CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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sexta-feira, 17 de março de 2017

OUTRAS CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE CRIAR E PRODUZIR ARTE E CULTURA NA CIDADE E NA ESCOLA.


 ECOS DA PARTICIPAÇÃO NO II SEMINÁRIO SERGIPANO DE POLITICAS PÚBLICAS, A PARTIR DAS PALESTRAS, DEBATES, CONVERSAS DE CORREDOR E CONVERSA NO DIA SEGUINTE, COM UM SECRETÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA E COM UM OUTRO COLEGA DIRIGENTE DE UMA ONG PARCEIRA.

AS POLITICAS PÚBLICAS E A GESTÃO CULTURAL, ESPAÇO PARA APRENDER, PRATICAR PARTICIPAÇÃO CIDADÃ E FORTALECER A AÇÃO CULTURAL.

Os artistas são um dos tripés fundamentais para o êxito das politicas culturais, os outros dois são os gestores/técnicos e a população, mas sem a população participar efetivamente, os dois primeiros não terão força politica suficiente, para enfrentar os que querem cada vez mais, destinar o mínimo de orçamento público para a cultura e destruir com os avanços e conquistas. 

O problema é que todos os gestores e técnicos concordam com isso, porém a maioria tende a querer reduzir a participação da população ao papel de coadjuvante, acessório ou secundário. 

Com isso, as politicas culturais acabam por ser considerada pelos executivos e parlamentares e pela própria sociedade, como algo coadjuvante, acessório ou secundário. 

Precisamos acordar, do contrário continuará sendo disso para pior. Boca de forno para abrir mais espaços de participação real, sincera, honesta e verdadeira nos espaços de poder e de representação no campo da cultura.


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Diagnóstico, mapeamento , empoderamento, participação efetiva de quem está na ponta, além de formação continuada. Serão palavras/conceitos iniciais, que farão parte de qualquer conversa que tivermos com os parceiros interessados em trabalhos conjuntos, seja na forma remunerada ou na forma de parceria colaborativa.

Sem isso, as ações na área da cultura tende a sucumbir a pressão do mercado e das elites politicas dirigentes, cuja maioria de seus integrantes, não tem compromisso real e verdadeiro com o melhor do Brasil que é o brasileiro, e com o melhor do brasileiro, que é a sua cultura.
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2º e último dia do II Seminário de Politicas Culturais, com alguns apontamentos do primeiro dia.
 
A GESTÃO E A AÇÃO CULTURAL PRECISAM IR AONDE O POVO ESTÁ.
Considerando ser a população, a principal beneficiária das ações dos órgãos de cultura, conforme ressaltou a professora Izaura Botelho, ao fim do seminário.


Considerando a posição do 24º lugar ocupado pela cultura, na pesquisa de prioridades em investimentos com a população, realizado pelo governo da Bahia.


Me comprometo em participar da criação de um grupo de trabalho reunindo técnicos e realizadores culturais e arte-educadores, para discutir e aprimorar novas tecnologias sociais, visando sensibilizar e mobilizar a população que não participa ativamente da discussão e implementação das politicas públicas de cultura.


O que pode ser feito para colaborar no êxito dessa iniciativa em médio prazo? Discutir a destinação de uma parte dos 4 milhões dos Pontos de Cultura retidos em uma conta, para financiar o levantamento local, regional e nacional das melhores experiências metodológicas, seminários de estudo e oficinas no campo da sensibilização e mobilização cultural.


No curto prazo, destinar recursos mínimos e suficientes para começar a iniciativa.
LEGISLAÇÃO CULTURAL
Tarefas para o legislativo estadual de Sergipe. Discutir a criação da Lei Estadual Cultura Viva.
Quem alcançou um estágio de excelência neste campo. A Bahia com a Lei Orgânica da Cultura. http://www.cultura.ba.gov.br/…/publicacaolegislacaodacultur…
FORMAÇÃO CULTURAL
Perspectiva da criação de um mestrado profissionalizante para professores de arte.
Iniciativa do governo da Bahia. Publicações de referência na área de politicas e gestão cultural. http://www.cultura.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php…


ORÇAMENTO
O menor orçamento do estado, junto com organização agrária. Representa cerca de 0,2% do orçamento, sendo que 70% é destinado para o pagamento de pessoal e o restante para outras atividades.


