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domingo, 29 de julho de 2012

A Vida DoLadodeCá

O Brasil acompanhou nos últimos anos a "redescoberta" do povo brasileiro, batizado por estudos de mercado como a Nova Classe Média e Classe C. Muito se diz em revistas, jornais e em corredores de empresas sobre os percentuais deste público, o que a pesquisa X ou Y relatou, etc. Mas o que será que estas pessoas, a tal Nova Classe Média, têm a dizer a respeito? Quais são suas opiniões sobre a ascensão da periferia e muitos outros temas? 

Assim surgiu A Vida DoLadoDeCá, um estudo documental que olha no olho das pessoas e ouve o que elas têm a dizer, de dentro pra fora das comunidades. A observação das relações com a periferia, abordando questões pontuais, tem como princípio a liberdade e espontaneidade. Para isso, a metodologia de desenvolvimento do estudo respeita a narrativa dos participantes, sem viés ou interferências. A Vida DoLadodeCá chega ao mercado para dar vida aos números através de narrativas pessoais e histórias vividas no cotidiano deste público.

O lançamento do A Vida DoLadodeCá inaugura o Núcleo de Criação DoLadodeCá formado por artistas, designers e graffiteiros de periferia, idealizado por Tatiana Ivanovici e dirigido por Irene Knoth. O Núcleo de Criação foi montado para atender as marcas e agências que querem ter a linguagem correta para falar adequadamente com os diferentes públicos que integram a chamada Nova Classe Média. 

Esta edição inaugural aborda 3 temas: 
• Universo Digital, a nova rua da periferia
• Mulheres, pulso firme e unhas feitas
• Marcas, a percepção da periferia

A Vida DoLadodeCá é mais uma iniciativa da Rede DoLadodeCá em parceria com a Apis3 e IK Ideas.

Agradecimentos especiais a todos os entrevistados, Cooperifa, Vila Fundão, Comunidade do Jd. Elba, Gavião, Projeto Samba Autêntico, Antonio Ribeiro, Vanessa Gobbi, Paula Z. Gabriel, Barbara Zachi, Agencia Lema, São Matheus em Movimento, Grupo OPNI.

Idealização: Rede DoLadodeCá
Fotografia: Carina Zaratin
Câmera: Antonia Teixeira
Produção: Suyan Mariotti
Arte: Núcleo de Criação DoLadodeCá
Pós-Produção: Porqueeu Filmes
Coordenação Edição: Bruno Godi Paolini
Editor: Evandro Ambrósio
Assistente: Renato Junqueira Baston


ACESSE AQUI

sábado, 28 de julho de 2012

programa FALA JOVEM

Hoje, 28 de julho de 2012, ás 13 horas, estarei participando do programa FALA JOVEM que vai ao ar pelas ondas da Aperipê FM - 104,9. Estaremos falando da “Caravana Cultural Luiz Gonzaga Vai a Escola”.
Zezito de Oliveira
http://caravanaluizgonzaga.blogspot.com.br/

terça-feira, 24 de julho de 2012

Secult promove oficinas de orientação para Edital de Apoio a Oficinas Culturais


No dia 30 de julho inicia o prazo de inscrições para o Edital de Apoio a Oficinas Culturais, promovido pelas Secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides), como parte do Plano Sergipe Mais Justo. Como forma de informar e incentivar os artistas, agentes e produtores culturais e comunidade a participar dessa grande ação do Governo de Sergipe, a Secult irá promover oficinas de orientação sobre o edital.

As oficinas ocorrerão em Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, municípios que serão contemplados pelo Edital, que irá beneficiar comunidades de baixa renda. Além de envolver os possíveis proponentes de projetos, a Secult está mobilizando as prefeituras municipais, os Centros de Referência e Assistência Social (CRAS), e entidades vinculadas a vários segmentos das artes no Estado a participar dessa ação.

No dia 31 de julho, às 9h, a oficina será realizada em São Cristóvão, no Museu Histórico de Sergipe (MHS). No mesmo dia, às 18h, será a vez dos agentes de Nossa Senhora do Socorro conhecer o Edital e tirar dúvidas sobre as inscrições. O encontro ocorrerá no Sesi do Marcos Freire. Já no dia 1º de agosto, será a vez da Barra dos Coqueiros receber o curso, que acontecerá na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social, a partir das 18h.  A última oficina acontecerá em Aracaju, em data e local a confirmar.

A oficina é gratuita e está aberta a todos os interessados que queiram inscrever projetos para concorrer ao edital. Ao todo, serão contemplados 30 projetos nas áreas de Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Literatura, Audiovisual, Artes Integradas e Cultura Popular que trabalhem com linguagens da cultura sergipana e afro-brasileira.

Cada instituição ou pessoa física será contemplada com um valor de R$ 15 mil para viabilizar as oficinas, totalizando um investimento de R$ 450 mil, recurso proveniente do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep).

Inclusão 

Um dos focos principais do Edital de Apoio a Oficinas Culturais, promovido pela Secult e Seides, é a inclusão e capacitação dos jovens em situação de risco através da arte. Pensando nisso, que os projetos deverão ter como protagonistas ou beneficiários jovens de 16 a 29 anos, residentes em um dos municípios da Grande Aracaju, e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal.

Essa iniciativa inédita trabalha a dimensão da Cultura enquanto ferramenta para
o desenvolvimento do cidadão valorizando as potencialidades da cultura sergipana e afro-brasileira. “Essa parceria entre a Secult e Seides vai mobilizar os agentes culturais para levar a arte e a cultura para comunidades carentes da Grande Aracaju. Para nós, é muito importante que os interessados comparecem às oficinas, para tirar dúvidas e obter informações para que possamos ter um grande número de inscritos nesse Edital, uma ação estratégica e inovadora do Governo de Sergipe”, destaca a gestora.

Para acessar o Edital de Apoio a Oficinas Culturais clique aqui.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cadastro Nacional da Capoeira

Cadastro Nacional da Capoeira

Fichas de Cadastro
O Cadastro Nacional da Capoeira já está sendo implementado através de fichas que podem ser encontradas abaixo, nas Superintendências Estaduais do IPHAN ou nos seguintes sites:
O cadastro tem caráter preliminar, com o objetivo de mapear o universo da capoeira, identificando mestres, professores, instrutores, grupos, pesquisadores, instituições de pesquisa e entidades que agregam grupos de capoeira.  Esta é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Pró-Capoeira-GTPC, formado pelo IPHAN, Secretaria da Identidade e Diversidade Cultura, Secretaria de Políticas Culturais e Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. Atualmente o GTPC está estruturando as bases do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), com o propósito de, em 2010, implementar uma base de dados pública que será construída a partir desse cadastro, além de lançar editais de apoio à capoeira e realizar encontros em todo o Brasil. A finalidade dos encontros é formular, de modo participativo, uma ampla e abrangente política pública voltada para salvaguarda da capoeira. Sua proposta contribuirá para a definição das linhas de ação e dos critérios de prioridade desta política.
Contato para maiores informações: capoeira@cultura.gov.br .
Fichas de Cadastro
  1. Se você ensina capoeira clique aqui;
  2. Se você quer cadastrar um grupo de capoeira clique aqui;
  3. Se você quer cadastrar uma entidade que agrega grupos de capoeira clique aqui;
  4. Se você é pesquisador de capoeira clique aqui;
  5. Se você quer cadastrar uma instituição de pesquisa sobre capoeira clique aqui.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Para adolescentes e jovens que querem produzir videos curtos com qualidade

Ficha de Inscrição para a Oficina de Audiovisual do Ponto de Cultura: Juventude, Cultura e Cidadania.
(Para estudantes de escolas públicas e residentes no Conjunto  Jardim, Conjunto E.Gomes e outros bairros da periferia de Aracaju e dos municípios que formam a região metropolitana). Somente 20 vagas.

