CANAL DA AÇÃO CULTURAL

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

DANÇA A DOIS

Déa S Melo
Junho/2012
                                                               
Há cerca de quinze anos participei de um Seminário sobre Sexualidade com a Neuropsiquiatra, Filósofa e Psicóloga, Anete Guimarães do Rio de Janeiro, sobre os resultados de uma pesquisa de laboratório, a respeito da função sexual humana, realizada por fisiologistas alemães na Universidade de Berlim /Alemanha. Uma pesquisa que durou dez anos, com decisivas informações para a humanidade, mas nada interessantes para fabricantes de medicamentos e para a lógica consumista que impera na atualidade.Vejamos porquê.

Hoje, pesquisando, estudando e vivenciando Comunicação Social por meio das linguagens artísticas/humanas presentes nas danças sagradas e tradições dos povos, me sentí motivada a reeditar a entrevista que fiz com Anete durante aquele seminário, entendendo cada vez mais a vida íntima e social como uma dança e suas infinitas possibilidades dialógicas e de comunicação.

Neste mês de Junho o comércio bombardeia os veículos de comunicação, vendendo os mais belos e “caros” (nos dois sentidos) presentes que garantem fácil, fácil “final feliz”, com direito a bailes e danças de amor sem fim no Dia dos Namorados. A data, ancorada nas inspiradoras festas da cultura brasileira dedicadas ao santo casamenteiro – Sto. Antônio,  ainda é  um convite às quadrilhas, às danças de parceiros, até mesmo nos terreiros urbanos. Nesta festa, quem revela e ensina como é “esta” Dança a Dois, são os cientistas. Eles conseguiram investigar passos, corpos e ritmos da dança mais íntima, mais criadora e que pode ser mais profundamente transformadora - aquela que acontece durante uma relação sexual. 
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Leonardo Boff lamenta aprovação de Código Florestal e conclama referendo popular

Fonte: Site pragmatismo politico

Postado em: 3 mai 2012 às 15:13 | Meio Ambiente

Agora é o momento da cidadania popular se manifestar. O poder emana do povo. A Presidenta e os parlamentares são nossos delegados e nada mais. Se não representarem o bem do povo e da nação, de nossas riquezas naturais, de nossas florestas e de nossa imensa biodiversidade perderam a legitimidade e o uso do poder público é usurpação.

novo código florestal leonardo boff
Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.
Por Leonardo Boff
Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico.
Isso mostra a cegueira que tomou conta da maioria dos parlamentares e também de setores importantes do Governo. Não tomam em devida conta as mudanças ocorridas no sistema-Terra e no sistema-Vida que levaram ao aquecimento global.
Este é apenas um nome que encobre práticas de devastação de florestas no mundo inteiro e no Brasil, envenenamento dos solos, poluição crescente da atmosfera, diminuição drástica da biodiversidade, aumento acelerado da desertificação e, o que é mais dramático, a escassez progressiva de água potável que atualmente já tem produzido 60 milhões de exilados.
Aquecimento global significa ainda a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos, que estamos assistindo no mundo inteiro e mesmo em nosso país, com enchentes devastadoras de um lado, estiagens prolongadas de outro e vendavais nunca havidos no Sul do Brasil que produzem grandes prejuízos em casas e plantações destruídas.

