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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Play list - Canção e Cotidiano (1)


Há quem já esteja pensando em outra alternativa, caso Lula seja condenado e impedido de concorrer a presidência, considerando todo o processo armado para chegar ao resultado da condenação.

Todavia,  penso que há problemas quando resumimos a questão a isso tão somente. Dentre estas, a questão da escolha de deputados e senadores. Já que não se tem como Lula ou qualquer outro nome de centro-esquerda querer governar como gostaria, tendo que conversar  com uma maioria de “bandidos” eleitos para o legislativo. 

Lembrando, “bandidos” aqui não é força de expressão.
E a propósito disso, a canção “Luiz Inácio 300 picaretas” coloca bem a dimensão desse problema.

E pior, esse número na última legislação  aumentou ainda mais, basta olhar  a quantidade de votos que aprovaram uma série de votações contra a maioria da população.
https://www.youtube.com/watch?v=ThbpUlM_n9E

Leia também:
Caso Lula: a condenação da Justiça seletiva e a necessidade da Revolução Democrática
O pensamento conservador precisa punir exemplarmente o principal líder da “turma de baixo” para impor o medo.


https://jornalistaslivres.org/2018/01/caso-lula-condenacao-da-justica-seletiva-e-necessidade-da-revolucao-democratica/

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“(...)Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua o nosso coração (...)”
Pra que esse nosso egoísmo,  também não destrua ainda mais os nossos direitos trabalhistas e sociais arduamente conquistados.
Egoismo que no plano sociopolitico pode ser caracterizado como corporativismo em excesso, burocratização, centralização em excesso, elitização, distanciamento das bases, manutenção de dirigentes nos cargos durante décadas e etc. Uma boa autocritica pode ajudar na superação disso, porém a autossuficiência impede.

Do outro lado,  atenção exagerada ao próprio umbigo, falta de interesse em ler e crescer para entender melhor o mundo, preocupação exagerada com o consumo e com a aparência,  fuga em forma de paixões religiosos e futebolisticas, pouca ou nenhuma preocupação com a participação em ações coletivas e etc..
  PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA PODE COMBINAR COM DISCIPLINA? OU QUANDO DISCIPLINA É LIBERDADE.
Quando um diretor de escola, incorpora o espirito do pensamento e das práticas do professor Darcy Ribeiro. O fato da escola ter esse nome colabora, mas não há impedimento para que isso seja incorporado por outros escolas, mesmo com nomes de patronos que não ajudam muito.
Leia e assista também:
A Escola dos meus Sonhos, artigo de Frei Betto Sem Censura
Quando sinto que já sei
Há Tempos


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Análise da cena da produção cultural em 2017 e das perspectivas para o ano de 2018.

Relatos de uma “edicta”: A “escola dos editais” e contexto contemporâneo da produção cultural brasileira

Para falar do contexto atual de atuação do produtor cultural de artes cênicas, usarei como principal referência a minha própria experiência enquanto produtora baseada no Rio de Janeiro, atuante na área há mais de 15 anos.
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Sempre que estou em uma roda de conversa e me perguntam qual é a minha profissão, respondo que sou relações públicas e trabalho com produção cultural. A próxima pergunta então é: qual área da cultura? Eu respondo teatro, dança e música. Instantaneamente, a pessoa sente um comichão nos lábios e então emenda: dá dinheiro?

Até poucos anos atrás a resposta era certeira: “Sou da escola dos projetos patrocinados via lei de incentivo e editais para cultura. Aprendi a embrulhar o peixe no papel de presente que o patrocinador quer receber.”

Isso significa que, ao longo da minha carreira, aprendi a trabalhar eficientemente com os editais e com a captação via este mecanismo. Outro dia, ouvi o neologismo “edicto”, que altera a palavra inglesa addicted (que significa viciado), batizando o viciado em editais: me identifiquei.

