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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dança de roda ajuda a recuperar a saúde mental

Fonte: globo.com

Conseguir entrelaçar as mãos parece um bálsamo para Isabel. Ela foi internada numa clínica psiquiátrica com depressão. E encontrou na dança um motivo para levantar da cama.

Cada dança dita um ritmo e, assim como na vida, às vezes a gente perde o compasso, pisa no pé do outro, tropeça e descobre que precisa exercitar o jogo de cintura, e estender as mãos para entrar na roda.

“Numa roda, a gente não consegue dançar de mau humor, ou de tromba. A harmonia da música faz com que a alegria se instale”, diz a professora Carmem Eloá Boff.

Dançando, Miriam encontrou motivação para enfrentar seus medos. “Eu não saída de casa”, conta Miriam, que sofre crises de pânico desde a adolescência. E a dança circular é uma aliada no combate a doença.
“Toda terça-feira, eu estou sempre presente nas danças. Isso me proporcionou alegria, liberdade, felicidade, tudo de bom na minha vida. E o pânico está indo embora”, diz Miriam Terezinha Dachi, dona de casa.
A roda faz bem até pra gente como Rosana, que tem mania de perfeição. O marido que o diga. Ele é médico e indicou a dança pra ela. “Ela está mais centrada nela mesma. Ela consegue ver o mundo com muito mais qualidade, está se cobrando menos e também cobrando menos de mim”, brinca o marido, Otávio Augusto Pereira.
O resultado foi mais romance no casamento. “O que mais muda é o cuidado e a delicadeza de um para com o outro”, explica o médico.
Quem segue estes passos diz que a roda oferece um norte, um caminho de paz.

assista ao vídeo da reportagem AQUI

“Se a gente está muito exaltada, muito eufórica, correndo, estressada, ela acalma. Se a gente está meio triste, desanimada , ela anima”, explica Cida Garcia, jornalista.

É meditação em movimento, um exercício de concentração. A origem é antiga. Há milênios, os homens fazem rituais e celebram a vida em roda. Por isso, muita gente diz que este é um movimento sagrado.
“É a alma de cada povo, a cultura de cada povo. A danca circular fala de céu, de terra, de respirar juntos. De dar as mãos, de olhar nos olhos”, diz Renata Ramos, focalizadora de danças populares.
Parece até brincadeira de criança. A simplicidade da dança de roda faz deste um excelente exercício para quem quer recuperar a saúde mental.
Conseguir entrelaçar as mãos parece um bálsamo para Isabel. Ela foi internada numa clínica psiquiátrica com depressão. E encontrou na dança um motivo para levantar da cama.

“Parece uma injeção de ânimo que a gente recebeu ali. Uma medicação que não é convencional, mas de ânimo. Uma força muito grande”, explica Isabel Cristina Correa, professora.
“Você fica, assim, perplexa consigo mesma, de conseguir dançar, ir até o final e sair dali leve, com a cabeça equilibrada. É uma vitória, com certeza uma vitória”, descreve Márcia Regina da Silva, Bancária.

Confira o acervo de videos e textos das iniciativas desenvolvidas pela Ação Cultural AQUI
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Dança de rua afasta os jovens das drogas e da violência

Ela é urbana e popular. Nasceu nos anos 70 e tem o DNA dos guetos negros de Nova Iorque. Contagiou o mundo, mudou a dança, e tem mudado vidas.

A dança de rua foi um giro na vida de Kety Jamile. “Passei muita fome com a minha família, com meus irmãos, minha mãe. Se não fosse o lanche da escola, eu não comia nada o dia inteiro”.

Luís Felipe encontrou o caminho do equilíbrio. “Eu não tinha muitas perspectivas de vida. Era rodeado pela criminalidade, pelas drogas, pela prostituição. Então era isso que eu vivia no meu dia a dia. A dança foi uma mão foi meu braço, foi meu corpo inteiro, foi uma coisa que realmente me levantou, me ergueu e fez e tá fazendo a pessoa que sou hoje”, conta o dançarino.
 
O palco dela é a rua. Seja a rua que for. Às vezes, nem de rua ela precisa. Basta estar na rua.
Ela é urbana e popular. Nasceu nos anos 70. Tem o DNA dos guetos negros de Nova Iorque. Contagiou o mundo, mudou a dança, e tem mudado vidas, como a do coreógrafo Thurbo Braga. O menino de Rondônia chegou a passar fome e dormir na rua. Mas tinha um sonho de criança.

“Eu tinha 10 anos quando vi o cantor norte-americano James Brown fazendo esse movimento que se chama big foot . Então eu disse é isso que eu quero fazer”, conta Thurbo Braga, diretor da Companhia de Dança Millenium.

Há 16 anos, Thurbo criou em Itajaí (SC) o que é considerada hoje uma das principais companhias de dança de rua do país. Ele apostou que os movimentos ágeis e acrobáticos tinham o poder de atrair os jovens.

Acertou em cheio. A Companhia de Dança Millenium já ganhou cinco vezes o Festival de Joinville. Mas esta não é a maior vitória pessoal de Thurbo.  Ela tem a ver com mudar destinos, dar uma reviravolta na vida de jovens em risco social.

Matheusinho, 13 anos, mora na periferia de Itajaí. “Acho que aqui me preocupa mais as drogas, violência”, conta o estudante Matheus Márcio Adriano”.

Só que aqui a turma do bem e da dança chegou antes e fez mais um amigo. Matheus está entre mais de dois mil jovens já beneficiados pelo projeto da companhia de Thurbo, o Dança é Vida.
O ritmo pulsante é como uma isca para a garotada. A maioria de escolas públicas.

A dança disciplina e educa. A principal condição para participar do projeto é ir muito bem na escola. Por isso, a cada dois meses, eles precisam apresentar os boletins com as notas lá do colégio para o professor de dança.

"A dança é um estímulo. Como eles adoram dançar, a gente aproveita pra cobrar um bom desempenho escolar que é o fundamental, e que eles vão levar pra toda vida", diz Thurbo Braga.

A maior parte dos 25 dançarinos do grupo foi descoberta assim. Kety e Luís Felipe, na época, tinham 13 anos. Hoje, são dançarinos profissionais.

"Consigo me sustentar e sustentar minha família e também consigo ajudar crianças e adolescentes que hoje vivem na situação que eu passei há 12 anos atrás", conta Kety Jamile.

"Hoje eu estou quase me formando em educação física, sou dançarino profissional há 11 anos.
Isso hoje é meu alicerce, hoje eu vivo disso e hoje eu consigo passar para as pessoas que estão a minha volta, ao meu redor, meus parentes e amigos que dança é minha vida e vai ser meu futuro", diz Luís Felipe.

O grupo faz mais de 150 apresentações por ano em todo o Brasil. É um vencedor de festivais e concursos. E, acima de tudo, um exemplo para a plateia de casa.