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A Terra pode viver sem nós e até melhor. Nós não podemos viver sem a Terra. Ela é nossa única Casa Comum e não temos outra.
A luta é pela vida, pelo futuro da humanidade e pela preservação da Mãe Terra. Vamos sim produzir, mas respeitando o alcance e o limite de cada ecossistema, os ciclos da natureza e cuidando dos bens e serviços que Mãe Terra gratuita e permanentemente nos dá.
E vamos sim salvar a vida, proteger a Terra e garantir um futuro comum, bom para todos os humanos e para a toda a comunidade de vida, para as plantas, para os animais, para os demais seres da criação.
A vida é chamada para a vida e não para a doença e para morte. Não permitiremos que um Código Florestal mal intencionado ponha em risco nosso futuro e o futuro de nossos filhos, filhas e netos. Queremos que eles nos abençoem por aquilo que tivermos feito de bom para a vida e para a Mãe Terra e não tenham motivos para nos amaldiçoar por aquilo que deixamos de fazer e podíamos ter feito e não fizemos.
O momento é de resistência, de denúncia e de exigências de transformações nesse Código que modificado honrará a vida e alegrará a grande, boa e generosa Mãe Terra. Agora é o momento da cidadania popular se manifestar. O poder emana do povo. A Presidenta e os parlamentares são nossos delegados e nada mais. Se não representarem o bem do povo e da nação, de nossas riquezas naturais, de nossas florestas, de nossa fauna e flora, de nossos rios, de nossos solos e de nossa imensa biodiversidade perderam a legitimidade e o uso do poder público é usurpação. Temos o direito de buscar o caminho constitucional do referendo popular. E aí veremos o que o povo brasileiro quer para si, para a humanidade, para a natureza e para o futuro da Mãe Terra.


Código Florestal: saiba quais deputados Federal de Sergipe votaram pela devastação

Código Florestal: saiba quais deputados Federal de Sergipe votaram pela devastação
Depois de anos tramitando no Congresso Nacional, deputados aprovam com louvor novo texto que modifica principal lei florestal do Brasil. O texto do Senado que foi rejeitado pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG) recebeu 184 votos favoráveis e 274 votos contrários. O que, na prática, aprovou o relatório do Código Florestal com o texto do relator Paulo Piau.
Veja como cada deputado votou o texto-base do relatório do novo Código Florestal:
Laércio Oliveira PR  SE Sim 
Pastor Heleno Silva PRB SE Sim
Valadares Filho PSB SE Sim 
Andre Moura PSC SE Sim
Mendonça Prado DEM SE Sim 
Almeida Lima PPS  SE Sim 
Márcio Macêdo PT SE Não
Rogério Carvalho PT SE Não

SIM (A FAVOR DA DEVASTAÇÃO)

NÃO (CONTRA A DEVASTAÇÃO)
Fonte: www.mst.org.br
Fonte:
Leia mais: http://baixosaofrancisco-se.webnode.com.br/products/codigo-florestal%3A-saiba-quais-deputados-federal-de-sergipe-votaram-pela-devasta%C3%A7%C3%A3



Eduardo Galeano: quatro frases que fazem o nariz do Pinóquio crescer

Postado em: 19 mai 2011 às 15:12 | América Latina

A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana.

eduardo galeano escritor uruguaio1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta.

A saúde do mundo está feito um caco. ‘Somos todos responsáveis’, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade.
Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao ‘sacrifício de todos’ nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaça se converter em uma catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial asfixia a realidade para outorgar impunidade à sociedade de consumo, que é imposta como modelo em nome do desenvolvimento, e às grandes empresas que tiram proveito dele. Mas, as estatísticas confessam.. Os dados ocultos sob o palavreado revelam que 20% da humanidade comete 80% das agressões contra a natureza, crime que os assassinos chamam de suicídio, e é a humanidade inteira que paga as consequências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não-renováveis. A senhora Harlem Bruntland, que encabeça o governo da Noruega, comprovou recentemente que, se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, “faltariam 10 planetas como o nosso para satisfazerem todas as suas necessidades.” Uma experiência impossível.

Mas, os governantes dos países do Sul que prometem o ingresso no Primeiro Mundo, mágico passaporte que nos fará, a todos, ricos e felizes, não deveriam ser só processados por calote. Não estão só pegando em nosso pé, não: esses governantes estão, além disso, cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se oferece como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que está fazendo adoecer nosso corpo, está envenenando nossa alma e está deixando-nos sem mundo.

2 – É verde aquilo que se pinta de verde.