A lógica era a seguinte: enquanto produtora, eu articulava os parceiros artísticos, criando com eles os projetos que nos interessavam trabalhar. Como trabalhar com arte é pura emoção, confesso que o palpitar do coração sempre esteve ali na hora de abrir o link com o resultado do edital. Portanto, não se tratava de uma relação fria entre criador (eu e meus parceiros) e criatura (os projetos), mas sim algo que criávamos apostando que seria possível contribuir para o conforto na alma dos espectadores e com o debate sobre os rumos, as vicissitudes e as idiossincrasias da arte contemporânea. Com este trabalho muito prazeroso – é preciso reforçar – conseguíamos pagar as contas do mês.
Aos poucos, as negociações de valores com os patrocinadores começaram a ficar mais duras e os recursos cada vez mais escassos. Eu, zelando pela perenidade da relação com os patrocinadores e já entendendo o anúncio de tempos diferentes, reunia os artistas, prestadores de serviço e fornecedores, neste e em outros projetos anteriores, e negociava valores, renegociava materiais e quantidades sempre na tentativa de fazer caber nos orçamentos menores o mesmo peixe que eu havia embrulhado especialmente para um determinado patrocinador.
Posso dizer, sem medo, que esta fonte de recurso foi secando aos poucos.

Aos poucos também fui sacando que a lógica por trás do binômio “patrocínio via lei de incentivo x projetos culturais realizados” estava falindo… De fato, havia muitos sinais da bancarrota: Meus colegas começavam a produzir sem dinheiro; CPI da Rouanet; Compliance; Produtores e atores mais antigos lamentando o tempo que teatro se pagava com bilheteria e praguejando a lei federal de incentivo à cultura por terem mal acostumado os produtores e artistas que não precisavam mais correr atrás de público (essa última constatação é assunto de outro artigo).

A história não para aí: Editais federais e municipais foram cancelados sem maiores explicações; Artistas consagrados da musica – que ainda viviam de bilheteria – passaram então a concorrer aos editais de patrocínio. Obviamente, ganharam. Afinal, quem dá mais visibilidade: um grande cantor da MPB ou meu projeto de sambas, maxixes e modinhas? Essa está fácil de responder… Não vou entrar aqui em detalhes, mas com tudo isso ruindo, também vi – e ainda vejo – alguns teatros fecharem e muitos colegas técnicos e administradores serem demitidos.
Enfim, o meu modelo de negócio que ia muito bem, obrigada… faliu!
Eu sei que a saída é se reinventar (ou mudar pra um sítio na serra… alguns colegas fizeram isso também). Pensar fora da caixa tem sido um grande desafio para mim. Minha meta todas as manhãs é pensar em estratégias de sustentabilidade de uma produção cultural brasileira dentro desta nova perspectiva.
Publicado originalmente em Cultura e Mercado. AQUI

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Feliz Ano Novo em 2018! Para a maioria, somente com luta.