Nome:

Endereço:                                


Escola/Série/Turma:
               
Idade: ___________Raça/Etnia/Cor______________

Nome do responsável se acaso for menor de idade:_______________________________________________

Sexo:________________

E-mail e telefones_____________________________________________________
Possui conta no Orkut (  ) ou no facebook (  )

Com qual nome ou apelido:___________________________________________

Disponibilidade ou preferência de dia (segunda a sábado) e turno (manhã, tarde e noite) -  (no máximo dois dias)


Escreva quantas linhas quiser.

1 – Você já participou ou participa de alguma oficina relacionada ao audiovisual? Conte para nós.

2 – O que desperta o  seu interesse em fazer à oficina de audiovisual.

3 – O que você espera da oficina de audiovisual?


4 - Já fez algum curso de iniciação a informática??


5 - Costuma realizar filmagens com câmeras digitais e/ou celular??


6 - Já publicou vídeo no YOU TUBE?

O inicio está previsto para o mês de agosto, Será realizada no centro de Aracaju  e os  participantes receberão passagens e uma camisa para a identificação. Vagas Limitadas. Os interessado deverão preencher e enviar a ficha para o e-mail: ongacaocultural@yahoo.com.br e acaoculturalsergipe@gmail.com

Para saber mais informações sobre o Ponto de Cultura, clique no link abaixo:



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sony reedita Luiz Gonzaga em CD e digital

Sony reedita Luiz Gonzaga em CD e digital

19 de julho de 2012  |  por Pedro Alexandre Sanches 
Pela primeira vez na história, uma gravadora promete a reedição integral da obra do “rei do baião”, que manteve atividade fonográfica de 1941 ao ano de sua morte, 1989.
Após uma demora de cem anos, a efeméride será responsável pela façanha: a gravadora multinacional Sony Music, dona do acervo da extina RCA Victor, anuncia que relançará em CD, até o final de 2012, a íntegra da obra do “rei do baião”, o pernambucano Luiz Gonzaga, que completaria 100 anos em 13 de dezembro próximo, se estivesse vivo.
Como é comum entre artistas de sua geração (ele estreou em disco em 1941), Gonzagão deixou caudalosa obra gravada – e jamais recuperada em toda sua extensão (e importância), seja pela gravadora em que passou praticamente toda a vida artística, seja pela atual detentora daquele acervo.
Em 1996, a BMG, então dona do catálogo da antiga RCA, editou uma caixa abrangente com três CDs, batizada 50 Anos de Chão – Gravações Originais 1971/1987. Em 1998, relançou uma série de títulos antigos, em CDs avulsos e de capas uniformizadas por horrendas molduras de tom ocre.
O projeto atual é mais ambicioso. ”Estamos falando de um total de 58 títulos, sendo 30 deles inéditos em CD”, afirma o gerente de marketing estratégico da Sony, Bruno Batista. “São 15 títulos que só existiam em LP e outros 15 CDs com cerca de 16 faixas cada, que compilam todo o material lançado em 78 rpm no período de 1941 a 1960, além de 28 títulos que já estão ativos no catálogo do artista.”
A gravadora prevê o lançamento em CDs avulsos, neste segundo semestre, em cronograma ainda não definido. “Chegamos a cogitar o lançamento de uma bela caixa, mas o preço final tornou o projeto inviável. A confirmação de data ainda depende de algumas questões jurídicas”, diz Bruno.
O acesso à totalidade da obra de um dos artistas mais importantes da história musical brasileira manteve-se interditado até o advento da internet e da famigerada inimiga oficial da indústria do disco, a pirataria. Trabalho há 18 como jornalista musical, e só recentemente tive acesso à maioria dos discos de 78 rpm da fase inicial do artista ou a grande parte de seus LPs nos anos 1970, graças às meticulosas séries de downloads disponibilizados por fãs do inventor do forró em blogs e sites de compartilhamento.
A Sony, evidentemente, não desconhece o atraso da reposição oficial da obra fundadora em relação à (única e clandestina) alternativa de acesso encontrada pelos admiradores nos muitos anos desde a morte de Gonzaga. Pergunto a Bruno se a Sony está se utilizando do manancial de informação sonora “ilegal” para elaborar a reedição oficial.
“Com a entrada do iTunes e demais plataformas para venda de download, a Sony tem investido no segmento para que todo seu conteúdo seja oferecido com a melhor qualidade, preços competitivos e formatos inéditos para o consumidor”, esguia-se, diplomaticamente. “Luiz Gonzaga terá uma estreia de rei no meio digital.” A boa notícia extra está embutida nessa última afirmação: com mais de década de atraso, o rei do baião debutará oficialmente no formato digital.
(Leia mais sobre a reedição da obra integral de Luiz Gonzaga em “ABC de Gonzagão”.)