GESTÃO CULTURAL
É preciso que a ação dos novos secretários municipais de cultura comece com o diagnóstico cultural. A realização de uma conferência municipal de cultura pode colaborar para isso.


Detalhe importante. A convocação e realização dessa conferência não carece de estar atrelado ao calendário nacional. Neste sentido, há um aspecto bastante positivo por não fazer parte de um calendário nacional, o processo de discussão é mais rico, porque a energia dispendida para as disputas e escolhas de delegados é poupada. Quem ganha com isso é a qualidade do conteúdo. Exemplo: Conferência livre de gestão cultural em Pernambuco.


ORIENTAÇÕES GERAIS.
Precisamos ser mais profissionais para enfrentarmos a cultura do pão e circo. Uma via de mão dupla, demandado por parcela significativa da população e conveniente para os chefes de executivo e parlamentares.
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Como fazer para não realizar discussões que repitam de forma desnecessária, o que já foi demandado em seminários, fóruns, conferências de cultura e etc..


O que a Bahia fez: Sistematizou resultados das conferências anteriores e levantou o quanto foi realizado no atendimento a cada demanda.


O que antecede a isso: Registro e difusão da memória escrita e audiovisual, dos diversos espaços ou formatos de escuta e de diálogo estado e sociedade civil.
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Construir mais equipamentos culturais OU discutir uma politica de uso dos que já existem e destinar mais investimentos para garantir a manutenção, considerando o reduzido orçamento da cultura, e a perspectiva negativa para reversão dessa situação no curto prazo? A segunda perspectiva está mais em consonância com o pensamento e ações da maioria dos gestores.
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Investir nas crianças para formação de hábitos e repertórios na perspectiva de formação de público ou de plateia. O desafio é conseguir avançar no diálogo difícil da educação com a cultura.
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Conselho Estadual de Cultura, resistências culturais e politicas, para torná-lo mais participativo, inclusivo, transversal , abrangente e como instrumento de controle social. Como é o caso do Conselho Nacional de Politica Cultural. Uma possibilidade de fazer com que a cultura, possa ampliar e qualificar a participação empoderada da sociedade, fortalecendo dessa maneira a cultura como força social e politica?



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UM OLHAR SOBRE O PRIMEIRO DIA DO II SEMINÁRIO DE POLITICAS CULTURAIS EM SERGIPE.

SERGIPE VAI DE JEGUE E A BAHIA DE AVIÃO.
 
Na mesa da tarde do II Seminário de Politicas Culturais, o qual está sendo realizado em Aracaju, foi citado, sob a coordenação da UFS, a perspectiva da abertura de um curso de especialização em politica e gestão cultural em médio prazo, antes um curso de extensão. 


Caso tivesse sido iniciado a mais tempo, com certeza teríamos alguns trabalhos acadêmicos de Sergipe, com foco em arte e cultura, inscritos para participar do seminário de politicas culturais promovido pela Fundação Cultural Casa Rui Barbosa no Rio de Janeiro, entre outros. 

Muito mais que uma questão de “bairrismo”, já imaginaram o quanto isso iria ajudar a gestores, produtores e artistas na qualificação de suas idéias e ações? 

Como isso irá levará tempo, a SECULT poderia verificar a possibilidades de destinar recursos para a produção de artigos, por exemplo, para o resgate da história e avaliação de programas desenvolvidos pelo órgão, como Pontos de Cultura, Festival de Artes Cênicas e etc..