Agora, os gigantes da indústria química fazem sua publicidade na cor verde, e o Banco Mundial lava sua imagem, repetindo a palavra ecologia em cada página de seus informes e tingindo de verde seus empréstimos. “Nas condições de nossos empréstimos há normas ambientais estritas”, esclarece o presidente da suprema instituição bancária do mund o. Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação.
Quando se aprovou, no Parlamento do Uruguai, uma tímida lei de defesa do meio-ambiente, as empresas que lançam veneno no ar e poluem as águas sacaram, subitamente, da recém-comprada máscara verde e gritaram sua verdade em termos que poderiam ser resumidos assim: “os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotarem o desenvolvimento econômico e a espantarem o investimento estrangeiro.” O Banco Mundial, ao contrário, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez, por reunir tantas virtudes, o Banco manipulará, junto à ONU, o recém-criado Fundo para o Meio-Ambiente Mundial. Este imposto à má consciência vai dispor de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza. Intenção inatacável, conclusão inevitáve l: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está admitindo, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio-ambiente.
O Banco se chama Mundial, da mesma forma que o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato em que come. Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos escravizados países que, a título de serviço da dívida, pagam a seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe sua política econômica, em função do dinheiro que concede ou promete. A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite abarrotar de mágicas bugigangas as grandes cidades do sul do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, poluem-se as águas que os alimentam, e uma crosta seca cobre os desertos que antes foram bosques.

3 – Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra.

Poder-se-á dizer qualquer cois a de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bondoso Al sempre enviava flores aos velórios de suas vítimas… As empresas gigantes da indústria química, petroleira e automobilística pagaram boa parte dos gastos da Eco 92: a conferência internacional que se ocupou, no Rio de Janeiro, da agonia do planeta. E essa conferência, chamada de Reunião de Cúpula da Terra, não condenou as transnacionais que produzem contaminação e vivem dela, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno.
No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química se veste de verde. A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo que, para ajudarem a natureza, estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas, esses desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, mas sim buscam novas plantas capazes de r esistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas do mundo produtoras de sementes, seis fabricam pesticidas (Sandoz-Ciba-Geigy, Dekalb, Pfizer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.
A recuperação do planeta ou daquilo que nos sobre dele implica na denúncia da impunidade do dinheiro e da liberdade humana. A ecologia neutra, que mais se parece com a jardinagem, torna-se cúmplice da injustiça de um mundo, onde a comida sadia, a água limpa, o ar puro e o silêncio não são direitos de todos, mas sim privilégios dos poucos que podem pagar por eles. Chico Mendes, trabalhador da borracha, tombou assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por acreditar no que acreditava: que a militância ecológica não pode divorciar-se da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não será salva enquanto não se fizer uma reforma agrária no Brasil. Cinco an os depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados, a cada ano, na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão às cidades deixando as plantações do interior. Adaptando as cifras de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentarem pela incessante invasão de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem alterar dentro dos limites da ecologia, surda ante o clamor social e cega ante o compromisso político.

4 – A natureza está fora de nós.

Em seus 10 mandamentos, Deus esqueceu-se de mencionar a natureza. Entre as ordens que nos enviou do Monte Sinai, o Senhor poderia ter acrescentado, por exemplo: “Honrarás a natureza, da qual tu és parte.” Mas, isso não lhe ocorreu. Há cinco séculos, qua ndo a América foi aprisionada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu ecologia com idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestirem jamais esfolavam o tronco inteiro, para não aniquilarem a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansarem a terra. A civilização, que vinha impor os devastadores monocultivos de exportação, não podia entender as culturas integradas à natureza, e as confundiu com a vocação demoníaca ou com a ignorância. Para a civilização que diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que tinha que ser domada e castigada para que funcionasse como uma máquina, posta a nosso serviço desde sempre e para sempre. A natureza, que era eterna, nos devia escravidão. Muito recentemente, inteiramo-nos de que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e sabemos que, tal como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala de submeter a natureza. Agora, até os seus verdugos dizem que é necessário protegê-la. Mas, num ou noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós. A civilização, que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento, e o grandalhão com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper seu próprio céu.



