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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação, Caveiras e Direitos Humanos

Enquanto cidadão e psicólogo, procedo ao seguinte parecer a cerca da proibição ao uso de camisetas com campanha ilustrada com caveira pelos professores do município de Maruim nas salas de aula.
Considerando os seres humanos, animais que têm dimensões basicamente biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, faz-se necessário iniciar essa discussão com a premissa de que toda e qualquer imagem é polissêmica, não tem significado em si até que lhe seja atribuída sentido, podendo ser individual ou coletivo. Portanto, para fins de análise social, cabe aqui elencar algumas representações coletivas do conceito de caveira.   
Historicamente, em especial nas ilustrações artísticas, a caveira foi associada à prática de assalto a navios e à idéia de morte. Na modernidade, as associações mais relevantes relacionadas à caveira são: anatomia científica da estrutura óssea humana e perigo. Na contemporaneidade, a esse símbolo foi associada a idéia de protesto pelos grupos de rock n´roll das décadas de setenta, oitenta e noventa. Merece ainda destaque o uso pelo Estado da caveira em emblemas de grupos táticos policiais ligados à segurança pública.
Como no contexto do protesto dos professores, o “significante” caveira é referente ao “significado” luta, os alunos na sala de aula deverão a associar a esse significado. Isso não traz nenhum prejuízo traumático as suas subjetividades em formação. A caveira, nesse contexto, traz o sentido transversal de defesa da cidadania e melhoria das condições de trabalho e da educação pública, algo fundamental no cotidiano das salas de aula.
Finalmente, já que se trata o caso de uma campanha publicitária, para que não haja deturpação do sentido que os professores querem transmitir, sugiro tecnicamente que os educadores contextualizem o sentido da campanha em cada sala de aula onde for exercer o seu ofício, significando ou ressignificando a referida imagem.
Aproveito enquanto profissional e cidadão, no calor desse debate, para sugerir que o Ministério Público e demais instâncias do judiciário, intervenham justamente no uso da imagem da caveira como símbolo da força coercitiva de Estado. A caveira, semioticamente, vem sendo associada a legitimação, por parte da segurança pública, de práticas criminosas por de funcionários públicos cumprindo o seu dever. Praticam tática e sistematicamente a violação dos direitos humanos através de assassinatos, torturas, invasões domiciliares, de inocentes e/ou seres humanos passíveis de defesa e cumprimento de pena.  Esses fatos, exaustivamente pautados na mídia e na cinematografia nacional e internacional, tem sensivelmente produzido efeitos nefastos no tecido social. Quando seres humanos de qualquer faixa etária assistem passivamente a um filme ou notícia sem a devida análise, sem processos educativos e dialógicos associados, podemos ter como resultado a formação de subjetividades perversas e fascistas, promovidas pelo mesmo estado de direito que impede educadores de exercerem sua liberdade de expressão garantidas pela constituição. O exercício da cidadania só se realiza para além das imagens e representações, quando se concretiza o protagonismo social. O fortalecimento da consciência humana só se realiza em condições de esforço, de luta solidária pela vida.  Como disse o educador brasileiro Augusto Boal, indicado ao prêmio Nobel da Paz, para ser cidadão não basta viver em sociedade, é preciso transformá-la.
 Aracaju, 23 de setembro de 2011
Aldo Rezende de Melo

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Em novo disco, Chico Buarque narra suas crônicas em canções delicadas de gêneros diversos; veja faixa-a-faixa

Fonte: Portal UOL
MARIANA TRAMONTINA
Editora-assistente de Entretenimento

  • Chico Buarque durante gravação do disco Chico (2011) Chico Buarque durante gravação do disco "Chico" (2011)
Chico Buarque sorri acanhado na capa de seu novo disco. A foto em preto e branco, escrito apenas "Chico", sugere um modelo de recato e melancolia em seu novo trabalho, que chega às lojas no próximo dia 22 de julho. Mas quem abre o digipack, admira-se ao deparar-se com tantas cores.
 
As letras das composições aparecem embutidas numa paleta de 20 tons que enfeitam o encarte sem qualquer imagem. E a simplicidade da arte e do título de seu novo trabalho também colorem as dez canções que compõem "Chico", seu primeiro disco de inéditas desde "Carioca" (2006) --e do romance "Leite Derramado" (2009).
 
O álbum --que sai pela Biscoito Fino numa estratégia de divulgação online exclusiva para compradores do álbum em esquema de pré-venda, por R$ 29,90 no site  www.chicobastidores.com.br-- traz as poesias e crônicas do compositor, escritor e poeta de 67 anos em canções suaves e delicadas, que desfilam em gêneros diversos e pouco lembram a capa monocromática do álbum. Há, sim, variações que se prestam a um caráter reflexivo, mas não necessariamente taciturnas.


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'Aqui é o único lugar que achei que nunca ia acontecer', diz aluna

Na volta às aulas, pais e alunos dizem que culpa pela tragédia em que um menino de 10 anos atirou contra a professora e se matou não é da escola

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 28/09/2011 07:50
Os alunos da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, retornaram às aulas nesta quarta-feira, depois da tragédia em que o aluno D.M.N., de 10 anos, atirou contra a professora dentro da sala de aula e se matou em seguida. A primeira turma do ensino médio, que inicia as aulas às 7h, ressaltou a qualidade da escola e a surpresa com o fato ter acontecido na unidade, considerada uma das melhores do Estado.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Encontro traça metas para desenvolvimento da economia criativa entre jovens


