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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Hora de repensar os locais de diversão

Fonte - Cláudio Nunes - Portal Infonet
 
O que as casas noturnas precisam
Uma análise técnica de um engenheiro que foi responsável por muitos anos pela famosa casa de show Tequila. O texto do  engenheiro Bosco, ou melhor, Bobô Cruz, hoje vereador em Santo Amaro das Brotas é uma excelente contribuição para o debate sobre a prevenção e a segurança nos locais de diversão.  O texto:
Como pessoa que pesquisou, curtiu e promoveu diversão com projetos de casas noturnas em Aracaju, tenho acompanhado com muita tristeza os acontecimentos em Santa Maria/RS, onde familiares e empresários do ramo devem estar sofrendo muito com o acontecido.
Como em qualquer catástrofe, copiando twiter postado no Claudio Nunes “Pós tragédias sempre trazem à tona os gênios das análises retrospectivas”. Não só isso como também canais de televisão sensacionalistas, jornais idem e pessoas que tentam “linkar” o acontecimento a este ou aquele partido politico, pouco se lixando com a dor predominante. Não me incluo nesses.
Li e vi na TV que o Governo criou comissão para fiscalizar espaços que recebem grandes aglomerações. É preciso, portanto, que dentro dessa comissão tenha representante da ABRASEL, donos de casas noturnas, representantes das associações de blocos e trios, donos de bares e restaurantes, policiais, representantes de empresa de seguranças, vigias etc. São Paulo convocou 500 donos de bares e casas noturnas entre outros profissionais para discutir o assunto. É falho não envolver prosfissionais da área.
O assunto, complexo por si só, requer um estudo desde a aferição dos itens de segurança aprovados pelos Bombeiros quando da apresentação do plano de proteção e combate a incêndio até os materiais utilizados dentro das casas, plano de contingencia, rotas de fuga etc...
Está mais do que comprovado que casas noturnas precisam:
1.De projetos mais rígidos de combate a incêndio aferidos e fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros com mais assiduidade.
2.Fiscalização em blitz de lotação pelo Poder público constante.
3.Proibição da venda das placas de espuma de proteção e condicionamento acústico que emite fumaça tóxica e seja inflamável. Segundo fabricantes existem as espumas que possuem esta especificação portanto a outra DEVERIA TER SUA VENDA PROIBIDA.
4.Os materiais internos das casas noturnas devem ter proteção contra fogo.
5.As casas noturnas devem ter uma área externa com capacidade para pelo menos 20% de sua ocupação para fumantes e frequentadores em emergência e pânico.
6.O projeto elétrico deve ser fiscalizado e aprovado pelo CREA e corpo de Bombeiros, além de aferidos periodicamente.
7.As saídas de emergência devem possuir corredores e portas com dimensões de garagem.
8.Iluminação indicativa de saída de emergência com alternativa da iluminação de black out.
9.Rotas de fugas e acesso para ambulância e bombeiros.
10.Treinamento para pânico e brigadas de combate a incendio devem ser obrigatórias nos eventos, aglomerações e casas noturnas.
Como parece estar evidente, os Bombeiros de Santa Maria liberaram o funcionamento daquela casa baseados em alguma norma local que, a meu ver, falhou, ou a Norma ou o profissional que aprovou. Saídas de emergência em menor quantidade do que a exigida em Aracaju, por exemplo, aquela casa tinha. As indicações luminosas de saídas de emergência estavam lá, mas a fumaça preta das espumas cobriram. Sinalizações de piso devem ser inclusas.
Segundo informações a capacidade aprovada para a casa era de 1000 pessoas e blogs e sites informaram que tinham cerca de 1500 pessoas?
Não acho que a casa noturna em questão estivesse com sua lotação esgotada ou superlotada, pelo menos não é o que parecia nas fotos que foram divulgadas do local. Quando uma casa está lotada a foto aparece com cabeças bem próximas da câmera e não existe quase espaço entres os fotografados, o que não vi nas que foram divulgadas. Ademais, é fácil verificar já que citaram que existiam controle de consumo por cartelas e, com certeza devem ser numeradas e sequenciadas, com mais certeza ainda, pessoas levaram consigo ao escapar da tragédia e isto deve dar uma noção de quantas pessoas aproximadamente estavam no local.
Não acredito numa tentativa de esconder provas pelos donos do estabelecimento, seria em vão e tal ato iria depor contra eles, fotos são feitas de celulares dentro de boates a todo minuto e isto, por si só pode aferir a frequência no visual.
A gurizada não se preocupa em verificar a segurança do local que frequenta, ela quer entrar, e de qualquer maneira, ONDE ESTÁ BOMBANDO, e aí é que mora o perigo.
Acho imprescindível que a Comissão criada revejam as regras, normas e leis vigentes para este fim. Vamos pesquisar e adotar o que existe de mais moderno e seguro NO MUNDO para proteção de incêndio e pânico.
Continuamos rezando para as famílias atingidas e vamos aproveitar para rever tudo a respeito do assunto, de modo que nós pais possamos dormir um pouco mais tranquilo quando nossos filhos se divertem, ou que possamos frequentar os ambientes com a certeza da segurança no sinistro.
PS: Para os menos avisados, estou aposentado dessa atividade da noite há anos, mas, em nossos projetos sempre zelamos pela segurança, mesmo quando não era tão fiscalizada.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte".