Secult trabalha na construção do Plano Estadual de Cultura


Por Carla Sousa, da Ascom/Secult 

A Secretaria do Estado da Cultura (Secult) vem trabalhando, em parceria com o Ministério da Cultura (Minc) e a Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), na construção do Plano Estadual de Cultura, que servirá como instrumento para a elaboração das políticas públicas na área da cultura e fortalecimento do Sistema Estadual de Cultura. A construção deste documento conta com o apoio da sociedade civil e das entidades que atuam nos diversos setores da cultura.

O Plano Estadual de Cultura reunirá um conjunto de diretrizes, estratégias, metas e ações que planejem as políticas de cultura para um período de dez anos de forma consistente e democrática. Para a secretária Eloísa Galdino, a construção do Plano é uma das ações prioritárias de sua gestão, que visa fortalecer o Sistema Estadual de Cultura.

“É importante destacar que esse não será um plano do Governador Marcelo Déda ou da secretária Eloísa Galdino, é um plano para o Estado de Sergipe que terá validade de 10 anos. Por isso, eu destaco a importância da participação da sociedade civil nessa construção, para que o plano possa refletir seus anseios na área da cultura”, ressaltou a secretária.

Para inserir a população nesse processo de elaboração do plano, ao longo do ano serão realizadas oito conferências territoriais e uma conferência estadual. Nessas reuniões, a sociedade civil e as entidades organizadas da área da cultura poderão sugerir propostas e ações que ajudarão na construção do plano.

De acordo com o coordenador de Relações Institucionais da Secult na elaboração do Plano Estadual, Alisson Couto, a participação da sociedade é fundamental. “A sociedade irá participar em todas as etapas de construção do plano. Ela é na verdade a protagonista desse processo, nós somos o instrumento. Vivemos em um momento de qualificação e institucionalização das políticas públicas de cultura e a sociedade sergipana não pode ficar de fora desse processo”, afirma.

Durante as conferências a sociedade poderá participar da avaliação de tudo o que tem sido feito na área da cultura e propor ações e diretrizes para conduzir a política pública com base naquilo que ela almeja para o setor em âmbito estadual.

Segundo Tiara Câmera, coordenadora do Plano, para viabilizar as reuniões, a Secult contará com apoio das prefeituras e dos fóruns unificados de diversos setores, como o da música, o do audiovisual e do teatro e dança. “Nós temos nos reunido com essas entidades e são elas que vão nos ajudar a mobilizar os agentes culturais da capital e do interior do Estado”, destaca.

Durante o processo de construção do Plano, a comunidade também poderá participar através de um blog, que servirá como um canal de consulta virtual. “O blog será um canal de troca de informações e um meio através do qual a população poderá acompanhar o processo e contribuir com a elaboração do Plano”, acrescenta Celiene Lima, analista do Plano.

A equipe terá um prazo de 12 meses para concluir a construção do Plano Estadual de Cultura que será validado durante a última conferência. Após a validação do documento, ele deverá ser encaminhado à Assembléia Legislativa para ser votado e consequentemente transformado em lei estadual. A partir daí, o Plano passa a adquirir a estabilidade de política de Estado.

Parceria 

A parceria com a UFSC na elaboração do Plano foi fruto do Programa de Fortalecimento Institucional pela Implementação do Sistema de Cultura, uma conquista da secretária Eloísa Galdino à frente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. O convênio com a universidade está beneficiando, além de Sergipe, outros 16 Estados na construção dos Planos de Cultura.

O Projeto de Apoio à Elaboração de Planos Estaduais de Cultura da UFSC tem como objeto o apoio técnico e a capacitação dos Estados para elaboração do documento. Na opinião da secretária de Cultura, esse é um aspecto fundamental para dar maior consistência ao plano.

“A nossa equipe foi muito bem capacitada e vem recebendo um suporte muito grande da UFCS durante todo esse processo. Com certeza, esse diálogo com o ambiente acadêmico e o diálogo que será travado com a sociedade irá resultar num Plano que refletirá a diversidade da cultura sergipana e norteará as políticas públicas para o setor pelos próximos dez anos”, enfatiza a secretária Eloísa Galdino.  

quarta-feira, 30 de maio de 2012

XI Fórum do Forró homenageará Luiz Gonzaga

Fonte: divirta.se

Com informações da Prefeitura de Aracaju
Nos dias 5 e 6 de junho o Teatro Atheneu será palco de uma grande homenagem ao centenário do cantor pernambucano Luiz Gonzaga com a realização do XI Fórum de Forró de Aracaju. O evento terá a participação de grandes artistas e pesquisadores, a exemplo de Genival Lacerda e Bené Fonteles, autor do livro “O Rei e o Baião”, a mais completa publicação sobre Luiz Gonzaga.

