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domingo, 31 de março de 2013

Salve Darcy Ribeiro! Salve todos os que lutaram para o retorno da democracia, mesmo que imperfeita e inacabada.


“Anunciação” e a Páscoa. Por Luis Fernando Amstalden

Publicado em 31 de março de 2013
A primeira vez em que ouvi a música Anunciação”, pensei que fosse sobre a Páscoa. Mais tarde soube que não, que era uma canção feita na época da abertura política e que Alceu Valença a havia composto pensando no fim da ditadura e no ressurgimento da democracia. Anunciação seria o anúncio de novos tempos, sem repressão, com alegria e liberdade.
“A voz do anjo sussurrou no meu ouvido…” é um trecho, por exemplo, que homenageia Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel que foi torturado e morto pela ditadura. Parece pascal, não?
E na verdade, é também.
Seja o fim de uma ditadura, seja o fim de um ano, seja o fim de um ciclo, a Páscoa tem sempre significados múltiplos, todos ligados a morte e renascimento. Alceu quis cantar sobre a volta de liberdade, mas cantou sobre a volta de toda alegria.
Isso também é Páscoa.
A volta de liberdade, da vida e da alegria. Mesmo que estejamos ainda distantes de muitas coisas que gostaríamos, inclusive a real democracia, hoje é dia de celebrar a esperança na vida.
Feliz Páscoa a você.
E que a alegria tome conta de todos nós, ainda que seja por aquilo que está por vir.

Leia no blog original. AQUI

Leia também:
A RBA publica esta semana uma série de histórias de uma face pouco explorada das heranças da ditadura (1964-1985). Para lembrar o aniversário do golpe, no próximo 1º de abril, militares revelam como foram perseguidos pelo regime: torturas, cassação de cargos e marcas psicológicas que ficaram guardadas por muito tempo. Agora, finalmente começam a ganhar corpo e forma.

AQUI

Na Tunísia, Forum Social renova aversão a enquadramentos em formatos e temas


Por: Flávio Aguiar, especial para a RBA
Publicado em 30/03/2013, 13:25
Última atualização às 13:34

Na Tunísia, Forum Social renova aversão a enquadramentos em formatos e temas
Movimento de mulheres no FSM temático de Porto Alegre, em 2012 (Foto: Valter Campanato/ABr) 
 
Túnis – Desde sua primeira edição, em 2001, em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial apresentou uma tensão interna axial. Claro que havia outras, mas esta era constitutiva, conceitual. Refiro-me à tensão entre os que viam o fórum como um espaço de encontro e debate, sem eixos nem decisões de ação, e os que viam-no, ao contrário, como um impulsionador de ações concretas. Havia múltiplos matizes entre ambos os extremos, mas aquela tensão dominou a vida dos fóruns – e ainda a domina hoje – embora, aparentemente, um dos lados tenha estabelecido sua hegemonia sobre seu espaço e seu processo.
A primeira posição era defendida, sobretudo, pelas inúmeras ONGs e suas supraorganizações nacionais e internacionais. A segunda, por sindicalistas, militantes de partidos políticos (embora estes não tivessem representação oficial nas deliberações) ou intelectuais ligados à militância histórica anti-imperialista.
Ambas as balizas deram contribuições históricas ao Fórum Social. Não se pode esquecer que grande parte da sua vitalidade veio da sua abertura para um leque de atividades e posições que não era limitado por nenhuma disposição de se obter uma “declaração final” obtida através de processos que, por mais abertos que sejam, permanecerão herdeiros, pelo menos por muito tempo, das velhas concepções de “centralismo democrático”. Por outro lado, também não se pode esquecer que a mesma vitalidade se deveu também a consignas matriciais como a da grande manifestação em favor da paz e de uma cultura da paz (às vésperas da invasão do Iraque), na terceira edição, ainda em Porto Alegre.
Mas a tensão continuou, e, com o passar do tempo, o predomínio da concepção do “espaço aberto” tornou-se hegemônica nos conselhos decisórios dos fóruns. A segunda concepção, axial (chamemo-la assim), passou a segundo plano.
Isso provocou um estremecimento nas relações internas, e representantes desta última corrente, ressentidos, passaram a ver, no Fórum Social, um espaço esvaziado e desvitalizado, pelo menos parcialmente, de sua razão de ser. Este olhar se manifestou em relação à décima segunda edição do fórum, realizada na Tunísia, de 26 a 31 de março.
Para quem acompanhou o Fórum Social, de fato ele pareceu mais dispersivo e fragmentado do que nunca. As revoluções, conquistas e impasses no Maghreb, que, em princípio, justificariam a escolha da Tunísia como espaço, não “deram a tinta” do fórum. Estiveram presentes, sim, mas de modo discreto em relação ao esperado. A causa palestina foi um dos eixos da edição, e motivo de sua manifestação de encerramento. Na sua realização no espaço da jovem Universidade de El-Manar, por vezes deu mesmo a impressão de um destes encontros acadêmicos, em que muitas são as mesas e nichos, mas a catedral em construção não dá o ar de seu travejamento. Aparentemente, o “espaço aberto”dominara de fato o fórum, e o ressentimento dos “axiais” tinha sua razão de ser.
Mas... como costuma acontecer, há mais razões entre o céu e a terra do que as nossas vãs filosofias reconhecem.
Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que a relativamente discreta presença dos movimentos do Mahgreb e do Oriente Médio se deveu às suas condições objetivas. São movimentos que ainda engatinham entre conquistas importantes, mas limitadas por contradições e impasses gigantescos, e numa região de poucos contatos sinérgicos entre os países envolvidos. Muitos destes contatos se devem a uma cultura islâmica comum (apoiada por uma presença quase onipresente da língua árabe), mas colocada em posição subalterna por ditaduras, monarquias ou regimes presidenciais fechados que mais isolavam os países uns dos outros do que aproximavam os seus povos.
Em segundo lugar, o enfraquecimento das posições “axiais” no Fórum Social coincidiu com um período de seu enfraquecimento em quase todo o mundo, com exceção da América Latina, onde sua robustez, apoiada por e apoiadora de governos progressistas, sempre pareceu uma ameaça para os advogados do “espaço aberto”. Veja-se, como exemplo, o que ocorreu no Fórum de Belém, em 2009, quando o evento mais importante de sua realização foi o encontro paralelo dos presidentes progressistas (Lula entre eles) que galvanizou e polarizou as atenções. Na Europa, sobretudo, a crise financeira, combinada com a hegemonia neoliberal em todas as instituições da União Européia e da Zona do Euro combaliu até mesmo a solidariedade internacional entre os trabalhadores, bandeira que só começou a ser resgatada mais recentemente. De resto, o enfrentamento com aquela hegemonia foi muito mais marcado, como nos Estados Unidos, por movimentos do tipo “Occupy”, “Indignados” que, não raro, procuravam se afastar da política e das mobilizações tradicionais.
Mas... há outro mas. O “espaço aberto” do Fórum de Túnis foi marcado por duas tendências axiais, apesar de toda a ênfase colocada no “espaço aberto”. Não me refiro apenas a bandeiras do tipo “Dignidade”, motto do Fórum e nome afinal dado ao movimento tunisiano que derrubou o ditador Ben Ali, ou a da causa palestina. Refiro-me muito mais a movimentos axiais que apontam para desdobramentos futuros em termos de formação de redes de ação concreta.
O primeiro destes eixos, mais tênue, foi a extraordinária presença de jovens. Sua presença se devia a todos os matizes possíveis: estudantes que temiam a repressão de uma “Sharia” que viesse a substituir com novas imposições a ditadura anterior, desempregados, curiosos que estavam tendo seu “batismo inaugural” em termos de militância. Isso deu uma vitalidade enorme ao lado “laboral” do Fórum Social, em conjunto com uma presença significativa dos sindicatos e associações de classe da Tunísia.
O segundo destes eixos, mais vigoroso, foi dado pela presença das mulheres e de seus movimentos. Foi significativo que, num país visto como de tradição machista, a abertura do Fórum Social tivesse apenas mulheres como palestrantes (além de um show notável capitaneado por Gilberto Gil). As mulheres e suas articulações mostraram quer podem ser os vetores das novas redes internacionais entre os movimentos democratizantes na região, e da tessitura de amplas relações com o mundo inteiro.
Prova de que o Fórum Social é refratário a todas as gaiolas, e que muitas pontes ainda se construirão sobre suas águas.