‎"A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte".

Uma geração passou cantando este verso, protestando contra a desvalorização da nossa cultura. Imagine que você quer cultura de qualidade e quer que a sua comunidade tenha acesso à cultura de qualidade. Você amante da cultura, ou sujeito, seja como produtor, artista, educador popular, professor, etc, mas que pelas dificuldades deste nosso Brasil, não consegue ter acesso a meios que possibilitem a valorização de sua ação, ou da cultura dos seus.
Dois são os caminhos, protestar, protestar e protestar, ou sonhar, planejar e agir. Assim nasceu a AÇÃO CULTURAL, do sonho, do planejamento e da coragem de amantes da cultura que preferiram empreender a esperar a mudança de braços cruzados.
O que você escolheria, ou melhor, o que você tem escolhido?
Para alimentar os seus sonhos e mostrar que é possível fazer a sua parte, iniciamos esse nosso caminho, partilhando a história da ONG AÇÃO CULTURAL.
"A Ação Cultural foi criada em reunião realizada no dia 13 de agosto de 2004.....é composta por artistas e produtores culturais emergentes, além de educadores envolvidos com ação cultural em bairros populares. A entidade tem como missão e fim institucional, apoiar e realizar iniciativas voltadas para o desenvolvimento social, artístico e cultural das comunidades." (BLOG AÇÃO CULTURAL).
Desde então, a ONG tem realizado vários projetos e ações visando fortalecer as comunidades, seus sujeitos e nossa cultura.
Em 2012, duas foram as ações centrais, o PONTO DE CULTURA: JUVENTUDE, CULTURA E CIDADANIA e a CARAVANA LUIZ GONZAGA.
Para maiores informações acesse:
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/
http://caravanaluizgonzaga.com.br/


Retirado do FAÇA A SUA PARTE,  AQUI

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O REI DO BAIÃO NA ÚLTIMA ESTAÇÃO?



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Casaca de Couro apresentará repertório de “clássicos” e outras músicas importante do Rei do Baião.

Primeira edição do projeto Caravana Luiz Gonzaga  Vai ao Instituto Federal de Sergipe e encerra o itinerário escolas
Depois de encantar estudantes, educadores e professores de escolas da rede pública, a primeira edição do projeto Caravana Luiz Gonzaga vai à Escola vai aportar na  sua última parada.  Na próxima quinta feira (31),  o  Instituto Federal de Ensino, a antiga Escola Técnica, vai receber todo o conteúdo do projeto.
A PROGRAMAÇÃO  terá inicio às 8h30 da manhã, com a montagem e apresentação da exposição visual com mais de 30 fotografias contando parte da vida e arte de Luiz Gonzaga. No turno da tarde, a partir das 14h30, no auditório, será realizada uma palestra audiovisual do professor e colecionador José Augusto de Almeida. A caravana contará ainda com a apresentação das meninas que integram a oficina de dança do Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania com uma coreografia inspirada nas músicas do sanfoneiro de Exu.  Ao final o  grupo musical Casaca de Couro vai tocar um repertório cheio de xote, forró e muito baião mostrando “clássicos” e outras músicas importantes na vida de Luiz Gonzaga.

