CANAL DA AÇÃO CULTURAL

Loading...

domingo, 24 de julho de 2016

O Jardim das Artes

Depois de um bom tempo de espera, as oficinas culturais do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. As primeiras que estão acontecendo são as de Rap, Teatro, Dança Urbana e Audiovisual. Estas acontecem na Escola Estadual Júlia Teles. Nos próximos meses daremos inicio as oficinas de Dança Moderna, Grafite e DJ. Aqui também incluindo o Colégio Leão Magno Brasil.


As  oficinas culturais do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania,  tiveram inicio em 2012 e duraram até meados de 2013. Depois retornam no segundo semestre de 2014 e após  uma parada de tempo razoável,  recomeçam agora no segundo semestre de 2016.


Essa iniciativa deita raízes em duas ações realizadas a partir do ano de 2001 no Conjunto Jardim, a Rede de Agentes Culturais do Conj. Jardim, inspirada em experiência semelhante desenvolvida na época pelo Sebrae,  e o Projeto Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte (Ecarte).


Estas ações foram realizadas a partir de uma descoberta  realizada pelo professor Zezito de Oliveira, na época responsável pelo Programa de Desenvolvimento da Escola  no Colégio Leão Magno Brasil -  uma participação expressiva de alunos da escola em grupos culturais -  em especial da área de dança.


Essa participação distinguia estes alunos dos demais,  por causa de uma melhor auto-estima,  de relações saudáveis de amizade com outros da mesma idade, propiciado pelo participação coletiva  em atividades culturais,  maior senso de pertencimento a comunidade,  aquisição de  conhecimentos importantes para melhorar o relacionamento com a família, professores,  comunidade e o futuro profissional,  protagonismo e liderança, além de outros benefícios e conquistas  etc., e isso é bastante considerando pelos educadores progressistas ou humanistas,  que consideram a contribuição da arte e da cultura, como um dos fatores imprescindíveis  para a superação da chamada crise da educação e por extensão da atual crise de civilização.


A rede de agentes culturais, durante algum tempo,  reuniu representantes de diversos grupos para iniciativas conjuntas, em especial a elaboração de projetos para  captar recursos financeiros e/ou realizar parcerias que tornassem possível,  trazer profissionais da área artística para aprimorar ou aperfeiçoar o trabalho desenvolvido na comunidade.


Daí, decorre a criação do projeto Ecarte que existiu até 2006,  o qual se consolidou no bairro,  com  uma grande produção de trabalho na área de dança moderna, sob a batuta da dançarina, coreógrafa e professora, Cristiane dos Anjos. O projeto Ecarte teve o patrocínio inicial da Coordenadoria Ecumênica de Serviço, tendo  posteriormente, recebido um  pequeno aporte financeiro de  uma missionária católica suíça radicada no Brasil e do diretor da escola em um certo momento, além do trabalho voluntário constante de algumas pessoas.


A partir de 2004,  os grupos culturais de iniciativa dos jovens do bairro,  começam a decair por conta de problemas referentes a falta de apoio em termos de estrutura financeira e espaços físicos para ensaios, decorrente da  falta de politicas públicas no município e no estado para favorecer a permanência, ou a criação de novos grupos culturais juvenis.


Diante dessa situação, a experiência da criação da rede de agentes culturais do conjunto Jardim, não mais existente,  é incorporada a criação de uma rede de agentes culturais formada em Aracaju em 2004, para fortalecer a mobilização pela criação do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais  (VAI), o  qual é aprovado  pela câmara municipal de Aracaju (Lei 3173/04) , porém nunca colocado em prática pelas administrações dos prefeitos Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira, sendo o VAI –Aracaju,  espelho de uma lei existente em São Paulo, aprovada na administração da então prefeita  Marta Suplicy.  