Camila Maciel
Jornalista da Adital
Adital
Com a proposta de discutir o conceito de Economia Criativa e pensar formas de aplicá-lo, o Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) Che Guevara, localizado em Fortaleza, estado do Ceará (Brasil), realiza o 1º Encontro Focal de Economia Criativa. No dia 28 de setembro, o evento reunirá jovens que desenvolvem trabalhos no âmbito da cultura urbana, nas áreas de surf, skate, rock, hip hop, produção cultural e tecnologia da informação. Embora esteja focado nessas seis vertentes, o encontro é aberto ao público, com entrada gratuita.
"Economia Criativa é quando capital intelectual e conhecimento se transformam em geração de trabalho e renda”. A definição do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta para uma oportunidade que já vem sendo desenvolvida por muitos jovens brasileiros, em diferentes realidades. A cultura urbana é um forte exemplo de como o talento e as ideias vindas da juventude se transformam em atividades produtivas, movimentando a economia em diversos setores.
O Hip Hop, por exemplo, tem movimentado os mercados de música, artes visuais, promoção de eventos, dentre outros. "Tem muita coisa sendo feita, mas não é dada a condições de crescimento para esses jovens. O que falta, basicamente, é capacitação para que eles tenham a chance de se desenvolver”, avalia Odinete Santana, supervisora do Núcleo de Economia Criativa do Cuca Che Guevara, equipamento da Prefeitura de Fortaleza.
Diante dessa avaliação, é que o Encontro se propõe a traçar metas comuns juntamente com os jovens das seis áreas. Dentre as metas a serem propostas, está o desenvolvimento de uma agenda conjunta entre os jovens criativos e o poder público. "É fundamental que tenhamos políticas públicas de apoio ao desenvolvimento da economia criativa”, afirma Odinete.
Outra meta a ser proposta aos participantes é o desenvolvimento de planos estratégicos para cada área. Para a supervisora, é preciso formar os jovens que realizam trabalhos de economia criativa, pois "muitas vezes falta a parte organizacional”. Ela cita como exemplo casos em que são cobrados valores pelo produto ou serviço que nem mesmo cobre o custo da produção.
De acordo com Odinete Santana, o plano estratégico possibilitaria, além da formação, a orientação para realização de pesquisas de mercado. "Às vezes quem está dentro do negócio não consegue enxergar as oportunidades de crescimento”, aponta. Tal pesquisa, portanto, permitiria visualizar toda a cadeia produtiva e oferecer chances de desenvolvimento aos jovens criativos em suas áreas de atuação.
Wesley Freitas, de 24 anos, será um dos participantes do Encontro. Com uma história de vida que passa pelo tráfico de drogas, o jovem encontrou na sua criatividade outros caminhos possíveis para colaborar com sua família. Atualmente, ele é designer e desenvolve trabalhos também na área do audiovisual. "Com esses trabalhos consigo tirar algum dinheiro”, relata. O Encontro ajudará tanto Wesley, como o coletivo do qual faz parte, a desenvolver ainda mais suas atividades.
O 1º Encontro Focal de Economia Criativa, que iniciará às 14 horas, contará com a participação de Johnson Sales, da Embaixada Social; Heliane Dallapícula, da Incubadora de Projetos da Universidade Estadual do Ceará (Uece); e Karine Pinheiro, responsável pelo projeto ‘Agentes Jovem’, da Secretaria de Educação do Governo do Estado. Na ocasião, serão apresentadas experiências práticas, a partir do projeto do governo estadual, de como a economia criativa pode ser aplicada.
Para mais informações: 3237.4566 ou www.cucacheguevara.blogspot.com

Código Florestal: o texto e o contexto.