E thurbo também fez a lição de casa. Alyson é dançarino e professor das crianças do projeto.
Cliver Pop segue os mesmos passos. Eles são filhos de Thurbo. Eles são filhos da dança.

Assista ao vídeo da reportagem AQUI
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Dança de salão equivale a uma caminhada rápida

Atividade ajuda a perder cerca de 350 calorias. Advogada que faz quatro aulas por semana e frequenta bailes aos sábados conseguiu perder 6 quilos.

Quando a dança vira uma paixão, ela costuma revelar sentimentos que muitas vezes já estavam dentro da gente. Só que escondidos em algum lugar.

“Me sinto mais poderosa, mais forte pra enfrentar até coisas que não têm a ver com a dança. Enfrentar o trabalho, o dia a dia, ter um pouco mais de presença nas coisas que eu faço”, conta Vanessa Karla Miranda, advogada.

Ela faz quatro aulas por semana e ainda frequenta bailes nos sábados. Com essa rotina, emagreceu seis quilos. Ela está tão bem, que promere perder mais uns quilinhos, sem sacrifício.
Basta uma hora animada pra queimar muitas calorias. “A dança de salão é uma atividade moderada. Ele deve perder mais ou menos entre 300, 350 calorias, é como se ele estivesse fazendo uma caminhada mais rápida”, explica a professora de dança, Gracinha Araújo.
Quem se apaixona pela dança deste jeito percebe mudanças no corpo e na alma. “É o alimento da alma e dançando eu realmente, sou eu, eu mesma”, descreve Vanessa.

assista AQUI o vídeo da reportagem
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 Dança do ventre ajuda a recuperar a autoestima de quem teve câncer

Pesquisadores investigam o impacto físico e psicológico da dança em mulheres que perderam a mama. Com menos de cinco meses de aula, uma turma já recuperou o ânimo.

Algumas das bailarinas mostradas em vídeo nunca pensaram em pisar num palco. Por isso, a apresentação vai muito além do espetáculo. A beleza dos movimentos é reflexo de um longo caminho que elas tiveram que percorrer.

Maria tinha 26 anos quando descobriu o câncer. “Foi muito difícil. Foi assustador”, conta Maria.
Os médicos tiveram que retirar a mama: “Na hora que eu me olhei no espelho, eu desabei. Naquele momento, eu falei : espelho pra mim não existe mais”, lembra.
Maria pediu, e o marido retirou todos os espelhos de casa. “Eu aprendi a pentear o cabelo a me maquiar, fazer tudo, sem me olhar no olhar no espelho, porque eu não me aceitava”, revela a vendedora.
Ela fechou os olhos pra si mesma por dois anos. E só reencontrou uma Maria "inteira" numa sala de aula.

No lugar, mulheres que tiraram a mama enfrentam juntas um imenso desafio: reconstruir a própria imagem.
“Você começa a dançar, você descobre: poxa, eu tenho um corpo, eu tenho quadril eu tenho braço, eu tenho mão, eu tenho rosto. Eu não sou só uma mama”, diz Sandra Ramos Pedroso,
ajudante geral.
A dança do ventre desperta o corpo, e a força da mulher.
“A sensação é de impotência. Eu sou dura, não vai dar. Eu acho que você não vai conseguir. E eu com este quadrilzão aqui, na hora que eu mexo, você não tem noção, é muito bom”, comemora Maria Emília Pereira, funcionária pública.
O grupo de dança do ventre mostrado em vídeo faz parte de um estudo desenvolvido na Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), em Botucatu.
Os pesquisadores investigam o impacto físico e psicológico da dança em mulheres que perderam a mama. Com menos de cinco meses de aula, uma turma já recuperou o ânimo.

Antes de começar a dança, as mulheres passam por uma avaliação física.




assista o vídeo da reportagem AQUI

“Em alguns casos, em algumas cirurgias, ocorre a retirada de alguns músculos peitorais. E, por conta disso, elas ficam com limitação de movimentos e dor”, diz a fisioterapeuta Samira Luvizutto Rozalem.
Eliana mal conseguia erguer o braço. Quando descobriu o câncer, ela também caiu em depressão. “Pra mim foi terrível, minha vida parou”, conta a dona de casa. Em dois meses de aula, Eliana já consegue fazer muita coisa.
“A dança trabalha com todas as articulações e grupos musculares. Ajuda na fisioterapia e na recuperação dela”, diz a fisioterapeuta.
Além dos movimentos, a dança ajuda a recuperar a autoestima que a doença levou. “Me sinto bem, agora estou colocando brinco”, diz Eliana.
Redescobrir a própria beleza traz saúde. Esta é uma das conclusões da pesquisa.
“As mulheres que estavam deprimidas se tornaram mulheres saudáveis, alegres, sem dúvida alguma, do ponto de vista clínico, a imunidade dessas mulheres melhorou muito”, afirma o médico coordenador da pesquisa, José Ricardo Rodrigues.
“É uma magia. Elas vêm para esta sala e se sentem em outro mundo. Elas desligam do mundo lá fora. Aqui elas esquecem todas as limitações. Elas não pensam nisso”, diz a educadora física
Sônia Regina Augusto.

Hoje, Maria reencontra, diante do espelho, uma mulher segura. “Eu me enxergo. Eu esqueço que um dia eu tive câncer, eu esqueço que um dia eu tirei a mama. Eu me enxergo por completo. É o meu momento. Me sinto uma deusa”, revela Maria.

 Globo Repórter - DANÇA E SAÚDE - 26/07/13 - (Completo)

Aldeia multiétnica leva diversidade cultural ao interior goiano

Pedro Henrique Moreira - Agência Brasil28.07.2013 - 19h56 | Atualizado em 28.07.2013 - 22h49
 
