual não é condizente com a sede da maioria em acumular riquezas materiais, poder e prestigio — fonte de todos os males da nossa civilização (angustias, solidão, violência urbana etc.) “É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

E nem é preciso acreditar que tudo aconteceu como está escrito nos evangelhos, com data, hora e locais exatos, o mais importante é descobrir o que está escondido por detrás dos símbolos e acontecimentos narrados no livro sagrado.

Neste sentido, vale a pena trazer um momento muito significativo e que representa a possibilidade de celebrar o Natal em sintonia com as outras culturas. Lembram-se que em torno do Menino Deus, conforme a tradição, todas as matrizes culturais, com tudo que isso pode significar em termos de riqueza simbólica, afetiva e estética que a humanidade produziu, estão representadas na figura dos três reis magos?

E isso é muito significativo. Lembro que uma das poucas imagens que guardo dos meus primeiros sete anos de vida é a beleza das cores, dos movimentos e da música do reisado e outros folguedos na festa de reis, em janeiro, na cidade de São Cristóvão, cidade onde nasci (infelizmente essa tradição sucumbiu ao canto da sereia do progresso).

Será que não é hora de trazermos de volta este modo de comemorar o natal, com folias de reis, reisado, pastoril, guerreiro, ciranda e podendo ser também com passos de jongo, da dança dos orixás, da capoeira e de danças tradicionais européias, como fizemos na celebração multicultural no natal de 2007 através da aliança do Consórcio Cultural com a Caravana Internacional Arcoiris?

Não será uma maneira mais adequada para que o menino-Deus possa continuar bem pertinho da gente, bem dentro do nosso coração-manjedoura, alegre e saltitante como todas as crianças?

É este o Feliz Natal que desejo para vocês todos(as).

Com muita arte e cultura, carinho sincero, santa indignação com todas as formas de injustiça e de opressão e atitudes cotidianas de solidariedade.

SEMPRE NATAL!

P.S.: No natal de 2007, enviei a mensagem abaixo para um grupo de amigos de perto e de longe e a repercussão foi muito boa. Em 2008, decidi fazer o mesmo e, sem olhar para o que escrevi, pude constatar, após reler o que escrevi no ano anterior, que o tema e as imagens são recorrentes, o que mudaram foram apenas as palavras. Então resolvi compartilhar essa mensagem com muito mais gente. Este ano publico no overblog o texto de 2007 e 2008. Importante registrar que o texto do teólogo Faustino Teixeira foi o “disparador” da reflexão que elaborei. Já Faustino Teixeira, por sua vez, foi ter na poesia de Fernando Pessoa a fonte para inspirar o seu belo texto, e o poeta Fernando Pessoa, provavelmente, foi buscar inspiração em narrativas sobre a infância de Jesus, as quais podem ser encontradas com mais detalhes em alguns dos evangelhos apócrifos, e assim como no poema de João Cabral de Melo Neto vamos tecendo outras manhãs.

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.



FELIZ NATAL COM FIDELIDADE ÀQUILO QUE É ESSENCIAL (Mensagem de 2007)

Para o antropólogo Darcy Ribeiro,(in memorian), uma das coisas mais interessantes do catolicismo é que Deus todo ano renasce como um menino.

Acredito que seja para nos lembrar que a criança que mora dentro de todos nós deve ser sempre acordada.

É verdade que o modo como a maioria das pessoas celebra o Natal está bem distante do seu verdadeiro sentido, o que não nos impede de buscá-lo e de torná-lo visível, através das diversas formas de expressões artísticas. No texto abaixo, a poesia das palavras procura nos trazer de volta a criança que temos dentro de nós, a qual, às vezes, deixamos bem escondida.

Que essa criança que dorme dentro de nós seja acordada e renasça alegre e contagiante, neste Natal e sempre, e que a dança, o teatro, a pintura, as histórias, a poesia, a música e o cinema ajudem-nos a tornar isso possível.

Por isso, dançar, cantar, pintar, fazer poesia, escrever histórias e o que mais nossa imaginação deixar é preciso.

Viver é isso! Lembram de quando éramos crianças?

Como todos os meninos e meninas são parecidos com o menino Jesus, Ele busca estar sempre perto de nós enquanto criança, enquanto seres que ainda trazem, lá no fundo do coração, a sinceridade espontânea, a beleza cândida, o amor inocente, e a alegria serena e sonhadora dos tempos de infância.

Portanto, o coração é o primeiro lugar onde devemos procurar o verdadeiro Deus-Amor!

Zezito de Oliveira com a colaboração de Maxivel Ferreira


Tempo de Delicadeza
Por: Faustino Teixeira


“Sejamos simples e calmos,
como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor de sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...”(
Fernando Pessoa)


O advento é para nós cristãos um tempo litúrgico cativante. Um tempo de atenção e expectativa, mas também de escuta e acolhida. Não é um tempo de medo e angústia, mas de paz e delicadeza. É assim que o Anjo do Senhor anuncia o nascimento de Jesus no evangelho de Lucas: “Não tenhais medo! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo” (Lc 2,10).

É essa alegria que cativa os pastores para irem ao encontro do menino Jesus: atraídos pela maravilha e pelo amor. Precisamos, sim, recuperar o Jesus menino de que fala tão lindamente Fernando Pessoa em seu poema “guardador de rebanhos”. O menino que escapa de um sonho no fim da primavera e desce à terra para nos oferecer tudo aquilo que os olhos podem dar: a capacidade de ver o mundo de uma forma delicada e diferente. O menino Jesus que desperta no sonho de Alberto Caeiro é a criança que nos falta: “uma criança bonita de riso e natural”, que corre pelas ervas e se encanta com as flores e seu sorriso é sempre aberto. É esse menino que deve habitar a nossa aldeia:


“Ele é a Eterna criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que sei com toda certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina”.


É essa criança que nos motiva a olhar o mundo, as criaturas, as religiões de uma forma diferente: mais terna, mais simples, mais aberta e mais delicada. É a “Criança Nova” que nos oferece sua mão, mas que abraça também tudo o que existe. É a “Criança Eterna” que motiva a direção do nosso olhar, capaz de ver a presença do mistério em toda parte; que aguça os nossos ouvidos a captar alegremente o fluxo dinâmico de todos os sons. É a Linda Criança que acende em nossos corações o alento vital e a vontade de derramar vida por todo canto e levantar o que está para morrer.

O advento é tempo desse “acordo íntimo” com o Jesus menino que está sempre nascendo de novo na manjedoura do coração. Ele deve ser para nós o Deus que sempre vem, e nunca uma coisa já acabada. Como apontou Teilhard de Chardin de forma tão rica, “Deus é, antes, para nós o eterno Descobrimento e o eterno Crescimento”.

Leia também a mensagem de natal 2009 do monge beneditino Marcelo Barros, aqui.
e mais, o texto natal no sertão do overmano Andre Pessego