À Carta Maior, Wallerstein diz que ‘nada’ se compara ao Fórum Social Mundial

Para o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein (à direita na foto), presente no Fórum Social Mundial da Tunísia, não há nada que esteja acontecendo que se compare ao encontro, seja em termos de visões, de inclusão ou de esforços para transformar o mundo. “Não é perfeito, é claro, mas é um sucesso”, afirmou a Maurício Hashizume, nosso enviado a Túnis.

Túnis – Referência internacional na abordagem de questões geopolíticas e econômicas que preocupam a humanidade, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein foi um dos “pesos-pesados” que circularam pelo campus da Universidade El Manar entre os participantes do Fórum Social Mundial (FSM) 2013.

Entre uma discussão e outra – algumas delas, aliás, em que o renomado formulador da teoria do “sistema-mundo” esteve apenas como ouvinte para captar a manifestação de movimentos e organizações sociais –, Carta Maior conseguiu uma entrevista exclusiva com Wallerstein.

Para o sociólogo, não há nada que esteja acontecendo que se compare ao FSM, seja em termos de visões, de inclusão ou de esforços para transformar o mundo. “Não é perfeito, é claro, mas é um sucesso”. Leia a entrevista:

Carta MaiorO que o senhor pensa que sejam as principais questões que estão sendo discutidas neste Fórum Social Mundial?
Immanuel Wallerstein – Estamos aqui discutindo o mundo! Estamos discutindo os problemas do mundo e como podemos transformá-lo, pois "outro mundo é possível". Acreditamos nisso. E cada vez mais gente acredita nisso. Desde a primeira vez que fui ao Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2002, todos os encontros seguintes têm sido melhores: melhores porque envolvem mais gente, por conta da estruturas das reuniões. E as pessoas continuam querendo comparecer. Poderiam querer vir ou não. Ou até se juntar a outra coisa qualquer. Mas no presente momento, não existe alternativa ao Fórum Social Mundial. Não há nada que esteja acontecendo que se compare a isso. Seja em termos de visões, de inclusão ou de esforços para transformar o mundo. Não é perfeito, é claro, mas é um sucesso.

CMMas ainda assim, como se vê em uma quantidade enorme de painéis aqui apresentados, as forcas ligadas ao capital seguem vencendo os embates contra os mais diferentes povos.
IW – Eles não vão desistir fácil. Afinal, têm os seus interesses. Eles estão defendendo a si mesmos e essa e uma coisa que eles sempre tiveram que fazer. E eles podem ganhar. Eu não sou daqueles que dizem que o futuro está garantido. Sempre disse que as chances são de 50%. Podemos ganhar ou perder. E se perdemos será pior, é claro. Eles defendem os interesses deles e não há nada de anormal nisso.

CME o que podemos aprender com a situação aqui da Tunísia?
IW – Em Tunis, um dos principais problemas é a questão da "Irmandade Muçulmana", do governo e até da sua possível ligação com os salafistas. Há uma grande divisão de opinião aqui. Alguns dizem que o Ennahda é o demônio, que é apenas um fascismo que esconde o seu rosto. Outros dizem que é uma realidade das presenças sociais. É um debate não resolvido. E este Fórum é um dos lugares em que este debate está se dando.

Leia também:

Juventude toma conta da marcha de abertura do FSM 2013 e Mulheres dão a nota e as tintas no Fórum Social Mundial, na Tunísi. AQUI



sábado, 30 de março de 2013

Juventude: outro mundo é possível - Curso On-Line



Inicio: 01 de abril a 30 de junho
Diante de uma juventude composta por grupos diferenciados entre si, como estabelecer uma politica pública que parta do reconhecimento das juventudes? Mapear a situação das juventudes, analisar as politicas públicas, refletir sobre a vocação e compromisso da Juventude são alguns dos temas propostos neste curso.
(Duração: 80 hs/aula)
Valor: R$ 100,00
Podendo ser parcelado em duas vezes.
Ficha de Inscrição
Inscrições c.distancia@ceseep.org.br

Leia também: 

ESTATUTO DA JUVENTUDE, CF 2013, JMJ, JORNADA DE LUTAS DA JUVENTUDE E ETC.. AQUI


 



Espetáculos infantis encantarão crianças e adultos durante o III FEST

Fonte: Site Sergipe Cultural





O III Festival Sergipano de Teatro que acontece de 27 de março a 9 de abril, contará com mais de 20 espetáculos com acesso gratuito à população. E quem não poderá ficar de fora dessa grande festa são as crianças, que adoram ouvir histórias e ver personagens brotando detrás das cortinas, fascinando-as com sua magia.
Pensando nisso, o Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura e Instituto Banese, realizadores do evento, selecionaram, via edital, cinco grupos que apresentarão espetáculos infantis e que garantirão muita diversão para os pequenos. As apresentações ocorrerão nos palcos dos teatros Tobias Barreto e Lourival Baptista.
O primeiro deles será do grupo Raízes, que levará para o Teatro Tobias Barreto o espetáculo ‘Quintal dos Sonhos’. A apresentação acontecerá no dia 1º, segunda-feira, a partir das 15h. Já no dia 2, será a vez do Grupo CIGARI levar a sua ‘Caixa de Brinquedos’, ao Lourival Baptista, também às 15h.
De acordo com Roney David, que é diretor da CIGARI, o grupo está muito contente por essa primeira participação do Festival Sergipano de Teatro. “Vai ser muito bacana para nós e também para o público. Acredito que todos irão se identificar muito com o espetáculo”, afirma.
Outros espetáculos que falam do mundo infantil são ‘Ocus Pocus!!! Mágica de um palhaço do Oriente’, da Cia. O Mínimo, ‘Sorria, Flor do Dia’, da Cia. Risos e Lágrimas e ‘Fábrica de Alegria’, do Grupo Brinquedolé.
O ator Robert Clark, conhecido como Colores, da Companhia O Mínimo de Teatro e Circo, se apresenta pela terceira vez no Festival, e tem as melhores expectativas possíveis. “Este ano terei um diferencial, que é a apresentação no palco. Nos anos anteriores foram na Praça, mas acredito que a receptividade das crianças será muito boa, pois o espetáculo é divertido, interativo e muito interessante”, frisa o ator.