Alto Paraíso de Goiás – Ponto alto do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, a Aldeia Multiétnica reuniu, na última semana, na Vila de São Jorge, mais de 200 índios de pelo menos dez etnias. A área ocupada pela aldeia desde a edição de 2011, próxima ao Rio São Miguel, recebeu uma oca típica dos Krahô, do Tocantins. Neste ano, mais duas casas típicas compuseram o espaço, uma xinguana, usada pelos povos do Xingu, e uma Kaiapó. Há ainda uma casa Kalunga, típica dos quilombolas de Goiás, e a Tribo Arco-Íris, um acampamento de não índios de origem urbana, que adotaram um estilo de vida mais próximo da natureza.
Os índios começaram a chegar à Aldeia Multiétnica há uma semana, mas a programação só teve início quarta-feira (24), com o ritual da Máscara do Tamanduá, dos Kaiapó. Aberta ao público, a aldeia foi palco de inúmeras apresentações dos índios. Rituais religiosos, festas, danças e lutas foram algumas delas.
O idealizador e coordenador-geral do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada, Juliano George Bessa, explicou que a ideia é mostrar um pouco do Brasil indígena para o restante da sociedade. "Esse Brasil ocupa 13% do nosso território, que são os 13% mais bem preservados quanto à diversidade ambiental e cultural. Dentro da aldeia, eles se encontram, e também a sociedade brasileira tem  oportunidade de ver a beleza da cultura indígena, do modo de viver, das crianças, dos anciãos." Bessa destacou que é possível acompanhar rituais que são passados de pai para filho há centenas de anos e "estão na memória mais antiga do que é o Brasil".
A relações públicas Camila Nascimento, que mora em Goiânia, foi com a filha, Júlia, de 14 anos, acompanhar as atividades da aldeia. O único contato anterior de Camila com povos indígenas tinha sido no litoral de São Paulo, mas com índios que já vivem na cidade e perderam boa parte dos costumes. Na aldeia, assistiu a um ritual que atravessou a madrugada. "Eles fizeram uma reza em cada uma das ocas, para proteção espiritual. Então, tudo tem um porquê. Cada desenho que eles fazem no corpo tem um significado", lembrou. Segundo ela, são muitos significados, há muita relação com os elementos da natureza. "Eles vão explicando e você entra no ritual junto com eles."
Carregando uma pequena índia Kaiapó nos braços e com muitas pinturas corporais feitas pelas índias, Júlia se disse impressionada. "Antes de vir pra cá, achei que não ia gostar muito, não queria. Quando cheguei, nossa! É uma energia muito boa. No começo, eles não gostam muito, mas, depois, começam a abraçar e a brincar mais com os visitantes."
O grupo de Camila e Júlia incluía amigos de Curitiba, de Brasília e da cidade catarinense de Pombinhas. Todos interessados em vivenciar, bem de perto, as tradições indígenas. A estudante de gestão ambiental Sarah Martins, que mora em Brasília, que sempre admirou os povos indígenas, também brincava com as crianças. "São povos ancestrais, são conhecimentos maravilhosos. São muito carinhosos. Ainda carregam muita inocência, e é preciso preservar isso."
O escambo (troca de uma mercadoria ou serviço por outro) foi resgatado para o pagamento das pinturas e objetos feitos pelos indígenas. As pinturas, principalmente as feitas pelas mulheres Kaiapó, eram as mais procuradas. Em troca, os índios recebiam bijuterias e cangas, entre outros objetos. Camila considerou essa troca uma forma de "desapego". Eles têm uma noção de valor completamente diferente da de quem vive nos centros urbanos. "Aprendemos isso com eles: o que realmente importa não é o que é caro, o que tem marca, onde eu comprei. Isso pra eles não tem valor nenhum. [O importante] é como eles vão usar aquele objeto."
Na sexta-feira (26), os Fulni-ô, indígenas de Pernambuco, apresentaram um ritual no grande largo central da aldeia. Com pinturas corporais e vestimentas tradicionais, cantaram e dançaram, ao ritmo das pisadas fortes no chão. Ykekia Txalé Fulni-ô, um dos líderes do grupo, informou que cerca de 6 mil Fulni-ô vivem no estado, em uma região próxima de Garanhuns. Ele disse que a cultura indígena da Região Nordeste é pouco conhecida no restante do país. "[O brasileiro] conhece mais [os índios] de Mato Grosso, da Amazônia. Então, quando somos convidados, podemos mostrar que lá tem índio que preserva, que faz suas tradições. E mostrar um pouco dos cânticos." No ano que vem, os Fulni-ô serão os anfitriões da Aldeia Multiétnica, com a construção de uma oca típica no local.
Os Yawalapiti, originários do Alto Xingu, em Mato Grosso, apresentaram sábado (27) uma festa das mulheres guerreiras, além de demonstrações de uma luta tradicional, que lembra um pouco as artes marciais de contato, como o judô e o sumô japonês. Primeiro as mulheres se enfrentaram. Depois, os homens, que convidaram que assistia a participar.
O pesquisador Leandro de Melo Rocha aceitou  o desafio, mas, em poucos segundos, foi jogado ao chão. "É muita força, muito respeito, há um encaixe espiritual ali na hora, o respeito é grande, mas sem violência, só medindo a força. Ele é muito mais forte do que eu, com certeza. Não tem que comparar", disse ele. O guerreiro Parú Yawalapiti, que lutou com Leandro, não precisou  usar a força, porque achou o adversário muito leve. "Não precisei usar força, nem nada. Só a técnica mesmo. Só puxei ele, virei assim, ó, e ele caiu."
O grupo participou da aldeia pela sétima vez. O líder Anuiá Yawalapiti ressaltou que, além de permitir que todos conheçam a cultura dos outros povos indígenas, a iniciativa ajuda a unir forças e buscar soluções para as dificuldades que esses povos enfrentam. Mostrar a cultura para os não índios também ajuda a ganhar a adesão do restante da sociedade.
Ainda no sábado, as atividades indígenas saíram da Aldeia Multiétnica e invadiram o pequeno povoado de São Jorge. Os índios Krahô, que vivem no Tocantins, disputaram a corrida de tora. Carregando troncos de buriti nos ombros, os homens percorreram a principal rua do povoado. A chegada foi diante do palco principal, montado para o Encontro de Culturas. Lá, várias etnias se revezaram em danças e cânticos, encantando o público e os turistas.
Durante o 13° Encontro de Culturas Tradicionais, o Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, promoveu uma convenção livre quilombola, uma convenção livre indígena e uma oficina sobre a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Essa convenção determina a consulta prévia às comunidades tradicionais sobre empreendimentos que possam afetar as terras onde vivem.
Para a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, a aplicação da convenção precisa ser garantida. "É importante porque a vida dessas pessoas depende da questão ambiental, depende do território. As comunidades tradicionais, indígenas, ribeirinhos, extrativistas, têm uma relação com o meio ambiente, e temos muito a aprender com elas." O processo de progresso tem que considerar outras maneiras de viver e de ser, outros valores, que não só os monetários, acrescentou.
Das convenções livres, saem as propostas que farão parte da 3ª Conferência Nacional de Cultura, que será realizada entre 26 e 29 de novembro deste ano. Márcia Rollemberg disse que a intenção é incorporar as propostas apresentadas nas etapas regionais da conferência aos planos municipais e estaduais e ao plano nacional de cultura.
  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

domingo, 28 de julho de 2013

Cinema pela Verdade em Sergipe - De 30 de julho a 02 de agosto

    • Entre 30 de julho e 2 de agosto, acontece em Sergipe a “Mostra Cinema pela Verdade”, com exibição de filmes que buscam refletir e gerar um ambiente de mobilização em todo o país, em favor da memória histórica e de informações verdadeiras sobre as atrocidades cometidas nos períodos de Ditadura Civil-Militar nos países da América Latina.

      Em Sergipe, dois documentários brasileiros serão exibidos nos dias 30 e 31 de julho. “Marighella”, de Isa Grinspum Ferraz, e “Eu me lembro”, de Luiz Fernando Lobo. Já nos dias seguintes, é a vez das ficções “Infância Clandestina”, de Benjamín Ávila, e “No”, de Pablo Larrín.