Leia mais, AQUI

domingo, 27 de janeiro de 2013

O SERGIPANO NÃO PREVIA OS EFEITOS DA PRÉVIA

Cena do Pré-Caju 2012 (foto Maxwell Corrêa)
Em 21 anos o Pré-Caju deixa um saldo extremamente positivo para as bandas baianas e nada de representativo para o artista sergipano. O palco aberto nas avenidas de Aracaju foi espaço de lançamento para artistas baianos como: Netinho, Pimenta Nativa, Gil da Banda Beijo, Timbalada, Durval Lelis, Psirico e tantos outros que receberam muitos cachês e se profissionalizaram graças as verbas públicas do nosso estado.

Foram tantos artistas que fizeram e fazem carreira a partir do Pré-Caju, pois o evento é a principal porta de entrada para os baianos, que depois se apresentam em todas as festas de padroeiras e outras do calendário das cidades do interior sergipano. Todos esses shows são agendados e produzidos pela ASBT de Fabiano Oliveira e Lourival Oliveira. Os blocos que tinha um pouco de referência com nosso estado, pois eram produzidos por empresários sergipanos como o: Papagaio, Brilho, Fascinação, Dino, Tricolor da Vila e Canguru, desapareceram.

Na verdade tudo foi muito bem orquestrado, cada bloco por sua estrutura financeira e social e posição ocupada por seus dirigentes na sociedade Aracajuana buscava atrair o público de cada clube da cidade para a prévia, e isso se consolidava a cada ano que o Pré-Caju avançava. Contudo, os dirigentes de clubes e blocos não percebiam que a medida que o Pré-Caju crescia, os clubes e seus carnavais entravam em decadência na mesma proporção inversa.

Hoje só participam da prévia os blocos que pertencem a Fabiano Oliveira e os blocos ligados aos trios da Bahia, como o Chiclete, Eva, Cerveja & Cia etc. Mesmo sendo uma festa da Indústria Cultural e com fins lucrativos, o Pré-Caju recebe apoio e recursos da Prefeitura de Aracaju e do Governo do Estado, além de verbas de gabinetes de nossos Deputados Federais e Senadores.

A nossa prévia carnavalesca funciona também como principal vitrine e divulgação do que vai acontecer no carnaval de Salvador. Portanto, o evento além de não ter revelado nenhum artista sergipano nesses 21 anos, ainda contribuiu significativamente para o esvaziamento dos carnavais de Clubes e do carnaval de Rua de Aracaju.

Os governantes para estarem em evidência nos camarotes da prévia carnavalesca, passaram a investir somente nesse evento e foram abandonando aos poucos, o pouco que ainda restava do nosso carnaval, dos Blocos e Escolas de Samba que desfilavam no centro da cidade. O que tínhamos de tradição carnavalesca foi sendo apagada a medida que o Pré-Caju crescia.

Nosso carnaval foi sendo transferido para as ruas de Salvador, Recife e Olinda. Neópolis se tornou o único ponto de resistência e preservação do nosso carnaval, mesmo assim, porque quase não depende em nada dos gestores públicos, a cultura é mantida aos trancos e barrancos por pessoas que teimam em manter vivo o carnaval em Sergipe.

Não importa se temos ou não a dimensão dos carnavais das cidades acima citadas, o que importa é que precisamos preservar nossas tradições do tamanho que elas são e repassar para as novas gerações, senão corremos o risco de estar escrevendo a história da música baiana em nosso estado. Pior ainda, o que a ASBT traz para Sergipe nunca é o melhor da produção musical baiana, ao contrário, recebemos apenas o “bota a mão no joelho dá uma baixadinha”, a ridícula “dança da manivela”, a bafônica trupe de “chicleteiros”, o arrocha de Pablo e Silvano Sales e músicas de quebradeira que já estão invadindo nossas ruas e lares com canções que na Bahia foram proibidas por conter letras que desqualificam as mulheres.

Será que precisamos mesmo desse evento e da produção da segunda Secretaria de Cultura do Estado, a ASBT? Fica aqui nossa reflexão...