Roberto Malvezzi, Gogó
Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra
 
Fonte : Adital
 
1) Contexto.
A humanidade atravessa um momento onde um bilhão de pessoas passa fome e 1,2 bilhão não tem um copo de água limpo para beber. Fome e sede continuam sendo os problemas fundamentais da humanidade.
Porém, para alguns cientistas, como James Lovelock, diante do Aquecimento Global todos os outros problemas humanos são irrelevantes. Ele tem o dom de tornar pior todas as tragédias humanas, inclusive a fome e a sede. O Aquecimento Global tem entre suas causas a emissão de CO2 na atmosfera pela derrubada e queima de florestas. Na contribuição perversa do Brasil nesse problema, o desmatamento é o fator número um.
No século XIX Malthus já debatia com seus contemporâneos o agravamento da disponibilidade mundial de alimentos diante do crescimento populacional. A humanidade cresceria de forma geométrica, enquanto a produção de alimentos cresceria de forma aritmética. Entretanto, a chamada revolução verde, a base de químicos e maquinários agrícolas, conseguiu multiplicar a produção de alimentos para além do crescimento populacional. A tese de Malthus, portanto, caiu por terra.
Entretanto, na Cúpula Mundial do Meio Ambiente em 2002, Johanesburgo, África do Sul, um documento da ONU trazia um novo olhar sobre a questão, fazendo uma interessante conexão entre água (water), saúde (Health), energia (energy), agricultura (agriculture) e biodiversidade (biodiversity). Por isso, em inglês, o documento acabou rotulado pelas iniciais WEHAB.
A constatação do documento era crucial, isto é, a produção mundial de alimentos tinha se multiplicado às custas da devastação dos solos, da contaminação e uso intensivo água, da biodiversidade, além do saqueio dos territórios das comunidades tradicionais. Apesar da produção de algumas commodities agrícolas ter se multiplicado, multidões estavam passando fome e sede, particularmente no meio rural. Portanto, não existia a mágica da revolução verde, a não ser que suas conseqüências nefastas sobre o meio ambiente e as populações fossem ocultadas. Hoje, quando se fala que temos produção agrícola para saciar toda a humanidade, sendo o problema apenas de acesso, se oculta em que bases destrutivas essa produção está acontecendo.
Para se estabilizar demograficamente, os estudos mais recentes nos dizem que a humanidade deverá chegar a nove bilhões de pessoas m 2050, dois a mais que os atuais sete bilhões. Esse é outro argumento para pressionar a produção de alimentos.
Para agravar o cenário, o documento prevê que o aumento da população iria direcionar a produção agrícola para "áreas frágeis e de risco”, piorando ainda mais a sustentabilidade ambiental da produção agrícola.
Para evitar essa insanidade o documento faz as seguintes recomendações:
- redução da degradação da terra;
- melhorar a conservação, alocação e manejo da água;
- proteção da biodiversidade;
- promover o uso sustentável das florestas;
- informações sobre o impacto da mudança climática.”
2) O Texto.
É nesse contexto mundial de degradação de solos, escassez da água, erosão da biodiversidade e florestas, crescimento populacional e o Aquecimento Global para agravar o que já é complexo, que se coloca a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro. As propostas para alteração no Código têm como argumento fundamental o aumento da produção de alimentos.
Há tempos já se sabia que o Brasil era rico em solos, água, sol e biodiversidade. Entretanto, há tempos também se sabe que os solos do Cerrado, Caatinga e Amazônia são frágeis, nem sempre aptos para a agricultura. A prova é que a pecuária e agricultura já deixaram para trás 80 milhões de hectares de terras degradados. Hoje fala-se em recuperar essas áreas, mas a verdade é que se prefere avançar sobre novas áreas "frágeis e de risco”, como já advertia a ONU.
As mudanças no Código Florestal vêm nesse contexto de quebrar as barreiras legais para o avanço da agricultura e pecuária sobre essas áreas. As mais simbólicas são exatamente as áreas de preservação permanente, como as matas ciliares dos rios, e morros com inclinação acima de 45º. Mas, não é só. Também se quer ampliar a área de desmatamento na Amazônia para fins agrícolas.
O gatilho que disparou a reação violenta dos ruralistas é a execução das multas originadas por crimes ambientais, sobretudo o desmatamento das áreas de preservação ambiental. Acossados pela execução das multas, decidiram mudar as leis. Portanto, legislam em causa própria.
Mas, o argumento público é a produção de alimentos, fartamente repetido pelos empresários do agronegócio, mas agora também por setores dos pequenos agricultores. Nesse sentido, além de questões técnicas, existem dimensões políticas e éticas permeando essas alterações.
No contexto geral, essa agricultura brasileira baseada na ampliação do desmatamento, do avanço sobre as áreas frágeis e de risco, sobre os mananciais de água, mostra-se insustentável a médio e longo prazo. Esse modelo não tem como se sustentar – precisa de 5,2 litros de veneno por brasileiro para produzir e já consome 70% de nossa água doce - mesmo que dê respostas econômicas para a exportação imediata.
Esse é o nó da questão: o Brasil reprimarizou sua economia. Agora essas commodities agrícolas representam 36% das exportações brasileiras (www.porkworld.com.br), enquanto no regime militar a agricultura não representava muito mais que 8%. Com a demanda mundial por soja, etanol, carnes – e agora minérios para sustentar a demanda chinesa -, o Brasil tem quebrado todas as leis – vide Código Florestal, Código Minerário, etc. – para facilitar a vida do capital desses ramos econômicos, mais que nunca poderosos do ponto de vista econômico e político. Vale recordar que a produção de alimentos no Brasil, 70% vem da agricultura familiar, não da empresarial (Censo Agropecuário 2006).
Dados recentíssimos afirmam que 64% da área desmatada da Amazônia se destinaram à pecuária e apenas 5% à agricultura (FSP 02/09/2011 - 15h13). Diante dos fatos, os argumentos em favor das mudanças perdem força.