Confira os dias, horários e sinopses de todos os espetáculos

Espetáculo ‘Quintal dos Sonhos’
Grupo Raízes; 1º de abril, 15h, TTB
O espetáculo infantil oferece ao público um regate das brincadeiras e jogos de fundo de quintal, comum nas cidades do nordeste. A partir de um cenário onde vários lençóis estão estendidos no varal, meninos brincam de circo, relembram boca de forno, esconde-esconde, histórias da carochinha. A brincadeira envolve reis, mosqueteiros e bruxas, vizinhos que sempre quebram o ritmo da brincadeira, animais de estimação e toda uma relação de amizade.

Espetáculo ‘Caixa de Brinquedos’
Grupo CIGARI; 02 de abril, 15h, Teatro Lourival Batista
O enredo conta a história de Aninha, e parte do ponto em que ela encontra em seu universo de sonhos uma fantástica aventura infantil. A jovem se depara com uma caixa de brinquedos encantadora e muito diferente de tudo que ela já havia criado em seu universo e lá, uma bailarina, uma boneca de pano, um boneco de madeira, dois mímicos e um palhaço, ganham vida e constroem histórias divertidas com a pequena garota, movidos pela força da imaginação que ela possui.

Espetáculo ‘Ocus Pocus!!! Mágica de um palhaço do Oriente’
Cia. O Mínimo; 05 de abril, 17h, Teatro Lourival Batista
O espetáculo retrata as peripécias de um gênio da lâmpada na tentativa de agradar seu mais novo amo lhe concedendo três desejos. Utilizando números de mágica, cômica e técnicas circenses, o gênio presenteará o seu amo com riqueza, saúde e boas gargalhadas. Trata-se de um espetáculo para todas as idades, que resgata gags tradicionais da mágica cômica e que fortalece a produção circense em Sergipe.

Espetáculo: Sorria, Flor do Dia
Cia. Risos e Lágrimas (SE), 07 de abril, 16h, Teatro Lourival Batista
O espetáculo conta a história de uma família circense que tem como pai, o palhaço Colchonete que vive tentando fazer um número magnífico, mas nunca consegue. É uma pessoa triste, deprimida em que vive mal humorada e que vive o tempo todo pensando no trabalho e esquecendo que tem uma família para cuidar e dar atenção. A mulher Marivalda e os filhos Pitomba e Florisbela fazem de tudo para ajudar o pai a voltar a sorrir.

Espetáculo ‘Fábrica de Alegria’ 
Grupo Brinquedolé; 08 de abril, 15h, Teatro Lourival Batista
O espetáculo contém fragmentos de manifestações culturais afro-descendentes, como o Maculelê e a Capoeira, que são apresentados de forma lúdica e criativa. Contação de histórias, poesias, dança e fantoches também compõe de forma interativa e criativa a apresentação. Os textos são de autoria do próprio grupo, as poesias são de autoria de Gilda Costa, Nelson Neto, e ícones como Shakespeare e Fernando Pessoa. As letras musicais são da sergipana Celda Fontes.        

 Leia progamação completa do festival   AQUI

Grupo de Aracaju encena a Paixão de Cristo e emociona o público na Sexta-feira Santa

Fonte: Site Sergipe Cultural

 



Um verdadeiro espetáculo de fé. Assim pode-se descrever a apresentação da Paixão de Cristo, encenada pelo Grupo São Francisco de Assis, na noite da última sexta-feira, 29, na Praça dos Capuchinhos, zona oeste de Aracaju. A apresentação tradicional entre os católicos daquela região fez parte, pela primeira vez, da programação do III Festival Sergipano de Teatro, que desde a quarta-feira, 27, leva espetáculos gratuitos para a população.
De acordo com o coordenador do grupo, Raimundo Oliveira, é com muita alegria que o grupo integra a programação do Festival. “Para nós, o apoio do Governo do Estado foi fundamental. Além disso, é muito gratificante para nosso grupo estar fazendo parte da agenda cultural da nossa cidade e principalmente pelo espaço que tivemos para uma divulgação ainda maior do nosso trabalho”, frisa.
O espetáculo encenado na Colina dos Capuchinhos chama atenção de toda a população aracajuana por sua grandiosidade. São mais de 95 pessoas no elenco e mais 25 na parte técnica, totalizando 120 pessoas envolvidas na apresentação que dura cerca de duas horas e meia. O público estimado na noite foi de três mil pessoas.
 “É a primeira vez que venho, até porque, por problemas de saúde, não pude vir em outros anos. Hoje estou aqui para agradecer por uma graça alcançada, mas também para celebrar essa reta final da quaresma de forma especial e na presença de Jesus”, afirmou a aposentada Ítala Azevedo, que estava com o seu companheiro Evânio Silva assistindo atentamente a apresentação.
O espetáculo acontece há 35 anos naquele local, e após a estreia na Sexta-feira Santa, o grupo costuma viajar para o interior do Estado, levando esse emocionante espetáculo para ainda mais pessoas. “Sempre que posso venho assistir e esse ano, em especial, trouxe a minha mãe para poder ver esse lindo espetáculo da Paixão de Jesus”, destacou a enfermeira Silvana Cardoso, que é do bairro Cirurgia, mas se deslocou até o bairro vizinho para prestigiar a apresentação.
Realização
O III Festival Sergipano de Teatro é uma realização do Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura e Instituto Banese. Apóiam o evento o Banese, Sated/SE, Fundação Aperipê e Shopping Riomar. A Vivo é a operadora oficial do evento.

SEBRAE capacita empreendedores culturais para utilização do Sistema do Ministério da Cultura para apresentação de projetos.


De 03 a 05 de abril, das 18h às 22h, o SEBRAE/SE realizará curso de capacitação para a utilização da ferramenta Salic Web para apresentação de propostas culturais ao Ministério da Cultura. A iniciativa é gratuita e será conduzida pelo instrutor Edmilson Suassuna.
De acordo com Mércia Aragão, gestora do Projeto Negócios em Economia Criativa do SEBRAE/SE, o curso é uma demanda do setor cultural para atender as exigências do Ministério da Cultura com relação à apresentação de propostas para a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e para Editais de financiamento do mesmo órgão. “Percebemos que muitos empreendedores culturais deixavam de participar de seleções públicas do MinC e apresentar propostas à Lei Rouanet por não estarem instrumentalizados para acessar as ferramentas de inscrição. A ideia do curso é justamente familiarizar o empreendedor na utilização do sistema Salic Web e ampliar a sua participação no acesso a financiamentos culturais”, afirma.
O curso será totalmente ambientado na plataforma on line do sistema e os participantes terão que dispor de note book durante os três dias do curso. O acesso à internet será disponibilizado pelo SEBRAE/SE, como também um certificado de participação de 12h/aula.
Para se inscrever, o interessado deverá enviar um e-mail para mercia.menezes@se.sebrae.com.br e aguardar o envio da ficha de inscrição. Serão 25 vagas disponibilizadas e a seleção se dará através da ordem de chegada das fichas de inscrições devidamente preenchidas.