A classe média e as elites brazucas finalmente estão conseguindo o seu país de volta. Um pais com a maioria dos pobres sem amor próprio e com baixa auto estima, e por isso facilmente sujeitos a receberem salários de fome, a trabalharem em condições degradantes ou aviltantes e a ficarem dependentes da caridade de quem os detestam.
O que se conclui neste último caso, que as criticas ao bolsa família era tão somente por não ficar demarcada a relação do pobre com o rico, o que tirou o poder da influência de voto de muita gente “boa” e “de bem” país afora.
Afinal bolsa família é um direito, já os pequenos favores dos detentores de mandatos ou interessados em se eleger, são gestos de “amor ao próximo” como afirma o slogan deputado federal Adelson Barreto, um famoso apresentador de televisão sergipano, que faz carreira politica em cima da exploração da miséria e sofrimento do povo mais pobre e simples.
E que está aumentando, graças ao voto deste e de outros sórdidos e nefastos deputados, a favor das medidas de regresso e atraso do atual governo. Mesmo assim, gostam de serem chamados de “nobres” e de “excelências”.
O sonho de país da classe média e das elites tropicais, herdeiros de traficantes de escravos e fazendeiros escravocratas, foi replantado com noticiário tendencioso, parcial, preconceituosos, boatos mentirosos ou fakenews, sabotagem econômica com a utilização da operação lava jato para este fim, financiamento de parlamentares para desestabilizar o governo da presidenta Dilma Roussef . Sem contar a última pedra a ser afastada, a candidatura de LULA em 2018.
Por isso, é o sonho de um país insustentável, um país que tende a aumentar a fome, o desespero, a violência e a prostituição.
Por isso, lutar é preciso. Inclusive por meio da disseminação e da produção de mais canções, literatura e poesias, para alimentar a consciência e aquecer os corações dos brasileiros de verdade, àqueles que nem precisam ficar usando a bandeira e entoando o hino para se afirmarem como tal, ou quando temos jogos seleção brasileira, em especial nos periodos de copa do mundo.
Os primeiros são brasileiros que tem o Brasil e a sua gente como algo maior, mais profundo, mais verdadeiro, mais dentro do coração.
E para fortalecer o que está escrito acima: vamos de Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Dom Hélder Câmara, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano/Gil, Ariano Suassuna, Chico Ciência ou Science, Gláuber Rocha, Carlos Drummond de Andrade, Luiz Gonzaga, Noel Rosa, Cartola, Paulinho da Viola, Valdemar Henrique, Edson Gomes (autor canção que acompanha esse post) , Racionais MCs, Lucas Santtana, Criolo e tantos mais. A lista é sem fim....
E vamos ouvir mais emissoras como a Rádio Brasil Atual, USP FM, Cultura Brasil. E quem lembrar outras, pode sugerir nos comentários. E não esqueçam da TVT (TV dos Trabalhadores), também via youtube e facebook, do programa Metropoles e Cultura Livre da TV Cultura.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

ação cultural como prática de liberdade e democracia

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A organização/coletivo Ação Cultural por meio de oficinas culturais,  mostras artísticas,  saraus e cineclubes investe nisso tudo, porque acredita que são formas de exercitarmos um projeto maior de sociedade e de nação.

Isso foi expresso  em forma de poesia /canção por Zé Vicente, poeta, artista e lavrador que também acredita e faz isso. 

"É que a gente junto vai

Reacender estrelas vai

Replantar nosso sonho em cada coração
Enquanto não chegar o dia
Enquanto persiste a agonia
A gente ensaia o baião."


Porém, há os reis maus coroados , como diz os verso da canção da despedida, que não querem o amor em seu reinado. Mas ao contrário do que diz esta canção, ao invés de abandonarmos o compromisso e mudarmos de rota, desejamos a você que é agente cultural,   um ano de 2018  com mais vontade  de produzir ainda mais arte e cultura , mesmo com todas as tentativas de atrapalhar  e dos obstáculos que foram e que serão  colocados  por àqueles que sabem o potencial da arte e da cultura, na  formação de seres humanos mais livres e de um ambiente mais democrático.

Mas para isso, não podemos esquecer da necessidade de estarmos mais juntos, pensando em ações compartilhadas e colaborativas, somando recursos e experiências. Do contrário, será bastante difícil superarmos as pedras colocadas no caminho. Quem quiser conversar é só se achegar...



Uma boa oportunidade que temos em 2018 é a realização do Fórum Social Mundial em Salvador, no mês de março.

E para estimular os nossos encontros de planejamento individual ou em conjunto , estamos disponibilizado alguns materiais produzidos pela TVT( TV dos Trabalhadores), Rádio Brasil Atual e outras fontes e que colaboram na direção de tudo  que foi escrito, acima e abaixo.

O Que Vale É o Amor - Zé Vicente
Se é pra ir a luta, eu vou!
Se é pra tá presente, eu tô!