O PAPEL DO MINISTÉRIO DA CULTURA, RECRIADO PELO TROPICALISTA GILBERTO GIL EM 2003 


Por outro lado, no ano de 2004 é lançado em Brasilia, por iniciativa  do ministro Gilberto Gil, o  emblemático Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura. A proposta do programa veio de encontro à situação de mortandade de muitas iniciativas  culturais  que acontecia  país afora, inclusive no Jardim, como citado. Com base nisso, Gilberto Gil disse em 2003 na Câmara dos Deputados, pretender criar :  “Um vasto programa de apoio às iniciativas culturais que nascem, e na maior parte das vezes morrem, nas periferias e no interior do nosso país, sem que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz o seu povo. É um projeto que irá ao encontro da criatividade popular não apenas para levar apoio institucional e técnico, oferecendo aos grupos locais condições reais de expressão, desenvolvimento dos talentos e métodos modernos de comunicação, mas sobretudo a troca de informações e experiências que permitirão livrá-los do anonimato e dos guetos a que estão confinados.”


Com reuniões que tiveram inicio em 2002 no Conjunto Jardim,  e já conectada com a idéia do ministro Gilberto Gil, foi criada no ano de 2004 na cidade de Aracaju, a Associação Cultural ou Ação Cultural como é mais conhecida. Essa iniciativa também utilizou a experiência acumulada no Jardim, como a Rede de Agentes Culturais e o Projeto Ecarte. Como coroamento desse esforço, no ano de 2010/2011,  a Ação Cultural concorreu e foi uma das organizações escolhidas  na seleção pública de projetos, para realizar oficinas culturais com o apoio financeiro do  Ministério da Cultura, e acompanhamento da  Secretaria Estadual de Cultura.


Para esta seleção foi apresentado o projeto Oficinas Culturais Juventude e  Cidadania, cujo objetivo atualizado em 2016 é: Através desse projeto,  a Ação Cultural pretende, por meio de oficinas de teatro, dança,  audiovisual, rap,  grafite e DJ,  ampliar e qualificar a participação de adolescentes em iniciativas culturais   nos municipios de Socorro e Aracaju. Em termos quantitativos,   se pretende atingir 110 adolescentes/ jovens/ano. Para divulgar os resultados e aumentar a adesão da sociedade, serão organizadas cineclube, sarau multicultural,  mostra cultural  juventude e  cidadania, boletim informativo impresso, além dos canais já existentes na internet, como  blog da Ação Cultural,  canal do Ponto de Cultura  Juventude e Cidadania no youtube e páginas no facebook."



 Para cumprir com esse objetivo está sendo realizado o repasse da segunda parcela do recurso financeiro, o qual é destinado para o pagamento de professores/oficineiros, assistente de produção, aquisição de equipamentos complementares para a oficina de audiovisual e de DJ , além da compra de material cênico, pedagógico e etc..


A expectativa é concluirmos a realização dessa etapa,  com a apresentação do trabalho final das oficinas em um Sarau Multicultural, como realizado no ano de 2014, no Teatro Lourival Baptista. E depois prestar contas, quando pretendemos receber a terceira e última parcela, a ser utilizada no ano de 2017, para concluirmos o planejamento trienal que realizamos, ao participarmos  do edital de 2010/2011.

O QUE ESPERAMOS DOS NOVOS PREFEITOS E VEREADORES ELEITOS EM 2016 


Da mesma maneira, esperamos da parte dos novos prefeitos e vereadores eleitos este ano, um apoio efetivo, através da destinação de recursos financeiros por meio do orçamento público, para atividades culturais com jovens da periferia, nos moldes do que acontece em São Paulo com o Programa VAI e com a Lei de Fomento a Cultura da Periferia, esta última recentemente sancionada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad em 20 de julho de 2016, com previsão de investimento inicial no valor de  9 milhões, a ser distribuído para os grupos culturais que forem selecionados pelo edital, cujo lançamento está previsto para o dia 2 de agosto do corrente ano.


Um dos aspectos mais importantes dessa lei, assim como da Lei VAI SP e VAI Aracaju, foi a participação dos ativistas culturais na discussão e formatação da mesma. Segundo noticia publicada no portal da Rede Brasil Atual. “O projeto foi redigido e estruturado com participação de artistas das periferias durante a Conferência Municipal de Cultura, em 2013. Desde então, houve uma série de reuniões com representantes da prefeitura e vereadores.” 