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ABC de Gonzagão

19 de julho de 2012  |  por Pedro Alexandre Sanches | publicado em ForróMemóriaTexto
Na prática, o que vem aí, com a primeira reedição integral da obra de Luiz Gonzaga pela multinacional Sony Music, é um verdadeiro tesouro musical, um conjunto de raízes crucial para o entendimento do que se possa chamar forró, baião, xote, xaxado, folk nordestino ou que nome vier. No decorrer de cinco décadas, o cantor de “Asa Branca” viveu várias fases artísticas, cada qual mais assombrosa em termos artístícos.
Entre 1941 e o advento de “Asa Branca” (1947), já estabelecido no Rio de Janeiro, ele teve de se contentar inicialmente com os temas instrumentais (não se considerava que, mulato sertanejo cheio de acento nordestino, pudesse ser um cantor viável) ou com pequenas brasilidades cantadas em coral. Do sucesso de “Asa Branca” e “Baião” (1949) em adiante, até o triunfo do formato LP como hegemônico (na entrada dos anos 1960), forjou uma identidade particularíssima – inclusive nos trajes cangaceiros, ostensivamente nordestinos. Mais que isso, viabilizou tal identidade, antes rejeitada, como formato pop atraente para brasileiros de quaisquer regiões.
Vieram “Juazeiro”, “Légua Tirana” (1949), “Assum Preto”, “Boiadeiro”, “Qui Nem Jiló”, “Respeita Januário”, “A Volta da Asa Branca (1950), “Baião da Penha”, “Olha pro Céu”, “Sabiá” (1951), “Acauã”, “Paraíba”, “Pau de Arara” (1952), “ABC do Sertão”, “A Vida do Viajante”, “Vozes da Seca”, “O Xote das Meninas” (1953), “Noites Brasileiras” (1954), “Riacho do Navio” (1955), “A Feira de Caruaru” (1957)… O cancioneiro fincado por Gonzaga e parceiros está impregnado na música popular de todo o Brasil, e lança tentáculos para fora, como no atual sucesso maciço da sanfona brasileira de Michel Teló e Gusttavo Lima no chamado Primeiro Mundo.
O final dos anos 1950 trouxe, junto com a ameaça modernizadora (e elitizadora) da bossa nova, a consolidação paulatina de um novo formato industrial, de colecionar diversas faixas em LPs e miniLPs. O “rei do baião” iniciou com uma coletânea de sucessos antigos, A História do Nordeste na Voz de Luiz Gonzaga (1955), mas seguiu cravando (menos) sucessos extraídos de LPs: “O Cheiro da Carolina”, ”Derramaro o Gai” (1956), “Forró no Escuro” (1957), “Dezessete e Setecentos”, “Xamego” (1958), “Numa Sala de Reboco”, “A Triste Partida” (1964), “Oia Eu Aqui de Novo” (1967), “O Jumento É Nosso Irmão” (1968)
Em 1967, concebeu a primeira e mais impressionante (quase-)confissão de cansaço, “Hora do Adeus”: “O meu cabelo já começa prateando/ mas a sanfona ainda não desafinou/ a minha voz, vocês reparem eu cantando, que é a mesma voz de quando/ meu reinado começou”. O tropicalista Caetano Veloso extrairia dali o refrão, para incluir em seu LP Transa (1972) uma mensagem de incentivo ao pai fundador deixado para trás: “Eu agradeço ao povo brasileiro/ norte, centro, sul, inteiro/ onde reinou o baião”.
A década seguinte é a menos explorada nos relançamentos operados pela BMG, mas escondem pedaço colossal da história oculta da moderna MPB. Em LPs como Sertão 70 (1970), O Canto Jovem de Luiz Gonzaga (1971) e Aquilo Bom(1972), ele renovava o repertório tecendo versões forrozeiras para sucessos dos repertórios de Caetano (“No Dia Que Eu Vim-Me Embora”), Dori Caymmi (“O Cantador”), Edu Lobo(“Cirandeiro”), Gilberto Gil (“Procissão”),Roberto Carlos (“Meu Pequeno Cachoeiro”) e do filho Gonzaguinha (“Festa”, “Morena”)
Em 1973 e 1974, gravou seus dois únicos discos fora da RCA (pela Odeon), os excelentes Luiz Gonzaga (com o clássico “O Fole Roncou”) eDaquele Jeito. A Sony afirma que pretende negociar com a também multinacional EMI, proprietária do acervo Odeon, a inclusão dos dois títulos na reedição integral.
São desse período também compactos avulsos de que a Sony não há de se esquecer, como o que contém a formidável suíte “Samarica Parteira” (1974) e aquele em que o direitista Gonzagão regrava, de modo grandiloquente, em 1980, o hino proscrito de esquerda “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores” (1968), de Geraldo Vandré. Nessa época, 13 de dezembro já era mais que apenas o dia de nascimento do “rei”: se transformara, também, em aniversário da decretação do AI-5, pela ditadura à qual ele sempre manifestou apoio.
Os anos 1980, já razoavelmente contemplados por relançamentos anteriores, foram marcados pelos encontros musicais em LP com o filho Gonzaguinha (foto) e com o discípulo Fagner e por uma forma verdadeira, definitiva, de cansaco – a da idade. Mesmo assim, em 1989, ano de sua morte, Gonzagão lançou nada menos que quatro LPs, um deles o instrumental Forrobodó Cigano, de contato saudoso, em tempo de despedida, com as próprias origens nômades e mestiças.
Com obra tamanha, poderíamos escrever (e escreveremos, com o auxílio valioso da Sony) uma enciclopédia completa, de A a Z, dos saberes musicais absorvidos, transformados e transmitidos por Luiz Gonzaga, rei do Brasilzão. Sua arte pulsa viva em todas as vertentes musicais locais, mesmo aquelas (como a bossa nova) que lutaram por varrer a brasilidade bruta de Luiz Gonzaga para baixo do tapete.
(Em tempo: a mídia internacional já registra, para lá de Michel Teló, uma onda de valorização do forró nordestino em cidades tão gonzagueiras como… Nova York.)


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quinta-feira, 12 de julho de 2012

No mês de julho, o documentário sobre consumismo infantil Criança, a alma do negócio será exibido em Recife.

Instituto Alana leva Cine Debate para o Nordeste 

No dia 19 de julho, na Livraria Cultura do Shopping Paço Alfândega, às 19h, o Projeto Criança e Consumo, da área de Defesa do Instituto Alana, realiza a próxima edição do Cine Debate, um evento que leva informação e sensibiliza as pessoas sobre o forte impacto da publicidade na vida das crianças. O encontro, que já passou por diversas cidades brasileiras e desta vez será realizado em Recife, conta sempre com a exibição do documentário “Criança, a alma do negócio”, seguida por um debate com especialistas convidados sobre os problemas da publicidade na infância.

Entre os convidados para o debate na estão a mãe e blogueira do movimento Infância Livre de Consumismo Rosely Arantes; o Procurador de Justiça do Município do Recife, professor de Direito do Consumidor da Faculdade Salesiana do Nordeste e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/PE, Gustavo Andrade, e a professora da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e integrante do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ana Maria Conceição Veloso e a auxiliar de Mobilização do Projeto Criança e Consumo, Mônica Xavier.

O documentário “Criança, a alma do negócio” aborda o consumismo infantil e a publicidade voltada às crianças. O filme é dirigido por Estela Renner e produzido pela produtora Maria Farinha, de Marcos Nisti.

O Cine Debate é um evento gratuito e aberto ao público.


Serviço:
Dia: 19 de julho
Horário: 19h
Local: Livraria Cultura do Shopping Paço Alfândega (R. Madre de Deus, s/n – Recife/PE).


Sobre o Instituto Alana
O Instituto Alana é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que trabalha em várias frentes para encontrar caminhos transformadores que honrem as crianças, garantindo seu desenvolvimento pleno em um ambiente de bem-estar. Com projetos inovadores, que vão desde a ação direta na educação infantil e o investimento na formação de educadores até a promoção de debates para a conscientização da sociedade, o Instituto Alana tem o futuro das crianças como prioridade absoluta. Mais informações: www.institutoalana.org.br


Informações para a imprensa:
2PRÓ Comunicação – alana@2pro.com.br 
Myrian Vallone – 
myrian.vallone@2pro.com.br  
Roseanne Café – 
roseanne.cafe@2pro.com.br 
Gisele Simões – 
gisele.simoes@2pro.com.br 

Porta Curtas no espírito rock'n'roll!



Porta Curtas no espírito rock'n'roll!

Na próxima sexta os astros se alinham para um encontro da pesada: é hora de vestir aquela jaqueta surrada, calçar o velho par de botas e aumentar o som pra curtir a sexta-feira 13 e também o Dia Mundial do Rock. Como nós do Porta Curtas acreditamos que o rock’n’roll é muito mais que um estilo musical, selecionamos filmes que trazem o espírito da rebeldia, da inconseqüência e da juventude para sacudir sua semana! Aproveite a seleção e hey ho, let’s go!


Equipe Porta Curtas Petrobras
Nossos Parabéns ao Freitas
Você conhece o Freitas? Já deu parabéns pra ele? No dia do seu aniversário, tudo o que ele quer é um grande auê. A festa está pronta, a cerveja gelada e o churrasco no ponto, mas só é permitido entrar pela porta dos fundos! Vem quente que o Freitas está fervendo!