O que é o Salic Web

O Ministério da Cultura apoia projetos culturais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), a Lei Rouanet, da Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente. 
O Salic Web é um sistema criado pelo Ministério da Cultura para apresentação de propostas culturais e acompanhamento de projetos via web. Ele é usado principalmente para inscrições de projetos via Lei Rouanet, mas desde o final de 2010, também passou a ser usado para cadastro de projetos de Editais do MinC.


O Sebrae realiza, de 08 a 12 de abril, o curso "Empreendedor Cultural", com carga horária de 20 horas


Atendendo a demanda dos empreendedores sergipanos o Sebrae realiza, de 08 a 12 de abril, o curso "Empreendedor Cultural", com carga horária de 20 horas e conteúdo conforme segue: oportunidades de negócios em cultura; empreendedorismo cultural e economia criativa; elaborando, executando e administrando um projeto cultural; mecanismos de financiamento de projetos culturais; produção cultural; controle financeiro, prestação e contas e elaboração de relatórios finais de projetos culturais.

As inscrições podem ser feitas diretamente na Unidade de Educação do Sebrae, por meio dos fones 2106-7766 / 2106-7767

Curso: Empreendedor Cultural
Data: 08 a 12 de abril
Horário: 18h às 22h
Investimento: R$ 80,00
Local: Sebrae

Não percam esta oportunidade!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Arte, saúde e fé no Sertão Vivo - uma jornada diferente!


28.03.13 - Brasil

Zé Vicente
Poeta e cantor
Fonte: Adital


Se o tempo é quente e as feridas da grande seca estão por todos os recantos da Natureza, a lua nova no céu do sertão, vigia com a gente. Os meninos os animais e os passarinhos seguem na grandiosa sinfonia da alegria de sons e cantos da vida, que teima e brota a cada neblina, mesmo se os raios do sol queimam nos dias desta desafiadora transição.
Foi nesse clima que chegamos no Sítio Aroeiras, entre os dias 13 a 19 de março de 2013 para tocarmos nossas ações, de cuidados com:
A saúde – promovendo a primeira etapa de capacitação em Homeopatia Popular, nos dias 15 a 17, sexta a domingo. Dias de formação com a Assessoria do Pe. Toninho, vindo de S. Paulo. Um seguidor apaixonado do Projeto de Homeopatia Popular e participante da Associação Brasileira de Homeopatia Popular, com Sede em Cuiabá-MT. O evento promovido por nós do Projeto Sertão Vivo, com a parceria de amigos, como Miguel, Diretor da Faculdade Católica do Cariri, de Cícero, vindo de Altaneira, também da região do Cariri, do Ivo e Zé Neto, da Floresta do Bode, em Lavras da Mangabeira. O grupo de 20 pessoas, sendo 13 estudando, mais a equipe de apoio, caminhou num clima de leveza, bom humor e partilha de saberes e muitas outras experiências de ações de cuidados com a vida humana e com toda a natureza. Durante os dias, em baixo da grande árvore, Cajaraneira, um tipo de imbu-cajá, ou na sala da Casa Mãe, as aulas e práticas aconteceram de maneira intensiva. As noites, celebramos as novenas tradicionais a S. José, uma devoção de 61 anos, onde além de orações e cantos animados, partilhamos os momentos marcantes vivenciados por todos. Na noite do sábado, 16, uma equipe foi com Pe. Toninho à Comunidade vizinha de Guassussê, onde foi celebrada uma missa bem participada, em sintonia com os festejos a S. José e em solidariedade à familia da animadora, Maria Vilani, cujo esposo foi morto por criminosos em seu comércio, no dia 05 de dezembro do ano passado. Vilani, este vê presente na abertura de nosso Curso de Homeopatia, deu seu testemunho e solicitou nossas preces. Durante a celebração, podemos também partilhar informações sobre o Projeto de Homeopatia Popular.
Dia de Arte na Roça:no dia 18, aproveitamos para visitar as escolas e amigos, convidando para o Dia de Artes na Roça, lembrando que é o oitavo ano em que iniciamos as, chamadas Jornadas de Artes na Roça. Temos realizado várias atividades no campo da arte e educação ambiental. À noitinha, um andor com imagem de S. José foi trazido de Guassussê para a novena em Aroeiras e no dia do Santo ser levado de volta em procissão. Na madrugada do dia 19, veio aquela chuva tão esperada por todos os viventes do Sertão que sofrem com uma das grandes secas da nossa história. A felicidade foi geral, nem dormimos mais, a partir das quatro horas da manhã, conversando, tomando o café feito por Hézio, aparando água nas biqueiras... Mais tarde, cerca de 70 pessoas –crianças, jovens, professores...- chegam de ônibus,bicicletas,moto e a Pé. Todos, correndo pelas árvores, comendo cajaranas, querendo fazer artes. Depois de uma gostosa sensibilização no Terreiro dos Ancestrais; vimos o DVD da Jornada de Artes-2012 e em seguida fomos para os grupos: Mônica, com a turma para o Teatro; Fabiana, com garotas que queriam pintar e customizar as roupas; Ivo, além da captura de imagens, motivou uma turminha com desenhos, ajudado por uma professora. Eu fiquei com um grupo que desejava poetizar, também fui ajudado por outra professora; Francisco "Machado de Prata” animou os meninos com a Capoeira. Nena, Dos Anjos e Denir, prepararam o lanche, com sucos naturais e bolachas, para todos. O lema provocativo: "SERTÃO VIVO, JUVENTUDE, É ARTE, É ATITUDE!”, que foi se adaptando a cada categoria: "SERTÃO VIVO, MENINADA, É VIDA PRA SER CUIDADA!” A turma da maturidade gritou também: "SERTÃO VIVO É DOS VELHINHOS, DAS ÁVRORES, DOS PASSARINHOS!”...
Foi bonito de ver e vibrar com o que foi criado em tão pouco tempo, como grito de denúncia das crianças e jovens contra a dura realidade de violência e crimes ambientais ocorridos em nossa região, como acontece em todo o Brasil, mas também em gostosa harmonia com a grandiosa sinfonia dos sapinhos, passarinhos, borboletas e outras criaturas do sertão em celebração permanente da beleza sagrada da vida.
Com a procissão de S. José, que reuniu perto de mil pessoas, encerramos mais um momento marcante, do encontro entre Arte, Fé e Saúde, esse trio que alimenta e traz sentido a VIDA, sobretudo quando, com ele, teimamos abrindo caminhos de encantamento e cuidados especiais que sempre são bem-vindos, para nosso BEM-VIVER!
A nossa Trilha Ecológica, realizamos no dia 14, com a turma que chegou primeiro. Fomos guiados por Hézio, para os lados do velho baixio dos Coqueiros, onde observamos os sinais de chuvas, no canto dos Anuns Pretos e colhemos Mari, um tipo de leguminosa que, cozida, a gente quebra e tira uma castanha comestível, muito usada por nossas avós e mães, como alimento para os filhos e de suas folhas faziam chás para fortalecimento do sangue após os partos.
O sentimento é de alegria e agradecimento a quem veio de perto e de mais distante, trazendo os alimentos e presentes mais diversos a serem postos na mesa e na casa para serem compartilhados – Hélio com jerimuns, couve e melancia, de sua vazante, ali no açude Pontilhão; Cicero, com o doce e manteiga da terra, feitos pela mãe; Zé Neto, com frango, feijão e pães caseiros feitos pela esposa Joísa; Miguel, trazendo pequi do Cariri e a cachacinha para caipirinha; o bispo Diocesano de Iguatu, Dom João, que chegou junto, mais uma vez, com apoio financeiro para a feira; o jovem Moisés, filho do compadre Zé Darlô, trouxe o cheiro verde de sua horta, para cada dia; a família de Hézio, com parte da polpa de fruta para os sucos; a amiga Francisca Pérsico, mandou 12 lençóis, uma rede e talheres de presente; Gigi Castro trouxe uma bela arte, criada pelo seu filho, para a Casa Mãe e livros para nossa biblioteca; enfim bens visíveis e invisíveis, feito de pura e boa energia, oferecidos para o bem comum, mostram que mesmo na dureza da seca, a fartura é um tesouro que sempre pode nos visitar.
Assim foi a nossa JORNADA DE ARTES NA ROÇA, neste 2013, cujos frutos,com certeza sempre hão de chegar no tempo favorável.
Zé Vicente, lua cheia de março
e-mail: zvi@uol.com.br


Baixe e Ouça um dos primeiros LPs gravado por Zé Vicente em parceria com Babi Fonteles

 

O novo CD de Zé Vicente já está nas Lojas Paulinas "Zé Vicente da Esperança",


O novo CD de Zé Vicente      já está nas Lojas  Paulinas Brasil!   "Zé Vicente da Esperança", mais  um  trabalho  a   serviço  da  vida  e  da esperança. Uma das canções chama-se Ciranda do Menino Deus. Ouça/Assista AQUI 

 Zé Vicente fala do novo cd que está por vir! Mais     um    lançamento     da    Gravadora Paulinas-COMEP

 AQUI 
 
Zé Vicente da Esperança, um canto de amor!
Um som pontuado de poemas e cores, das boas coisas de nossa terra, ao ritmo popular e bem brasileiro. É Zé Vicente nos brindando de novo com rimas que falam de amor, esperança, ecologia, diálogo entre raças e tradições religiosas…
Cearense, da roça de Orós, “naturalmente ecológico”, compositor-cantor, poeta popular, arte-educador… Zé Vicente é acima de tudo um artista em sintonia com a caminhada de seu povo e que, por meio da arte, vive em busca da construção permanente de relações de solidariedade, identidade cultural, valores igualitários, respeito à vida no meio ambiente, e ao próximo seja humano ou em qualquer ser vivo.
Hoje, com mais de 30 anos de trajetória artística musical, Zé Vicente lança o CD Zé Vicente da Esperança, seu 13º álbum pela gravadora Paulinas-Comep. “Minha esperança é que esse CD seja de fato um marco na caminhada dos jovens e de todo o povo que busca uma fé madura e comprometida com as transformações sociais nesses tempos de tantos desafios” afirma o cantor.
O álbum traz 14 canções inéditas, músicas com um tom festivo, poesias, rimas e ritmos populares “são músicas populares celebrativas e culturais” como ele mesmo diz.
Cada canção nasce de experiências do compositor, no dia a dia, nas estradas, em movimentos populares, encontros, oficinas e cursos dos quais participa. O som é pontuado de sotaques regionais, das boas coisas de nossa terra, ao ritmo do samba, do baião e maracatu, misturando acordeom, metais, sopro, cordas e percussão. As letras e rimas falam de esperança, ecologia, cidadania, justiça, diálogo entre raças e tradições religiosas. São músicas que trazem grande riqueza cultural e rítmica.
Na primeira faixa do CD o público pode conferir a canção “Samba social”,parceria com o mineiro, Pe. Zé Antonio, um samba alegre, otimista e cadenciado, que promove a cidadania e a justiça em defesa dos direitos sociais, o refrão diz “Defender o direito. Respeitar a justiça. Promover a vida. Eis a nossa missão”. Já na música “Bendição” o ritmo gostoso do baião e a letra em rima exaltam a natureza e o amor do criador por todas as coisas “Bendita e amada seja, na natureza. Toda beleza que com certeza. O Deus da vida assim criou”.
Na faixa onze em “O grito é paz” surge uma balada ,um hino pela paz e pelo respeito às diferenças “De todos os cantos da terra, um só grito se faz ouvir. Em todas a línguas e povos todos hão de perceber… O grito é paz! O grito é paz.”,na interpretação, Emmanuel,irmão do saudoso cantor Jessé, traz passa emoção e brilho.
Neste trabalho, o tempero do regionalismo vem das mãos de Osvaldinho do Acordeon, do arranjador Luiz Antonio Karam, dos músicos participantes Adeíldo Lopes, Ocimar de Paula e Tico Delisa Nos solos,mais duas convidadas: Raquel Passos,cantora capixaba e Ana Paula fsp, do Grupo Chamas. Nos vocais: Maria Diniz, Rita Kfouri, Paulinho Campos e Emmanuel.
Zé Vicente da Esperança confirma como sobrenome sua marca principal na arte. Canta de forma celebrativa a fé, a resistência e a esperança junto ao seu povo. O CD esta disponível em todas as livrarias Paulinas pelo Brasil.
  

Leia também: Beleza e Justiça se abraçam na obra de Zé Vicente. AQUI

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Programação do lll Festival do Teatro Sergipano


Juventude toma conta da marcha de abertura do FSM 2013 e Mulheres dão a nota e as tintas no Fórum Social Mundial, na Tunísia

A abertura do Fórum Social Mundial na Tunísia

Por MiriamL
Da Carta Maior 


Uma constelação de movimentos sociais, organizações, sindicatos e grupos compuseram a marcha de abertura e comporão todo o Fórum Social Mundial da Tunísia. Em termos temáticos, questões como a das mulheres e palestina estiveram fortemente presentes.
Maurício Hashizume
Túnis – Em meio à conhecida diversidade e engajamento que sempre marcaram as marchas de abertura dos Fóruns Sociais Mundiais, a que reuniu mais uma vez dezenas de milhares de pessoas nesta terça-feira (26) contou particularmente com a presença maciça dos jovens do país. Com gritos, faixas, canções e muita empolgação, seguidos grupos formados pela juventude – que, não por acaso, tem sido uma dos principais protagonistas da chamada Primavera Árabe – que percorreu as ruas da capital da Tunísia.
Um deles era o residente médico Handi Gzara, de 25 anos. “Estamos muito orgulhosos com a realização deste Fórum no nosso país. É um grande encontro que certamente nos ajudará muito nas nossas lutas internas”, afirmou. “Estamos recebendo a solidariedade dos demais movimentos que aqui estão. Trata-se de um sinal de união para o mundo”.
Outra participante da marcha que não escondia o entusiasmo com a realização do FSM na Tunísia era a jornalista Chadwa Chadha, que escreve matérias para uma agência de notícias online do país. Ela denuncia a ocorrência de casos de violência contra colegas de imprensa e perseguição política de artistas, em vários países do Norte da África, que contestam o status quo. E define-se como defensora dos direitos humanos, das mulheres e das crianças. “Há muito desemprego. O ditador Ben Ali foi destituído, mas muitos que estavam antes continuam em seus postos dentro do governo”.
Formado em psiquiatria e amigo de Handi, o jovem Walid Bel Haj Salah também esteve presente na marcha e frisou que a realização do FSM em Tunis se tornou possível a partir das rebeliões das quais participaram. Para ele, a forte presença da juventude no encontro internacional pode ser explicada pela esperança que os move para a construção de um futuro diferente, que não esteja confinado “em uma forma única e dogmática de se pensar”. Diante de um clima de frustração que se seguiu à euforia da emergência da Primavera Árabe, o Fórum, prossegue ele, pode ajudar a militância tunisiana a “recobrar o ânimo”.
Nos discursos que se ouviram no Estádio Menzah, ponto de chegada da marcha que partiu da Praça 14 de Janeiro de 2011, representantes do comitê local de organização do FSM destacaram que um intenso trabalho vem sendo desenvolvido por organizações da sociedade civil junto a jovens e desempregados desde 2002, quando a indústria têxtil nacional relegou ao desemprego um enorme número de trabalhadoras e trabalhadores.
Por diversas vezes foi citado o nome de Chokri Belaid, líder tunisiano da oposição de esquerda que mantinha uma forte ligação com a juventude e foi assassinado no inicio do mês passado. Também não foi olvidado o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também falecido recentemente. “Quando o Fórum Social Mundial surgiu, em 2001”, observou um deles, “ninguém poderia imaginar que a sua 12ª edição pudesse ser realizada na Tunísia”.
Durante o percurso da marcha, também se viram algumas pichações de crítica (“Fórum Social do Capital”) ao FSM, assinadas por grupos anarquistas que estão organizando, assim como já havia ocorrido em Mumbai (2004), atividades paralelas de contestação ao processo que propugna “outro mundo possível”.
Aberturas e uniões
Uma constelação de movimentos sociais, organizações, sindicatos e grupos compuseram a marcha. Em termos temáticos, questões como a das mulheres (veja reportagem sobre a Assembleia das Mulheres) e palestina estiveram fortemente presentes. ”Simbolicamente, é muito importante que o Fórum esteja sendo realizado aqui em Tunis. Encontramos aqui as portas abertas quando deixamos o Líbano, em 1982”, coloca Faisal Malak, do Movimento Fateh. “Queremos reforçar durante as discussões que a causa palestina é uma questão social, e não exclusivamente política”.
Além da participação intensa de variados coletivos da África e do Oriente Médio, associações e participantes vindos da Europa também compareceram em peso. O intérprete Jesus de Manoel, que vive em Granada, na Espanha, demonstrava satisfação em “poder participar da construção de um mundo mais justo”. Presente em duas edições do FSM (2003 e 2005) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ele vê a Primavera Árabe como um processo em curso que - assim como nos casos de outras mobilizações sociais como os Indignados (15M) e o movimento Occupy – deve priorizar a aproximação entre forças progressistas. “A unidade política permitiu que experiências concretas de caminhos que não seguem o receituário neoliberal fossem possíveis na América Latina”.
Professor da Universidade Central de Venezuela e experimentado conhecedor do processo do FSM, o sociólogo venezuelano Edgardo Lander adverte exatamente sobre os possíveis estragos que podem ser causados por sectarismos na esquerda latino-americana. “É preciso que reflitamos sobre isso. O custo de que organizações se fechem em si mesmas é altíssimo”. 
Edgardo considera muito importante que o Fórum esteja sendo realizado na Tunísia, pois experiências passadas têm mostrado que o encontro internacional pode deixar “um sopro de agitação e ânimo por onde passa” – como é o caso do Syryza, partido grego de esquerda que ganhou espaço na disputa político-partidária que tem a sua formação associada à abertura advinda de desdobramentos do Fórum Social Europeu.
Para o indiano Vijay Pratap, da organização Diálogos Sul-Asiáticos sobre Democracia Ecológica (SADED), o FSM na Tunísia tem tudo para aportar uma nova carga de energia ao processo. O espaço para a discussão do aspecto multidimensional das lutas sociais é, no entendimento do ativista, uma das maiores contribuições do encontro. “O Fórum Social Mundial de 2004 em Mumbai, na Índia, foi muito importante. Para 2014, existe a disposição de propormos a realização de um Fórum Social Temático novamente em nosso país, quem sabe sobre o próprio tema da democracia”.

Abertura do Fórum Social Mundial tem show de Gilberto Gil


Publicado em 27/03/2013, 15:21
Última atualização às 15:21

Flávio Aguiar, correspondente internacional, acompanha o Fórum Mundial Social, que ocorre este ano entre os dias 26 e 30 de março na capital da Tunísia. A abertura contou com show de Gilberto Gil. Segundo Flávio, a participação das mulheres é intensa. "Elas fazem discurso político e somaram na marcha de abertura. Um dos principais temas do Fórum é justamente a luta das mulheres", aponta. 
  
Reportagem em  Áudio AQUI 

Mulheres dão a nota e as tintas no Fórum Social Mundial, na Tunísia

Movimentos feministas estão tecendo uma rede pan-africana e, com ela, estão ponto o continente em contato com o mundo