Com os exemplos acima, queremos apresentar um conjunto de sugestões (Pontos de Cultura, Programa VAI e a Lei de Fomento a Cultura da Periferia) para quem quer agir como os melhores legisladores e  prefeitos,  àqueles que pensam no presente e no futuro das populações das cidades, quando  buscam ocupar os bairros da periferia com equipamentos e serviços culturais, esportivos e de formação profissional,  os quais direta e indiretamente, melhoram os padrões de ensino, a convivência, a saúde  e previnem  situações de insegurança e de violência, tudo isso beneficiando quem mora em toda parte da cidade, também no centro e na zona sul.

SONHANDO E REALIZANDO


A esse propósito, o jornalista e poeta  Araripe Coutinho publicou em 2014, pouco tempo antes de falecer, o manifesto contra a morte de jovens na periferia:  A escalada da violência no município de Aracaju não é uma surpresa para quem acompanha a cidade e se debruça sobre seus indicadores. A maioria dos bairros não tem nenhuma biblioteca pública, não tem nenhum equipamento esportivo público, os postos de saúde não têm, na sua maioria, medicamentos; as delegacias, fim de semana, estão fechadas e não há nenhum centro cultural. Em todo o município, há proliferação de favelas, enquanto centenas de jovens entre 15 e 19 anos estão fora da escola, metade da população jovem, entre 15 a 24 anos, está desempregada e milhares de crianças (170 mil) necessitam de vaga em creche pública.


Neste sentido, vale  considerar as oficinas culturais do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania como uma ação que soma com o sonho do poeta. Pois como disse outro poeta, Raul Seixas  Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonha só / Mas sonho que se sonha junto é realidade .”


E aí, quem mais pode ou quer somar?



P.S.: Após a conclusão do artigo acima, recebo a informação acerca da 2ªedição do Programa Agente Comunitário(a) de Cultura, que tem por objetivo apoiar iniciativas artístico-culturais desenvolvidas por moradores e moradoras da cidade de São Paulo que já atuem como agentes culturais há, pelo menos, dois anos. Serão selecionados 70 candidatos que vão receber R$ 1.000 por mês, ao longo de 12 meses, para executar suas ações, especialmente nos territórios periféricos. O edital está aberto até o dia  05 de agosto, e iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Idéia semelhante foi apresentada no 2º Fórum Comunitário de Politicas Públicas realizado no Conjunto Jardim, no ano de 2003.  

Bolsa  Jovem – Sugestão apresentado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, coordenador da Cidade Escola Aprendiz, através da internet aos candidatos a Presidência da Republica. A proposta inspirada no programa bolsa escola e Peti, propõe destinar um salário mínimo para os adolescentes e jovens estudantes que estejam envolvidos com a promoção de atividades artísticas e desportivas. A proposta foi acatada, mas foi sugerido em termos emergenciais o seguinte: Que o Estado e a Prefeitura contratem jovens protagonistas da ação cultural no Conjunto Jardim, para desenvolver trabalhos nas Escolas, sendo que metade do tempo será dedicado as atividades de apoio à administração, e a outra metade será destinada ao trabalho artístico com as crianças, adolescentes e jovens. Esta proposta busca evitar que os coordenadores dos grupos desistam do trabalho com arte e cultura , em virtude da necessidade de buscar trabalho no mercado formal ou informal. O principal argumento de defesa da idéia, é o fato do trabalho desenvolvido pelos grupos, representar um beneficio para toda a sociedade, na medida que evita o envolvimento de muitos adolescentes com drogas, com furtos e assaltos, previne a gravidez precoce, aumenta a auto estima etc.. Por isso, é justo que o poder publico colabore desta forma"

Zezito de Oliveira - Educador e Produtor Cultural de Iniciativas de Base Comunitária.
Oficina de Rap
Oficina de Rap
Oficina de Rap
Oficina de Teatro
Oficina de Teatro