Ribeiro Filho

Bel em Comunicação Social

Mestre em Sociologia

Ontem (26/01/2013), após a reunião da Ação Cultural, fiquei conversando com um dos participantes da mesma sobre as polêmicas que envolve o Pré-Caju. O ponto de vista que expressei em concordância com o dele, é que não temos nada contra o gosto musical/estético daqueles que preferem o Pré-Caju, a questão são os investimentos públicos massivos, os altos indices de poluição sonora  e os transtornos no trânsito , decorrente do  local em que o evento acontece e etc. Nesta perspectiva, se insere outros formatos de estimulos a propagação da cultura de massa, não apenas a baiana, me refiro ao modelo politico  de concessões dos meios de comunicação e a quantidade de capital estatal investido em publicidade nas emissoras comerciais. Outra questão é o financiamento de campanhas politicas. Como é do conhecimento público, muitos prefeitos acabam ficando reféns de empresários ligados aos ritmos da cultura de massa, em razão das "contribuições" financeiras que estes empresários oferecem para a campanha eleitoral, as quais indiretamente saem de nossos bolsos, já que encontram-se embutidas nos preços dos cachês e de outros serviços ligados ao evento , pagos pelo poder público,  de forma direta ou indireta como no exemplo do Pré-Caju. E o pior, como é realizado um trabalho de formação do gosto massificado por parte destes empresários em conluio com as emissoras de rádio, ai do prefeito que não coloque os artistas e bandas famosas na programação, bem como seus covers, já que a juventude , em sua maioria, desconhece outros estilos musicais.



Em resumo, as questões relevantes na discussão, são mais de natureza econômica e politica e menos de natureza estética, sob o  nosso ponto de vista, multicutural , podemos assim dizer. O que que não desmerece  a contribuição de Ribeiro Filho, o qual de certa maneira apresenta alguns aspectos de natureza econômica e politicos interessantes, porém, sem poder  aprofundá-los. Em razão desta necessidade,  deixo a sugestão para que  estudantes e professores da graduação e da pós-graduação em Sergipe,  realizem e disponibilizem  estudos e pesquisas sobre o Pré-Caju e outros megaeventos patrocinados pelo poder público, tanto no âmbito municipal, como no estadual e federal, na linha de quem ganha e quem perde com a realização da prévia e de outros eventos, tanto em termos quantitativos, com base no viés  econômico,  como em termos qualitativos, com base no viés das politicas de democratização cultural, bem como a respeito de como estes investimento  influenciam ou interferem na qualidade das produções artísticas em nosso estado e na  identidade  e  diversidade cultural.



 
Zezito de Oliveira
Educador e Produtor Cultural 

 JOSÉ FIRMO - Direto do Facebook

O jornalista Ivan  Valença (dando uma de Mãe Diná) já havia escrito no Jornal da Cidade, edição 12.160, de domingo e segunda, 20 e 21/01/13, página A-5:


O PRÉ-CAJU FICA NO MESMO LOCAL: Impossível não falar do Pré-Caju. Foi o que movimentou esta semana a cidade. Uma pena que os quatro dias desta folia passem tão rápido. Daqui a pouco chega o Carnaval e são mais quatro ou cinco dias para fazer da vida uma fuzarca a céu aberto. Todo o ano, porém, a história se repete. Basta se aproximar o Pré-Caju para os que são do contra voltarem com essa história de mudar o local do percurso. Este ano teve até manifestação neste sentido ali no pontilhão que leva à Coroa do Meio. Tudo isso, porém, não incomoda o ex-deputado e hoje somente empresário de eventos, Fabiano Oliveira: As pesquisas demonstram que a festa tem a aprovação do povo e mais de 95% dos moradores da 13 de Julho. Todos aprovam a festa na Avenida Beira-Mar. Já mudamos a prévia para a área dos mercados e não deu certo. Na Orla da Atalaia é completamente inviável por causa da segurança. É só observar o carnaval do Rio de Janeiro, onde as orlas dos bairros Leblon, Ipanema e Copacabana são fechadas. Aqui mais perto, o Corredor da Vitória é o PIB de Salvador, local que concentra os mais importantes prédios da cidade. Durante o Carnaval fica interditado por conta dos desfiles dos trios.


Fabiano vai mais longe: “O Pré-Caju é a voz do povo, e a voz do povo é a voz de deus. A festa é de domínio público e atende o coletivo. Mais de um milhão de pessoas brincam gratuitamente”, garante ele.