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      Sinopse: "Marighella" de Isa Grinspun Ferraz, ganhador do prêmio de melhor longa-metragem da Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em 2012. Carlos Marighella foi o maior inimigo da ditadura militar no Brasil. Este líder comunista e parlamentar foi preso e torturado, e tornou-se famoso por ter redigido o Manual do Guerrilheiro Urbano.

      Todas as sessões da “Mostra Cinema pela Verdade” acontecerão no auditório da Pró-Reitoria de Graduação (Didática VI) da UFS, sempre a partir das 18h.

      Informações podem ser acessadas através do e-mail cafecomguarana@gmail.com

sábado, 27 de julho de 2013

País mudo não muda!

Chico Alencar - Professor de História e Dep. Federal Psol- RJ

País mudo não muda
As manifestações que tomaram as ruas das cidades brasileiras mexem com as categorias tradicionais de análise. Tudo o que se elabore a respeito será insuficiente, pré-texto que é também pretexto para justificar o não entendimento completo desse contexto singular. A régua usada para medir movimentos anteriores não é adequada para avaliar os atuais, que “não têm CNPJ”. Uma boa embocadura é fazer considerações a partir do que diziam alguns cartazes que os milhares de manifestantes, na sua maioria jovens, portavam:
“O gigante acordou”? A história brasileira registra manifestações massivas e explosivas de caráter urbano. Em 1890, ainda no II Reinado, o Rio de Janeiro agitou-se por dias seguidos, em reação da população contra o aumento de 20 réis na passagem dos bondes. Portanto, tanto o ‘gigante’ já acordou antes quanto é possível que volte, agora, a adormecer – sedado pela inorganicidade dos protestos e pela sua extrema diversidade, reflexo de uma sociedade que, historicamente, tem mais estadania do que cidadania. Que os conservadores não se sintam aliviados, porém: seu sono será leve, assombrando com a possibilidade de acordar a qualquer momento. Há setores sociais novos, apelidados de ‘classe C’, que parecem ter chegado ao limite de sua estimulada capacidade de consumo. Agora, engarrafados nas ‘carrocracias’ urbanas, no sufoco da especulação que aumentou violentamente os preços dos aluguéis e dos imóveis, sem planos privados de saúde e possibilidades de pagar escolas particulares, clamam por serviços públicos de qualidade.
“Não é por centavos, é por direitos”. A questão das tarifas foi a faísca que incendiou uma planície de insatisfações até então conformadas. A repressão policial adicionou combustível e demandas reprimidas de diversos setores provocaram o incandescente protesto “contra tudo o que aí está”. A irritação cotidiana com a péssima mobilidade urbana do país – segundo o IBGE, apenas 3,8% dos nossos 5.567 municípios têm Plano Diretor de Transportes, embora 74% deles possuam estrutura administrativa/burocrática para o setor – criou caldo de cultura que engrossou os protestos. Mais que em busca de negociação, os atos eram de rebeldia: não demandavam das autoridades que as recebessem nem constituíam comissão representativa para este ‘diálogo’. É como se a multidão clamasse: ‘quem quiser nos ouvir, que ouça!’. As manifestações multitudinárias de junho estão tendo um efeito-demonstração: de lá para cá, milhares de pequenos movimentos reivindicatórios eclodiram ou se reanimaram.
“Queremos escolas e hospitais padrão Fifa”. Estádios suntuosos foram reformados ou construídos pelo consórcio negocista Fifa-Governo Brasileiro-Parlamento – que aprovou a Lei Geral da Copa e o Regime Diferenciado de Contratações de Obras Públicas, dando arcabouço jurídico ao empreendimento. As arenas faraônicas cumpriram papel pedagógico, ao demonstrar que recursos existem, que prazos podem ser cumpridos... e a falta de critérios no uso do dinheiro público, que não chega para escolas e hospitais. O “padrão Fifa” que se reclama, por óbvio, não é o da gestão da entidade, com tantas denúncias de corrupção.
“Fora todos os governos”. A tônica personalista da política vigente levou a uma contradição: há 3 meses, a aprovação ao desempenho dos governantes – no plano federal e estadual – já contrastava com a avaliação das políticas públicas de saúde, educação, segurança, moradia e trânsito, de tendência claramente negativa. Nas ruas, o repúdio era contra os partidos, pois, no senso comum, nenhum presta. Pesquisa recente revela que 81% dos consultados os consideram corruptos, sem exceção. E também contra a péssima qualidade dos serviços públicos e contra os meios de comunicação de massa, com seu noticiário interessado. Tudo foi posto em questão por uma geração que não conheceu o PT contestador e sim o do poder. Que não viveu qualquer polarização política, mas sim o avassalador processo de ‘peemedebização’ e despolitização da política, com sua devassidão ética, azeitada máquina de captar votos e voracidade de ocupação de espaços.
“Não adianta rugir como um leão e votar como um jumento!”. Aqui há uma mediação com a democracia representativa tradicional, chamando a atenção do próprio cidadão eleitor: ele também é responsável pela degradação do sistema político, ao não dar um voto consciente nem acompanhar a vida pública. Os muito interessados na política de negócios prevalecente são alimentados pelos muitos “analfabetos políticos”, pouco interessados nessa dimensão essencial da existência. O sistema partidário-eleitoral em vigor, fulanizador, excludente, marqueteiro e fisiológico, favorece a captação de sufrágio e a eleição de pessoas sem o menor espírito público, a despeito das leis que criminalizam a captação de sufrágio e tornam inelegíveis os ‘fichas-sujas’.
Saí do Facebook!” A maior novidade é a articulação em rede saindo da telinha para a vida real: ‘o post nos libertará!’. Nunca na história desse país houve tamanho “enxameamento viral”, de uma certa forma mais ‘social’ que ‘político’, e que tende a ser não contínuo e crescente, mas intermitente, como um ‘foco guerrilheiro pós-moderno’ que surpreende o poder com ações ousadas, exemplares, e depois recua – sem sequer saber da existência do manual do velho Che e das estratégias do general Giap... As manifestações revelavam um desejo difuso de participação, de cada um ser ator de sua história – de certa forma, cada um sendo sua própria manifestação. No contexto ideológico do hiperindividualismo capitalista em que vivemos, muitos, inteiramente à margem de partidos, sindicatos, grêmios e associações, levaram demandas a partir de sua percepção pessoal, coletivizando-as em sua debutância militante, colocando-as na cena pública.
“Penso, logo não assisto”. As redes sociais confrontaram as redes empresariais e seus grupos restritos, monopolistas. A mídia direta polarizou com a mídia tradicional, embora venham desta – especializada, por dever de ofício – a maioria das intensas e diversas informações que circulam nas redes. Inegável que a internet promove uma democratização dos meios de comunicação, abalando a força indutora da mídia grande, questionadíssima em todas as manifestações. Não por acaso está montada uma rede de espionagem, a partir dos EUA, para o controle destas informações, além de, em alguns países, a internet ser rigorosamente controlada e restrita. Nas passeatas, a cobertura das TVs foi hostilizada a ponto de seus repórteres terem que ir sem a canopla dos microfones com as logomarcas de suas empresas. Tão questionada como os partidos, a mídia grande comercial, por óbvio, pouco destacou esse aspecto dos protestos. Mesmo os jornais impressos, muitos pertencentes à mesma rede de comunicação, não noticiaram essa forte contestação. Fundamentalismos religiosos também foram fustigados.
“Quem luta, conquista”. Revelando a força da pressão direta da praça sobre os palácios – antiga proclamação das esquerdas -, as manifestações já produziram resultados concretos, tanto em ações do Poder Executivo (redução de tarifa para 70% da população de cidades grandes e médias e anúncio de projetos para melhorar a mobilidade urbana), do Legislativo (acelerando-se a aprovação de matérias que tramitavam em passo lento) e mesmo do Judiciário (prisão de um deputado ladrão). As diferentes tribos sem tribunos, ocupando os espaços centrais das cidades, constituíram uma original e multifacetada tribuna popular. Disse, sem dizer, que democracia é mais que votar. A antiga cultura participativa da qual emergiu o PT negou o ‘mestre’ hoje acomodado. Quem tem a obrigação de decodificar e formular políticas públicas a partir das demandas necessariamente difusas – e, aqui e ali, confusas – são os agentes políticos que se assumem como tais ou estão mandatados para tanto. A cidadania aponta os problemas, com a autenticidade de quem os sofre na carne e na alma. Resolvê-los é tarefa dos que são pagos por ela para esse serviço, que é político e técnico. Desafio grande para quem andava tão blindado contra as massas, só consideradas como de manobra nos anos eleitorais.