A abertura do Fórum do Forró será realizada às 19h do dia 5, com a presença do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. O evento será composto por palestras, depoimentos e homenagens de diversos artistas e estudiosos a respeito da vida e obra de Luiz Gonzaga. No encerramento haverá apresentação do Quinteto Sanfônico de Aracaju. Os interessados podem participar do evento de forma gratuita.

O Fórum do Forró é uma realização da Prefeitura Municipal de Aracaju e faz parte da programação do Forró Caju, que terá início no dia 15 de junho na Praça de Eventos dos Mercados.

Confira a programação do XI Fórum de Forró de Aracaju: 

Dia 5 de Junho
19h – Abertura Oficial com o prefeito Edvaldo Nogueira
20h – Palestra com Paulo Vanderley, pesquisador, criador e mantenedor do mais completo site de Luiz Gonzaga no Brasil - www.luizluagonzaga.com.br
21h – Depoimento dos artistas Genival Lacerda, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino e Targino Gondim sobre a importância da obra de Luiz Gonzaga
21h40 – Homenagem dos artistas Genival Lacerda, Alcymar Monteiro, Trio Nordestino e Targino Gondim aos 100 anos de Luiz Gonzaga
22h40 – Encerramento

Dia 6 de junho
19h - Palestra com Zé Maria, autor do livro “Mestre João Silva: Prá não morrer de tristeza”, sobre o tema “As parcerias de Luiz Gonzaga e João Silva” e depoimento de João Silva (o compositor com maior número de parcerias com Luiz Gonzaga
19h40 – Depoimento de Bené Fonteles, autor do livro “O Rei e o Baião”, a mais completa publicação sobre Luiz Gonzaga
20h10 – Depoimento de Chambinho do Acordeon, ator, cantor e sanfoneiro, que faz o papel de Luiz Gonzaga no filme “Gonzaga de Pai para Filho”, do diretor Breno Silveira (“Dois Filhos de Francisco”)
20h30 – Depoimento de João Cláudio Moreno, ator, humorista e cantor (trabalhou com Chico Anysio na TV Globo)
21h – Homenagem dos artistas João Cláudio Moreno, Chambinho do Acordeon, Luiz Paulo e Erivaldo de Carira
22h – Encerramento com o Quinteto Sanfônico de Aracaju

terça-feira, 29 de maio de 2012

VALE A PENA CONFERIR A REVISTA CAROS AMIGOS QUE ESTÁ NAS BANCAS.

Edição 182 - Editorial e Sumário

Capa 182-okQUIPROQUÓ NA CULTURA
Desde antes de assumir o Ministério da Cultura, há um ano e quatro meses, Ana de Hollanda vem sendo sistematicamente bombardeada – primeiro por pretensos candidatos ao cargo, depois por grupos incrustados na base governista e supostamente descontentes com a gestão da ministra, e mais recentemente por uma nova carga de virtuais postulantes ao cobiçado posto que tanto encanta intelectuais, artistas e executivos do meio cultural.
Reportagem da Caros Amigos procura relatar – sem precipitar julgamentos - o que tem sido esse verdadeiro inferno vivido pela ministra Ana de Hollanda, alimentado especialmente pelo chamado “fogo amigo”; mostra também as principais críticas difundidas pelos grupos conflagrados, quem está no meio desse quiproquó e quais são as ações e programas do Ministério da Cultura.