Ex-secretário da Cultura e Turismo do Estado, Fabiano reconhece que é impossível realizar uma festa como o Pré-Caju sem contar com a ajuda do Poder Público, principalmente com relação à segurança, trânsito, etc. “Sem esse apoio logístico seria impossível realizar um evento como o Pré-Caju. Mas, vale ressaltar que tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura não são responsáveis pela contratação de nenhuma banda, atração ou trio elétrico da festa. Quem viabiliza essa grandiosidade são os patrocinadores. Essa é parceria pública privada onde o Estado e o Município arrecadam os impostos”


Revela Fabiano que Aracaju recebe cerca de 50 mil turistas de todo o País durante o Pré-Caju. O número maior vem de Alagoas, Pernambuco, São Pulo e, principalmente, da Bahia. Fabiano exibe outro orgulho: “O Pré-Caju gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, em pelo menos 70 setores da economia. É uma festa que além de trazer diversão, gera empregos e renda para a cidade”.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PROINVEST, COMUNICAÇÃO E CULTURA



Legal se a comunicação do governo com a sociedade a respeito do Proinvest for mais qualificada. Um exemplo neste sentido pode ser a produção de um site e de uma fã page no face,  contendo o detalhamento das obras, com maquetes e com as estimativas dos impactos econômicos e sociais de cada uma, as quais podem ser apresentadas por meio de gráficos e de outros formatos visuais. Este site pode conter um arquivo de matérias, áudios e vídeos de defesa do proinvest, inclusive com as informações técnicas que asseguram a capacidade de endividamento do estado para obter o empréstimo.
Quanto aos  impactos econômicos e sociais,  podem ser apresentados tanto aqueles que serão gerados na  etapa de construção,  como principalmente  a posteriori. Outro aspecto a ser considerado é a necessidade de ampliar os investimentos na cultura, além daqueles  previstos no proinveste original.
Na minha opinião,  é um absurdo que cidades como Laranjeiras e São Cristóvão que tem a cultura e o turismo como potencial de desenvolvimento humano, social e econômico, não estejam contempladas com a construção de obras estruturantes nestas áreas. Um bom exemplo de projeto deste tipo, os  CEUS das artes e dos esportes.

Zezito de Oliveira
Educador e Produtor Cultural

Acesse  AQUI para ouvir a defesa do PROINVEST pelo  Governador Marcelo Déda em cadeia de rádio.

Acesse AQUI para saber detalhes sobre os CEUS da Arte e do Esporte.

 A noticia abaixo está publicada no blog Primeira Mão

Déda reúne base aliada para debater convocação extraordinária de deputados para votação do Proinveste


Segundo o governador, objetivo é ouvir os deputados para analisar a estratégia de votação e sugestões sobre as datas mais adequadas para a convocação

O governador Marcelo Déda continua trabalhando para garantir que Sergipe tenha acesso à linha de crédito ofertada pelo Proinveste. Na manhã desta terça-feira, 22, Déda reuniu deputados da base aliada para discutir a convocação extraordinária dos membros da Assembleia Legislativa para votação do Programa, o qual injetará na economia sergipana mais de R$ 727 milhões. 

Estiveram com o chefe do Executivo os deputados Gustinho Ribeiro, Jeferson Andrade, Mitidieri, Garibalde, Zezinho Guimarães e o vice-governador Jackson Barreto.

“Deflagramos um processo de reuniões com as bancadas de apoio na Assembleia Legislativa. Hoje, recebemos a bancadas do PSD e do PMDB e receberemos a bancada do PT e os parlamentares que integram individualmente a bancada e que não estão vinculados a partidos. Nosso objetivo é ouvir os deputados para analisar a estratégia de votação, sugestões sobre as datas mais adequadas para a convocação e quando concluirmos essas reuniões, iremos conversar com a presidente da Casa, a deputada Angélica Guimarães”, informou Marcelo Déda.

O Programa
O Proinveste foi criado pelo Governo Federal em julho do ano passado e entrou em vigor em agosto. A carta de crédito no valor de R$ 20 bilhões prevê investimentos nas áreas de educação, saúde, segurança, desenvolvimento da infraestrutura urbana e de transporte, desenvolvimento da infraestrutura produtiva dos perímetros irrigados e distritos industriais e abertura de espaço fiscal, permitindo a amortização de operações de crédito já contratadas, em condições financeiras mais favoráveis.