Portanto, fechar os olhos para os interesses dos grupos envolvidos, e fechar os olhos sobre os impactos desse tipo de agricultura sobre a natureza e as comunidades, sobretudo, fechar os olhos sobre a lógica predadora e acumulativa dessa disputa, é decididamente tomar partido daqueles que criaram a crise da sustentabilidade. O que está em jogo é o solapo dos bens naturais – solos, água, biodiversidade – que sustentam a humanidade. Podemos produzir mais agora, mas, decididamente, vamos comprometer as bases naturais para as gerações futuras.
3) As Alterações no Código e os Pequenos Agricultores.
Um problema de ordem prática que se coloca é que muitos pequenos agricultores também estão entre os que depredaram suas áreas de preservação permanente e plantaram em morros com inclinação acima de 45º. Ainda mais, muitas das pequenas propriedades estão nesses morros. Portanto, estão impedidos de ampliar sua área agrícola.
Primeiro, para tratar dessa questão, não é necessário fazer as mudanças no Código Florestal que estão sendo propostas. Nesse sentido, os pequenos estão sendo bois de piranha dos grandes interesses. Há propostas de ocupar essas áreas com árvores frutíferas e outros manejos que tenham finalidade econômica e ao mesmo tempo respeitar a demanda da natureza. O Código tem base científica e, vale lembrar, que a ciência protesta contra as mudanças exatamente porque foi posta de fora dessas decisões. Os cientistas que participam foram convenientemente escolhidos pelos interessados na mudança do Código.
A simples possibilidade que agricultores com até quatro módulos sejam poupados pela mudança do Código, já fez com que áreas enormes já estejam sendo retalhadas para se enquadrarem no novo padrão legal. Portanto, maquia, mas não resolve o problema.
Além do mais, não se resolve um problema social criando mais um problema ambiental. Muitas das pequenas propriedades são inviáveis não porque respeitam as leis ambientais, mas porque são minifúndios, portanto, tecnicamente são áreas pequenas demais para viabilizar a vida de uma família naquele espaço. Portanto, a questão remete à concentração da terra no Brasil, não ao problema ambiental da preservação em si mesmo. Ele só aparece porque não há espaço outro para a expansão da atividade familiar.
4) Novas técnicas agrícolas e preservação.
Surgiram algumas técnicas para garantir a produção e evitar, por exemplo, a erosão dos solos. Uma delas é o chamado "plantio direto”. Evita-se o revolvimento do solo com máquinas, praticamente plantando sobre as palhas da cultura anterior as novas sementes. De fato, diminui em muito a erosão. Esse tipo de técnica está sendo usado como argumento para facilitar o desmatamento em função da agricultura extensiva.
Mas, é bom lembrar que o plantio direto não evita a força dos ventos, muito menos tem a capacidade de fixar carbono que as florestas têm. Além do mais, exige doses colossais de venenos. Portanto, é preciso olhar a questão no seu conjunto.
Quanto à redução das matas ciliares, evidente que ter 12 metros é melhor que não ter nenhum metro. Mas, é preciso lembrar que só na área de Minas Gerais, nascentes do São Francisco, mais de 1200 pequenos riachos foram extintos, o que vai impactando diretamente na força do rio, nesse caso o São Francisco. Quando chove há água, mas quando ele precisa de seus afluentes e aquíferos de abastecimento – aquífero Urucúia -, então o rio mostra a fragilidade a partir do desmatamento do Cerrado. Entre vegetação e água existe uma conexão indissolúvel.
É importante pensar a partir dos biomas, mas é essencial pensar a interconexão dos biomas. Por exemplo, o grande reservatório de águas do Brasil está no Cerrado. Ele abastece as bacias do sul (Prata), Nordeste (São Francisco) e Norte (Araguaia-Tocantis) e Amazônica. Preservar os Cerrados é preservar grande parte das águas brasileiras.
O Aquecimento Global, pelos estudos já realizados, vai aumentar a temperatura do semiárido, diminuir disponibilidade de solos agrícolas em torno de 1,5% ao ano e diminuir a disponibilidade hídrica. A perda total de solos agrícolas do semiárido pode chegar a 60% em alguns estados em 50 anos (Embrapa Semiárido). A Amazônia tende a tornar-se uma savana. Acontece que grande parte das chuvas que caem no sul e sudeste do Brasil tem sua origem no rio aéreo que desce da Amazônia para o sul. Sem Amazônia não há, portanto, agricultura no sul e sudeste.
Portanto, modificar todo esse sistema complexo, no qual a vegetação tem influência decisiva, é mais que temerário, é uma loucura. Quebrar a legislação por interesses econômicos e corporativos, assim facilitando a quebra das leis da natureza, é ainda mais temerário.
Portanto, um interessante posicionamento da CNBB, do ponto de vista ético, é fundamental. O imperativo de vencer a fome a sede imediatamente não pode comprometer o suporte natural de vencer a fome e a sede das gerações futuras.
Outra atitude interessante da CNBB seria ouvir o mundo da ciência, particularmente aqueles que discordam das mudanças propostas, já que eles reclamam não estarem sendo ouvidos.
5) Novas atitudes.
Por outro lado, diante da Campanha da Fraternidade desse ano, muitos agricultores começaram de forma espontânea ou organizada a reagir ao desmatamento. Há agricultores na Chapada Diamantina refazendo matas ciliares, assim como a comunidade extrativista de Serra do Ramalho na região da Lapa, assim como um interessante trabalho de recuperação de rios da Cáritas em Rio dos Cochos, em Minas.
Há agricultores na caatinga cultivando as árvores nativas como a aroeira e o angico. Enfim, há outra linhagem de pensamento que não a imediatista, mesmo no meio dos pequenos agricultores.
Enfim, como vamos produzir comida para toda a humanidade? Essa é uma resposta em construção. Em todo caso, segundo a ONU, não será devastando solos, consumindo água além do sustentável, erodindo a biodiversidade que a humanidade encontrará uma saída para a fome, a sede, desta e das futuras gerações.
É possível vencer a fome e a sede em outro modelo agrícola e agrário, mas esse é um desafio do tamanho da humanidade.
Nesse caso, mais que nunca, cabe o princípio da precaução.