“País mudo não muda”. Só o prosseguimento das manifestações tirará da inércia os paquidérmicos Poderes da República. Ao contrário de alguns outros movimentos, no Brasil e no mundo, não há aqui, até o momento, formulação de tomada de Poder, e sim seu questionamento radical. Semelhante ao ‘Ocupa Wall Street’, aqui se enfatiza mais o que não se quer do que o que se quer. A ocupação dos espaços públicos por multidões manifestantes – multiclassistas, destaque-se – questiona a lógica do poder que passa pelo controle do território, proclamado como ‘dever de manutenção da ordem’. Reivindicantes/protestantes presentes e visíveis alteram a natureza da tradicional ‘impotência’ das massas frente ao poder estabelecido. Esse autoempoderamento abre a possibilidade estimulante de se estar fazendo história. Para Manuel Castells, sociólogo estudioso da sociedade em redes, “é o caos criativo. Anormal seriam legiões em ordem, organizadas por uma única bandeira e lideradas por burocratas partidários. O espaço público reúne a sociedade em sua diversidade: a direita, a esquerda, os malucos, os sonhadores, os realistas, os ativistas, os piadistas, os revoltados...”
“Sem partido!” A este reiterado brado, a reação foi a afirmação, correta, de que sem partidos não há democracia. É imprescindível entender, porém, que os partidos não são mais a única forma de representação da sociedade, e andam cada vez mais dissociados de suas vontades, seja por seu controle caciquista (prática dos da direita), seja por suas autofagias e baluartismos (costumeiros nos de esquerda). Aliás, os grandes partidos brasileiros – que sofrem de ‘nanismo moral’ – e os ditos ‘nanicos’, legendas de aluguel, também não querem aprofundar a democracia, com mais mecanismos de transparência e participação direta da população. Não seria exagero dizer que com esses partidos não há democracia! É verdade, por outro lado, que o vazio ideológico e a progressão, nos tempos atuais, da distopia, produzem ‘rebeliões do efêmero’, com uma espécie de solidariedade pós-moderna eventual, com o compartilhamento de reivindicações particularistas. Jovens representantes da Federação Anarquista, por outro lado, costumam lembrar a bela consigna “povo forte não precisa de líderes”. Frase de Emiliano Zapata, principal líder da Revolução Mexicana do início do século passado... “Podemos ser qualquer pessoa, as pessoas se apropriam das suas próprias lutas, não precisam ficar esperando alguém dizer o que fazer”, disse Mayara Vivian, que é da coordenação do organizado Movimento Passe Livre de São Paulo. Alguma forma de organização e liderança, ainda que mutante e rotativa, é necessária.
“Vândalo é o Estado”. A sociedade de massas e as grandes metrópoles estimulam mentalidades competitivas e comportamentos de forte tom agressivo, como se vê diariamente nas discussões de trânsito. A tensão urbana explode com frequência, sem controle racional possível. É fato que as manifestações, quase sem exceção, possuíam uma ‘cauda envenenada’ que reunia desde jovens no limiar da marginalização – no Brasil, cerca de 24 milhões entre 15 e 25 anos estão fora da escola e do mundo do trabalho – até os ditos mais politizados, defensores da ‘ação direta e violenta contra os símbolos do estado’, entre eles anarcopunks e ‘blacks blocs’. Chegavam encapuzados e com artefatos explosivos de fabricação caseira em manifestações pacíficas que clamavam por transparência. Sua disposição era de brigar com a polícia. Esta, despreparada e militarizada, vendo em todos o arcaico “inimigo interno” dos tempos da Guerra Fria, vinha disposta a, sendo fustigada, atacar tudo e todos, sem critério e economia de bombas, gases, cassetetes. A repressão inaudita das PMs foi, sem dúvida, um fator de crescimento das mobilizações, como protesto contra a violência estatal. E o vandalismo do abandono de equipamentos públicos, sobretudo nas periferias, e da subtração de recursos, que a corrupção estrutural realiza, foram constante e corretamente denunciados.
“Se vocês não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”. A propósito, Slavoj Zizek, em visita ao Occupy Wall Street (Liberty Plaza, Nova York), em 2011, alertava: “Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. (...) O verdadeiro teste do seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida cotidiana será modificada. Apaixonem-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. (...) Há um caminho longo pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis, questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que queremos.(...) Qual organização pode substituir o capitalismo vigente? Que tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem. (...) O problema maior não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a ser corruptos. (...) Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, tentarão transformar isso aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para entidades caritativas ou comprar cappuccino da Starbucks, que reverte 1% da renda para os pobres do Terceiro Mundo, seria suficiente para nos sentirmos bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nosso engajamento político seja terceirizado – mas agora nós o queremos de volta! (...) Quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os EUA são uma nação cristã, lembremo-nos do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos! Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação. Sim, somos violentos no sentido em que Mahatma Gandhi o foi. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam. Mas o que significa essa violência simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento do sistema capitalista global? Em breve seremos chamados de perdedores. Mas os verdadeiros perdedores não são os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos EUA já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações financeiras e imobiliárias que levaram à queda de 2008 extinguiram mais propriedades privadas obtidas a duras penas – pense nas moradias hipotecadas – do que se estivéssemos as destruindo agora, dia e noite.”
Não tenho hospitais, não tenho escolas, não tenho transporte... E não tenho mais paciência também!”. No Brasil, a degradação da qualidade de vida das pessoas, sobretudo nos grandes centros, tem raízes estruturais. O chamado “inferno urbano” não se explica simplesmente por razões demográficas e imediatas, setoriais. Segundo o economista Reinaldo Gonçalves, o modelo liberal periférico, que a década do lulopetismo não reverteu, implicou “um país ‘invertebrado’, com a perda de legitimidade do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) e das instituições representativas da sociedade civil (partidos políticos, centrais sindicais e estudantis, organizações não governamentais...) Trata-se de um social-liberalismo corrompido por patrimonialismo, clientelismo e corrupção e garantido pelo ‘invertebramento’ e pela fragilidade da sociedade civil”. Gonçalves lembra o crescente endividamento das famílias pobres e de classe média como fator de inquietação social, no contexto econômico de liberalização, privatização, desregulação, dominância do capital financeiro, subordinação e vulnerabilidade externa estrutural: “a distribuição limita-se à redistribuição incipente da renda entre os grupos da classe trabalhadora de tal forma que os interesses do grande capital são preservados; não há mudanças na estrutura primária de distribuição de riqueza e renda no que se refere aos rendimentos da classe trabalhadora versus renda do capital”.
“Desculpe o transtorno, estamos mudando o país”.
A multidão produz uma sensação de força que pode se tornar tão generosa quanto... pretensiosa. Não se muda o país sem o enfrentamento, por exemplo, da questão da dívida pública. Ela comeu 44% do Orçamento da União em 2012 (R$ 753 bi), enquanto a Saúde recebeu 4% (R$ 71 bi) e a Educação 3,3% (R$ 57 bi). Transportes ficaram em 0,7%, Segurança 0,39% e Habitação 0,01%. Para este ano de 2013, o valor a ser pago em juros e amortizações da dívida subirá 20%, para gáudio dos grandes rentistas do capitalismo financeirizado. As mudanças só serão estruturais e não cosméticas com um novo paradigma de modelo econômico, e as consequentes Reformas Tributária, Administrativa e Política. A questão ambiental, tão crucial, não estava significativamente representada nas ruas. Sem isso, o transtorno não transforma. E o que alguns proclamam como revolução será apenas pontual irrupção.