Oficina de Teatro
 Oficina de dança urbana
 Oficina de audiovisual
Oficina de Audiovisual
Oficina de Audiovisual
Oficina de Audiovisual
 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Tem inicio as oficinas culturais da Ação Cultural/Ponto de Cultura Juventude e Cidadania




A oficina de dança urbana acontece às terça e quintas, das 9 às 11h
A oficina de audiovisual acontece às terças e sextas, das17h às 18h30
A oficina de Rap acontece todos os sábados, das 15h às 17h
A oficina de teatro popular infanto-juvenil acontece todos os sábados,  das 9h às 11h
As oficinas de dança moderna, grafite e DJ terão inicio nos próximos meses.

---------------------------------
  A PRÉ-INSCRIÇÃO PARA AS OFICINAS DO PONTO DE CULTURA JUVENTUDE E CIDADANIA, PODE SER REALIZADA ATRAVÉS DO ENVIO DE MENSAGEM NA PÁGINA COLETIVO RAP JARDIM (FACEBOOK). OU PELO EMAIL zezitodeoliveira@gmail.com
Os interessados deverão responder as seguintes perguntas, via inbox.
Oficina preferida. Pode se inscrever em duas.
Qual o seu nome?
Qual o seu endereço e telefone:
Qual a sua idade, a série e a escola onde você estuda?
Qual o nome do seu perfil no facebok ou como você se apresenta no face
Qual o seu E-mail, se tiver

segunda-feira, 20 de junho de 2016

COLÉGIO SERGIPANO MOSTRA COMO É POSSIVEL CONHECER O NORDESTE ATRAVÉS DO CANCIONEIRO DE LUIZ GONZAGA.


É este o tema do 2º Sarau Multicultural no Edélzio, o qual estará sendo realizado nessa quarta-feira, 22 de junho, a partir das 14 horas, no Colégio Dr. Edélzio Vieira de Melo, localizado no município de Santa Rosa de Lima.

A programação consta de apresentações de música, teatro, dança, poesia, exposição de painéis, desenhos e pintura, slides e audiovisual, a serem realizadas pelos alunos, inspirados na vida e na obra de Luiz Gonzaga. 

Essa iniciativa se reveste de grande importância,  por ser o nordeste a região do Brasil, onde pratica-se com mais vigor as comemorações ligadas aos festejos do ciclo junino, apesar  das cidades da região  estarem sofrendo uma “devastadora” pressão da indústria cultural, associada as oligarquias locais, que alteraram o padrão de riqueza simbólica e afetiva dos festejos, substituindo-os por uma programação empobrecida sob o ponto de vista identitário e social, um tipo de festa mais comercial, voltada tão somente para a preocupação com o lucro e com o marketing politico, apoiados em uma potente utilização do rádio e da televisão comercial.

Mas, em meio a isso, pesquisadores e educadores, tem descoberto na obra de Luiz Gonzaga e de outros ícones da arte musical da região, uma grande e fundamental contribuição para a resistência cultural , isso por causa do tipo de crônica musical produzida por artistas como Luiz Gonzaga, que deixaram registrados em suas canções uma série de informações fundamentais, para a manutenção ou retomada de valores  importantes da  cultura nordestina e brasileira. 

São valores transmitidos através de mitos, personagens e histórias  que fazem-nos pensar e sermos do jeito que somos, além de informações relativas a economia, a geografia, ao clima, as relações sociais, assim como a transmissão de virtudes como respeito, trabalho, união, lealdade, fé, esperança e etc., os quais tem sido abandonados pelas canções mais tocadas atualmente na maioria das emissoras de rádio, canções cujas letras em sua maioria, fazem apologia a utilização de bebidas alcoólicas e de práticas ligadas a cultura do estupro, a prostituição e etc.., invertendo assim, a contribuição da arte e da cultura para o desenvolvimento humano e cultural, além de agregarem pouco ou nenhum valor educativo ou estético-cultural a formação das novas gerações.