Agenda do Bem Viver

Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
FONTE: Adital
Por toda a América Latina, existe atualmente um conceito que ganha força e plena aceitação. Embora possa concretizar-se de formas diversas formas e nem sempre seja fácil definir, em nosso continente, aumenta cada dia o número das pessoas que buscam o que os índios andinos chamam Kwasay Sumak, o Bem Viver. 

Essa proposta, vinda das comunidades Aymara e Ketchua passou a fazer parte das constituições nacionais da Bolívia e do Equador. Ali se afirma claramente: o objetivo principal do Estado é organizar a vida da sociedade, para que todos os homens e mulheres alcancem o bem viver, ou seja, uma qualidade de vida saudável, respeitadora da natureza e capaz de fortalecer os laços comunitários. Não se trata apenas de melhorar as condições de vida. Não basta viver melhor. Queremos alcançar um estilo de vida pleno, sustentável e feliz. 

Para o final de outubro, o 8º Encontro Nacional do Movimento Fé e Política tomará esse assunto como eixo principal. Esse também é o tema geral da Agenda Latino-americana Mundial 2012: "Bem viver, bem conviver”. Lançada pela primeira vez no contexto dos 500 anos da colonização da América, em 1992, a cada ano, a Agenda Latino-americana vem se firmando como uma publicação importante. Atualmente, é um dos livros mais traduzidos e vendidos no mundo. No Brasil, é editada pela Comissão dominicana de Justiça e Paz que, junto com outras entidades, a apresentará no Centro Cultural Cara Vídeo (Rua 83, n. 361, Setor Sul), às 19, 30 h dessa quarta-feira, 28.

A cada ano, mais pessoas do mundo inteiro conhecem e apreciam a Agenda, com o seu formato de livro e a grande quantidade de informações que contém. Além de ser agenda, com calendário e espaço para que cada pessoa escreva seus compromissos, a Agenda contém uma série de artigos, comentários e análises, neste ano, todos sobre o tema do bem viver, bem conviver. Na carta inicial que, a cada ano, introduz o tema geral, Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia e profeta dos povos latino-americanos, reflete que, depois de ter, no ano passado, tomado como questão o mistério de Deus, de certa forma, é natural que, neste ano, a Agenda assuma o compromisso de aprofundar o caminho da vida humana. Afinal, quanto mais nos aproximamos verdadeiramente de Deus, mais nos tornamos sensíveis à vida humana e de todo ser vivo. 