Programa Usinas Culturais

Programa Usinas Culturais

     
Programa Usinas Culturais, proposto pelo Ministério da Cultura no âmbito do Fórum Direitos e Cidadania da Presidência da República, tem por finalidade a realização de investimentos em infraestrutura e programação cultural em áreas de alta vulnerabilidade social, visando especialmente:
  • o exercício dos direitos;
  • a promoção dos valores da cidadania e da diversidade cultural;
  • o desenvolvimento local e regional por meio da economia criativa.
O Fórum Direitos e Cidadania tem por objetivo debater, propor e articular ações relacionadas à redução da desigualdade, à valorização da diversidade sociocultural e étnica, à garantia dos direitos humanos e ao fortalecimento dos valores de cidadania e da autonomia das pessoas.
O Programa Usinas Culturais será realizado nos 134 municípios brasileiros e o Distrito Federalcom maiores números de homicídios, incluindo as 26 capitais, o Distrito Federal, municípios do entorno e interior do país, com ações voltadas para as seguintes temáticas prioritárias do Fórum:
  • valorização da juventude negra
  • promoção da autonomia das mulheres
  • valor ambiental: educação e reciclagem
No período 2011/2014 está prevista a construção de 201 Usinas Culturais, sendo que nesse primeiro processo de habilitação serão elencadas 135 propostas, atendendo a todos os municípios e o Distrito Federal.


152 Entes Federados Habilitados para o Programa Usinas Culturais (2011/2012)
SE Aracaju
SE Nossa Senhora do Socorro

No municipio de Socorro pelos argumentos apresentados nos textos abaixo, o conjunto Jardim    pode ser um dos locais preferenciais para a instalação das Usinas Culturais.


Para saber onde será instalado a Usina Cultural no municipio de Socorro e de Aracaju também, quais critérios foram utilizados para a escolha dos locais e etc.., utilize a lei de acesso a informação. Clique AQUI,  AQUI  e AQUI.


O que é Usina Cultural - em detalhes

Proposta do Ministério da Cultura para o Fórum Direitos e Cidadania da Presidência da República

A contribuição da Cultura para as questões de Direitos e Cidadania

Afirmação de identidades e a construção de um imaginário que favoreça:

 A compreensão, o respeito e o usufruto dos direitos humanos, sociais,

econômicos e culturais;

 A construção do entendimento e respeito aos direitos humanos, e a

apropriação e valoração do patrimônio cultural, da ética e da cultura

de paz;

 A colaboração de saberes, o exercício da cidadania e o fortalecimento

da participação social e econômica das comunidades.

 Fortalecimento da agenda de cidadania que incorpore as mudanças

em curso na sociedade e as exigências de novas gerações de

brasileiros.

I – Macroprocesso: Valores de Cidadania

 Pacto de mobilização social

II – Visão programática

 Rede Cultural de Direitos e Cidadania

 Programa Cultura Viva (Pontos de Cultura)

 Programa Mais Cultura (Espaços, Bibliotecas e Cines Mais Cultura)

 Praças dos Esporte e da Cultura

 Programa Usinas Culturais

A contribuição da Cultura para as questões de Direitos e Cidadania

Sustentabilidade

 Adoção da estratégia do Fórum Direitos e Cidadania e da pactuação

no município para o enfrentamento da violência;

 Integração e otimização de políticas, programas, ações, recursos e

serviços governamentais federais para o referido território;

 Participação da sociedade civil na gestão do espaço e

desenvolvimento da programação;

 Fortalecimento de circuitos culturais locais , inclusive com os pontos

de cultura.;

 Criação de parcerias com as instituições privadas e públicas e da

sociedade civil para o fortalecimento dos arranjos produtivos locais.

Programa Usinas Culturais

Fórum Direitos e Cidadania

Programa Usinas Culturais

O Programa Usinas Culturais tem por finalidade a realização de

investimentos em infraestrutura e programação cultural em áreas

de alta vulnerabilidade social, visando especialmente:

 o exercício dos direitos,

 a promoção dos valores da cidadania e da diversidade cultural,

 o desenvolvimento local e regional por meio da economia criativa.

Programa Usinas Culturais

 Ativação e adequação de espaços públicos existentes;

 Aquisição de equipamentos (investimento de capital);

 Realização de ações de usinagem, compartilhadas com instituições

públicas e privadas e da sociedade civil.