Para considerar a obra de Luiz Gonzaga como parceira no processo ensino-aprendizagem também colabora, a grande produção iconográfica e textual acerca da obra de Gonzagão, tanto a que foi produzida nas décadas de 1940/1950, quando Gonzaga inicia a sua trajetória de artista de massa, a exemplo de fotografias, entrevistas, propagandas, noticias de jornal e revistas, assim como em tempos mais recentes, com a grande produção no campo dos estudos acadêmicos e produção de centenas de títulos de livros e de  documentários audiovisuais, culminando com o filme lançado em 2012, ano do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, “Gonzagão – De Pai para Filho”.

Há que se considerar também, muitas iniciativas culturais e educativas de base comunitária, que são ou foram realizadas no nordeste e pelo país afora, notadamente ligadas as comemorações do centenário do rei do baião no ano de 2012. Aqui em Sergipe, destaca-se a Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola, patrocinada pelo Ministério da Cultura, lançada no dia 31 de agosto de 2012, no Museu da Gente Sergipana e, cuja experiência está sendo aproveitada para a realização dessa segunda edição do Sarau Multicultural no Edélzio. 

Conforme o folder entregue no lançamento da Caravana Luiz Gonzaga, que circulou no museu da Gente Sergipana, em 10 escolas públicas sergipanas e parcialmente na Igreja São Pio X em Aracaju. “Abram os portões da escola e deixem entrar um sanfoneiro cheio de histórias! Luiz Gonzaga com seus 100 anos vai contar a história de um pássaro chamado Asa Branca, explicar como a natureza mostra seus sinais para o homem do campo, contar como é que no sertão se aprende o ABC.”

Para conhecer mais sobre a Caravana Luiz Gonzaga.





Leia/ouça/veja 
Sarau Virtual Noites de São João, Noites de Junho
 publicado em domingo, 28 de junho de 2015

Opinião: São João e Vandalismo Cultural

  Ciclo junino em Sergipe : decadência ou revitalização?

Publicado em 2 de abr de 2013
Baseado em um livro polêmico que conta que a partir dos anos 40, a música brasileira começou a impressionar o mundo pelo seu potencial. Os sucessos de Ari Barroso, Carmem Miranda e Tom Jobim deixaram as corporações artísticas espantadas e com medo do Brasil dominar o mundo. A partir daí, foi criada uma corporação secreta com um único objetivo: destruir a música brasileira.

Diretor: André Moraes
Roteiro: André Moraes, Luciano Santanna
Produção: André Moraes
Argumento: André Moraes e Rafael Greyck
Com: Iggor Cavalera, Jair Oliveira, Wilson Simoninha, Afonso Nigro, Beto Jamaica, Sergio Mallandro, Reinaldo, Adriano Nascimento, Ivan Busic.
Narrado por Caco Ciocler.

Mais e mais verdades sobre a Conspiração em: http://www.youtube.com/watch?v=JxYiCS...



sexta-feira, 3 de junho de 2016

Play list para o Sarau Multicultural no Edélzio - Conhecendo o nordeste com Luiz Gonzaga. A vida de Gonzagão.





A letra da música 9) No meu pé-de-serra é a síntese fenomenológica da obra
literária de Luiz Gonzaga, pois, como em tantas outras, apresenta a figura do retirante que um dia volta à sua terra natal. Para a pesquisadora Cordeiro (2008, p. 68):
Um nordestino trabalhador que possuía um rancho no seu “pé de serra” que trabalhava todo dia e lá possuía tudo que queria [...] um sertão nordestino perfeito, com muita chuva a fartura. O
próprio fiado nos dá esse acesso, poisfala de um lugar que desperta saudades. Logo, o mundo ético do sertão nessa canção é um lugar prazeroso. Além de muito alegre, cheio de música e dança[...]
Percebe-se a existência de um ethos que configura o sertão como um lugar
perfeito, prazeroso, alegre, de muitas festas e muito trabalho, e que deixa saudades. Uma alusão à sua cidade natal, Exu, pois estaencontra-se no pé de
uma serra (Serra do Araripe), constituída por uma sertanejo-nordestino-emigrante que sente saudades de um lugar ideal, sua terra. (CORDEIRO, 2008.