Por: Flávio Aguiar, especial para a RBA
Publicado em 27/03/2013, 16:36
Última atualização às 16:36
Mulheres dão a nota e as tintas no Fórum Social Mundial, na Tunísia
As mulheres são presença predominante no fórum, e colocam pontos relevantes no debate (Foto: FSM)
Túnis – Ela mostra apenas os olhos – aliás, lindos – com o restante do corpo completamente coberto pela Niqab – ou burka, como a chamamos nós genericamente. Defende com bravura seu uso, dizendo que é sua escolha, e que tem o direito de usá-la na universidade. Estuda Engenharia, deve andar na casa dos vinte e poucos, no máximo. Diz que é constrangida por professores que se recusam a recebê-la, alegando “um problema de comunicação”. Afirma ainda que não é constrangida por ninguém, nem quer constranger outras pessoas. É apoiada por um estudante a seu lado, numa das tantas mesas de que dispõem os participantes do Fórum Social Mundial, décima segunda edição, em Túnis, capital da Tunísia.
O assunto, é claro, provoca controvérsia. É livre ou não é livre? Seu uso (da Niqab) penaliza ou não as mulheres? Afinal, penso eu, em minha vida de professor nunca pedi que freira nenhuma deixasse minha aula, nem faria isso. E agora, José? Mas, lembra minha esposa Zinka, o que pensará ela daqui a vinte anos? E se tiver uma filha, o que acontecerá?
Este foi um dos tantos momentos deste primeiro dia efetivo do Fórum Social Mundial, realizado no campus da Universidade El Manar, no subúrbio da capital tunisiana. No dia anterior houve a marcha de abertura, que atravessou a cidade da praça 14 de Janeiro, assim batizada em lembrança do movimento que, dois anos atrás, derrubou o ditador Zine Ben Ali, até o longínquo estádio Menzah. Muita música, festa, palavras de ordem sobre meio-ambiente, Palestina, emprego, fim do imperalismo e do capitalismo e... mulheres.
Elas são, de fato, tema e presença dominante neste fórum. Previamente, uma conferência de seus movimentos antecedeu o próprio evento e a marcha de abertura. Ao fim da marcha, no estádio, houve uma sessão de discursos, antes do esperado show de Gilberto Gil. Falaram só mulheres, de todos os quadrantes da África. A representante do Mali atacou o desemprego em seu país e a guerra dividida entre a presença de partidários da Al Qaeda e/ou dela emanados e a das tropas francesas como uma guerra pelos recursos minerais do deserto, não por liberdade deste ou daquele lado. Foi o discurso decididamente mais vigoroso dentre todos os vigorosos ali pronunciados.
Vê-se que os movimentos de mulheres estão tecendo uma rede pan-africana (bons dias em que as Penélopes teciam em casa, dirão os Ulisses) e que, com ela, estão pondo o continente em contato com o resto do mundo. Afinal, esta é uma das finalidades precípuas dos fóruns sociais mundiais e seus desdobramentos temáticos ou regionais, desde sua primeira edição em Porto Alegre, em 2001.
Também é importante que essa rede se teça entre as nações do mundo árabe, sacudidas por suas primaveras, conquistas, impasses, dramas e tragédias. Os contatos entre os povos destas nações, em que pesem tradições, línguas e religião comuns, são na verdade muito tênue, bloqueados pelos muros das ditaduras, monarquias retrógradas e regimes presidenciais ou parlamentares de fancaria que governaram a região durante as últimas décadas. E as redes entre movimentos de trabalhadores, desempregados, jovens estudantes, ONGs (muito dependentes, muitas vezes, das europeias) são também ainda muito incipientes e tênues. Neste sentido, os movimentos de mulheres, animados por ideais e uma linguagem comum diante das sociedades tradicionalmente machistas de diferentes matizes que enfrentam, estão na vanguarda.

QUEM FALA EM DECADÊNCIA DA MÚSICA BRASILEIRA É POR QUE NÃO OUVIU ISTO (1)


Bino Farias, Toni Garrido e Lazão. Divulgação

Bia Goes, Tiago Araripe, Cidade Negra e Mayr

Eduardo Weber | 25.03.2013
O nordeste, o reggae e a canção estão presentes nesta edição do Solano Ribeiro e a nova música do Brasil.

Bia Goes é de família de músicos. A mãe, Silvia Goes, é pianista e há muitos anos acompanha Toquinho em discos e excursões. O pai é o contrabaixista Arismar do Espírito Santo. Ela está lançando o CD Bia Goes inteiramente dedicado aos ritmos nordestinos, já se preparando para a festa de São João. Para esta edição, Solano selecionou “Todo mundo quer dançar baião” e “São Luiz Gonzaga”, ambas de Tito Baiense e Manuca de Almeida 267, e ainda “Arrasta pé”, de Rafael de Cavalho.

Depois de 30 anos afastado do disco, Tiago Araripe volta com o CD Baião de Nós, com obras de sua autoria, entre elas “A quantas anda você” e “Dois lados”. O disco conta com a participação especial de Zeca Baleiro, que assina com Tiago Araripe a faixa título do CD, “Bião de nós”.

Agora em forma de trio, o grupo Cidade Negra lança o CD Hei, Afro!, com Toni Garrido, Lazão e Bino Farias. O trabalho que marca a volta de Toni Garrido ao grupo passei por todas as vertentes do reggae. Foi gravado no Rio de Janeiro e mixado na Jamaica, berço do gênero. No progrma estão as faiza “Eu fui, voltei”, “Hei, Afro!”, “Contato” e “Mole de amor”, todas assinadas pelo trio.

Aquele Canto é um CD autoral do cantor e compositor Mayr. Solano Ribeiro recebeu o disco uma carta que diz: “Sou cantor, compositor e instrumentista. Trabalhei com cantores renomados da mpb, como Jane Duboc. Atualmente morando no interior de São Paulo (Lorena) desejo expandir minha carreira musical”. Uma oportunidade para você conhecer a música e a voz de Mayr em “Levanta”, “Divã” e “Aquele canto”.

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Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil
Bia Goes, Tiago Araripe, Cidade Negra, Mayr

Exibido na RCB no dia 24 de março de 2013
Apresentação: Solano Ribeiro
Direção: Eduardo Weber

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 21/03/2013

Karina Buhr fala sobre a movimentação musical em São Paulo e define o que é "alternativo"

Lázaro entrevista uma das ganhadoras do prêmio APCA em 2011: a cantora, atriz e percussionista Karina Buhr. Na entrevista, ela conta sua trajetória, projetos futuros e fala sobre o universo artístico

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 O Cultura Livre
O programa apresenta a música brasileira que acontece hoje.
Redação Música
06/08/12 18:42 - Atualizado em 27/08/12 14:58
Apresentado por Roberta Martinelli, o Cultura Livre recebe artistas (cantores ou bandas) no estúdio. Eles tocam suas músicas, falam sobre a carreira e respondem perguntas da audiência.
O programa vai ao ar na Rádio Cultura Brasil,de segunda a sábado, das 14h às 15h, e na TV Cultura, todo Sábado, 17h30 , com uma compilação de 1 hora dos melhores momentos, além de material especialmente produzido. Na web, o programa está presente ao vivo e com interação pela sala de TV do portal culturabrasil.com.br e na sua página oficial no cmais.com.br/culturalivre, que traz conteúdo extra, videos on demand, galeria de fotos e os bastidores do programa.
Cultura Livre acompanha de perto o crescimento dos novos artistas que fazem a música brasileira, e são eles que constroem a música que queremos ouvir agora.
 AQUI



Depois de Caetano, Chico Buarque apoia manifestações contra Feliciano

Em e-mail enviado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o cantor afirmou que também era a favor da saída do pastor da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

27 de março de 2013 | 20h 16


Fonte: Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Depois de Caetano Veloso protestar contra a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, foi a vez de Chico Buarque engrossar o coro contra o parlamentar.
O cantor Chico Buarque também se manifestou contra Feliciano - Divulgação
Divulgação
O cantor Chico Buarque também se manifestou contra Feliciano
Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o cantor teria lhe enviado um e-mail na terça-feira, 26, afirmando que apoia as manifestações que pedem a saída de Feliciano do cargo. "O Chico Buarque me mandou um e-mail e pediu para que eu colocasse o nome dele em qualquer lista que defenda os direitos humanos. Ele disse: 'Assino qualquer lista em defesa da Comissão de Direitos Humanos e pela saída deste deputado'", disse Freixo ao Estado nesta quarta-feira, 27.
Juntamente com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que tem articulado a frente de resistência contra Feliciano na Câmara, Freixo organizou uma manifestação na segunda-feira que reuniu, além de Caetano, outros artistas como o ator Wagner Moura e a atriz Leandra Leal. Representantes de lideranças religiosas, movimentos sociais e outros parlamentares também participaram do evento no Rio. No mesmo dia, as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado deram um beijo na boca num ato de protesto contra o pastor durante a entrega de um prêmio.
Uma nova manifestação contra Feliciano já tem data marcada. Segundo Freixo, será dia 7 de abril, na orla de Copacabana. "A permanência de Feliciano na comissão é um projeto político, para anular as lutas dos direitos humanos. A nossa briga não é porque se trata de uma pessoa religiosa. Esse é um movimento contra a intolerância e o fundamentalismo, contra um grupo que não aceita o direito das minorias", disse o deputado.
Feliciano foi eleito no início do mês para o comando da comissão e tem sido alvo de protestos devido a declarações consideradas racistas e homofóbicas. Ele nega as acusações e diz sofrer perseguição religiosa, pois é evangélico. O deputado, no entanto, reitera que, por conta de suas crenças, não é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Leia também... Direitos Humanos. E agora??  AQUI

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 Fundamentalista evangélico é bem assim!
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Cardeal Carlo Maria Martini: um exemplo de vida.