Na vida todos somos Frota ou Freitas
Detalhes da obra 
Gênero: Ficção
Diretor: Felipe Marcondes Sant'Angelo
Duração: 11 min
Os MutantesQuero Ser Jack White
Na semana do dia mundial do rock, comemorado dia 13 de julho, nada como purificar os olhos e ouvidos com canções e imagens da mais baratinada das bandas brasileiras, rock’n’roll em excelência e graça zanzando pelas ruas de Sampa num registro único. Longa vida aos Mutantes!Um encontro com a garota da escola numa loja de discos é a deixa para a descoberta de um novo mundo de emoções e sensações. Dois adolescentes descobrem o sexo em meio a vinis e rock’n’roll.
Os Idiotas MesmoTemporal
Os bastidores criativos de uma equipe publicitária que tem a difícil tarefa de vender um cigarro que quase não causa câncer. Entre muitas reuniões, deboches e ideias ruins, a busca desesperada pelo comercial perfeitoEm uma mansão sombria acontecem ao mesmo tempo a reunião de uma seita cristã secreta e uma festa regada a sexo, drogas e rock'n'roll. Ao rufar dos trovões e no apagar das luzes, o caos de um encontro inusitado onde tudo pode acontecer!

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Na Roda de Dança: Uma Viagem Cultural

Para saber mais,  acesse  o documentário:  http://dancascirculares.ning.com/video/dancas-dos-povos-rodas-da-lua

A Secult-SE e o Ano Cultural Luiz Gonzaga

 A celebração das tradições populares por parte do Governo de Sergipe e da Secult, não se restringem ao período junino. Para este ano, já está sendo preparada uma grande festa que irá marcar o Ano Cultural Luiz Gonzaga, instituído pelo governador Marcelo Déda, em reconhecimento ao centenário do Rei do Baião. Se Luiz Gonzaga estivesse vivo, ele completaria 100 anos em dezembro. Para marcar essa data tão importante, a Secult já trabalha na preparação de um evento especial em homenagem ao grande precursor do forró.

“A nossa idéia é fazer um grande evento no mês de dezembro no espaço da Secult que leva o nome do nosso homenageado, o Complexo Cultural Gonzagão. Queremos integrar expoentes dos mais diversos segmentos artísticos para que essa não seja uma ação somente de música, já que o Rei do Baião e sua vasta obra exercem uma forte influência em diversos setores do meio cultural”, explica a coordenadora de projetos culturais e eventos da Secult, Wener Brasil.


Leia mais:
http://www.divirta.se.gov.br/noticias/acoes-do-governo-fortalecem-tradicoes-juninas-de-sergipe

domingo, 8 de julho de 2012

Oportunidade de trabalho para cenógrafos

Estamos buscando profissionais para elaborar o pequeno cenário para a apresentação da Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola.
Quem tiver interesse pode enviar um pequeno histórico contendo descrição de trabalhos realizados, preferencialmente com imagens, formação técnica/cultural e pessoas, grupos ou instituições de referência.
Pode ligar para Zezito 9993-4483/8864-5927 e enviar as informações solicitadas acima para zezitodeoliveira@gmail.com

Para saber mais sobre a Caravana Luiz Gonzaga, acesse:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

ARTE E CULTURA PARA INCLUIR. A GENTE VÊ POR AQUI.

CARTA CULTURAL DA PERIFERIA - ARACAJU – SE

“Somos mestiços. Não apenas etnicamente mestiços. Somos culturalmente mestiços. Dançando o Toré sob a lua; rezando numa igreja barroca de São Cristóvão; curvadas sobre a almofada da renda de bilros; trocando objetos e valores nas feiras das periferias e do interior; depositando ex-votos aos pés dos nossos santos; dançando um gostoso forró pé de serra no Forrocaju; contemplando o mar e os coqueirais do alto da colina de Santo Antônio; dobrando o fole de uma sanfona numa noite de frio, no mês de junho; tocados pela décima corda da viola sertaneja; possuídos pelo samba de pareia da mussuca e pela dança de São Gonçalo; enfileirados nas Romarias da Terra e de Divina Pastora; o coração de tambores percutindo nos desfiles de 7 de Setembro; girando a cor e a vertigem das danças dos orixás; digerindo antropofagicamente o hip hop no caldo da embolada ou do repente. Somos irremediavelmente mestiços. A lógica da homogeneização nos oprime. Por isso gingamos o corpo, damos um passo e seguimos adiante como num drible de futebol ou numa roda de capoeira que, sem deixar de ser luta, tem alma de dança e de alegria. Como formular um projeto de Políticas Públicas de Cultura que contemple esse mosaico imperfeito? Como abrir janelas e portas e dizer: “Sergipe, mostra a tua cara!”, como na canção de Cazuza?”

Adaptação para a nossa realidade do texto introdutório do documento “A imaginação a serviço do Brasil” produzido em 2002 por artistas, intelectuais e gestores culturais e que serve de texto guia para os programas e projetos da gestão do Ministro Gilberto Gil a frente do Ministério da Cultura.