 A carta de crédito disponibilizada para Sergipe soma R$ 1,435 bilhão. Desse montante, O Governo do Estado pleiteia o uso de R$ 727 milhões para a execução do plano de investimentos 2012-2014, composto por uma ampla carteira de projetos estruturantes nas mais diversas áreas, como saúde, educação, logística, infraestrutura produtiva, habitação, saneamento ambiental, urbanismo e mobilidade urbana. 

Consta no Plano de Investimentos apresentado, o acesso à linha de crédito do Proinveste no valor de R$ 567 milhões. A quantia, negociada com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será utilizada para renegociação de empréstimos anteriores e na aquisição de equipamentos para os novos hospitais regionais; na construção de centros profissionalizantes de ensino; na infraestrutura de núcleos industriais; na implantação de novas rodovias; na recuperação de perímetros irrigados; na reforma de escolas; em esgotamento sanitário e abastecimento de água em Aracaju e no interior.

O programa de ações inclui ainda a continuidade ao programa Pró-Moradia, o qual prevê a construção de 1.740 unidades habitacionais para famílias que residem em situações insalubres nas ocupações da avenida Euclides Figueiredo, em Aracaju; do Canal do Guaxinim, na Barra dos Coqueiros; e do Rio do Sal, em Nossa Senhora do Socorro; a execução das obras de esgotamento sanitário em São Cristóvão, Aracaju (bairro Aruana), Estância (Praia do Saco), Barra dos Coqueiros e segunda etapa da barragem do rio Poxim.

Da Assessoria
Foto: Marcelle Cristinne/ASN


Lula, Haddad e a comunicação

Lula, como dirigente político, deu a linha: ouvir a população. E Haddad abriu um caminho novo quando afirma que precisamos de comunicação, não de publicidade. O diálogo que sinalizou pode ser o grande diferencial comunicativo para a nossa Sampa. O artigo é do jornalista Beto Almeida

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

>>>SEBRAE PROMOVE OFICINAS PARA ACESSO A EDITAIS CULTURAIS>>>


Nos próximos dias 28 e 29/01/13, o SEBRAE estará realizando 02 oficinas para estudos de vários editais voltados para negócios em Economia Criativa. Os prêmios variam entre R$ 6 mil e R$ 200 mil.

Na segunda-feira (28/01), das 15h às 17h na sede do SEBRAE na Av. Tancredo Neves, n.º 5.500, serão apresentados os Editais do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – e o Prêmio FUNARTE de Arte Negra. Na terça-feira, também das 15h às 17h na sede do SEBRAE, será a vez dos editais do Prêmio Culturas Populares/Ministério da Cultura e o Prêmio Culturas Indígenas.

Para a gestora do Projeto Negócios em Economia Criativa do SEBRAE, Mercia Aragao, esta iniciativa vem contribuir para que o Estado de Sergipe possa acessar os editais públicos e privados para o financiamento de projetos, suprindo uma lacuna de falta de demandas para este tipo de ação. “Percebemos que muitas iniciativas se encaixam perfeitamente em diversos editais abertos e o nosso papel é promover este acesso, garantido uma inscrição competitiva dos projetos encaminhados”, afima.

Os participantes serão orientados pelo consultor do SEBRAE, Edmilson Suassuna, e aqueles que tiverem interesse também terão consultoria para a formulação e inscrição de suas propostas. Esta iniciativa conta também com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura.

Cada atividade terá o limite de 25 vagas e as inscrições serão pelo e-mail: negociocriativose@gmail.com Deverão ser enviadas por e-mail: nome completo, CPF e RG, endereço completo com o CEP, contatos telefônicos, e-mail e para qual oficina você está se cadastrando. As atividades terão início com as oficinas e serão disponibilizadas consultorias para a elaboração e encaminhamento dos projetos dos interessados.