Dominguinhos nos braços da paz.




 

 

 

 

 

Fonte: Revista Rolling Stones 

 Edição 57 - Junho de 2011 - clique aqui

Urbanização do Forró

Documentário Dominguinhos, Volta e Meia busca mostrar a universalidade do “filho postiço” de Luiz Gonzaga

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 Neste Domingo, 28 de Julho, o Conexão Roberto D´Ávila homenageará o Rei da sanfona, Dominguinhos, que nos deixou nesta terça-feira. O programa, gravado em 2004, traz um Dominguinhos animado e de sanfona no colo, tocando composições como "Xodó" e "De volta pro aconchego". Domingo, 28 de julho, às 23:45 pela Tv Brasil.

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 Playlists


Em 1976, o casal Anastácia e Dominguinhos participa do programa MPB Especial, dirigido por Fernando Faro. Bernardino G. Novo / CEDOC FPA

Dominguinhos70

Juliana Leite | 23.07.20
Dominguinhos é um dos grandes sanfoneiros da história da música brasileira. Nascido em Garanhuns, interior de Pernambuco, filho do mestre Chicão, um famoso afinador e tocador de foles de oito baixos, José Domingos de Moraes toca sanfona desde os seis anos. Sua grande referência musical é Luiz Gonzaga. Aos oito anos, tem seu primeiro encontro com o Velho Lua em Pernambuco; mais tarde, aos 13 anos, já morando no Rio de Janeiro, ganha do ídolo uma sanfona e um novo batismo: o nome artístico Dominguinhos - até então apresentava-se com o apelido de infância Neném.

Aos 16 anos, o sanfoneiro faz sua primeira gravação: tocou a canção “Moça de feira” num álbum de Luiz Gonzaga. Em 1964 estreia em disco: Fim de festa, pela gravadora Cantagalo, que pertence a Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo e pai de Oswaldinho do Acordeon. Dois anos mais tarde, Dominguinhos excursiona pelo Nordeste com o padrinho Gonzagão. A cantora Anastácia integra a equipe do show. Mais tarde, Dominguinhos divide o altar e a autoria de sucessos como “Tenho sede” e “Contrato de separação”.

Em 1972, é convidado pelo empresário Guilherme Araújo para excursionar com Gal Costa e Gilberto Gil. O tropicalista é quem grava “Eu só quero um xodó”, composição de Dominguinhos e Anastácia. Em parceria com Gil, o sanfoneiro compõe os clássicos “Lamento sertanejo” e “Abri a porta”.
  • Lamento sertanejo - Dominguinhos

Interpretado por Elba Ramalho, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque e Djavan, Dominguinhos também é reverenciado por suas obras e discos instrumentais. Nesse universo, seu álbum mais recente é o que divide com o violonista Yamandú Costa (Yamandú + Dominguinhos, 2007).

Confira agora 10 sucessos desse cantor, compositor e instrumentista

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O cantor, compositor e instrumentista José Domingos de Morais, o Dominguinhos.

Dominguinhos

Da redação | 05.09.2012
Filho de Mestre Chicão – famoso tocador e afinador de foles de oito baixos – e afilhado musical de Luiz Gonzaga, o pernambucano José Domingos de Morais é autor de sucessos como “De Volta Pro Aconchego” e “Só Quero Um Xodó”.

Para quem ainda não associou o nome ao artista, esse tal José é Dominguinhos, cuja trajetória de sucesso é o destaque desta edição do programa Estúdio F, apresentado por Paulo César Soares.

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Estúdio F – Momentos Musicais da Funarte
Dominguinhos  AQUI

Apresentado na RCB
 em 01 de setembro de 2012
Apresentação: Paulo César Soares
Roteiro: Cláudio Felício
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EXIBIÇÃO 01.09.2012, 19:00 | PRODUÇÃO 01.09.2012

ECOS DA TENDA DAS JUVENTUDES NA JMJ

#‎VempraTendadasJuventudes‬

‪#‎WYD‬ ‪#‎JMJ‬ ‪#‎Rio2013‬ ‪#‎TendadasJuventudes‬ ‪#‎PJnaJMJ‬ ‪#‎MarchaContraViolência‬