Em um tempo no qual a sociedade parece ter perdido a referência a valores, a cada ano, a Agenda Latino-americana nos ajuda a retomar e aprofundar as grandes causas em que cremos. São elas que dão sentido à nossa vida. Dom Pedro Casaldáliga chega a dizer: "Nós somos aquilo que amamos; o que fazemos e o que sonhamos. (...) Somos teimosamente sonhadores”. 

A Agenda Latino-americana Mundial 2012 nos convida a retomar a Utopia possível de uma vida libertada, digna e sustentável na convivência com todos os seres vivos do planeta. Para o mundo atual, mergulhado em profunda crise econômica e de civilização, isso implica em superar a ditadura do mercado, como deus supremo e exige organizar a sociedade de modo que nenhuma pessoa humana, nem a terra, a água e os outros seres vivos sejam maltratados e explorados como meras mercadorias. 

Para quem vive a espiritualidade, o conceito indígena do bem viver se traduz em diversas palavras sagradas que, de um modo ou de outro, todas as tradições espirituais cultivam. Os afrodescendentes chamam de axé,a energia vital, os hindus denominam de nirvana, os judeus incluem no conceito de shalom, os evangelhos cristãos usam o termo reino ou reinado de Deus. Não podemos considerar essa meta como algo muito distante e dificilmente alcançável. Ao tomar este tema para este ano, a Agenda Latino-americana 2012 o coloca no calendário e nos convoca para torná-lo real para ser vivido desde agora. No evangelho, Jesus diz: "O reino de Deus não vai chegar de forma espetacular. Não se poderá dizer: ei-lo aqui ou ali, porque, de fato, o reino de Deus já está no meio de vós. O reino de Deus está em vós” (Lc 17, 20 - 21).

8º Encontro Nacional de Fé e Política: Em Busca da Sociedade do Bem-viver
Jaime Carlos Patias, imc
Mestre em comunicação e diretor da revista Missões
Fonte: Adital



Surgido no final da década de 80 do século passado, como espaço de reflexão, o Movimento Nacional Fé e Política reúne grupos cristãos de diversas igrejas engajados na política à luz da fé. O Movimento tem cunho ecumênico e está aberto a todas as pessoas que consideram política a dimensão fundamental da vivência de sua fé. "Nós nunca nos preocupamos em ser entidade. Nós apenas animamos e fortalecemos a reflexão entre a fé e a política", esclarece Teresinha Toledo, uma das coordenadoras do Movimento. O sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, membro da Coordenação Nacional recorda que o Movimento Fé e Política "foi motivado pela preocupação de assessores das Comunidades de Base e das pastorais sociais entre os anos de 1985 e 1987 a partir de um texto do teólogo Clodovís Boff sobre os cristãos e a política. Nós já tínhamos uma preocupação sobre a questão, mas aquele artigo provocou um debate". Em junho de 1989, realizou-se no Rio de Janeiro um encontro maior com umas 30 pessoas.
Memória
O 1º Encontro aberto a todos aconteceu no ano de 2000, em Santo André, SP, com a participação de quase 3.000 pessoas. Em 2002, o 2º Encontro foi em Poços de Caldas, MG, com 4.000 participantes. O 3º Encontro em 2003, em Goiânia, GO, reuniu 6.000 pessoas. Em Londrina, PR, no 4º Encontro de 2005 participaram 5.000 pessoas. Em 2006 o 5º Encontro de Fé e Política aconteceu em Vitória, ES com 4.000 participantes, o 6º foi realizado em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, RJ, em 2007 com a participação de 5.000 pessoas, e o 7º teve lugar em Ipatinga, MG, em 2009 e registrou a presença de 5.000 pessoas.
O Bem-viver como projeto alternativo
O 8º Encontro Nacional de Fé e Política, que se realizará entre os dias 29 e 30 de outubro de 2011, em Embu das Artes, na diocese de Campo Limpo, São Paulo, tem como tema "Em Busca da Sociedade do Bem-viver: Sabedoria, Protagonismo e Política". "O Bem-viver é um conceito que visa recriar, diante do fracasso do neoliberalismo, um antigo conceito de certas culturas andinas como os Quéchua e Aymará", explica o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira. "Depois de cinco séculos de colonialismo e dominação europeia, os povos tradicionais do nosso continente buscaram em sua sabedoria ancestral uma proposta de vida que os ajudasse a construir uma nova ordem social e política". Tendo sido incorporado nas Constituições da Bolívia (2009) e do Equador (2008), o Bem-viver despertou a atenção. Não se trata de uma volta a um passado idealizado. "Os povos que viviam neste continente antes da colonização europeia tinham - e, de certa maneira ainda mantêm - modos de vida muito diferentes da moderna sociedade de mercado. Por isso, seus valores, suas leis e seus costumes eram - e ainda são - bem diferentes dos valores, leis e costumes da civilização ocidental-cristã. Sua ideia central é a vida em harmonia consigo mesmo, com outras pessoas do mesmo grupo, com grupos diferentes, com Pacha Mama - a Mãe Terra seus filhos e filhas de outras espécies, e com os espíritos".
A programação do 8º Encontro prevê três grandes conferências e 16 plenárias temáticas. Além disso, estão previstas atividades culturais e celebrações. Um ato ecumênico que contemplará uma caminhada em memória aos 32 anos do assassinato do líder operário Santo Dias, dos 90 anos de dom Paulo Evaristo Arns e pelo Dia Nacional da Juventude, encerra a programação.
Inscrições:
As inscrições para o 8° Encontro podem ser feitas até o dia 30 setembro Clicando Aqui e custam R$ 20,00; contribuição solidária R$ 50,00. Mais informações pelo telefone: (11) 5831-2612 - Secretaria do 8º Encontro ou com a Secretaria Nacional do Movimento Fé e Política (11) 2081.0294.