Pois na vida da gente o que vale é o amor (bis)

É que a gente junto vai
Reacender estrelas vai
Replantar nosso sonho em cada coração
Enquanto não chegar o dia
Enquanto persiste a agonia
A gente ensaia o baião
Lauê, lauê, lauê, lauê

É que a gente junto vai
Reabrindo caminhos vai
Alargando a avenida pra festa geral
Enquanto não chega a vitória
A gente refaz a história
Pro que há de ser afinal
Lauê, lauê, lauê, lauê

Se é pra ir a luta, eu vou!
Se é pra tá presente, eu tô!
Pois na vida da gente o que vale é o amor (bis)

É que a gente junto vai
Vai pra rua de novo, vai
Levantar a bandeira do sonho maior
Enquanto eles mandam, não importa
A gente vai abrindo a porta
Quem vai rir depois, ri melhor
Lauê, lauê, lauê, lauê

Esse amor tão bonito vai
Vai gerar nova vida, vai
Cicatrizar feridas, fecundar a paz
Enquanto governa a maldade
A gente canta a liberdade
O amor não se rende jamais
Lauê, lauê, lauê, lauê

Se é pra ir a luta, eu vou!
Se é pra tá presente, eu tô!
Pois na vida da gente o que vale é o amor (bis)




Ouça/Assista também:


Play list - A arte de viver da arte.












Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo no setor cultural, o Escritório Bahia Criativa apresenta um conjunto de 10 videoaulas que podem ser acessadas on-line e de forma gratuita, ampliando o acesso do público a conteúdos relevantes sobre o tema.

Abordando assuntos relevantes tanto para quem já empreende quanto para aqueles que pretendem iniciar sua atuação no setor, as aulas levam ao público alguns dos principais conteúdos ministrados nas atividades presenciais promovidas pelo Escritório. Conduzidas por um grupo de especialistas, as aulas fornecem um vasto conjunto de informações e são ainda complementadas por módulos em formato PDF, que trazem textos e exercícios, que ajudam na fixação dos conteúdos.
Todo o material (videoaulas e módulos) pode ser acessado gratuitamente por meio do website: www.bahiacriativa.ba.gov.br O Bahia Criativa é um escritório público de atendimento e suporte a profissionais e empreendedores que atuam nos setores criativos do Estado da Bahia. Economia Criativa – instrutora Daniele Canedo
Conteúdo: a cultura como recurso: o contexto contemporâneo; a evolução do conceito; conceitos e categorias da economia criativa; criatividade com desenvolvimento e inovação.


ENTREVISTA | ANA MAE BARBOSA

Educação sem arte, educação para a obediência

A pioneira da arte-Educação fala sobre MBL, Escola Sem Partido, reforma do ensino médio e alerta sobre a importância do ensino das artes




Noticias de um tempo bom que precisa retornar








domingo, 31 de dezembro de 2017

Play list - Músicas atuais de protesto para entrar em 2018 com disposição de luta.

Edu Krieger Retrospectiva Musical 2017



Lorena E Rafaela - A Vida de Um justo não vale nada





A ORDEM DO INVERSO - VII FESTIVAL DE MUSICA POPULAR PARAENSE





O Trono do Estudar (Composição: Dani Black)

Plaý list - Música Popular Brasileira - A fonte que nunca seca. Três discos excelentes e poucos conhecidos da década de 1970 e 1980.

Sérgio Sampaio | Cruel | Demo | (1994) Full Album




Sérgio Sampaio

CRUEL" (2006) - as canções perdidas de Sergio Sampaio

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Tadeu Franco - Cativante (1984) [Full Album / Album Completo]



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 Conde e Dracula (1976) Full Album



Quem quiser citar outros, muito bons e pouco conhecidos, é só citar nos comentários abaixo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fórum Social Mundial 2018. Espaço para troca de sonhos e realizações em favor de outros mundos possiveis.

 Estamos ouvindo falar diariamente do Fórum Social Mundial 2018, que ocorrerá em Salvador, Bahia de 13 a 17 de março 2018, na UFBA - Universidade Federal da Bahia, mais de fato você sabe o que é o FSM?

O Fórum Social Mundial (FSM) é um espaço de encontro e um processo internacional dos movimentos e organizações sociais, nascido em 2001, em Porto Alegre, e tem como objetivo  convergir lutas e debater alternativas dos diversos movimentos sociais ao modelo econômico neoliberal.