Grito contra a violência das juventudes toma as ruas de Copacabana

Por em 27/07/2013


Fonte: Jovens Conectados  AQUI
As ruas de Copacabana, no Rio de Janeiro, foram ocupadas na tarde de ontem (26) por jovens de todo o mundo que marcharam contra a violência, o extermínio e deram gritos em favor da vida das juventudes. A Marcha Mundial A juventude quer viver reuniu cerca de 2.500 pessoas que se concentraram na Praça do Arpoador e seguiram até Copacabana.
Em um percurso de pouco mais de três quilômetros, os jovens chamaram a atenção de todas as pessoas que estavam no local. Em forma de jogral, os participantes repassavam frases e entoavam cantos que iam do começo ao fim da marcha como: “a juventude tem consciência e está em marcha contra a violência.” Ao entrarem em Copacabana falaram à população: “povo do Rio de Janeiro reunido para a Jornada Mundial da Juventude, somos a juventude Católica que se engaja e luta por justiça social e que hoje relembra o martírio de Jesus Cristo e os jovens exterminados. Como disse o Papa Francisco, somo uma igreja pobre e para os pobres.”
“Essa foi uma marcha contra a violência, contra o extermínio e as desigualdades que assolam as juventudes pobres, excluídas, negras, quilombolas, indígenas. É a marcha da juventude pela vida!”, disse Leon Patrick, da Cáritas Minas Gerais. Patrícia Amorim, da Cáritas Ceará, alertou sobre as divergências que ocorrem: “diferente do que se fala, não são os jovens que matam mais. Os jovens são os que morrem mais. Jovens negros, empobrecidos e das periferias principalmente urbanas. Nós lutamos pela vida e pelos direitos humanos de todas as juventudes.”
Alessandra Miranda é assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, e completou dizendo que é necessário cultivar e promover a cultura da paz. “Nós, da Rede Cáritas, trabalhamos para a conquista de direitos desses jovens e assumimos a juventude como uma de nossas prioridades”, destacou.
Erick Guardalo veio da Cáritas de Honduras para participar do Encontro Internacional de Jovens da Cáritas e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Durante a marcha ele disse que o ato foi um grito de toda a América Latina. “Não queremos mais fome no mundo. Não queremos mais opressão. Não queremos mais repressão. É um chamado para o mundo inteiro que acredita na juventude. Que acredita que os jovens podem transformar e construir uma nova sociedade. Eu peço que a juventude se una em oração, em campanha para que, por meio de todos os nossos esforços, a gente construa um mundo melhor.”
“A marcha foi muito positiva, pois conseguimos apresentar nossas pautas e as pessoas que estavam por onde passamos iam se juntando a nós”, avaliou Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da Pastoral da Juventude que completou dizendo que alguns veículos de comunicação, principalmente os comerciais, vincularam a Marcha Mundial com as recentes manifestações ocorridas no Brasil. “Inclusive chegaram a mencionar uma relação da nossa marcha com os atos que ocorreram na noite de ontem (26) no Rio de Janeiro. Não! Isso não ocorreu. Quando a marcha terminou por volta das 16h, o grupo seguiu para acompanhar a Via Sacra”, ressaltou.
A Marcha Mundial A juventude quer viver fez parte da programação da Tenda das Juventudes, atividade oficial da JMJ. A tenda foi organizada pela Cáritas Brasileira, Pastoral da Juventude (PJ), Juventude Franciscana (Jufra), Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude (Cajueiro), Rede Ecumênica da Juventude (Reju), Irmandade dos Mártires da Caminhada e Setor Pastoral da PUC/RJ. A atividade ocorre na Paróquia Santa Bernadete, na Avenida dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis.
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Copacabana

Esquerda católica vai às ruas na Jornada Mundial da Juventude

Munidos com bandeiras vermelhas, jovens ligados à Teologia da Libertação protagonizam marcha mundial contra o extermínio da juventude e defendem igreja aberta e comprometida com os pobres
por Carla Santos, especial para a RBA publicado 27/07/2013 10:20, última modificação 27/07/2013
Carla Santos
Ativismo com fé
Severine: “A pastoral tem inserção forte nas comunidades e faz uma discussão sobre a questão social"

Rio de Janeiro – “Estamos nas ruas contra a redução da maioridade penal e também contra a violência e o extermínio de jovens”, afirmou o paraense Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da Pastoral da Juventude (PJ), durante a Marcha Mundial “A Juventude quer Viver”, realizada na tarde de ontem (26), pouco antes da missa com o papa Francisco, na zona sul do Rio de Janeiro.
Depois de percorrer cerca de três quilômetros, do Arpoador à praia de Copacabana, a marcha encerrou as atividades da Tenda das Juventudes, espaço oficial da Jornada Mundial, que reuniu uma rede de entidades e pastorais comprometidas com as transformações sociais.
Severine Macedo, secretária nacional de Juventude do governo da presidenta Dilma Rousseff, participou do protesto. A jovem de 31 anos iniciou sua militância em uma área rural de Santa Catarina. “A pastoral tem uma inserção forte nas comunidades e faz uma discussão sobre a questão social. Além disso, discute a espiritualidade e a Igreja Católica, mas com um pé na luta. A galera também atua em partidos, sindicatos e movimentos sociais. Acho que isso diferencia muito a PJ de outras organizações católicas”, define.
Com o nome de jovens pregados à cruz, tocando instrumentos e cantando palavras de ordem, como “para a Igreja avançar, tem que ser mais popular”, mais de duas mil pessoas lembraram os 20 anos da chacina da Candelária, o massacre do Pinheirinho, de Eldorado dos Carajás, entre tantos outros episódios rotineiros de assassinato da população juvenil.
“Hoje nós estamos celebrando a Via-Sacra na Jornada Mundial da Juventude. Quando a gente olha para a morte de Jesus, a forma como foi feita, é lógico que também temos que olhar para nossa realidade. Então a gente quis trazer junto com a Via-Sacra de Jesus, a Via-Sacra de tantos jovens que são mortos todos os dias no país. A gente quis trazer não só o Jesus da Igreja, mas o Jesus que está no rosto de cada um e cada uma de nós”, refletiu Thiesco.
Futuro em risco
Para Severine, “esse é um momento muito importante da Jornada porque chama atenção do mundo inteiro para este problema”. “A violência é bastante alta no no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, é como se caíssem oito aviões lotados de jovens todos os meses. São em torno de 28 mil jovens assassinados por ano, vítimas de arma de fogo. Mais de 90% são homens e mais de 70% são negros moradores das periferias dos grandes centros urbanos.”
A secretária também lembrou que, em conjunto com a PJ e o movimento negro, foi elaborado o Plano Juventude Viva que tem por objetivo combater o extermínio de jovens no país. A recente aprovação do Estatuto da Juventude também foi comemorada como uma das medidas para enfrentar o problema.
Ao longo de sua passagem, a marcha despertou diferentes reações na multidão que aguardava a passagem do papa desde cedo pela orla de Copacabana. Houve quem confundisse a manifestação com os protestos pelo Fora Cabral ou achasse que se tratava de uma atividade de partidos políticos. Alguns poucos faziam o sinal da cruz, como se estivessem se protegendo de alguma coisa. A grande maioria, porém, aplaudiu e expressou apoio às bandeiras dos manifestantes.
Quem também passou para dar o seu apoio foi o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ele se disse encantado com a Jornada Mundial da Juventude. “Você vê centenas de milhares de jovens de várias nacionalidades andando pelas ruas, cantando, sorrindo, trocando ideias, vendo uma manifestação popular, como esta da Pastoral da Juventude. Eu acho que o Brasil precisava deste gesto”, disse.
A Jornada Mundial da Juventude iniciou nesta segunda-feira (22) e segue até domingo (28) na capital fluminense. A organização recebeu 375 mil inscritos, vindos de 175 países, sendo 220 mil inscrições brasileiras. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o papa. A última edição ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 também marca a primeira visita do papa à América Latina desde sua nomeação, em 13 de março.