1) Somos artistas de teatro, dança, música, poesia, videastas/documentaristas, fotográfos, artistas plásticos, educadores, produtores culturais e líderes comunitários. Viemos de Aracaju, Pirambu, São Cristóvão, Socorro, Barra dos Coqueiros, Glória e trazemos no corpo e no imaginário a grande riqueza cultural que herdamos de nossos antepassados. 
Para que o avanço da indústria cultural de massa não destrua essas tradições, alguns de nós, como a Organização Veredas da Cultura, o Projeto Ponto de Encontro Cultural e a Companhia teatral Pró-Cena priorizamos a realização de um trabalho de conscientização da juventude e da comunidade através de simpósios, oficinas, recitais de poesia, montagens de textos teatrais etc...
Para nós a arte é um meio poderoso de crescimento pessoal, pois resgata valores morais como amizade, responsabilidade, solidariedade; preenche o tempo ocioso, possibilita mudança de comportamento oferecendo novas perspectivas de vida e, em termos mais amplos, possibilita que crianças e jovens tomem conhecimento de seus direitos, além de levantar a auto-estima da comunidade e combater a marginalização e a violência. 
Para melhorar a qualidade da produção cultural, promovemos capacitações e temos viajado bastante ,o que nos tem possibilitado adquirir experiências, ampliar currículo e até obter premiações. Percebemos o crescimento da consciência dos políticos em relação à importância da arte para o desenvolvimento, com destaque para o apoio do governo federal aos artistas emergentes através do programa Cultura Viva . Outro destaque é a iniciativa do Ministério da Cultura através da criação do Fundo de Previdência da Cultura (CulturaPrev) que garante uma aposentadoria digna para o artista.
No plano estadual e municipal as mudanças estão começando a acontecer com o inicio da articulação e organização dos artistas e grupos culturais de todas as áreas, como exemplo entre vários, podemos citar o projeto Ponto de Encontro Cultural, voltado para a divulgação das artes plásticas, música e literatura sergipana, notadamente a cultura popular através da literatura de cordel e a criação da ONG Ação Cultural a partir da Rede PROVAI. Percebemos também a ampliação do espaço na imprensa sergipana para a divulgação da produção artística local e o crescimento do interesse do público, o que sinaliza a possibilidade de se poder viver da arte. Há ainda alguns agentes culturais engajados como Zezito, que traz conhecimentos e experiências de outras cidades e os repassa para os artistas e produtores culturais emergentes.
Realizamos eventos de baixo custo, com muito esforço pessoal e sem depender do poder público e através deles mostramos cada vez mais um trabalho melhor e surpreendemos a comunidade mostrando do que somos capaz. Podemos destacar entre os mais recentes a Mostra Arte e Cidadania que reuniu grupos de teatro e dança de diversas comunidades no Teatro Juca Barreto (Cultart) e o Aplausart que trouxe para o Teatro Lourival Batista a Companhia teatral Pró Cena e a Companhia de dança Rick di Karllo do Conjunto Eduardo Gomes.
Um aspecto novo e positivo é a arte musical sergipana ocupar espaço na cena cultural internacional através das apresentações da dupla Chico Queiroga & Antônio Rogério no exterior.
2) Mesmo com essas conquistas e avanços ainda temos muitas dificuldades para vencer e muitos desafios para enfrentar. Os destaques são os seguintes: 
2.1 - É preciso ampliar o trabalho de conscientização da juventude na perspectiva de valorização da cultura popular; 
2.2 - É necessário produzir com qualidade e fortalecer a identidade cultural de nosso povo, atingindo uma população com a mente massificada pela cultura de consumo imediato (a pasteurização cultural);
2.3 - O poder público não conhece a riqueza da diversidade cultural e nem a valoriza, o que torna necessário o planejamento cultural e políticas públicas para promover as artes em geral; 
2.4 - É preciso ampliar a quantidade de grupos articulados, através de fóruns e redes para possibilitar maior intercomunicação;
2.5 - É necessário democratizar as escolhas de vagas para viagens evitando não privilegiar sempre as mesmas pessoas ou os mesmos grupos. É necessário que os escolhidos para as viagens façam o repasse das informações contribuindo assim para socializar idéias e conhecimentos;
2.6 - É preciso superar o estrelismo e o individualismo existente no meio artístico;
2.7 - Falta amor próprio e auto respeito por parte dos artistas e produtores. Um exemplo é a falta de iniciativa de muitos artistas e grupos populares que ficam esperando o financiamento de projetos por parte do governo; 
2.8 - Sofremos muito com o imediatismo do próprio artista, reconhecemos que precisamos nos organizar mais, e o fórum é o caminho para essa perspectiva de um futuro melhor;
2.9 - Há necessidade de unir os grupos para fortalecer as ações culturais;
2.10 - A dificuldade principal é buscar pessoas competentes para trabalhar com cultura junto a crianças e jovens; 
2.11 - É necessário ampliar os espaços e oportunidade para obter formação;
2.12 - É necessária a discussão sobre os pré-requisitos para se ter acesso ao registro profissional como artista (DRT) de forma a torná-lo mais acessível; 
2.13 - Há falta de espaços físicos; 
2.14 - As escolas precisam cooperar mais;
2.15 - As comunidades precisam cooperar mais;
2.16 - É necessária maior abertura dos meios de comunicação para o artista emergente;
2.17 - Há necessidade de patrocínio;
2.18 - Há muito preconceito;
2.19 - É necessário incluir mais jovens nas ações culturais com o apoio da sociedade;
2.20 - Como conseguir incrementar projetos num ambiente avesso ao patrocínio cultural?
2.21 - Como enfrentar o descaso e a desvalorização dos órgãos culturais governamentais que valorizam mais o trabalho dos artistas de fora?
2.22 - O que mais nos deixa indignado é o não reconhecimento dos nossos trabalhos aos olhos da comunidade burguesa, da “Elite”. Produzir arte na periferia é complicado;
2.23 - Ha dificuldade em conseguir o apoio e firmar parcerias com o poder público, privado e terceiro setor, onde muitas vezes os projetos nem sequer são avaliados;
2.24 - É necessário dar continuidade e expandir os projetos existentes;
3) Para superarmos as dificuldades e desafios elencados acima desejamos contar com o apoio efetivo do poder público, da sociedade civil e das empresas, da seguinte forma: 
3.1 - É fundamental que os recursos estatais destinados a cultura sejam liberados mediante editais de concursos públicos, com o mínimo de burocracia e com divulgação de forma mais ampla a fim de combater o apadrinhamento; e os recursos liberados devem ser bem fiscalizados afim de evitar possíveis desvios;
3.2 - Do poder público esperamos a criação de políticas de fomento à cultura popular que facilitem o envolvimento da iniciativa privada como patrocinador;
3.3 - Do poder público e da iniciativa privada esperamos o aumento da quantidade de recursos para a continuação dos trabalhos e atuações;
3.4 - Esperamos que sejam construídos e/ou disponibilizados espaços para a realização dos projetos de iniciativa da comunidade;
3.5 - É necessário diminuição da burocracia para se obter patrocínio. O Programa Cultura Viva (Pontos de Cultura) é um incentivo ou um desestímulo cultural? (Para as ações comunitárias e populares é inviável tamanha burocracia)
3.6 - É necessária uma maior divulgação da Lei de Incentivo à Cultura e maior abertura para o patrocínio por parte da iniciativa privada.
3.7 - Da Iniciativa privada, esperamos a participação na promoção cultural como contribuição para com a sociedade em que a empresa está inserida não deturpando os valores culturais que fortalecem a identidade cultural do nosso povo em favor de interesses comerciais imediatistas.
3.8 - Em relação às ONGs, a expectativa é que estas não se tornem, enquanto parceiras da produção cultural, apenas um meio de aparição política ou de perpetuação da mendicância, mas sim contribuintes para o desenvolvimento de nossa identidade cultural.
3.9 - As ONGs devem facilitar a aproximação do poder público e as iniciativas populares com ações sistemáticas, não ocasionais. Um exemplo é promover oficinas e cursos para melhorar a capacidade de criar projetos.
ORGANIZAÇÕES E GRUPOS PARTICIPANTES.
Sessenta e oito pessoas assinaram a lista de presença, desse total aproximadamente vinte e um dos presentes estiveram apenas como pessoa física, os demais estiveram representando as organizações e grupos culturais listados abaixo.
ONG AÇÃO CULTURAL (ARACAJU)
ORGANIZAÇÃO VEREDAS DA CULTURA (PIRAMBU)
INSTITUIÇÃO CULTURAL GAJEFIPE (ARACAJU)
GRUPO DE DANÇA ECARTE (SOCORRO)
GRUPO DE CAPOEIRA NINHO DOS CARCARÁS (ARACAJU)
GRUPO DE TEATRO FOCO (ARACAJU)
GRUPO TEATRAL ARTES (SOCORRO)
COMPANHIA DE ARTES PRÓ-CENA DE ESPETÁCULOS (SÃO CRISTÓVÃO)
COMPANHIA DE DANÇA RICK DI KARLLO (SÃO CRISTÓVÃO)
COMPANHIA DE DANÇA CRIAÇÃO DE MOVIMENTOS (ARACAJU)
ANS COMPANHIA DE DANÇA (SÃO CRISTÓVÃO)
SINDICATO DOS ARTISTAS E TÉCNICOS EM DIVERSÕES E ESPETÁCULOS – SATED - (SERGIPE)
SECRETARIA NACIONAL DE CULTURA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (SERGIPE/BRASIL)
FUNDAÇÃO DE CULTURA, ESPORTES E TURISMO DE ARACAJU – FUNCAJU - (ARACAJU)
COMPANHIA TEATRAL VOZ DA VIDA (ARACAJU)
JUVENTUDE FRANCISCANA (SERGIPE)
PROJETO PONTO DE ENCONTRO CULTURAL (ARACAJU)
GRUPO COMUNITÁRIO CONEXÃO COM A VIDA (ARACAJU)
ONG CRILIBER (ARACAJU)
COMUNIDADE BOM PASTOR (ARACAJU)
FEDERAÇÃO DAS COMUNIDADES INDEPENDENTES (SERGIPE)
PEPELÉGUAS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS (ARACAJU)
CENTRO SERGIPANO DE EDUCAÇÃO POPULAR - CESEP - (SERGIPE)
ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS – ASAP - (SERGIPE)
ONG INSTITUTO DE ARTES CÊNICAS – IACEMA - (SERGIPE)
BIBLIOTECA MUNICIPAL CLODOMIR SILVA (ARACAJU)
Digitação 
Irene do Socorro Smith Correia
Lucy Paixão
Revisão
Maxivel Ferreira da Paixão
Redação final
José de Oliveira Santos
Coordenação Geral do Fórum
Zezito de Oliveira
Carlos Augusto Real

31 DE JULHO DE 2005

“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.”
Titãs

Os participantes do 2º Fórum de Políticas Publicas reunidos no dia 02 de agosto de 2003, no CAIC A. Rolemberg, para discutir formas de apoio ao trabalho com arte desenvolvidos por crianças e adolescentes residentes no Conjunto Jardim, vem a publico manifestar a necessidade do envolvimento urgente de toda a sociedade e de todas as esferas do governo para que as iniciativas de resgate a dignidade de centenas de crianças e adolescentes com arte sejam fortalecidas sob pena do agravamento da tragédia social que sacrifica milhares de vidas inocentes em nosso Pais.
Mas para isso como diz a letra da música “Até Quando - Gabriel, O Pensador”: “Na mudança de atitude, não há mal que não se mude, nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro”. È preciso uma mudança de atitude das famílias, da sociedade e dos governantes. É necessário mudar a atitude de descaso, de desinteresse, de falta de atenção e incentivo, de falta de apoio material e financeiro. Por isso é urgente que Empresários, ONGs, Igrejas, Sindicatos, o Presidente Lula através dos Ministérios da Cultura, da Educação, da Ação Social e do Esporte. O Governador João Alves através dos órgãos similares e os Prefeitos reunam adolescentes, jovens e especialistas e destinem recursos para o investimento em políticas públicas que integrem a arte, a educação, o esporte, a saúde e a geração de emprego e renda.
E mais barato do que investir nas Febens, na Policia e nos Presídios. Não é custo e sim investimento revertendo a favor do desenvolvimento econômico e social do país.
A reflexão sobre o que fazemos e as propostas que elaboramos são as seguintes.


O que queremos atingir através do resultado do trabalho com Arte:
• Queremos que nossas crianças saibam valorizar a nossa cultura, que elas tenham historia para contar, para que não sejam futuramente jovens desregrados, adultos sem criatividade, e sejam vozes que protestem contra o que a mídia joga aos seus filhos: danças que não constroem, não ensinam, nem os estimulam a pensar, não incentiva a sua criatividade. Para que não se construam pessoas sem objetivos, crianças que são concebidas, não sejam rejeitadas desde o ventre e para que vidas não mais se destruam , para que assim cada um como o beija flor, faca a sua parte.
• A arte e uma maneira de retirar as pessoas das ruas, uma expressão de identidade de cada um. Uma maneira de resgate social, revelando um novo olhar sobre as relações do individuo na sociedade. E preciso despertar a sensibilidade para recuperar a humanidade do ser para com outro ser e com o universo;
• Queremos construir um futuro melhor, ao mostrar talentos no campo profissional;
• Queremos adquirir respeito, e acabar com a discriminação acerca dos jovens do Conjunto Jardim;
• Queremos transmitir alegria;
• Queremos levar uma mensagem clara de amor aos adolescentes e jovens;
• Queremos promover a união no bairro;
• Mostrar o que há de bom, o que o jovem do Conjunto Jardim tem a oferecer de melhor e dessa forma modificar a idéia que as pessoas tem sobre a violência no bairro.

Quais são as nossas dificuldades para atingir estes objetivos:
• Falta de valorização da comunidade e muitas vezes da família;
• A falta de incentivo da família e devido a dificuldades financeiras, os jovens precisam a começar a trabalhar cedo para ajudar na renda familiar, eles muita das vezes são chamados de vagabundos por fazerem parte de um grupo de arte e não trabalharem na maioria das vezes por falta de qualificação e oportunidade.
• Falta de espaço propicio para a pratica desportiva e para o trabalho artístico. O Conjunto Jardim necessita de quadras de esporte e da reforma e manutenção dos espaços já disponíveis de modo a permitir ensaios com segurança;
• Falta de apoio no que diz respeito a espaço físico, recursos financeiros, formação humana e técnica profissional na perspectiva de desmistificação da arte como forma de expressão de uma classe abastada, rompendo com o preconceito em relação aquilo que vem da periferia;
• Falta de espaço cultural para apresentações;
• Falta de apoio financeiro;
• Falta de materiais adequados;
• As escolas não trabalham conteúdos de danças populares;
• Falta de encontro de grupos artísticos (Festival de Arte, Mostra Cultural);
• Falta de união e respeito entre os grupos.

Sugestões para o Poder Publico, ONGs e Empresas:
• Fortalecer as organizações já existentes, grupos de dança, teatro, musica e capoeira;
• E necessário trazer para o Conjunto Jardim profissionais capacitados para dar aulas de teatro, musica, pintura, artesanato etc., de modo a não só afastar o jovem do ócio e da marginalidade, como propiciar uma profissionalização, ou seja, que o jovem possa encontrar na arte uma fonte de renda;
• Projetos que fomentem o desenvolvimento humano e social, despertando a auto-estima, valorizando a pessoa humana, e buscando descobrir a identidade cultural do bairro. Os projetos devem nascer da comunidade, ter os incentivos necessários, ser acompanhado por profissionais que tenham sensibilidade de respeitar o que e genuíno dos produtores em potencial que são os indivíduos envolvidos no projeto;
• Apoio cultural e financeiro, divulgação e trabalho feitos por esses grupos, criar um espaço cultural (academias, espaços para o lazer).

Como possibilidade de tornar possível a realização destas demandas apresentamos as seguintes alternativas:
Programa VAI – Programa de Valorização de Iniciativas Culturais – Tem como objetivo apoiar financeiramente por meio de subsidio, atividades artisitico-culturais, principalmente de jovens de baixa renda e de regiões do Município desprovidas de recursos e equipamentos culturais. Apresentado e aprovado na Câmara Municipal de São Paulo e sancionado pela Prefeita Marta Suplicy. Em Aracaju será apresentado na Câmara Municipal pelo Vereador Magal da Pastoral. Foi sugerida a extensão da proposta para todos o pais nos seminários promovidos pelo Ministério da Cultura em São Paulo e em Salvador, nesta ultima cidade a sugestão partiu do Coordenador Pedagógico do Projeto Ecarte, Professor Zezito. O projeto de lei será apresentado a Câmara Municipal de Socorro e a Assembléia Legislativa de Sergipe. 
Bolsa Jovem – Sugestão apresentado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, coordenador da Cidade Escola Aprendiz, através da internet aos candidatos a Presidência da Republica. A proposta inspirada no programa bolsa escola e Peti, propõe destinar um salário mínimo para os adolescentes e jovens estudantes que estejam envolvidos com a promoção de atividades artísticas e desportivas.
A proposta foi acatada, mas foi sugerido em termos emergenciais o seguinte:
Que o Estado e a Prefeitura contratem jovens protagonistas da ação cultural no Conjunto Jardim para desenvolver trabalhos nas Escolas, sendo que metade do tempo será dedicado as atividades de apoio à administração e a outra metade será destinada ao trabalho artístico com as crianças, adolescentes e jovens.
Esta proposta busca evitar que os coordenadores dos grupos desistam do trabalho com arte e cultura em virtude da necessidade de buscar trabalho no mercado formal e informal.
O principal argumento de defesa da idéia e o fato do trabalho desenvolvido pelos grupos representar um beneficio para toda a sociedade, na medida que evita o envolvimento de muitos adolescentes com drogas, com furtos e assaltos, previne a gravidez precoce, aumenta a auto estima etc.. Por isso e justo que o poder publico colabore desta forma
Programa Escolas da Paz – Este programa da Unesco, testado e aprovado no Rio de Janeiro, já extendido para outros Estados e Municípios tem como objetivo oferecer oportunidades de acesso à cultura, esporte, arte e lazer para jovens em situação de `vulnerabilidade social`, utilizando a estratégia de abrir escolas nos finais de semana – período de maior incidência de atos violentos envolvendo a juventude. Esta proposta amplia o trabalho desenvolvido pelos grupos em termos de quantidade de crianças e adolescentes atendidos, disponibiliza profissionais qualificados para dar suporte técnico às atividades, elabora um planejamento integrado, melhora os espaços físicos para a realização das atividades etc.. 

Participaram do evento 30 adolescentes e 10 jovens e adultos, envolvidos com as seguintes organizações.

Grupo de dança Ecarte, Grupo teatral Artes, Grupo Sest+dance, Grupo de dança Novos Talentos, Grupo de dança Leão Brasil , Grêmio Estudantil Zumbi dos Palmares. Professores e ex-professores do Colégio Leão Magno Brasil, Atuais e ex-integrantes da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Aracaju. Ex-integrante do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua e Movimento Sem Teto.

Agradecemos a Deus e a todos que colaboraram para o sucesso do evento

Nossa Senhora do Socorro, 04 de agosto de 2003

Claudionor dos Santos
Coordenador do II Fórum de Políticas Publicas

Professor Zezito de Oliveira 
Coordenador Pedagógico do Projeto Estatuto da Criança e do Adolescente com Arte.

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

(Constituição Federal Art.227)

No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantido-se a estes a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura.
(ECA Art.58)

Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
(ECA Art. 59)

FÓRUM CULTURA PARA TODOS 

DOCUMENTO ENCAMINHADO PELA ECOS (ENTIDADES CULTURAIS ORGANIZADAS DE SERGIPE) - SERGIPE – BRASIL 

I - APRESENTAÇÃO 

Neste momento em se que coloca em discussão o Planejamento para a 
implementação de uma verdadeira, necessária e urgente Política Cultural para todo o Brasil, torna-se necessário estabelecermos antes de tudo, o conceito de como o país vê a Cultura nos dias de hoje, principalmente no que tange o seu posicionamento em relação aos demais segmentos da sociedade brasileira. 

Reconhecemos a importância e apoiamos a realização de iniciativas 
como o Seminário Cultura Para Todos, entretanto lembramos que não 
devemos somente ater às questões financiais das Leis de Incentivo à Cultura, para não incorremos no erro que as tornou “a própria política cultural” 
(palavras do próprio Ministério da Cultura). 

As leis de incentivo são neste momento, determinantes para a 
manifestação e desenvolvimento da cultura brasileira, mas também devem ser 
reconhecidas como instrumentos de sua realização. Portanto, este 
instrumental deve estar a serviço de uma Política previamente estabelecida, onde se tenha clareza do papel da Cultura na sociedade e os papéis de cada um dos agentes envolvidos (MinC, gestores, entidades de classe, artistas, produtores e técnicos). 

Considerando e ratificando o conceito da UNESCO, o qual sustenta 
que Cultura é “além das artes e das letras, as atividades, os sistemas de valores, as tradições e as crenças” das sociedades e que a ela “tudo se vincula”, revelando assim “seu papel único, transformador e estruturante”; é imprescindível, portanto, que reconheçamos e posicionemos seu caráter 
estratégico para a sociedade brasileira, não somente restrito ao 
desenvolvimento de seu intelecto, mas também a todos os desdobramentos 
sociais e econômicos que esta perspectiva provê. 

É manifestando esse caráter estratégico e fundamental para o 
desenvolvimento em bloco de nossa sociedade, que reiteramos aqui mais uma 
vez, a defesa da pluralidade de todas e quaisquer manifestações culturais e artísticas em qualquer espaço geográfico ou estrato social, em uma real 
democratização e inclusão da produção e de acesso, como também o 
comprometimento decidido dos gestores públicos para com a Cultura. 

Enumeramos a seguir sugestões que não atendem de todo às limitações 
temáticas para este Fórum, mas que acreditamos serem relevantes para uma 
reflexão mais abrangente. Algumas delas reconhecemos que extrapolam a 
competência do MinC e se caracterizam como uma ação interministerial, por 
esta razão solicitamos que este atue como interlocutor dessas propostas junto aos demais setores do Governo Federal. 

II – PROPOSIÇÕES 

1. Sobre as Estratégias de Política e Produção Cultural - 
a. Que o MinC atue junto aos demais Ministérios do 
Governo no sentido de reformular e redirecionar o 
posicionamento estratégico do setor cultural no país, 
visando estabelecer uma ação integrada com os demais 
setores produtivos da sociedade; 
b. Que a ação do MinC esteja voltada prioritariamente para o 
fomento da produção nacional de bens culturais 
enfatizando a diversidade nacional; 
c. Rever o papel do MinC na dinâmica da cultura brasileira. 
Deveriam ser ações prioritárias do MinC: 

i. fomentar a produção nacional de bens culturais e 
artísticos para enfatizar a diversidade nacional pela 
implementação de programas de: 
1. formação técnica e artística; 
2. promoção e garantia da infra-estrutura 
mínima de produção e distribuição; 
3. gerenciamento de projetos; 

ii. preservação do Patrimônio Histórico e dos bens 
culturais materiais e imateriais da nossa cultura. 