:: Relação dos trabalhos aprovados para apresentação no seminário
http://www.casaruibarbosa.gov.br/…/Lista%20Aprovados%202017…
VIII Seminário Internacional de Políticas Culturais.
O seminário é um encontro de especialistas, estudiosos e interessados nas questões relativas à área de políticas culturais, com o objetivo de divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas, das reflexões históricas, das reflexões teóricas e de práticas. O seminário será composto por seções de conferências, palestras e mesas de comunicações individuais, sendo aberto para o público em geral. O evento, com participação gratuita, acontece de 23 a 26 maio de 2017.
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GRITOS ENTALADOS NA GARGANTA.
Há um déficit de diálogo sobre cultura aqui em Sergipe, em especial discutindo temas abrangentes como propostos no II Seminário de Politicas Culturais. Por isso, o tempo extenso tomado pelas falas e pela quantidade de intervenções no período da manhã para participar do debate. O que fazer? Propor apenas perguntas por escrito como fez o professor Péricles Andrade, coordenador da segunda mesa redonda da tarde ou colocar uma mesa redonda por turno?
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REGISTRO DO SEMINÁRIO. 

 
Sem registro e disseminação, muitos conceitos e experiências se perdem no ar, logo, faz-se necessário o investimento em recursos para gravar e passar para o papel o que está sendo apresentado no seminário. Pode-se fazer também concomitantemente gravação e disponibilização em canal de youtube. Total e/ou editada. Ou das duas maneiras.


Ao não fazer isso, colaboramos para que os conhecimentos disseminados, trocados e absorvidos nestes momentos se percam em grandes proporções, além de não serem absorvidos por mais pessoas em outros espaços e tempos. Isso vale para o Encontro Cultural de Laranjeiras. Fórum do Forró. Jornadas de ciclos festivos promovidos pela Funcaju e etc..
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Pensar nos agentes culturais, artistas, produtores e gestores, como coadjuvantes da discussão de um modelo de formação para a qualificação da gestão cultural em Sergipe, me parece contraproducente. Na exposição do professor Rubim da UFBA, me chamou atenção a participação de 10 ONGs envolvidas com arte e cultura, integrantes da rede baiana de formação em gestão cultural.
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É DE MENINO QUE SE APRENDE A GOSTAR OU A DESPREZAR....
Mais uma vez, a parceria da cultura com a educação foi muito bem lembrada. Um bom tema para um seminário especifico. Pode-se fazer isso com maior diálogo e interação com Pontos de Cultura e com projetos ligados aos programas Mais Educação e Mais Cultura nas Escolas, preferencialmente, àqueles que produziram algum produto de reflexão sobre a experiência. Sem esquecer de convidados com experiência teórico-prática de outros estados. Pode ser uma parceria SECULT E SEED.

Leia mais: http://cultura.se.gov.br/…/politicas-culturais-sao-discuti…/

Zezito de Oliveira – Educador e Produtor Cultural

NOVOS VÍDEOS NO CANAL DA AÇÃO CULTURAL

2ª MOSTRA CULTURAL JUVENTUDE E CIDADANIA. 19/11/2016. Teaser provisório. 

 

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Direção do Teaser - André Aragão
Auxiliares de câmera - Raoni Smith e Isaac Menezes.

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http://acaoculturalse.blogspot.com.br...

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Programação da 2ª Mostra Artistico-Cultural da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. Teatro Lourival Batista - Aracaju(SE).

1 - Dançando Ciranda Pernambucana na entrada (hall) do teatro. 10’
2 - Exposição fotográfica temática "flora e fauna do parque da sementeira". Alunos da 1ª turma da oficina de auviovisual 2016. - Na entrada (hall) do teatro.
3 - Apresentação da oficina de teatro do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania com o espetáculo “Vamos Festejar”.30’
“O roteiro da apresentação teatral “Vamos Festejar” não tem um texto, mas um pretexto para que as crianças e adolescentes expressem um leque de emoções.
As datas comemorativas de nosso calendário nos oferecem personagens e climas variados como a alegria do ano novo e carnaval, a ludicidade do Dia de Reis, Dia do Circo ou Dia das crianças... reflexões sobre 13 de maio, Tiradentes entre outras datas históricas...
É neste desfile de foliões carnavalescos e personagens históricos que apreciaremos estes talentosos atores mirins expressando suas emoções.
O desafio foi conciliar crianças em primeiros anos escolares com pré- adolescentes que já dominam a leitura... o bom resultado foi integrar expressão não verbal com declamação de trechos de “O Navio Negreiro” de Castro Alves, porexemplo.
Um apreciador atento e sensível captará nas cenas a emoção sem afetações emanando pelo prazer de realizar atividades de dança, canto e acrobacias! Dito isto, então: “VAMOS FESTEJAR”!
4 - Exibição do filme “Jardim Documentário” de Fernanda Almeida – 22’
“Jardim” conta a história da comunidade que tem mais de 30 anos, percorre assuntos como: a violência dentro do conjunto, o preconceito por ser morador, as vivências religiosas na comunidade e o sentimento de pertencimento dos moradores.
5 - Apresentação de MC César Levine’s, aprendiz da oficina de Rap 2016. 10’
6 - Apresentação do aprendiz da oficina de Rap 2016 Paulo Junior e dos instrutores da oficina David, Wilian e Van Brow (Grupo Filosofia de Loucos). 15’
7 - Apresentação musical de Lucimar Santos com a música Flashlight de Jessie J. 3’
8 - Apresentação da oficina de dança moderna do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. 15’
9 - Apresentação do grupo de dança Pop Star, com a coreografia “Mix. De tudo um pouco”. Funk, Moderno e Ballet – 5’