                           
                                         
Por que não se questionar? Temos medo?
Esta foi a última entrevista do Cardeal Carlo Maria Martini, Arcebispo Emérito de Milão, Itália, cedida ao Padre Georg Sporschill, um seu confrade jesuíta, e a Federica Radice, no dia 8 de Agosto de 2012, em Conversações noturnas em Jerusalém: "Uma espécie de testamento espiritual. Cardeal Martini leu e aprovou o texto." Ele faleceu no dia 31 de agosto seguinte.
Como você vê a situação da Igreja?
"A Igreja está cansada na Europa do bem-estar social e na América. Nossa cultura está envelhecida, nossas Igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias e o aparato burocrático tem aumentado na Igreja, os nossos rituais e nossas roupas litúrgicas são pomposos. Essas coisas expressam o que somos hoje? (...) O bem-estar está pesado. Nós estamos como aquele jovem rico que foi embora triste quando Jesus o chamou para fazê-lo seu discípulo. Eu sei que não podemos deixar tudo com facilidade. Mas pelo menos podemos procurar pessoas que são livres e estão juntas ao próximo. Como eram o Bispo Romero e os mártires jesuítas de El Salvador. Onde estão os nossos heróis para nos inspirar? Por nenhuma razão devemos limitar-lhes aos vínculos da instituição."
Quem pode ajudar a Igreja hoje?
"Padre Karl Rahner usava freqüentemente a imagem das brasas escondidas sob as cinzas. Eu vejo na Igreja de hoje tanta cinza sobre as brasas, que muitas vezes toma conta de mim um sentimento de desamparo. Como você pode livrar a brasa da cinza, de modo a reavivar a chama do amor? Primeiro nós temos que olhar para este fogo. Onde estão as pessoas cheias de generosidade como o Bom Samaritano? Quem tem fé como o centurião romano? Quem estão entusiasmados como João Batista? Quem ousa o novo como Paulo? Que são fiéis como Maria Madalena? Eu aconselho o Papa e os bispos a procurar 12 pessoas fora da linha para lugares de direção. Homens que estão perto dos pobres e que estejam cercados por jovens que experimentem coisas novas. Temos a necessidade do confronto com homens que ardem afim de que o espírito se espalhe por toda parte".
Que instrumentos o senhor recomenda contra a fadiga da Igreja?
"Eu recomendo três muito fortes. O primeiro é a conversão: a Igreja deve reconhecer seus erros e deve seguir um caminho de mudança radical, começando com o Papa e os bispos. Os escândalos de pedofilia nos empurram para embarcar em um caminho de conversão. As questões sobre sexualidade e todas as questões que envolvem o corpo são um exemplo. Estes são importantes para todos e, por vezes, talvez só para alguns que são muito importantes. Devemos nos perguntar se as pessoas ainda ouvem o conselho da Igreja em questões sexuais. A Igreja ainda é uma autoridade neste campo de referência ou apenas uma caricatura na mídia? O segundo é a Palavra de Deus: O Concílio Vaticano II restituiu a Bíblia aos católicos. (...) Somente a pessoa que percebe em seu coração esta palavra pode ser parte daqueles que ajudam a renovação da Igreja e vai responder a perguntas pessoais com uma escolha certa. A Palavra de Deus é simples e se parece com um companheiro que escuta o coração (...). Nem o clero nem o Direito eclesial pode substituir a interioridade do homem. Todas as regras externas, leis, os dogmas, nos são oferecidos para clarear a voz interior e no discernimento dos espíritos. Para quem são os sacramentos? Estes são o terceiro instrumento de cura. Os sacramentos não são uma ferramenta para a disciplina, mas uma ajuda para os homens em tempos de fraqueza e caminhada da vida. Nós trazemos os sacramentos para as pessoas que precisam de uma nova força? Eu penso em todos os casais divorciados e recasados, em famílias separadas. Eles precisam de proteção especial. A Igreja apóia a indissolubilidade do casamento. É uma graça quando um casamento e uma família pode viver este valor (...). A atitude que tomarmos para com as famílias separadas vai determinar a aproximação da Igreja com seus filhos. Uma mulher foi abandonada pelo marido e tem um novo parceiro que cuida dela e de seus três filhos. Há a tentativa de um segundo amor. Se esta família é discriminada, é discriminado não só a mãe, mas também seus filhos. Se os pais estão fora da Igreja, ou não sentir o apoio, a Igreja vai perder a próxima geração. Antes da comunhão, rezamos: "Senhor eu não sou digno..." Sabemos que não somos dignos (...). O amor é a graça. O amor é um dom. A questão dos divorciados se podem comungar deve ser revertida. Como pode a Igreja começa a ajudar com o poder dos sacramentos para aqueles que têm situações familiares complexas?"
O que o senhor faz pessoalmente?
"A Igreja ficou para trás 200 anos. Por que não se questionar? Temos medo? Medo em vez de coragem? No entanto, a fé é o fundamento da Igreja. Fé, confiança, coragem. Estou velho e doente e dependo dos outros. Boas pessoas ao meu redor me fazem sentir o amor. Este amor é mais forte do que o sentimento de desconfiança que às vezes se sente em relação à Igreja na Europa. Só o amor vence o cansaço. Deus é Amor. Eu ainda tenho uma pergunta para você: o que você pode fazer pela Igreja?”

Tradução: Irmãs de Santo Euzébio da Comunidade de Malhada dos Bois (SE) e Pe. Isaías Nascimento (Propriá/SE)
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  • Francisco insistiu que religiosos saiam às periferias e estejam próximos a ‘rebanho’
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Papa Francisco no final da missa crismal na Basílica de São Pedro
Foto: ALESSANDRO BIANCHI / REUTERS

Papa Francisco no final da missa crismal na Basílica de São Pedro ALESSANDRO BIANCHI / REUTERS
VATICANO - Em sua primeira Missa do Crisma como Papa, concelebrada por cardeais, bispos e cerca de 1.600 sacerdotes nesta quinta-feira em Roma, Francisco exortou os religiosos a irem às periferias, onde há sofrimento e sangue, e a serem “pastores com cheiro de ovelha”. O Pontífice pediu aos sacerdotes que superem a crise de identidade “que ameaça a todos e se soma a uma crise de civilização” e que não sejam meros gestores, mas mediadores entre Deus e o povo. Segundo ele, o sacerdote que não vai às ruas, se distancia dos fiéis.