Tornou-se também lugar de resistência a todas as formas de dominação, exclusão ou invisibilidade de um povo.






O lema desta edição é Resistir é criar, resistir é transformar!

Sua proposta é pensar saídas comuns para a humanidade, numa ótica solidária, democrática e de respeito às diversidades. Será uma importante oportunidade de encontrar vários movimentos sociais, partilhando suas experiências de resistências do Brasil e do Mundo, potencializando as estratégias de transformação e a construção de soluções e alternativas, permitindo também denunciar ao mundo o que vem acontecendo principalmente no Brasil. Poderemos propor ou participar deste momento 
com marchas, atos, acampamentos e ocupações. Para participar, os movimentos sociais, coletivos e organizações procuram viabilizar desde já suas delegações e também podem apoiar participantes de outros lugares!

Os Eixos Temáticos do FSM 2018 são o resultado de um longo processo de diálogo no Coletivo Brasileiro e de várias consultas nacionais e internacionais. Tem como objetivo permitir que haja um processo de articulação de iniciativas comuns, bem como, de estruturar o Território Social Mundial. Esse sempre é um processo muito delicado e complexo porque não é possível abarcar todos os temas propostos. Assim, a opção foi de definir grande temas que possam contemplar os principais universos temáticos que estão envolvidos nos processos do Fórum Social.

Os Eixos Temáticos do FSM 2018 estão em ordem alfabética e não tem qualquer hierarquia entre si.
Comunicação e Mídias Livres
Culturas de Resistências
Democracias
Direitos Humanos
Feminismo e Luta das Mulheres
Justiça Social e Ambiental
LGBT
Lutas Anticoloniais
Migrações
Mundo do Trabalho
Outra Economia
Terra e Territórios
Vidas Negras Importam



LEMAS

Nesta edição, o FSM 2018 decidiu inovar agregando aos Eixos Temáticos alguns LEMAS. O objetivo dos lemas e bandeiras é contribuir no processo de mobilização e articulação das resistências entre si. Os Lemas são abertos e podem ser propostos por redes, plataformas, organizações e movimentos sociais. Da mesma forma, as atividades inscritas podem associar-se aos lemas constituindo coletivos temáticos que serão organizados como tal no Programa Geral do FSM 2018.
Lemas Inscritos:
– A vida não é mercadoria
– Arte antes que seja tarde
– Boicotes, Desinvestimentos e Sanções
– Cidadania Sem Fronteiras
– Contra o genocídio e o encarceramento da juventude negra
– Demarcação, Já
– Igualdade de Direitos, uma agenda pendente
– Mude o Sistema, Não o Clima!
– Nada sobre nós, sem nós!
– Nenhum direito a menos!
– Outra Economia Acontece
– Para outro mundo possível, outra comunicação é necessária.
– Se morar é um privilégio, ocupar é um direito!
– Trabalho, Comida e Dignidade prá todas/todos!
– Um mundo sem racismo, intolerância e xenofobia!
Se você se identifica com algum dos lemas já sugeridos, faça sua escolha. Caso contrário, proponha aqui um lema que represente sua luta ou causa.

ACESSE O SITE FSM2018 -AQUI
“Muita gente simples, em lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudando a face do mundo.”

Esta frase de quem não sei a autoria, me vem a mente ao relembrar os últimos encontros que tive nestes últimos finais de semana com agentes culturais em Japaratuba, por ocasião de um fórum livre, quando recebi a incumbência de mediar uma roda de conversa com o tema: cultura de base comunitária e empreendedorismo.

Após quinze dias, a presença no Festival de Arte de São Cristóvão, na companhia de filhos, sobrinhos e alguns alunos(as) , oportunidade também para conversar com alguns agentes culturais e frequentar shows musicais, espetáculos de dança, teatro e exposições de livros e de artes plásticas, além de visitas a museus.