MC Cesar Levine's- MINA DOS OLHOS CASTANHOS. 

 

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Canção de autoria do adolescente César Levine's, integrante de diversas oficinas artisticas do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. Em 2015, Rap e em 2016, teatro, audiovisual, dança urbana e audiovisual. Essa música foi escolhida para ser transformada em videoclip, como um dos dois produtos finais da oficina de audiovisual. 1ª turma de 2016 - julho a dezembro. Esta gravação foi produzida com apoio financeiro da Ação Cultural/Ponto de Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. Contou também com a participação de meninas também integrantes das oficinas.

Diretor do clip e educador oficineiro da oficina de audiovisual - Marcel Magalhães.

Coordenador da equipe de produção e coordenador pedagógico das oficinas culturais . Professor Zezito de Oliveira

Apoio a produção - Jamile Almeida, Raoni Smith, Irene Smith e Maíra Ramos.

CONTATO DO MC Cesar Levine's: 79988566217

FACEBOOK DO MC Cesar Levine's:https://www.facebook.com/stoscesar?fr...

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sexta-feira, 3 de março de 2017

MAIS CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE CRIAR OU DE PRODUZIR ARTE NA ESCOLA E NA CIDADE.



FOMENTO AO AUDIOVISUAL PARA QUE? NÓS TEMOS FOMES DE QUE? 
 Vamos considerar a possibilidade de incluir um incentivo em termos de pontuação, para projetos de roteiro ou de produção que leve em conta temáticas que digam respeito ao nosso patrimônio artistico, cultural, histórico e natural. E/ou produzir editais especificos.

  Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira

Semana em homenagem a Marcelo Déda será realizada no Centro Cultural de Aracaju
Dos dias 7 a 11 de março, o Centro Cultural de Aracaju será palco de uma grande homenagem ao ex- governador de Sergipe, Marcelo Déda.
A proposta envolverá exibições de curtas sergipanos produzidos/roterizados ou dirigidos pelo nosso saudoso Marcelo Déda, entre os dias 7 de março a 10 de março, e uma comemoração especial no dia 11 de março.
Na ocasião do dia 11 de março, faremos o lançamento do I Prêmio Marcelo Déda de Roteiro Audiovisual. Serão premiados 3 roteiros, produzidos por realizadores(as) sergipanos(as).
Confira a programação completa em: http://migre.me/wausn
 (Re) descobrir Aracaju e  Sergipe. Também precisamos disso? 

Para quem ou para que se destina  o investimento  público em cultura,  pensando coletivamente e da forma mais  abrangente ? 

Como inserir  mais pessoas nessa discussão, para além dos círculos artísticos e intelectuais que tem as  expressões culturais como oficio ou como  objeto de pesquisa e estudo?

O que  temos  que aprender neste sentido, com o legado das gestões Gil/Juca no Ministério da Cultura e em outras gestões de esquerda, como Recife/João Paulo (PT) -João Roberto Peixe- e São Paulo/Haddad (PT) -Juca Ferreira/Nabil Bonduki- ? 