Espaço público cultural e de participação social

Programa Usinas Culturais

Ação a ser realizada em 135 municípios brasileiros:

 municípios com maiores números de homicídios no Brasil

 26 capitais e o Distrito Federal, municípios do entorno e interior

Temáticas prioritárias:

 Valorização da juventude negra

 Promoção da autonomia das mulheres

 Valor ambiental: educação e reciclagem

Foco em territórios de maior vulnerabilidade, problemática ou

oportunidade em relação a esses três temas.

Ações do Programa

1ª Etapa: Adequação de espaços, aquisição de equipamentos e ações

de mobilização social

Plano de trabalho elaborado pelo município, com proposta de

adequação do espaço público existente, listagem de equipamentos a

serem adquiridos e proposta de mobilização social a ser desenvolvida

com a comunidade do entorno do espaço

Programa Usinas Culturais

Ações do Programa

2ª Etapa: Ações de Usinagem

Plano de Trabalho definido em conjunto com o MinC, que deverá

contemplar necessariamente:

 Parceria com a sociedade civil e participação social

 Formação de Agentes culturais

 Ações de estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento

 Ações voltadas aos ciclos de criação, difusão e fruição de bens e

serviços culturais.

Programa Usinas Culturais

1ª Etapa: Adequação dos espaços, aquisição de equipamentos e ações de

mobilização social

Adequação de espaços existentes

Troca de piso, forro e telhado; reboco e pintura; fechamentos ( portas e

janelas), troca de rede hidraúlica, elétrica e lógica; adaptação de banheiros;

adaptação para acessibilidade (acessos e portas), seguranças (grades, portões e

câmeras), sinalização.

Aquisição de equipamentos

Computadores; impressoras multifuncionais; aparelho de TV; aparelho de

DVD/Blue-Ray; máquina fotográfica; filmadora; tela de projeção; projetor (data

show); equipamentos de som; microfone; caixa de som; fogão; forno; freezer e

geladeira, máquinas de costura, entre outros investimentos de capital.

Ações de Mobilização social

Identificação de lideranças, reuniões de apresentação da proposta de

adequação e formação de grupo de acompanhamento e gestão do espaço

Programa Usinas Culturais

2ª Etapa: Ações de Usinagem

Formação e fortalecimento dos valores de cidadania

Programação e produção de conteúdos: espaço de criação, difusão, fruição,

intercâmbio e estímulo às linguagens artísticas,

Economia criativa: inclusão produtiva; desenvolvimento e fortalecimento dos

arranjos produtivos locais ; diagnósticos e mapeamentos das potencialidades

locais.

Identidade e Memória: espaços de memória coletiva e comunitária e de acesso

a conhecimento; registro e documentação da história do local e de seus

moradores; exposições; produção compartilhada de conteúdos.

Cultura digital e audiovisual: laboratórios multimídia; arte e tecnologia; inclusão

digital; estúdios; cineclubismo e outros.

Gestão participativa: espaço de uso compartilhado com a comunidade e de

participação na gestão das políticas culturais

Formação de Agentes Culturais

Programa Usinas Culturais

Meta: implementação do Programa nos 135 municípios até 2014

Atendimento Proposto

Tipo de Município Adequação Aquisição Mobilização Usinagem Total* R$

capitais e DF 135,00 40,00 25,00 300,00 500,00

demais municípios 65,00 20,00 15,00 150,00 250,00

valores em R$ mil

*acrescidos de % de contrapartida (LDO 2011)

*todos com ações de adequação e usinagem

Número de Municípios* Espaços R$ (milhões)

26 capitais e DF 81 40,50

12 municípios > 500 mil hab 24 6,00

96 municípios < 500 mil hab 96 24,00

135 municípios 201 70,50

Programa Usinas Culturais

1ª Seleção: R$ 44,5 milhões (135 espaços)

• capitais e DF: 27 espaços (R$ 17,5 milhões)

• demais municípios: 108 espaços (R$ 27 milhões)

A partir de 2013, os Planos de Trabalho poderão prever ações nas Praças

dos Esportes e da Cultura, podendo ocorrer também nos Espaços e

Bibliotecas Mais Cultura nos municípios não contemplados pelas PECs.

Nesse caso, serão realizadas apenas ações de usinagem.

Programa Usinas Culturais

Programa Usinas Culturais

Fórum Direitos e Cidadania

HABILITAÇÃO DE PROPOSTAS

Processo de habilitação de propostas:

 preenchimento de carta consulta (www.cultura.gov.br/usinas)

 indicação de até 2 propostas por município

 envio de documentação sobre o espaço (titularidade/fotos)

 definição das ações da 1ª etapa

 análise de propostas

 divulgação da habilitação

 seleção de 1 proposta por município

 abertura do Siconv

 conveniamento

Habilitação de propostas

CRONOGRAMA

25/10 Reunião de Trabalho

28/10 a 14/11 Habilitação de propostas - Site MinC

21/11 Publicação dos selecionados e Abertura Siconv

24/11 GT com os selecionados

21/11 a 02/12 Período de inscrição das propostas Siconv

03 a 19/12 Análise técnica

Até 30/12 Conveniamento

Programa Usinas Culturais

1. Dados gerais do município

2. Detalhamento da proposta

3. Adequação do equipamento público

4. Aquisição de equipamentos

5. Ações de mobilização

6. Ações de usinagem (programação)

7. Anexo

8. Notas de responsabilidade

Estrutura para Preenchimento

Detalhes do Preenchimento

1. Dados do Municípios

 Responsável pelo preenchimento da proposta

 Telefones de contato do responsável pelo preenchimento

 E-mail do responsável pelo preenchimento

2. Detalhamentos da Proposta

 Identificação da proposta: ações de usinagem (campo obrigatório)

 Situação do Equipamento Público: em funcionamento ou paralisado

 Situação fundiária: comprovação da titularidade (anexo)

 Responsável atual pela gestão do espaço

 Dados sobre a região e a população atendida pelo espaço

 Equipamentos existentes no entorno

3. Adequação de Espaços

 Detalhamento dos serviços de adequação no espaço

 Inserção de fotos do espaço (anexo)

4. Aquisição de Equipamentos

 Justificativa dos equipamentos a serem adquiridos

5. Mobilização social

 Indicação das ações de mobilização social a serem realizadas com a

comunidade do entorno do espaço

Detalhes do Preenchimento

6. Ações de Usinagem

 Detalhamento das ações de usinagem

 Dados do público alvo

 Forma de gestão do espaço

 Organização responsável pela manutenção, gestão e funcionamento do

espaço

 Indicação de parcerias (potenciais/existentes)

 Usos e ocupação: detalhamento das atividades que serão

desenvolvidas

Detalhes do Preenchimento

7. Anexos

 Fotos do entorno

 JPEG, JPG ou DOC. Tamanho máximo: 10Mb

Mapa de localização

 JPEG, JPG, DOC ou PDF com tamanho máximo: 30Mb

 Planta de situação

 JPEG, JPG, DOC ou PDF com tamanho máximo: 30Mb

 Documento que comprove a situação fundiária

 JPEG, JPG, DOC ou PDF com tamanho máximo: 30Mb

 Planta baixa e fotos do espaço público

 fachada, áreas externa e interna

 JPEG, JPG, DOC ou PDF com tamanho máximo: 30Mb

Detalhes do Preenchimento

Detalhes do Preenchimento

8. Notas de Responsabilidade

 Termo de Responsabilidade do Município pela MANUTENÇÃO, GESTÃO

E FUNCIONAMENTO do espaço

 Declaração de veracidade das informações prestadas

Informações

Processo de Habitação

usinas@cultura.gov.br

Adequação, aquisição e mobilização

usinasetapa1@cultura.gov.br

Ações de Usinagem

usinasetapa2@cultura.gov.br

Mais informações

www.cultura.gov.br/usinas

Mais.... Sobre como utilizar  a lei de acesso a informação pública. AQUI