>>>EDITAIS ABERTOS>>>

EDITAL DO BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO - BID / PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL
Inscrição até o dia 31 de janeiro de 2013. Premiação de diversos segmentos culturais no valor de U$ 3 mil a U$ 7 mil para países da América Latina

PRÊMIO FUNARTE DE ARTE NEGRA
Inscrição até o dia 25 de março de 2013. Premiação de 33 projetos nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória.
Serão 04 prêmios de R$ 200 mil, 12 prêmios de 150 mil e 17 prêmios de R$ 100 mil

PRÊMIO CULTURAS POPULARES/MINISTÉRIO DA CULTURA
Inscrição até o dia 05 de abril de 2013. Premiação de 350 projetos para reconhecimento do trabalho de mestres e grupos/comunidades responsáveis por iniciativas exemplares que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. Serão 170 prêmios para mestres, 170 prêmios para grupos/comunidades e 10 prêmios para mestres in memoriam. Cada premiado receberá o valor de R$ 14.285,72

PRÊMIO CULTURAS INDÍGENAS
Inscrição até o dia 05 de fevereiro de 2013. Premiação de 100 iniciativas realizadas e articuladas coletivamente pelas comunidades ou organizações indígenas. Serão 70 prêmios no valor de R$ 15 mil para iniciativas locais e 30 prêmios no valor de R$ 20 mil para iniciativas que contemplem mais de uma comunidade e/ou povos indígenas.

Vida alternativa: A cultura invisível dos malucos de estrada

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Fonte: Site Agência Social
Pessoas com dreades nos cabelos, roupas coloridas e chinelos de pneu, vivem perambulando pelos quatro cantos do mundo. Estendem seu pano com artesanatos por onde passam. Em um misto de arte, sonhos, liberdade e desapego, eles tem uma filosofia de vida própria.
Para muitas pessoas são os chamados hippies. Porém esses ficaram nos anos 60 e 70, os atuais preferem ser nomeados como ‘malucos de estrada’ e tem uma filosofia de vida própria, num movimento específico e abrasileirado. “Mas a sociedade nos considera hippies por sermos alternativos”, diz Lucas Costa, 29 anos, que é chamado pela “malucada” de Salsicha. Ele viaja desde os 15 anos e já conhece o Brasil todo.
A maioria deles não tem casa, dorme nas ruas, acorda a hora que quer e se mantem de um trabalho feito pelas próprias mãos. O maior objetivo é viajar, prezam a liberdade de ir e vir, sem se preocupar com o tempo, como é hábito nas grandes cidades.

A filosofia de vida dos malucos de estrada são passadas de pai para filho.
Rafael Lage é artesão, fotógrafo, malabarista e atualmente diretor. Viajou pelo mundo durante 10 anos. Hoje dirige o ‘A Beleza da Margem’, um documentário que mostra a vida do maluco de estrada, a cultura e as retaliações que sofrem no percurso.  A inspiração veio da própria vivência.
“Eu vivi do artesanato e do malabarismo. No momento me considero um hibrido, carrego toda a herança desta vivência, mas me encontro dialogando com comunicação, pesquisa, fotografia, filmagem, produção. Isto me distingue da malucada em geral que costuma ter uma certa resistência a este aparato”, relata Rafael.
As retaliações e o preconceito da sociedade com esse estilo de vida fizeram com que ele colocasse mais um item em sua mochila nômade: a câmera filmadora. E junto com uma equipe de malucos de estrada percorre o mundo para mostrar a realidade e beleza desse grupo alternativo.
“A abordagem da mídia convencional e a visão em geral da sociedade sobre este movimento, tem uma forte tendência a ‘folclorizar’ ou então a criminalizar estas pessoas. Acreditamos que o filme irá aumentar o arsenal de entendimento e adensar o tema.” diz Rafael Lage, sobre o que espera com o documentário.

A Charge bem humorada de Marcio Andrade em homenagem aos malucos de estrada
O ‘A Beleza da Margem” esta em fase de produção e mostra a riqueza cultural e a luta contra a repressão desta ‘sociedade alternativa’, como diria Raul Seixas. O financiamento acontece de forma colaborativa e será lançado pela internet no final de 2013 com livre acesso.
Minha vida é estrada eu não ligo pra nada, só quero cantar
Hosana, 35 anos, é a terceira geração de sua família que esta na estrada e optou por educar seus filhos de uma maneira não tradicional. A alfabetização de seus quatro filhos é feita por ela mesma. Tem uma caixa de sapato com diversos livros que a acompanha para todo lugar. A filosofia de vida é passada de pai para filho. “A gente mesmo ensina o artesanato, a ler, escrever e fazer contas” comenta Hosana.