Neste último domingo, presente na ocupação cultural “A casinha” em São Cristóvão, mediando uma roda de conversa com o tema “direito humano à cultura”. e neste próximo final de semana, participando do evento. Ciclo de Estudos: a conquista e a colonização da América Portuguesa. O caso de Sergipe Del Rey, o qual acontecerá em Mata de São João, Praia do Forte, Casa Senhorial Garcia de Ávila (Ba) e no Centro Histórico de Salvador, organizado pelo Grupo de Pesquisa "Culturas, identidades e Religiosidades" CNPq/UFS.

Em meio a isso tudo, a escolha para ser o coordenador/facilitador do Grupo de Trabalho “Cultura”, integrante da comissão organizadora/mobilizadora da caravana Sergipe para o Fórum Social Mundial, o qual na edição 2018 terá a cidade de Salvador como sede.

Após isso , a certeza de uma lição que precisamos aprender, sob pena de continuarmos sufocados ou limitados pelas forças contrárias que trabalham contra os nossos sonhos e realizações , da transformação deste mundo em “festa, trabalho e pão”, para todos, como escreveu o poeta Capinam.

É necessário nos encontrarmos mais, conversarmos mais, buscando descobrir convergências e possibilidades para ações conjuntas. É necessário realizar pesquisas e estudos para aprender com quem fez ou está fazendo na mesma perspectiva que nós. Aproveitando inclusive o potencial da internet para esse fim.

Que tal aproveitarmos a oportunidade proporcionada pelo Fórum Social Mundial? Ainda mais porque, como sergipanos, estamos bem próximos do local onde será realizado a edição 2018. Quem tiver interesse, é só entrar em contato por meio do formulário de contato deste blog. No caso dos interessado em Sergipe, para participar do GT CulturaFSM2018Sergipe

Por isso, lembrando também as canções, “Momento Novo”. 

E “Noticias do Brasil: Os pássaros trazem.

Mas, diante do que estamos passando, a necessidade é agora nos juntarmos, respeitando as diferenças e ritmo próprio de cada coletivo ou organização cultural.
Por causa do corre diário, publicaremos depois as fotos relativas aos eventos citados acima.
Zezito de Oliveira - Educador e agente/produtor cultural de iniciativas culturais de base comunitária
Sociedade

Artigo

Quais são os desafios para o Fórum Social Mundial de 2018?

CARTA CAPITAL
por Oded Grajew* — publicado 08/12/2017 00h16, última modificação 07/12/2017 16h02
Nascido há 16 anos de ações políticas inovadoras, o FSM não pode ceder às velhas práticas que centralizam e verticalizam o poder nas esquerdas
Reprodução Facebook/Fórum Social Mundial
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Em janeiro de 2000, o Fórum Econômico Mundial anunciou triunfalmente o fim da História com a adoção do modelo neoliberal que supostamente levaria o mundo à prosperidade, paz e qualidade de vida para todos.
Os opositores eram tratados como ignorantes e radicais que só sabem criticar, sem poder oferecer nenhuma alternativa. Indignado, tive a ideia de criar o Fórum Social Mundial, isto é, criar um espaço, um processo, no qual organizações, lideranças e militantes da sociedade civil pudessem se encontrar, se articular, ganhar força política para levar adiante suas lutas.
Leia mais:


Diminuir a dispersão e, consequentemente, a fragilidade da sociedade civil. Dar oportunidade a propostas e iniciativas alternativas, mostrando que “outro mundo é possível” na teoria e na prática, no qual a economia e a política estariam a serviço da justiça social e do desenvolvimento sustentável.  
Convidei um grupo de organizações brasileiras que se encarregou de viabilizar operacionalmente a ideia.