Vale  lembrar no caso da gestão Gil/Juca o programa Revelando Brasis , entre outros. Segundo o site do programa, "Revelando os Brasis é um projeto de formação e inclusão audiovisual de moradores de pequenas cidades. Qualquer brasileiro maior de 18 anos, residente em municípios com até 20 mil habitantes, pode inscrever uma história original real ou de ficção no Concurso Nacional de Histórias."

A questão é que se fala tanto em fortalecer a idéia do senso de pertencimento e da (s) identidade (s) cultural (ais) sergipana (s) e pouco se faz concretamente. Cansei de ir ao simpósio do Encontro Cultural de Laranjeiras por causa disso. Exemplo de um curta que utiliza elementos de nosso patrimônio cultural imaterial e patrimônio natural, sem ser ou parecer “folclórico”. O “ Outro lado do rio,  O ambiente natural e a festa como pano de fundo, já é o bastante.

Zezito de Oliveira - Educador e Realizador/Produtor Cultural.


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A construção de outros mundos possíveis, começa no imaginário. Mundos melhores ou piores.



 OUÇA A PLAYLIST.
A ARTE DE VIVER DA ARTEAQUI
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NA ARTE TUDO É POSSIVEL! SÓ NÃO VALE QUALQUER COISA. (*)

A primeira vez que tive contato com algo relacionado ao trabalho do MC Beijinho, foi através de um post com viés elitista e preconceituoso. Fui atrás e encontrei a música, a situação ou contexto em que ele ficou conhecido, o envolvimento de Caetano Veloso e etc. Isso foi no inicio da semana.


No dia de hoje, acompanhei a polêmica provocada por algumas postagens do colega Dennis Portell , com respostas de outros colegas que enriquecem o debate. Muitas delas expressam um viés mais “livre”, de aceitação das diferenças, da necessidade de sabermos melhor conviver com a diversidade cultural. 

Ao final do debate penso que, o pensamento expresso por   Dennis Portell , é  bem coerente com uma visão que se assemelha ao que penso. Até porque, isso tem sido uma marca da minha trajetória de vida, mesmo antes de ingressar na universidade e na carreira do magistério.

E como sempre, vejo como necessário que mais debates, estudos, ações culturais sejam promovidos e /ou incentivados. Neste caso, podem sempre contar com a nossa contribuição.

Obs. Também não gosto de generalizar como "pobre" ou "ruím" tudo que é produzido por ou para a massa. Porém, não deixa de ser verdade que a indústria cultural trabalha cada vez mais para reduzir ou empobrecer o senso de estética e de ética da maioria da população. Isso reforçado pela fragilidade da nossa estrutura de formação escolar.

Essa realidade também colabora para alimentar a alienação necessária para o crescimento do fascismo. Portanto, a questão é mais séria do que supõe um debate restrito a questão cultural stricto sensu.

O que disse Dennis Portell:
“Luto por um mundo onde um jovem possa sonhar em ser Jimmy Hendrix e não Chimbinha, Carolina Maria de Jesus e não Anitta, Criolo e não MC Beijinho.

Eles querem limitar o nosso povo em termos de intelectualidade e talento.


Tomemos cuidado em não confundimos a contextualização histórica e social de determinados casos e expressões artísticas, com aceitação de padrões impostos por uma sociedade da futilidade do espetáculo e do entretenimento bárbaro como saída para o nosso povo.


Como diz Sérgio Vaz:
Povo lindo, POVO INTELIGENTE.”

(*) escrito em uma camisa produzida por Ensaio Cultural 14 anos

24 de fevereiro de 2017

Merecemos ou não merecemos?
 

Foto: Edinah Mary
Já ouvi comentários de que ninguém mereceu, a maioria dos presidentes escolhidos para a Fundação Cultural de Cultura de Aracaju (Funcaju), com rara exceção. De Déda a João Alves. 

Não é demais lembrar que já tivemos de tudo, desde preposto de empresário ligado a cultura de massa baiana, até quem tem uma espécie de “fetiche” ou obsessão pela cultura popular e não consegue pensar a cultura como um campo dinâmico e plural.

Se isso é verdade, então é preciso estarmos presentes ao simpósio do carnaval promovido pela nova gestão da Funcaju, assim como em outros momentos em que a sociedade for chamada a dialogar.

Como já é lugar comum, um coletivo maior de artistas, intelectuais, professores e população em geral, com mais participação e incidência politica no espaço da formulação e implementação de politicas culturais, colabora para a democratização politica e cultural, tão cantada em prosa e verso.


 Foto: Edinah Mary
Em tempo, ouvi numa conversa de corredor após o segundo dia do simpósio realizado no dia de ontem (21/02/2017), a propósito da presença de grupo folclóricos, como acontece no carnaval de Recife, como uma das alternativas para ampliar a presença da população no carnaval de rua em Aracaju. 

Porém, não é demais lembrar, em se tratando de grupos folclóricos ou de cultura popular o mais correto é, caso tenham ligação com o ciclo do carnaval. Por outro lado, o que alimenta a vitalidade dos grupos de maracatus e caboclinhos do Recife, entre outros, é a presença de crianças e jovens dentro dos mesmos. Muitos brincantes ou foliões adultos que participam, já tem um trajetória de mais tempo.

Neste sentido, investir nos tempos atuais em cultura popular é, fundamentalmente considerar o papel do resgate do conhecimento da criatividade popular, isso a serviço de processos artísticos e criativos com crianças e jovens, incluindo a participação nos ciclos do Carnaval, do São João e do Natal.

Diga-se de passagem, inclusive fazendo encontro de gerações. Com mestres e brincantes mais idosos compartilhando saberes, fazeres e prazeres com os mais jovens. 

Dessa maneira, vale a pena pensar em um simpósio condensado para ir até algumas escolas, preferencialmente reunindo alunos, professores e agentes culturais comunitários envolvidos com ações culturais nas escolas e/ou nas comunidades. 

Ou seja, tem nada a ver reunir dezenas ou centenas de alunos no pátio. O que interessa aqui, é um mínimo de quantidade com a atenção que o debate merece, sobretudo por causa da qualidade surpreendente dos participantes do segundo dia do simpósio.

P.S.: 1 - Urgente! Prefeituras e Governo do Estado. Via edital preferencialmente, gravar docs. com os mestres e brincantes idosos. Um exemplo, conversei para fazer isso em São Cristóvão, com seu Jorge, do grupo Folclórico União, que dança reisado e taieira, isso via Ponto de Cultura Juventude e Cidadania, mas não somos uma grande ong ou seja não temos capital$$ para isso. 

P.S.: 2 - No caso de Aracaju, por causa da excepcional mesa de debates no segundo dia do simpósio de carnaval, promovido pela atual gestão da Fundação de Cultura de Aracaju.

P.S: 3- Que me desculpem os defensores da liberdade de temas para a produção de audiovisual. Também sou, porém há questões que não podem esperar. Destaco: A memória audiovisual da arte,dos artistas e dos intelectuais sergipanos, incluindo os populares e orgânicos. Isso não exclui o tema livre. Um edital pode ser dividido meio a meio, para isso e aquilo. Não precisa ser isso ou aquilo.
Zezito de Oliveira é educador e realizador/produtor cultural.
 Foto: Edinah Mary
22 de fevereiro de 2017
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Quando a cultura é base para a construção politica e econômica.

A direita só está indo pra cima de forma objetiva, porque construiu e constrói as bases subjetivas necessárias nestes últimos anos. E isso remonta a década de 1970.

Os pólos às vezes se invertem, mesmo que a base material ou a estrutura seja o fundamento da organização da sociedade, a base imaterial ou a superestrutura, da metade do século XX para cá, tem ocupado um espaço de relevância inimaginável.

Quem são os autores ligados ao pensamento critico que nos ajudam a perceber isso?

Do contrário, continuando a enxergar a realidade com os mesmos óculos, não conseguiremos avançar em termos de garantia das conquistas e de novas transformações.
22 de fevereiro de 2017
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É importante agregar ou melhor, interligar a formação cultural com a formação politica.
 
Deixo um texto do Professor Wladimir Vladimir Safatle, para embasar a afirmação acima: 

"Uma das características maiores de certa tradição do pensamento crítico do século 20 foi a consciência da necessidade de pensar, de forma indissociável, crítica social e crítica cultural. 