Geralmente a fonte de renda dos viajantes é o artesanato.
A trilha sonora de suas vidas são ritmos como reggae e rock alternativos. Marcos Rasta compõe suas próprias canções, se apresenta na Avenida São João, Centro de São Paulo. O velho, de bata colorida e barbas longas, fala sobre tudo que vê na rua. “A partir do momento que você saiu da barriga de sua mãe, você já é cultura”, fala com sua experiência. “As pessoas têm que andar nas ruas e conhecer todo tipo de manifestação cultural, não é só na TV que elas existem.”, sugere Marcos.
Até o momento não existe uma pesquisa que retrata os malucos de estrada e sua evolução, mas o sonho, a liberdade e o desapego continuam fazendo a cabeça dessa galera pelas estradas do mundo. De carona ou a pé os “malucos belezas” não precisam de muito dinheiro. “Com o artesanato ganho o suficiente para viver.”, conta Salsicha com um sorriso no rosto queimado pelo sol.

Assista o teaser e colabore com o financiamento do filme.

AQUI

CARAVANA LUIZ GONZAGA APORTA NO IFS E ENCERRA O ITINERÁRIO ESCOLAS 2012




Na próxima quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013,  a Caravana Luiz Gonzaga estará visitando o Instituto Federal de Ensino (IFS), antiga Escola Técnica, a última escola contemplada no projeto aprovado em 2012, através do edital Funarte-Prêmio Centenário Luiz Gonzaga.

A programação terá inicio ás 8h30 da manhã, com a montagem e apresentação da exposição visual. No turno da tarde, a partir das 14h30, no auditório,  teremos a palestra com audiovisual, apresentada pelo professor  José Augusto, apresentação das meninas que integram a oficina de dança do  Ponto de Cultura: Juventude e Cidadania e o encerramento com o grupo musical Casaca de Couro.

Após este momento,  haverá em março,  a apresentação  do balanço final da Caravana Luiz Gonzaga, com o lançamento da cartilha pedagógica dirigida a educadores de escolas públicas e de iniciativas sociais e/ou culturais “Conhecendo o Nordeste com Luiz Gonzaga”, além do informativo impresso Diário de Bordo e do vídeo-documentário,  sem nome definido.

ASSISTA O VIDEO COM A ENTREVISTA SOBRE A CARAVANA LUIZ GONZAGA NO APERIPÊ NOTICIAS. AQUI

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Fórum Permanente de Artes Visuais de Sergipe


Segundo Seminário do FAV - Fórum de Artes Visuais. 1º e 2 de fevereiro de 2013, na  Sociedade Semear, Rua Vila Cristina, 148, Bairro São José, Aracaju- SE
Programação
 Sexta-feira à noite, às 19 horas.
1.      Abertura.
A fala dos representantes das entidades e patrocinadores
  1. Palestras
a-      Cadeia Produtiva das Artes Visuais – Palestrante da Funarte – (A saber ???) Duração: 30min
b-      Coleções e Colecionadores de Obra de Arte – Palestrante convidado Mario Brito - 20min
c-      Os Valores da Obra de Arte – Coordenador do FAVS - Antônio da Cruz – 20min
d-      Respostas às perguntas escritas e repassadas para a mesa.
3.      Os Grupos de Trabalho
1-   A dinâmica
Os cinco grupos de trabalho discutirão e identificarão os elementos constitutivos da cadeia produtiva na Pré-produção; Produção; Pós-produção; Difusão; e Circulação de obras de arte, montando um diagrama para apresentar em plenária, considerando o conteúdo das palestras e dos textos encontrados nas pastas. O documento final se constituirá do original apresentado com os acréscimos e/ou supressões nos textos e os diagramas da cadeia produtiva. Este documento final será enviado a todas as Secult de Sergipe, junto ao planejamento estratégico elaborado em 2011, no Primeiro Seminário do Fórum de Artes Visuais.
2-   Horários
a-    8h30min - Início com a Leitura dos documentos.
b-      9h30min – pausa para café
c-      9h40 - Em plenária serão apresentados os trabalhos e, em discussão, serão complementados os diagramas de cada um dos grupos que porventura estejam incompletos.
1.      11h00 - Eleição dos novos coordenadores,
                    Observando-se os critérios do regimento.
2.        12h - Posse dos novos coordenadores. E a data da próxima reunião.
Notas
1-       Esta programação poderá sofrer alteração.
2-      Divulgaremos o nome do palestrante da Funarte assim que a Secult nos confirmar.
Patrocínio: Sociedade Semear, Jornal do Dia e SECULT - Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe

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