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segunda-feira, 4 de junho de 2012

CLIPPING A CRIANÇA E O ADOLESCENTE NA MIDIA EM SERGIPE (02)

Fonte: Organização Recriando Caminhos

Alterações de comportamento podem identificar violência sexual contra crianças e adolescentes
A maioria dos casos de abuso sexual contra criança e adolescente são praticados por pessoas que convivem com as vitimas. São amigos da família, pais, irmãos, avôs, tios e vizinhos que se aproveitam da confiança neles depositada e praticam o crime contra meninos e meninas. De acordo com a delegada Lara Schuster, a maioria dos casos envolvem maridos das tias e vizinhos. “São pessoas que, apesar de não terem vínculo sanguíneo, têm acesso à criança. Normalmente, os pais se preocupam em orientar os filhos a não falar com estranhos e não ficam atentos aos que a circundam”, conta. Para a psicóloga Adriana Torres, do Centro de Referência da Assistência Social (Creas) São João de Deus, especializado no atendimento de crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência, se os filhos confiam nos pais e conseguem manter um bom diálogo, isso ajuda a detectar alguns sinais de abuso. “Muitas crianças e adolescentes não contam que foram ou são abusadas por sentirem medo de apanhar, por exemplo. Os agressores sabem disso e fazem ameaças para que o crime não seja descoberto”, diz a psicóloga. A psicóloga destaca que tristeza, ansiedade, choro sem motivo aparente, isolamento, agressividade, distúrbios alimentares, baixo rendimento escolar, pesadelos constantes são alguns dos sinais que ajudam os pais a identificar que seus filhos são vítimas desse tipo de violência. “Esses sintomas não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto. Tudo isso precisa ser analisado. Se conhecer o filho é importante, confiar nos pais é fundamental”, esclarece Adriana Torres. A delegada Lara Schuster lembra que caso o abuso seja detectado ou exista alguma suspeita, os pais devem procurar a delegacia especializada para denunciar. “Tentamos escutar a criança de forma menos traumática possível. Normalmente elas se sentem culpadas, acham que se contarem tudo vão magoar as pessoas que elas amam. O trabalho do psicólogo ajuda muito nessa hora”, esclarece a delgada. Após a denuncia na delegacia, a criança ou o adolescente é encaminhado ao Instituto médico Legal (IML) para fazer exames e para a Maternidade Nossa senhora de Lourdes para detectar possíveis doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez. A vítima e a família também são encaminhadas ao Creas São João de Deus para receberem a assistência psicológica necessária.
(Jornal Cinform, p. Cidade - Política 12 – 04 a 10/06)

Criminalização do bullying pode não ser a solução para reduzir o número de casos
A criminalização do bullying, prática que consiste em intimidar, ameaçar ou constranger outra pessoa, valendo-se da situação de superioridade e que ocorre principalmente no ambiente escolar, foi incluída na reforma do Código Penal Brasileiro, proposta que será enviada ao Congresso até o fim de junho e poderá virar lei após votação. Segundo a proposta, nas situações em que o agressor tiver menos de 18 anos, o bullying será tratado como ato infracional e o autor submetido a medidas socioeducativas, a exemplo de prestação de serviço, acompanhamento e internação, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para os casos de adolescentes que cometem atos infracionais. Já a prática do bullying pelo professor contra o estudante será uma das hipóteses de crime. No entanto, a psicóloga e presidente do Conselho Regional de Psicologia de Sergipe, Edel Ferreira, não vê, à princípio, benefício em criminalizar o chamado bullying. No seu entendimento, o que ajudaria a diminuir os casos seria a orientação, a educação familiar e escolar, dando às crianças e adolescentes condições adequadas de vida em família e educação de qualidade. Ela destaca que a proposta não traz solução para o problema, já que foca na punição e não na educação. “Se o bullying é considerado crime, então não será mais preciso educar preventivamente. Todo o resto será esquecido, inclusive o sofrimento da vítima, porque ela será ‘bonificada’ com a punição do ‘criminoso’”, observa. A psicóloga também ressalta o papel da mídia no combate ao bullying. “É preciso também qualificar as informações que chegam até crianças e adolescentes através da mídia, evitando a imposição de valores e padrões sociais inatingíveis, preconceituosos e violentos. Acredito que só assim os casos de bullying diminuirão sensivelmente”.
(Jornal da Cidade, p. Cidades B3 - 03 e 04/06)

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