Esse grupo selecionou entidades internacionais para formar o Conselho Internacional, que elaborou uma carta de princípios que consagrou a ideia do fórum como um processo, um espaço auto-organizado, no qual o protagonismo das atividades e das iniciativas políticas seria das organizações da sociedade civil. O fórum não seria uma organização, uma entidade, não teria presidente, diretoria ou porta-vozes, e o conselho, que não é eleito, trataria de zelar pelo processo.
Em janeiro de 2001, foi realizado o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre, com expressiva participação da sociedade civil, que aumentou significativamente nos fóruns seguintes. A inovação política, privilegiando o processo e a auto-organização, não se constituindo numa organização verticalizada, centralizada e controladora, permitiu a realização de encontros com relativamente poucos recursos, a participação de milhares de organizações e militantes, e a multiplicação de fóruns pelo mundo.
O sucesso do FSM, fruto principalmente de sua inovação política, começou a atrair o interesse de algumas tradicionais organizações e lideranças, que, não querendo compartilhar e democratizar o protagonismo e a visibilidade, buscam desvirtuar o processo. Querem voltar à velha prática de processos verticalizados e centralizadores, no qual lideranças determinam prioridades e caminhos a serem seguidos pela massa.
Não aceitam a diversidade e a pluralidade da sociedade civil e sua independência em relação a governos e partidos políticos. E, mais recentemente, querem mudar a carta de princípios para que o fórum se transforme numa organização regida pelo conselho ou por um grupo de organizações que tome posições e fale em nome de todos e do próprio FSM, que determine hierarquias e prioridades (vide entrevista e artigo de Boaventura de Sousa Santos em CartaCapital). 
Alegam que o conselho é omisso, que o fórum é improdutivo e que deveria tomar posição, fazer declarações, elaborar manifestos. A alegação de que não há posicionamento no FSM é falaciosa. Cada organização tem total liberdade e é, inclusive, estimulada a tomar posição e fazer declarações em nome dela e/ou de todas as organizações que queiram a ela se juntar. 
É necessário, porém, que se esforce e ganhe legitimidade para articular alianças e dar força política aos seus posicionamentos. Todos em pé de igualdade e democraticamente podem se manifestar, em nome das organizações e de lideranças que subscrevem os manifestos, e podem dar a essas iniciativas a visibilidade que quiserem ou puderem.
O que não podem dizer é que se expressam em nome de todos ou do fórum, colocando os participantes como massa de manobra a serviço de uma corporação, de um movimento, de um partido político ou de um governo. Isso seria manipulação e usurpação de poder. É repetir o mesmo e velho processo que tanto mal causou à esquerda: a luta pelo poder, a cooptação por governos e partidos políticos, o controle que sufoca a crítica e o autoritarismo que tenta eliminar a divergência e a diversidade. 
O fórum não é uma organização e o conselho, que, repito, não é eleito, ou nenhum grupo particular de organizações que têm mandato para falar em nome de todos. O protagonismo não é do fórum, mas das organizações, das lideranças e dos militantes. Foi essa inovação política que atraiu tanta gente e tantas organizações, valorizou a diversidade e facilitou articulações que resultaram no fortalecimento e na criação de movimentos que impulsionaram na década passada a chegada da esquerda ao poder em países latino-americanos.
O desafio do Fórum Social Mundial, como descreve Chico Whitaker, é continuar a criar “condições para o reconhecimento mútuo e para a superação de preconceitos, da competição e da desconfiança entre movimentos sociais, para facilitar a identificação de convergências e a construção de alianças, sem hegemonias e no respeito às diferenças nos tipos de ação e nas estratégias, evitando sua manipulação por organizações, governos ou partidos políticos”. É fundamental manter e aprofundar uma prática política inovadora, coerente com “outro mundo possível”.
Uma nova edição será realizada em Salvador, entre 13 e 17 de março de 2018. Viabilizado graças à dedicação do coletivo brasileiro e baiano, com apoio do conselho, será um evento de caráter mundial que procurará criar resistências às manobras que tentam asfixiar os processos democráticos e a participação popular, retirando direitos duramente conquistados.
Buscará também alternativas e promover articulações. No momento de grandes retrocessos éticos, políticos e sociais, é fundamental a participação de quem comunga com os princípios, valores, objetivos e as esperanças que sempre alimentaram o Fórum Social Mundial.
*Idealizador do Fórum Social Mundial, presidente do conselho deliberativo da Oxfam Brasil, foi assessor especial do presidente Lula (2003), criador da Fundação Abrinq, do Instituto Ethos, da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis.