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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço anual do macro: estamos indo de mal a pior

30/12/2012
Leonardo Boff
 A realidade mundial é complexa. É impossível fazer um balanço unitário. Tentarei fazer um atinente à macro-realidade e outro à micro. Se considerarmos a forma como os donos do poder estão enfrentando a crise sistêmica  de nosso tipo de civilização, organizada na exploração ilimitada da natureza, na acumulação também ilimitada e na consequente criação de uma dupla injustiça: a social com as perversas desigualdades em nível mundial e a ecológica com a desestruturação da rede da vida que garante a nossa subsistência e se, ainda tomarmos como ponto de aferição a COP 18 realizada neste final de ano em Doha no Qatar sobre o aquecimento global, podemos, sem exagero dizer: estamos indo de mal a pior. A seguir este caminho encontraremos lá na frente e, não demorará muito, um “abismo  ecológico”.
        
Até agora não se tomaram as medidas necessárias para mudar o curso das coisas. A economia especulativa continua a florescer, os mercados cada vez mais competitivos –o que equivale dizer – cada vez menos regulados e o alarme ecológico corporificado no aquecimento global posto praticamente de lado. Em Doha só faltou dar a extrema-unção ao Tratado de Kyoto. E por ironia se diz na primeira página do documento final que nada resolveu, pois protelou tudo para 2015:”a mudança climática representa uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas e para o planeta e esse problema precisa ser urgentemente enfrentado por todos os países”. E não está sendo enfrentado. Como nos tempos de Noé,  continuamos a comer, a beber e a arrumar as mesas do Titanic afundando, ouvindo ainda música. A Casa está pegando fogo e mentimos aos outros que não é verdade.
        
Vejo duas razões para esta conclusão realista que parece pessimista. Diria com José Saramago: ”não sou pessimista; a realidade é que é péssima; eu sou é realista”. A primeira razão tem a ver com a premissa falsa que sustenta e alimenta a crise: o objetivo é o crescimento material ilimitado (aumento do PIB), realizado na base de energia fóssil e com o fluxo totalmente liberado dos capitais, especialmente especulativos.
Essa premissa está presente em todos os planejamentos dos países, inclusive no brasileiro. A falsidade desta premissa reside na desconsideração completa dos limites do sistema-Terra. Um planeta limitado não aquenta um projeto ilimitado. Ele não possui sustentabilidade. Aliás, evita-se a palavra sustentabilidade que vem das ciências da vida; ela é não-linear, se organiza em redes de interdependências de todos com todos que mantem funcionando todos os fatores que garantem a perpetuação da vida e de nossa civilização. Prefere-se falar em desenvolvimento sustentável, sem se dar conta de que se trata de um conceito contraditório porque é linear, sempre crescente, supondo a dominação da natureza e a quebra do equilíbrio ecossistêmico.

 Nunca se chega a nenhum acordo sobre o clima porque os poderosos conglomerados do petróleo influenciam politicamente os governos e boicotam qualquer medida que lhes diminua os lucros e não apoiam por isso as energias alternativas. Só buscam o crescimento anual do PIB.
Este modelo está sendo refutado pelos fatos: não  funciona mais nem nos países centrais, como o mostra a crise atual nem nos periféricos. Ou se busca um outro tipo de crescimento que é essencial para o sistema-vida, mas que por nós deve ser feito respeitando a capacidade da Terra e os ritmos da natureza, ou então encontraremos o inominável.
A segunda razão é mais de ordem filosófica e pela qual me tenho batido há mais de trinta anos. Ela  implica consequências paradigmáticas: o resgate da inteligência cordial ou emocional para equilibrar o poderio destruidor da razão instrumental, sequestrada já a séculos pelo processo produtivo acumulador.  Com  nos diz o filósofo francês Patrick Viveret “a razão instrumental sem a inteligência emocional pode perfeitamente nos levar a pior das barbáries”(Por uma sobriedade feliz, Quarteto 2012, 41); haja vista o redesenho da humanidade, projetado por Himmler e que culminou com a shoah, a liquidação dos ciganos e dos deficientes.
Se não incorporarmos a inteligência emocional à razão instrumental-analítica, nunca vamos sentir os gritos da Mãe Terra, a dor das florestas abatidas e a devastação atual da biodiversidade, na ordem de quase cem mil espécies por ano (E.Wilson). Junto com a sustentabilidade deve vir o cuidado, o respeito e o amor por tudo o que existe e vive. Sem essa revolução da mente e do coração iremos, sim,  de mal a pior.

Veja meu livro: Proteger a Terra-cuidar da vida: como evitar do fim do mundo, Record 2010.

Assista também ao vídeo

On Off de que lado você está? De Deivison Pedroza


domingo, 30 de dezembro de 2012

Homenagem ao Poeta Mário Jorge - A Poesia que Liberta



        [Quando]
        Sexta, 11 de janeiro de 2013
        [Horário]
        19:00
        [Onde]
       Teatro Atheneu
       Aracaju
       Entrada franca.
    No dia 11 de janeiro de 2013, sexta-feira, 40 anos depois de sua morte, Mário Jorge Vieira (1946 -1973), primeiro poeta concretista sergipano, terá suas obras resgatadas durante a homenagem ‘Mário Jorge – poesia que liberta’, que acontece no Teatro Atheneu, às 19 horas, numa realização do mandato da deputada estadual e professora Ana Lúcia Vieira Menezes (PT), irmã do poeta.
   Para esta ocasião especial, os músicos Beto Carvalho e Anabel Vieira prepararam um show de poemas musicados de Mário Jorge. A Cia. de Teatro Stultífera Navis participará da homenagem representando a peça ‘Mário Jorge: Leia em Voz Alta Para o Seu Estimado Cachorro!’.
    Um recital de poesias de Mário Jorge e o relançamento do envelope “REVOLIÇÃO”, única obra do poeta lançado em vida, integram a extensa programação, que conta com a Exposição da Vida e Obra de Mário Jorge, além dos depoimentos de Ilma Fontes, amiga, poetisa, escritora e jornalista; de Thiago Martins Prado, professor Dr. da UNEB e pesquisador da obra de Mário Jorge; de Wellington Mangueira, companheiro de atividades políticas no PCB e amigo; e da irmã, Ana Lúcia.
    VIDA DE MÁRIO
    Em sintonia com a poesia concreta, neoconcretista, poema processo, poesia práxis, poesia social, tropicalismo e, sobretudo, a poesia marginal, o lançamento da produção literária do sergipano Mário Jorge Vieira acontece com a publicação de ‘Revolição’, edição envelope, em 1968. Mas é no livro ‘Poemas de Mário Jorge’, publicado postumamente, em 1982, que se encontra boa parte da primeira fase de produção de Mário Jorge, de cunho sociopolítico (1964-1968), com forte influência do russo Vladimir Maiakovski e do poeta Thiago de Mello.
    Com a denúncia dos problemas sociais do país e sob a dureza e perseguição da Ditadura Militar, Mário escreve poesia social e libertária nos livros ‘Silêncios Soltos’ (1993), ‘Cuidado, Silêncios Soltos’ (1993), e ‘De Repente, há Urgência..’, (1997).
    A segunda fase da obra de Mário Jorge une traços do concretismo à poesia marginal publicada em muros, vendida em bares, cinemas, teatros, praias, entre outros espaços, além da coluna Geléia Geral, mantida por Torquato Neto no jornal Última Hora.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Esperança

Esperança

Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.


Assista o poema AQUI

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ministério da Cultura lança editais para criadores e produtores negros

Neste 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra – , a ministra da Cultura, Marta Suplicy, lançou editais voltados a produtores e criadores negros, em cerimônia que aconteceu no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Segundo a ministra, o lançamento dos editais, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), será apenas o primeiro passo de tudo que o Ministério da Cultura está criando em ações afirmativas. “A parte mais forte e enraizada da nossa cultura vem da cultura africana. Nós temos que preservar isso e tornar mais visível”, defendeu Marta.
Marta também falou sobre os próximos passos que o MinC dará na direção da criação de ações afirmativas: “É a primeira vez que o Ministério da Cultura tem ação afirmativa nesse sentido. Então vamos ver como isso vai caminhar, corrigir o que não tiver funcionando e ampliar o que estiver funcionando”.
A ministra também aproveitou a cerimônia de lançamento dos editais para assinar a portaria 148/2012 que institui um grupo de trabalho para viabilizar as diretrizes básicas para elaboração do projeto executivo, construção e funcionamento do Museu Nacional Afro Brasileiro de Cultura e Memória.
Estiveram com a ministra Marta Suplicy no lançamento dos editais a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim; a coordenadora da Secretaria do Audiovisual (SAv), Lina Távora; o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi; o secretário de cultura do Estado, Marcelo Mattos Araujo; e o diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanuel Araújo.
Em defesa das políticas afirmativas – A ministra da Cultura defendeu as políticas de cotas sendo adotadas pelo MinC, amparadas em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e em consonância com ações também do governo federal: “São medidas das quais se espera que só passem a não existir quando tivermos equidade de oportunidade para todas as raças”.
A ministra também rebateu argumentos sobre a política de cotas que acusam a medida de gerar maior preconceito: “Preconceito é negro não ter acesso. É ter talento e não poder expressar esse talento. Na hora em que se dá a oportunidade, se está exatamente quebrando a barreira do preconceito”, argumentou a ministra.
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Luiza Bairros, falou sobre a importância de iniciativas dessa natureza para valorizar os talentos que já existem. “Essa decisão do MinC será certamente repercutida nas políticas culturais feitas também pela iniciativa privada. Estou emocionada com as possibilidades que estão se abrindo neste 20 de novembro”.
Para Luiza Bairros, “as artes negras muitas vezes são lidas como folclore. Algo que não tem relação direta com dinâmica atual da sociedade. À medida em que fizermos esses editais, eles darão visibilidade a formas de expressão que dialogam com o Brasil de hoje, com o passado e apontam para possibilidade da cultura se fortalecer em sua adversidade.”
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira, classificou o lançamento dos editais como um dos atos mais marcantes desde 1888. “A população negra começa agora a assumir o protagonismo para poder fazer a mudança na história desse país e a cultura é instrumento fundamental para isso”.
Os editais – O MinC lançou os editais, num valor próximo de R$ 9 milhões, por meio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Secretaria do Audiovisual (SAv), em parceria entre a Fundação Palmares e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR).
Com os editais, espera-se formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros, incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país; também premiar curtas dirigidos ou produzidos por jovens negros, na faixa de 18 a 29 anos; investir em criação, produção e fazer com que artistas e produtores negros ocupem palcos, teatros, ruas, escolas e galerias de arte de todo o país.
Fundação Biblioteca Nacional – “Vamos abrir um Ponto de Leitura em cada capital do Brasil. Eles terão oficinas de formação de produtores e criadores negros com a duração de dois meses. Após essas oficinas serão publicadas as criações literárias desses escritores”, afirmou Galeno Amorim, presidente da FBN.
Em um valor total de R$ 4 milhões, a FBN lançou três editais para ampliar o acesso à literatura já existente de autores negros, fomentar o surgimento de novos escritores e pesquisadores e dar visibilidade para suas criações e pesquisas, incentivando a produção de publicações na forma de livros, em meio impresso e/ou digital.
Secretaria do Audiovisual – A Secretaria do Audiovisual, representada na cerimônia pela coordenadora da secretaria, Lina Távora, vai premiar, por meio do Edital Curta-Afirmativo, seis curta-metragens dirigidos ou produzidos por jovens negros, na faixa etária de 18 a 29 anos.
Cada curta terá o investimento de R$ 100 mil. Segundo Lina, “o edital valorizará a juventude em suas particularidades”. A temática dos curtas é livre, não precisando, necessariamente, relatar questões étnicas.
Funarte – Além de homenagear um dos maiores artistas negros da história de nosso país em seu nome, o Prêmio Funarte Grande Otelo investirá em criações e produções que contemplem toda uma diversidade de expressões artísticas. Segundo o presidente da fundação, Antonio Grassi, serão quatro prêmios de R$ 200 mil, 12 prêmios de R$ 150 mil e 17 prêmios de R$ 100 mil.
O objetivo é que artistas e produtores negros ocupem palcos, teatros, ruas, escolas, galerias de arte de todo o país. Para isso, a Funarte vai fomentar 33 projetos nas categorias artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória visando estimular a pesquisa, a preservação de acervos e a reflexão sobre a produção artística negra no Brasil, como forma de combater o preconceito.
Museu Afro Brasil – O museu onde foi realizada a cerimônia de lançamento dos editais, situado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, existe desde 2004, e foi criado, por decreto, pela então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.
Durante sua fala, Marta ressaltou a importância da atuação do curador Emanuel Araújo na condução do museu. “Esse museu existe por causa dele” disse a ministra em referência a Emanuel. Para Marta, a grande riqueza do Museu é sua capacidade de estar o tempo todo trazendo coisas novas

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES REALIZADAS PELO PONTO DE CULTURA: JUVENTUDE, CULTURA E CIDADANIA/AÇÃO CULTURAL. ANO 2012



Oficinas
 
8h30 às 11h30 - Oficina de iniciação a dança moderna – Academia Rick do Karllo - Conj. E. Gomes ( Aos sábados e extraordinariamente em domingos e feriados.)

 Teve inicio em 07 de abril e com previsão de encerramento do ano letivo 2012  no mês de novembro.

8h30 às 12h30 - Oficina de iniciação ao audiovisual – Edf. Cultura Artistica – Centro/Aracaju
 Teve inicio em 01 de setembro de 2012 e com previsão de encerramento do ano letivo 2012 em março de 2013.

14 às 17h - Oficina de iniciação a dança moderna – Escola Júlia Teles – Conjunto Jardim
Teve inicio em 31 de Março de 2012 e com previsão de encerramento do ano letivo 2012 em fevereiro de 2013.

Eventos Culturais

Palestras Interativas

Realizadas de abril a outubro de 2012 nos horários das oficinas e em dias extras

Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola

 Periodo de realização – Agosto a Dezembro de 2012
Apoio através do equipamento de som e de projeção digital e eventualmente contando com a participação das aprendizes da oficina de iniciação a dança moderna.

Cine Clube Itinerante

Realizado em 28 de Outubro  - Escola Júlia Teles - Conjunto Jardim
 Próximo mês de realização – Janeiro de 2013

Feira Arte e Cidadania (comunidade)

Apresentação dos resultados das oficinas e apresentação de grupos artísticos da comunidade

Realizado no Conjunto E. Gomes - Escola Estadual Olga Barreto – Em 20 de Novembro

Próximo local e data de realização.  Conjunto Jardim – Escola Júlia Teles - 14 de Dezembro

Mostra Cultural (Aracaju)

Apresentação dos resultados das oficinas e apresentação dos grupos artísticos da comunidade.

Sem data definida. Previsão Janeiro de 2013

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ministra Marta Suplicy fala de editais para criadores e produtores negros e vale-cultura

BOM DIA, MINISTRO - 22.11.12: A entrevistada do BDM desta quinta-feira (22) foi a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Ela falou sobre o lançamento dos editais para criadores e produtores negros, o Vale-Cultura, a votação do Procultura, além das arenas culturais para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Reportagem do Canal Web F5 sobre a Caravana Luiz Gonzaga Vai à Escola.

AQUI 

Boa noite amigos e amigas. Acabamos de chegar de mais uma Caravana Cultural Luiz Gonzaga... desta vez foi no bairro Rosa Elze em São Cristóvão onde vários alunos cantaram e dançaram muito com a Casaca de Couro cantando a obra de Luiz Gonzaga. Em nossa participação na Caravana Cultural Luiz Gonzaga, tomamos o cuidado de apresentar o Acordeon e os ritmos que compõem o forró. Gratificante ver vários alunos pedindo o contato da Escola de Arte Valdice Teles para poder se matricular nas aulas de Acordeon.... Nos, Caravana Cultural Luiz Gonzaga, Estamos fazendo a nossa parte. Tô feliz! 
Comentário de Joaquim Antônio postado no facebook na noite de 20 de novembro
 

Reveja também a reportagem produzida pela Tv Sergipe no dia do lançamento.

AQUI 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mais música para celebrar o 20 de Novembro

Herdeiros

  Rio de Janeiro, RJ

A canção “Herdeiros” integrou primeiramente o repertório do Afro Samba, um dos grupos artísticos formados pelo Grupo Cultural AfroReggae em Vigário Geral. Na época, Ecio era coordenador e Ricardinho o professor de música do Afro Samba. Rapidamente, a composição tornou-se a marca do Afro Samba, sendo elogiada por sambistas e/ou grupos conhecidos como Dorina, Arlindo Cruz, Jongo da Serrinha, entre outros.
Mais tarde, “Herdeiros” entraria para o repertório do grupo Roda de Bamba, do qual Ricardinho é o cavaquinista e cantor. Com as apresentações do Roda de Bamba – ao lado do cantor Renato Milagres, sobrinho de Zeca Pagodinho – no clube Renascença, em Andaraí, no subúrbio do Rio de Janeiro, a música caiu no gosto do público, tornando-se peça obrigatória nas apresentações do grupo.
O Roda de Bamba é formado por Ricardo Ribeiro (voz e cavaquinho); Dinho (Pandeiro, cuíca); Pé-de-Pano (Violão) e Raul André (Surdo). O grupo passeia muito à vontade por diferentes tendências do samba: vai aos clássicos, aos sambas antigos, aos partidos, aos jongos, viajando pelo gênero desde o mais tradicional até os sucessos radiofônicos de agora sem perder o prazer, a alegria nem a competência para juntar tudo isso no mesmo espetáculo popular, bonito e gostoso de ouvir e dançar que é o samba.
 
Clique AQUI

20 de Novembro. Fazendo memória através da música.


La Lune de Gorée

La lune qui se lève
Sur l'île de gorée
C'est la même lune qui
Sur tout le monde se lève

Mais la lune de gorée
A une couleur profonde
Qui n'existe pas du tout
Dans d'autres parts du monde
C'est la lune des esclaves
La lune de la douleur

Mais la peau qui se trouve
Sur les corps de gorée
C'est la même peau qui couvre
Tous les hommes du monde

Mais la peau des esclaves
A une douleur profonde
Qui n'existe pas du tout
Chez d'autres hommes du monde
C'est la peau des esclaves
Un drapeau de liberté
Ouça a música AQUI

(A lua de Goreia)

A lua que se ergue
Na ilha de Goreia
É a mesma lua
Que se ergue em todo o mundo

Mas a lua de Goréia
Em uma cor profunda
Que não existe
Em outras partes do mundo
É a lua dos escravos
É a lua da dor

Mas a pele que há
No corpo de Goreia
É a mesma pele que cobre
Todos os homens do mundo

Mas a pele dos escravos
Em uma dor profunda
Que nao existe não
Em outors homens do mundo
É a pele dos escravos
Uma bandeira de liberdade
Ouça a música em outra versão
 Ligiana e Ameth Male cantam "La lune de Gorée" de Gilberto Gil e Capinan.
A Ilha de Gorée foi um dos principais pontos de comércio de escravos do continente africano para as Américas.

Edou Manga (cora), Marcel Martins (cavaco), Emiliano Castro (violão), Alfredo Bello (baixo) e Douglas Alonso (percussão).
Imagens: Ligiana, Alfredo Bello e Nilton Pereira.
 
 AQUI

Para saber mais sobre a Ilha de Gorée, clique AQUI

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Colégio de Aplicação é mais uma estação satisfatória da Caravana Luiz Gonzaga.



Sentimento de felicidade muito grande depois das apresentações do Professor José Augusto e do Trio Casaca de Couro no auditório da didática V na UFS.

Conforme comentei com os dois ao final da tarde azul deste 19 de novembro, foi a primeira vez que o roteiro das duas  atividades, palestra com audiovisual e apresentação musical,  conseguiu  ser apresentado de forma completa  e com a permanência  de público que ainda poderia garantir mais atrações , como a dança ,   o que não está sendo possível em razão das dificuldades para assegurar a parceria da Secretaria de Estado da Educação, no transporte dos adolescentes da rede pública  de ensino e que integram a oficina de dança do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania. 

Outros aspectos importantes foram a presença de quase 150 alunos do ensino médio,   como também o  interesse, a concentração e a interação  que tiveram, em especial,  cantando as músicas do velho Lua e dançando em alguns momentos,  mesmo que tenha sido, neste caso, com poucos alunos. Com destaque neste último caso para uma aluna que fez par com o professor José Augusto.

Também há que se destacar,  a qualidade das instalações  do auditório,  construído recentemente e  fruto do trabalho de ampliação física das universidades federais realizados  nestes últimos anos .


Durante a apresentação do trio Casaca do Couro fiquei a imaginar o quanto seria interessante um projeto com as características de valorização da cultura nordestina tradicional,   nos moldes do que propõe a Caravana Luiz Gonzaga, só que realizado de uma maneira que envolvesse a garotada ali presente de uma  maneira mais integral, por meio de oficinas ,  incluindo  a utilização do corpo.

Logo em seguida , na saída  em conversa com o professor Nemézio, o atual diretor, nos foi dito que o projeto pedagógico cultural permanente que tem como tema os festejos juninos,  trabalha de forma  interdisciplinar e com base na participação ativa dos alunos. Da parte do diretor e com o reforço de professores,   recebemos palavras de incentivo e de reconhecimentos pela relevância do trabalho e o convite para um retorno com outros projetos.

Por tudo que está escrito acima, não se pode ter dúvidas da inclusão do Colégio de Aplicação nos roteiros de projetos culturais itinerantes da Ação Cultural para os próximos anos.

Ouça Tudo Azul, Composição de Lulu Santos em versão formato baião.

domingo, 18 de novembro de 2012

“Minha vida é andar por este país” Caravana Luiz Gonzaga prossegue caminhando pelas escolas da Grande Aracaju.


Na próxima segunda-feira, 19/11, o Colégio de Aplicação da UFS receberá a "Caravana Cultural Luiz Gonzaga vai à escola", organizada pela Associação Cultural (Ação Cultural) com o patrocínio da Funarte. A partir das 15 horas, o auditório da didática V, será o local da palestra com recursos multimídia a cargo do professor José Augusto de Almeida e da apresentação musical do Trio Casaca de Couro,
A exposição fotográfica será instalada na entrada do Colégio de Aplicação no período da manhã.
Já no dia 20 de Novembro, a Caravana Luiz Gonzaga estará aportando na Escola Estadual Olga Barreto (Conj. E. Gomes), no mesmo horário e com a mesma programação, com o acréscimo da apresentação das coreografia inspiradas na obra de Luiz Gonzaga , realizada pelos adolescentes do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania, residentes no mesmo bairro e aqueles que residem no Conj...
unto Jardim (Socorro).
A Associação Cultural (Ação Cultural) também estará realizando juntamente com a programação da Caravana Luiz Gonzaga, a Feira Arte e Cidadania em parceria com a Escola Estadual Olga Barreto.
A Feira Arte e Cidadania tem como objetivo apresentar o resultado das oficinas artísticas ligadas ao Ponto de Cultura e das iniciativas culturais comunitárias nas áreas das artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, literatura, cultura afro brasileira, música e etc.
http://caravanaluizgonzaga.com.br/

CD/LIVRO MISSA DOS QUILOMBOS, Já nas bancas.

D. Pedro Casaldáliga sobre Milton Nascimento:
“Quando lá em São Félix do Araguaia, me sinto acuado, sem ânimo, é ouvindo sua música que busco energia para continuar meu trabalho”.
Quem quiser conhecer o resultado da parceria estética/espiritual/pastoral que uniu estes dois, além de D.Hélder Câmara, Pedro Tierra (Hamilton Pereira), Dom José Maria Pires e mais gente de qualidade, pode procurar nas bancas de jornais o CD/LIVRO MISSA DOS QUILOMBOS, que integra a coleção Milton Nascimento da Abril Cultural.

sábado, 17 de novembro de 2012

Especialista avalia política de combate à violência em São Paulo

 Walter Lima - Radioagência Nacional 17/11/2012
Especialista avalia política de combate à violência em São Paulo
A sequência de episódios envolvendo a criminalidade em São Paulo (SP) está em evidência na mídia. Confira, nesta entrevista, as avaliações do professor do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de São Paulo, José dos Reis Santos Filho, no programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM de Brasília.

Ouça AQUI

Onda de violência assusta população paulistana

Repórter Brasil - TV Brasil 09/11/2012

Os presidiários, chefes do tráfico do estado de São Paulo, começam a ser transferidos para presídios federais. Só na noite passada, mais 11 pessoas morreram baleadas. Desde o início deste mês, mais de 60 pessoas morreram na grande São Paulo.
 


 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Viva a juventude viva!



Sexta-Feira, 16 de novembro de 2012

Doe Adital
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16.11.12 - Brasil

Selvino Heck
Assessor Especial da Secretaria Geral da Presidência da República
Adital

Escrevo em quinze de novembro, dia da Proclamação da República, e às vésperas do vinte de novembro, dia da Consciência Negra.
Carta dilacerante foi encaminhada pela Rede de Educação Cidadã-São Paulo (RECID-SP) à Reunião Ampliada Nacional da RECID, dirigida à sociedade e ao governo federal, deixando todas e todos do Brasil inteiro impactados e à beira das lágrimas: "Esta carta vem em meio a uma conjuntura massacrante de São paulo. Estamos escrevendo para partilhar situações, episódios e encaminhamentos que temos tido ao longo destes últimos meses. As periferias vêm sendo sitiadas, invadidas dia após dia, sem nenhuma explicação pertinente. As famílias estão ficando amedrontadas a ponto de evitarem que seus filhos saiam de casa e vão, seja para a escola, seja para oficinas da RECID, seja para uma atividade cultural. Os espaços de cultura (saraus) da região do distrito do Jardim Ângela quase em sua totalidade vêm sofrendo represálias para se manter fechados. Precisamos fazer ecoar as dores das mães que vêm perdendo seus filhos desde 2006, quando cerca de 500 pessoas foram assassinadas entre sociedade civil e funcionários da segurança pública. Os excessos nestes últimos meses, tanto da polícia oficial (fardada), como através de grupos de extermínio formados por uma parcela desta mesma polícia têm como alvo, tanto pelo aprisionamento ostensivo quanto pelo extermínio sistemático, aqueles que podemos identificar sob três adjetivos: pretos, pobres e periféricos.”
Em 27 de setembro, foi lançado, em Maceió, o Plano Juventude Viva, elaborado pela Secretaria Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional da Juventude e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com o apoio de um conjunto de Ministérios e a participação ativa da sociedade civil.
É o começo da resposta urgente e necessária a ser dada para uma realidade alarmante. Atualmente, o homicídio é a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil. Com um fato agravante: os jovens negros são as principais vítimas. Em 2010, foram assassinadas quase 50 mil pessoas no Brasil. Mais da metade delas eram jovens (53,3%), das quais 76,6% negros e 91,3% homens. Entre 2001 e 2010, mais de 270 mil jovens foram vítimas de homicídio no país.
Nas palavras de Severine Macedo, Secretária Nacional da Juventude, está nos objetivos do Juventude Viva: "Levar aos territórios mais afetados pelos homicídios oportunidades de renovação das relações sociais; superar discriminações e desigualdades históricas e fortalecer as instituições democráticas, para que o Estado se consolide como promotor e principal defensor dos direitos humanos; construir um país em que o direito à vida sem violência e sem discriminações seja a verdadeira base de convivência social”.
A carta da RECID-SP termina assim: "Por tudo que foi relatado acima, a opção do governo federal não deve ser uma mera soma às políticas punitivas que vêm sendo levadas pelo governo estadual, mas contribuir para barrar a política de extermínio, pautar o governo para que tenhamos uma política de segurança pública baseada na defesa e não na violação de direitos. Este último ponto não é uma tarefa exclusiva de gestores públicos, mas um compartilhamento com os Outros – os presos, os nóias, os moradores de rua, os moradores das periferias, enfim todos aqueles que moram no Estado de São Paulo e que vêm tendo dia após dia seus direitos violados. O que pedimos não é uma soma fácil, repetitiva, a toque de caixa. Pedimos uma nova soma: que, ao invés de subjugar ainda mais estes Outros, que os tragamos para isto que chamamos de democracia.
Assim, nós da RECID e de tantos outros coletivos partilhamos nossas dores, preocupações e anseios, como consta em O Embaixador, de Morris West: ‘Achavam-se agrupados e presos à terra por uma raiz comum, como uma moita de bambu. E como esse vegetal, inclinavam-se e dobravam-se. Mas sobreviviam às maiores tempestades’. Assim estamos todos e todas neste momento. Inclinamos às vezes, sofremos baixas em outras, mas sobreviveremos.”
É de chorar. De dor: pelas mortes e assassinatos, pela repressão, pelo sofrimento, pelas injustiças. De alegria: porque o povo se levanta, jovens se levantam, educadores/as populares se levantam. E quando um povo se levanta, a esperança existe, acontece e se realiza.
Em dezesseis de novembro de dois mil e doze.
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Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte 

Leia a carta na integra:  AQUI