Este era o resultado da aceitação de uma premissa maior, a saber, a análise da produção cultural do presente não deveria ser pensada apenas a partir das funções que músicas, livros, peças de teatro e filmes desempenhariam na repetição dos padrões vigentes da vida social. 


Ou seja, tal produção não deveria ser pensada apenas a partir da sociabilidade que ela sustenta, da reprodução das identidades sociais que ela ajuda a perpetuar, do prazer e do entretenimento que ela causa.

A produção cultural deveria ser analisada a partir da emancipação social que ela seria capaz de gerar. Desde Friedrich Schiller e seu "Educação Estética do Homem", havia a compreensão de que não existiria transformação social possível sem uma "revolução na sensibilidade", ou seja, sem que novas formas de sentir ganhassem corpo, sem que novos circuitos de afetos emergissem. 

Mas, para isso, era necessária uma consciência crítica capaz de procurar a poesia que uma sociedade transformada clamaria, a música que a anunciaria. Produzir a imagem do que ainda não existe.

Sem reflexão crítica sobre a cultura, nunca será possível fugir da alienação." 


Folha de São Paulo 03/02/2017
21 de fevereiro de 2017
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Quando um debate nos faz crescer.... Somei com o que já tinha em mente. 

"O repente, o coco, a embolada, o samba de breque e o RAP.
Os murais mexicanos e os PAINÉIS DE GRAFITE.
Há muito mais o que conversarmos sobre arte popular e arte contemporânea, do que supõe a nossa formação escolar e acadêmica."


21 de fevereiro de 2017

ARTE CONTRA A BARBÁRIE.
 
A idéia da evolução cultural e espiritual da humanidade, interessa e serve aos objetivos da construção de uma sociedade mais democrática e mais justa.

O contrário também é verdade, a degradação cultural e de valores éticos, também favorece os interesses dos 1% mais ricos que exploram e oprimem os 99% restantes, por meio das relações econômicas e sociais capitalistas.

Neste sentido, a luta de classes também está permeada pelas lutas e realizações, que visam tornar a arte e a cultura um componente fundamental da nossa cesta básica, da nossa existência. 

Porque o homem não vive somente do pão, assim fosse não seria homem, seria outro tipo de animal.

Por isso, a indignação justa, a ira santa, de nossos melhores artistas, intelectuais, professores, estudantes, jornalistas e a população consciente e esclarecida, contra o atual "estado da arte" de nossa politica em terras brasilis.

Um copo até aqui de cólera
E qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d´água... Breve homenagem a Darcy Ribeiro e um brinde a Raduan Nassar no botequim mais próximo
http://brasil.elpais.com/…/17/opinion/1487365029_057236.html
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Ao denunciar o golpe, Raduan lava alma do Brasil
http://www.brasil247.com/…/Ao-denunciar-o-golpe-Raduan-lava…
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http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/play-list-arte-de-v…
18 de fevereiro de 2017

 Se quem for de esquerda e/ou progressista não descer as profundezas da nossa alma ou psique brasileira, não teremos como sair do atoleiro. Fundamental para isso começar a descobrir ou redescobrir Mário de Andrade, Darcy Ribeiro, Manoel Bonfim e etc.. 

Enquanto não acontece a descolonização do pensamento e das práticas acadêmicas, isso é tarefa para as organizações da sociedade civil, inclusive os partidos.
17 de Fevereiro de 2017

Para aprofundar o que está escrito acima, leia:

A importante contribuição da formação acadêmica para o mal estar na educação pública.

publicado no sábado, 18 de maio de 2013


Outras leituras recomendadas:

 Políticas culturais no governo Lula


Políticas culturais no governo Dilma - O livro se objetiva a analisar e avaliar as políticas culturais executadas no primeiro mandato de Dilma Rousseff. A reflexão considera a história dessas políticas no mundo e, principalmente, no país. O percurso do Ministério da Cultura, no período, é apresentado e ao final da análise o leitor terá conhecido as continuidades, descontinuidades, avanços e retrocessos das políticas para a cultura.