d. Instituir um Programa de Incentivo à Produção do 
Primeiro Projeto, para atender principalmente as 
demandas dos Estados que não tiveram suas necessidades 
atendidas pelos sistemas atuais de financiamento público. 
O Mecenato teve projetos aprovados vindos de Sergipe, 
mas com percentual mínimo de captação; 
e. Instituir programas especiais que promovam 
sistematicamente a circulação da produção por todo o país 
objetivando o incremento do mercado cultural interno, 
como também programas que visem o mercado externo, 
como programas de temporadas, festivais, mostras e feiras 
de produtos culturais; 
f. Instituir um programa permanente de divulgação do 
MinC, dos seus programas, ações, linhas de crédito, em 
âmbito nacional, regional e estadual; 
g. Criar escritórios estaduais do MinC para que suas ações 
possam ser desenvolvidas com maior eficiência e para que 
haja uma interlocução mais eficiente entre os anseios e as 
preocupações dos produtores de cultura e o ministério. 
h. Criar núcleos regionais de atendimento a projetos culturais 
de baixo orçamento, através da disponibilização de 
equipamentos para a produção; 
i. Criar linhas de crédito para a realização de projetos 
culturais em Bancos públicos e de fomento, como o 
BNDES, a CAIXA ECNÔMICA FEDERAL, o BANCO 
DO BRASIL, o BANCO DO NORDESTE, os 
BANCOS ESTADUAIS. 
j. Providenciar o mapeamento da produção cultural 
realizada e potencial do país; 
k. Divulgar estudos existentes que comprovam a melhoria 
dos indicadores econômicos e de qualidade de vida 
decorrentes do investimento em cultura; 

l. Incentivar a realização de novos estudos e pesquisas na 
perspectiva apontada acima, disponibilizando recursos 
oriundos de parcerias do MinC com o BNDES, Cnpq, 
Capes, empresas estatais, Fundos de amparo à pesquisa 
dos estados, convênios com instituições financeiras 
internacionais, etc; 
m. Realizar Conferências de Cultura em todos os âmbitos. 
União, estados e municípios, observando e aproveitando a 
metodologia e experiência acumulada na área da Saúde, 
Educação e Assistência Social; 
n. Tornar mais prático e transparente o acesso aos 
mecanismos de fomento cultural, ao mesmo tempo em 
que promova campanhas maciças para a divulgação dos 
mesmos, incluindo aí a reformulação de suas estruturas e 
de sua instrumentalização; 
o. Promova programas mais consistentes de formação de 
agentes e produtores culturais; 

2. Sobre o Incentivo Cultural – 
a. Rever a estrutura atual do Fundo Nacional de Incentivo à 
Cultura e fortalece-lo; 

b. Estabelecer, através de lei federal, que no mínimo, 2% dos 
orçamentos (federal, estadual e municipal) sejam direcionado 
à Cultura, sendo destinado 50% para o órgão gestor e 50 % 
para o Fundo de Cultura respectivo; 
c. Articular ações de parceria com os Ministérios, empresas e 
outros órgãos públicos para ampliar o fomento à Cultura pelo 
Governo Federal; 
d. Estabelecer no Fundo Nacional de Cultura, o percentual 
mínimo de distribuição dos recursos arrecadados pelo Fundo 
para as regiões, tendo como base à demanda manifesta e 
reprimida; 
e. Fortalecer a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, 
compondo-a com um representante do Governo Federal e 
representantes das entidades de classe de âmbito nacional das 
áreas cobertas pelo Fundo; 
f. Definir, através de lei, que as empresas estatais que invistam 
em cultura proporcionalmente ao seu faturamento na de 
origem de sua produção; 

3. Sobre os mecanismos de acompanhamento do Incentivo à 
Cultura - 

a. Subordinar o repasse de recursos federais para a área de 
cultura com o comprometimento da elaboração de um 
planejamento integrado e participativo de ação cultural, da 
criação de conselhos de cultura paritários, amplos e 
participativos e controle social através da total 
transparência nas ações e na aplicação dos recursos 
financeiros. 

* * * 

O motivo principal que nos motivou atender à convocação para 
a discussão e elaboração deste documento é a confiança na efetivação 
das contribuições apresentadas pelos agentes culturais. É imprescindível 
que as idéias se materializem através de ações do Governo Federal. 

Assinam este documento: 

• ECOS – Entidades Culturais Organizadas de Sergipe 
• SATED/SE - Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de 
Diversões do Estado de Sergipe 
• ASSAIM – Associação Sergipana de Autores e Intérpretes Musicais 
• ASAP – Associação Sergipana dos Artistas Plásticos 
• ASAFOTO – Associação dos Amigos da Fotografia 
• ABD/SE – Associação Brasileira de Documentaristas/Secção 
Sergipe 
• FECOSE – Federação de Coros de Sergipe 
• LIGA SERGIPANA DE QUADRILHAS JUNINAS 
• CESEP – Centro Sergipano de Educação Popular 
• Associação Projeto ECARTE (primeira denominação da Ong Ação Cultural
• REDE JUVENTUDE do NORDESTE/SE 
• SOCIEDADE SEMEAR 

Isaac Galvão 

Presidente da ECOS 

Aracaju, 25 de Julho de 2003 

Como é Difícil Obter Recursos Para Cultura
Ivan Valença
Jornalista e presidente da Funcaju (Fundação Cultural Cidade de Aracaju)
quando esse artigo foi escrito


Diz um velho ditado que a "esperança é a última que morre". Pois esperança é o que sempre acompanha o empreendedor cultural que se preocupa em realizar um projeto. Em qualquer das áreas possíveis - teatro, música, vídeo, dança, artes plásticas - há sempre inúmeros obstáculos a se suplantar. Que, por causa da crise que vive a economia brasileira, se tornam cada vez mais difíceis. O empreendedor ouve falar, por exemplo, na Lei de Incentivo à Cultura do governo federal e corre atrás dela. É fácil obter informações: é só acessar o site do Ministério da Cultura e retirar até os formulários a serem preenchidos. São fáceis de preencher? Bom, não tão fáceis assim, mas de qualquer modo este é um item fácil de superar. Pode-se recorrer a um escritório especializado nesta preparação, mas eles não existem por aqui - os mais próximos estão em Salvador e em Recife. 
Dar entrada no Ministério da Cultura também não é tão difícil. Pode-se fazer isto através dos Correios, ou, pessoalmente, na sede em Brasília ou na representação de Recife. O pessoal do Ministério da Cultura é por demais atencioso e, se estiver faltando algum documento - são dezenas deles que se pede - eles até telefonam para você. Na primeira reunião das quatro que ocorrem no ano da comissão da avaliação, se o seu projeto lograr aprovação, você será avisado. Receberá então a informação de que dispõe de 4 meses para fazer arrecadação do total que você pediu. O nome do seu projeto, e do empreendedor, passa a constar da lista de projetos incentivados que o Ministério da Cultura mantém na Internet. De posse da autorização do Ministério, é cair em campo. Começa então a longa espera seguida da frustração.
Dos 30 e poucos projetos já aprovados por artistas e empreendedores locais, nenhum conseguiu captar uma só centavo de receita em terras de Sergipe. De fato, só dois projetos sergipanos lograram fazer arrecadação. Um deles, o projeto do Pré-Caju, o outro o projeto apresentado pela Emsetur para a realização dos festejos juninos. Para conseguir essa arrecadação, o próprio governador Albano Franco teve que se transformar em caixeiro-viajante da área cultural. Dos três milhões de reais que os dois projetos, juntos, podia captar, essa arrecadação não chegou aos 800 mil reais. E assim mesmo, arrecadação feita por empresas de renome nacional, cujo poder decisório fica nos grandes centros do Rio e São Paulo.
O empresariado sergipano, mais das vezes, não sabe nem que a lei existe, e se recusa até a receber o artista e o empreendedor que lhe pede socorro. O empresário não vai tirar um tostão do próprio bolso - tudo que ceder será abatido do Imposto de Renda - mas mesmo assim recusa-se a participar e a contribuir. Muitos dos artistas conseguiram ampliar o prazo de captação para até um ano, mas nem assim conseguiram fazer a bendita captação do dinheiro. É frustrante, sim. Bons projetos poderiam se tornar realidade se houvesse interesse do empresário. Não é isso que ocorre, porém... Será que, em algum tempo, a mentalidade do empresário mudará?

Texto escrito entre 1998 e 2000. Não foi possivel localizar a fonte.