[Publicado na revista Missões, N. 7 - Setembro de 2011].
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Produção Cultural nas Escolas - palestra/debate com Zezito de Oliveira

O Programa Ossos do Ofício, uma ação da Prefeitura de Aracaju desenvolvida pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo – Funcaju – está de volta no próximo dia 30. O projeto, iniciado em Agosto do ano passado, tem por objetivo atuar na formação e aprimoramento dos agentes culturais da cidade através de palestras, debates e workshops gratuitos com estudiosos das áreas de Arte, Cultura, Educação e Cidadania.



Entre as diversas palestras já apresentadas durante o projeto estão “Folclore e Contemporaneidade” com a mestre em sociologia Messalas Santos; “Economia da Cultura” com a doutora em desenvolvimento econômico Verlane Aragão; “Cultura e Comunicação” com o doutor em comunicação Carlos Franciscato e o workshop de Clown com Rafael Barreiras, o Palhaço Gentileza da Cia. de Improvizo Quarto dos Sátiros (PE).


O programa acontecerá quinzenalmente, a partir de 30 de Agosto, na Escola e Oficina de Artes Valdice Teles (EOAVT)* das 19:30h às 21:30h. O público alvo são estudantes do ensino médio e universitários, além de pessoas atuantes e envolvidas em cada setor a ser debatido, porém o espaço é aberto para todos os interessados. Saiba mais clicando aqui.


Confira a programação inicial do ‘Ossos do Ofício’ 2011.2:


Palestra
Palestrante
Data

Corpo Cidade


Maicyra Leão/BA

30/08/2011

Música nas Escolas: benefício ou prática musical inadequada?



Marcos Moreira/SE


13/09/2011

Produção Cultural nas Escolas


José de Oliveira ‘Zezito’/SE

27/09/2011

Nas Miudezas da Cidade


João José Santos/SE
Eder Amaral/SE


11/10/2011



*A EOAVT fica localizada na Avenida Pedro Calazans, 737, Bairro Cirurgia (antigo Colégio Master).

Link relacionado:

http://acaoculturalse.blogspot.com/2011/09/escola-fortalecendo-cidadania-cultural.html

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É primavera, tem inicio a jornada ecológica

Clique para ouvir/ver

TIM MAIA

Conheça as metas propostas para o Plano Nacional de Cultural

Conheça as metas propostas para o Plano Nacional de Cultural (PNC), a partir de 21.09
Participe acessando !!
pnc.culturadigital.br/teaser/

Políticas Culturais
Com o intuito de reunir diversos agentes e fazedores de cultura para debates acerca das novas diretrizes culturais que acontecem no Brasil, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) realiza mensalmente o Fórum de Políticas Culturais.

Presença
A 4ª edição do Fórum será realizada no dia 28 de setembro, às 19h, e contará com a presença do secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Sérgio Mamberti. O secretário falará sobre as políticas públicas executadas pelo MinC e responderá perguntas dos participantes.


Local: Biblioteca Pública Epiphaneo Dória

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro

Ato na CNBB pede justiça e ética na aprovação do novo Código Florestal



geralplantioAo som de “Cio da Terra”, música de Milton Nascimento, foi plantada na tarde de hoje, 21, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, uma muda de Ipê Branco, em celebração ao Dia da Árvore e também num ato público, organizado pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável,  fundado em junho deste ano, na qual a Conferência dos Bispos faz parte.
Representantes de diversas entidades da sociedade civil, ligadas a preservação do meio ambiente, das florestas, dos biomas, e também, os interessados com a configuração do texto do novo Código Florestal, que tramita no Senado, estiveram presentes.
domdamascenoatocnbbA Presidência da CNBB, juntamente com vários outros bispos e religiosos, que participam da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), participaram do ato. O presidente da CNBB, cardeal arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, deu as boas vindas aos presentes. Segundo o cardeal, a CNBB está acompanhando atenta o trâmite do Código Florestal no Senado. “Queremos que este Código esteja em sintonia com as necessidades dos pequenos agricultores”, afirmou.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, recém-nomeado para bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília destacou, em seu pronunciamento, a necessidade de que o novo Código Florestal esteja adequado para as gerações futuras. “O Código deve ser pensado para além de nossa geração, mas para as gerações futuras. Ele [o código] deve ser justo, ético e feito para nossos filhos e netos”, ressaltou.
domleonardoatoDom Leonardo citou algumas iniciativas que devem estar presentes no texto do novo Código Florestal. Segundo o secretário geral, o Código deve garantir, efetivamente, a conservação e o uso sustentável das florestas, em todos os biomas brasileiros; trate de forma diferenciada e digna agricultores familiares e populações tradicionais; considere o avanço da ciência; garanta a recuperação florestal das áreas ilegalmente desmatadas; reconheça e valorize quem promove o uso sustentável; contribua para evitar desastres ambientais; combata a cultura da impunidade; ajude a garantir água de boa qualidade para as cidades, e por fim, acabe de vez com o desmatamento ilegal.
“Nós, da CNBB, já discutimos longamente sobre esse novo Código, mas é importante que os senadores sitam a presença e a preocupação do povo brasileiro. Não queremos sobreviver, mas sim, viver de forma equilibrada”, disse dom Leonardo Steiner.
Segundo dom Leonardo, o plantio do Ipê Branco é simbólico. “O Ipê Branco quer ser um símbolo de vida e de paz, e só os teremos com valor e ética”.
plantiodoipe
Defesa da Floresta
Desde ontem, 20, está acontecendo por meio da Rede Mundial de Computadores, uma maratona nacional em defesa das florestas. Durante três dias (20, 21 e 22), 27 milhões de internautas já citaram, por diversas redes sociais (Twitter, Facebook e Blogs), a hashtag #florestafazadiferenca. Por meio do site homônimo (www.florestafazadiferenca.org.br), os internautas podem assinar petições e abaixo-assinados em que serão enviados aos Senadores, pedindo alterações no texto do novo Código Florestal.
pedrogontijocbjpatoO secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Pedro Gontijo, afirmou que o ato de hoje marcou a posse da CBJP na secretaria operativa do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.
“Daremos uma contribuição em vários servições e setores do Comitê, como na articulação, comunicação e no recolhimento de assinaturas”, disse Pedro Gontijo, que explicou ainda a importância da participação da CNBB no ato. “A participação da CNBB é fundamental para o engajamento social nesta causa. É um reforço e tanto para a credibilidade do trabalho do Comitê”.
O Comitê
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável é uma coalizão formada por 140 organizações da sociedade civil brasileira contrárias ao PLC 30/2011 aprovado pela Câmara dos Deputados. Lançado em 07 de junho de 2011, o Comitê pretende mobilizar os brasileiros a manifestarem sua discordância e com isso, sensibilizar os senadores para a aprovação de uma lei mais justa com os pequenos proprietários de terra.
O Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável é coordenado por: Amazônia Para Sempre; ABONG; CNBB; Coalizão SOS Floresta (Amigos da Terra - Amazônia; APREMAVI; FLORESPI; Fundação Grupo Boticário; Greenpeace; ICV; IMAFLORA; IPAM; ISA; SOS Mata; Atlantica; WWF Brasil; Sociedade Chauá SPVS); Comissão Brasileira Justiça e Paz – CBJP; CNS; Comitê Inter-Tribal; CONIC; CUT; FETRAF; FNRU; FASE; FBOMS; FETRAF; Forum de Mudança Climática e Justiça Social; Fórum ex-Ministros Meio Ambiente; GTA; IDS; INESC; Instituto Ethos; Jubileu SUL; OAB; Rede Cerrado; Rede Mata Atlântica; REJUMA; Via Campesina (ABEEF, CIMI, CPT, FEAB, MAB, MMC, MST, MPA, MPP e PJR).


Ouça Cio da Terra com Milton Nascimento e Chico Buarque, aqui

Mais músicas de Roberto Malvezzi "Gogó". Para ouvir e/ou baixar

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“Jornada Ecologia e Espiritualidade” de 23 a 25 de setembro na Igreja São Pio X

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No dia da árvore assine o Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável

Junho de 2011
Por que tanta polêmica em torno da manutenção do que resta das nossas florestas? Será possível que ambientalistas, cientistas, religiosos, empresários, representantes de comunidades, movimentos sociais e tantos cidadãos e cidadãs manifestem sua indignação diante do texto do Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, apenas por um suposto radicalismo ou desejo de conflito sem cabimento? Será justo afirmar que os defensores das florestas não levam em conta as pessoas e suas necessidades de produzir e consumir alimentos? Do que se trata, afinal? O que importa para todos os brasileiros?
Importa, em primeiro lugar, esclarecer a grande confusão sob a qual se criam tantas desinformações: não está se fazendo a defesa pura e simples das florestas. Elas são parte dos sonhos de um país com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes.
A Constituição Brasileira afirma com enorme clareza esses ideais, no seu artigo 225, quando estabelece que o meio ambiente saudável e equilibrado é um direito da coletividade e todos – Poder Público e sociedade – têm o dever de defendê-lo para seu próprio usufruto e para as futuras gerações Esse é o princípio fundamental sob ataque agora no Congresso Nacional, com a aprovação do projeto de lei que altera o Código Florestal. 23 anos após a vigência de nossa Constituição quer-se abrir mão de suas conquistas e provocar enorme retrocesso.
Há décadas se fala que o destino do Brasil é ser potência mundial. E muitos ainda não perceberam que o grande trunfo do Brasil para chegar a ser potência é a sua condição ambiental diferenciada, nesses tempos em que o aquecimento global leva a previsões sombrias e em que o acesso à água transforma-se numa necessidade mais estratégica do que a posse de petróleo.
Água depende de florestas. Temos o direito de destruí-las ainda mais? A qualidade do solo, para produzir alimentos, depende das florestas. Elas também são fundamentais para o equilíbrio climático, objetivo de todas as nações do planeta. Sua retirada irresponsável está ainda no centro das causas de desastres ocorridos em áreas de risco, que tantas mortes têm causado, no Brasil e no mundo.
Tudo o que aqui foi dito pode ser resumido numa frase: vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples. É mais do que hora de o País atualizar sua visão de desenvolvimento para incorporar essa atitude e essa visão sustentável em todas as suas dimensões.
Tal como a Constituição reconhece a manutenção das florestas como parte do projeto nacional de desenvolvimento, cabe ao poder público e nós, cidadãos brasileiros, garantir que isso aconteça. Devemos aproveitar a discussão do Código Florestal para avançar na construção do desenvolvimento sustentável. Para isso, é de extrema importância que o Senado e o governo federal ouçam a sociedade brasileira e jamais esqueçam que seus mandatos contêm, na origem, compromisso democrático inalienável de respeitar e dialogar com a sociedade para construir nossos caminhos.
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, criado pelas instituições abaixo assinadas, convoca a sociedade brasileira a se unir a esse desafio, contribuindo para a promoção do debate e a apresentação de propostas, de modo que o Senado tenha a seu alcance elementos para aprovar uma lei à altura do Brasil.
Caso sua instituição queira aderir ao Manifesto, entre em contato no e-mail comiteflorestas@gmail.com
Lista das instituições que assinam o manifesto até 16/08/2011:
  1. A PET Nosa de Cada Dia
  2. A Rocha Brasil
  3. ABI - Associação Brasileira de Imprensa
  4. ABONG - Associação Brasileira das ONGs
  5. ABRAMPA – Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente
  6. ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras/RS
  7. ADA - Agência de Desenvolvimento Ambiental/PR
  8. Afroreggae
  9. AJUFE
  10. AMALUMIAR
  11. AMB Pará - Articulação de Mulheres Brasileiras
  12. AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
  13. AMPJ - Associação Movimento Paulo Jackson
  14. Amazônia para Sempre
  15. APEDeMA-RS - Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente
  16. Apremavi
  17. ASA - Articulação no Semi-Árido Brasileiro
  18. ASCAE - Associação Cultural Arte e Ecologia
  19. Associação Alternativa Terrazul
  20. Associação APAS de Agroextrativismo de Castelo dos Sonhos-PA
  21. Associação Caatinga
  22. Associação Cultural Cena Urbana
  23. Associação Cultural da Comunidade do Morro do Querosene
  24. Associação de Participação Popular de Mateus Leme (APP-ML)
  25. Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico
  26. Associação Wotchmaücü do Povo Tikuna
  27. Bio-Bras (Mogi das Cruzes-SP)
  28. CACAI - Centro de Apoio a Criança e ao Adolescente de Iguaba
  29. CARE Brasil
  30. CEA - Centro de Estudos Ambientais
  31. CELS - Coletivo de Educadores Livres e Solidários
  32. CENPEC
  33. Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (CENTRU -MA)
  34. Centro de Harmonização Interior
  35. CI - Conservação Internacional do Brasil
  36. CIR - Conselho Indígena de Roraima
  37. CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
  38. CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas
  39. COAPIMA - Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão
  40. COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira
  41. Coletivo Curupira
  42. Comissão Pró Índio do Acxre
  43. Comitê Intertribal da Rio+20
  44. CONIC - Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil
  45. CTA - Centro dos Trabalhadores da Amazônia
  46. CUT - Central Única dos Trabalhadores
  47. Essência Vital
  48. FASE - Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional
  49. FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGS e Movimentos Sociais
  50. FETRAF - Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar
  51. FMAP - Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense
  52. Fórum Carajás
  53. Fórum das ONG´s Ambientais do Estado do Tocantins
  54. Forum de ex-Ministros de Meio Ambiente
  55. Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal
  56. Fórum Mundaças Climáticas e Justiça Social (FMCJS)
  57. Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU
  58. Fpolis/SC
  59. FSC Brasil - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
  60. FULANAS - Mulheres Negras da Amazonia Brasileira
  61. FUNBIO - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade
  62. Fundação Grupo Boticário 
  63. Fundação SOS MATA ATLÂNTICA
  64. Fundação Tide Setubal
  65. FURPA - Fundação Rio Parnaíba
  66. FVA - Fundação Vitória Amazônica
  67. Greenpeace Brasil
  68. GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
  69. IBASE
  70. ICV - Instituto Centro de Vida
  71. IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
  72. IDS - Instituto Democracia e Sustentabiliade
  73. IEAM - Instituto Encontro das Águas da Amazônia
  74. IES Brasil - Instituto de Educação Socioambiental Brasileiro
  75. IGOND - Instituto Gondwana
  76. Imaflora
  77. IMENA - Instituto de Mulheres Negras do Amapá
  78. INEGRA - Instituto Negra do Ceará
  79. INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos
  80. Instituto Curicaca
  81. Instituto Ecoar para Cidadania
  82. Instituto Espinhaço - Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Sócio Ambiental
  83. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
  84. Instituto O Direito por um País Verde
  85. Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)
  86. Instituto Transformance: Cultura e Educação (ITCE)
  87. IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
  88. ISA - Instituto Socioambiental
  89. ISPN - Instituto Sociedade População e Natureza
  90. ITEC - Instituto de Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis e Educação Ambiental
  91. ITPA - Terra de Preservação Ambiental
  92. Jornal Oecoambiental
  93. MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
  94. MAMA - Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia
  95. MEP-PA Movimento Evangélico Progressista
  96. MIB - Movimento Inovação Brasil
  97. MMC - Movimento de Mulheres Camponesas
  98. MOPSAB – Movimento Popular de Saúde Ambiental de Barueri
  99. MOPSAM Movimento Popular de Saúde Ambiental de Santo Amaro
  100. Movimento Amazônia para Sempre
  101. Movimento Ambientalista Grande Sertão Veredas – MAISVERDE
  102. Movimento Planeta Verde
  103. Movimento SOS Florestas
  104. MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
  105. MST - Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra
  106. MUDH - Movimento Humanos Direitos
  107. Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (nej/rs)
  108. OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
  109. ONG Água é Vida
  110. ONG MIRA SERRA
  111. Organização Bio-Bras
  112. PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
  113. Papel Social Comunicação
  114. Portal Muda de Ideia
  115. Reciclázaro
  116. Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA)
  117. Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco
  118. Rede Jubileu Sul – Brasil
  119. REJU - Rede Ecumênica da Juventude
  120. REJUMA - Rede de Juventude Pelo Meio Ambiente
  121. Reliplam-Brasil (Rede Latino-Americana de Plantas Medicinais, Aromáticas e Nutracêuticas)
  122. Reserva Particular do Patrimonio Natural TUN
  123. RMA - Rede de Ongs da Mata Atlântica
  124. RMERA - Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia
  125. SINPAF - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
  126. SINTTRAF - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar
  127. Sociedade Brasileira de Espeleologia
  128. SOS Clima Terra
  129. SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
  130. STTR LRV - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde/li>
  131. Terra Mae
  132. UEB – União dos Escoteiros do Brasil
  133. Uiala Mukaji - Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco
  134. União Planetária
  135. Via Campesina
  136. VII SEMBIO-UFBA
  137. Vitae Civilis
  138. WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal
  139. WWF Brasil
  140. 350.org
  141. ASSINE O MANIFESTO,AQUI
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