Ecumênicos participam da Jornada Mundial da JuventudeAQUI

 

Quem mudará: a igreja ou os jovens?
Frei Betto
Adital


A JMJ, que terminou hoje, é um evento criado para atrair jovens à Igreja Católica e despertar neles o espírito missionário.
Pesquisas indicam que o número de católicos se reduz em todo o mundo, especialmente entre jovens. No início do século XX, quase 90% da população da Europa Ocidental se assumiam como católica. Hoje, apenas 24%.
No Brasil, o DataPopular constatou que, em apenas três anos, o índice de jovens católicos se reduziu em 30,6%. Em 2010, 63% dos jovens entre 16 e 24 anos se declaravam católicos. Hoje, apenas 44,2%.
Quais as causas desse desinteresse dos jovens pela Igreja? Por que eles são presença rara nas missas de domingo?
Há dois fatores a serem considerados. Primeiro, o crescente desinteresse das famílias católicas em cuidar da educação religiosa de seus filhos e netos. Com frequência, amigos me indagam: "Minha filha tem 18 anos, meu filho 16, e nenhuma motivação religiosa. O que fazer?” Dou sempre a mesma resposta: "A pergunta chegou com 10 anos de atraso. Se seus filhos tivessem 8 e 6 anos, eu saberia o que responder”.
O que esperar de um jovem que, na infância, jamais viu os pais participarem da Igreja, orar em família, comentar um texto bíblico? O que esperar se, na Semana Santa, se aproveita para viajar, e não para celebrar a morte e ressurreição de Jesus? E o Natal é comemorado em família em torno da figura consumista de Papai Noel ou como festa do nascimento de Jesus?
Os próprios anacronismos e rigores da Igreja são outro fator de afastamento dos jovens do catolicismo. Como atrair jovens se pesa sobre eles as exigências de manter a virgindade até o casamento, jamais usar preservativo e, uma vez casados, não ter relações sexuais exceto se houver intenção de procriar?
Soma-se a isso o despreparo de muitos padres e freiras. No afã de cobrir o déficit de sacerdotes, pois há cada vez menos vocações e muitas evasões (padres que se casam e ficam impedidos de rezar missa), a formação dos seminaristas no Brasil é, em geral, de péssima qualidade, salvo raras exceções.
A filosofia é estudada em apostilas e cópias de sites, sem contato com fontes primárias e textos integrais. A teologia é quase um curso de catequese para adultos, mera retransmissão da tradição doutrinária, sem debates e pesquisas sobre temas da atualidade.
As freiras nem curso superior costumam fazer, como se a dedicação com que se entregam à pastoral fosse suficiente para uma eficaz evangelização. Há bispos e padres que as encaram como meras coadjuvantes, adultas infantilizadas que devem ser mantidas distantes dos temas teológicos.
A Igreja, para atrair jovens, deve renovar sua postura nesse mundo globalizado, pós-moderno, do século XXI. Para isso basta aplicar as decisões do Concilio Vaticano II e valorizar o protagonismo dos leigos, sobretudo dos jovens, na missão evangelizadora.
Caso contrário, haverá, sim, jovens da Igreja, fechados em movimentos espiritualistas, descolados da realidade, subjugados por um moralismo que centraliza o pecado na sexualidade, indiferentes aos apelos do papa Francisco de não transformar a Igreja em uma ONG, mas fazê-la sair pra fora, ser fermento na massa, participar, como Jesus, da conflitividade e dos desafios do mundo em que vivemos.
Não custa recordar que todos nós, cristãos, somos discípulos de um prisioneiro político. Jesus não morreu de doença ou de acidente em Jerusalém. Foi preso, torturado e condenado à morte na cruz por dois poderes políticos.
[Frei Betto é escritor, autor de "Hotel Brasil – o mistério das cabeças degoladas” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/> twitter:@freibetto.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Secult dá início à construção coletiva do Encontro Nordestino de Cultura

Fonte: Secult
Na tarde de terça-feira, 23, técnicos da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e representantes de órgãos afins nos Estados da Bahia, Paraíba e Pernambuco se reuniram para definir aspectos relacionados à construção coletiva do Encontro Nordestino de Cultura. Cada um dos nove Estados da região tem representação nessa comissão. Os ausentes serão informados das definições desse primeiro encontro.
O evento, que será realizado em Aracaju no primeiro semestre de 2014, pretende destacar o resultado das políticas culturais desenvolvidas e aplicadas na região, em diferentes segmentos artístico-culturais. Através de uma ampla programação artística e acadêmica, o Encontro Nordestino de Cultura tende a ser um marco para o Nordeste, por promover um intercâmbio entre os agentes culturais dos Estados participantes e reforçar a pujança e a pluralidade da identidade cultural nordestina.
“O Governo de Sergipe, através da Secult, está trabalhando com afinco para garantir o sucesso dessa celebração artística e cultural sediada na região da Grande Aracaju, o que inclui sítios históricos significativos. Para isso, dirige uma comissão organizadora composta por um representante de cada Estado, além do Ministério da Cultura [MinC], com a intenção de construir e realizar, coletivamente, esse evento”, ressalta a secretária de Estado da Cultura, Eloisa Galdino.
Depois de apresentar o projeto do Encontro Nordestino de Cultura à ministra Marta Suplicy, Eloisa Galdino promoveu, no mês de junho, na cidade do Recife, uma discussão com os gestores e dirigentes culturais de toda a região acerca do formato do evento. Além da proposta de programação, dias e locais que servirão de palco das apresentações, foram debatidos a participação dos Estados na organização e de como se dará o processo seletivo dos agentes culturais e manifestações artísticas aptas a compor o conjunto de atrativos.
Etapas de realização
Na tarde de terça-feira, 23, as etapas do processo de realização foram definidas, tendo como base as sugestões de cada representante estadual. A forma de seleção para a escolha de artistas que irão compor a programação, bem como as estratégias de divulgação do Encontro Nordestino nos nove Estados, também serão pautas priorizadas em cada reunião sugerida até o período que antecede o evento.
As propostas apresentadas para a construção da programação, no que implica às artes visuais, a dança, a música, o cinema e outras linguagens artístico-culturais, foram explanadas e avaliadas para adaptação de investimentos em planilhas de custos. A intenção é que os agentes culturais participantes sejam contemplados e valorizados com coerência, tendo respeitadas suas potencialidades.  
Projeto
Com o Encontro Nordestino de Cultura, o MinC e a Secult esperam contar com a participação de mais de 500 agentes culturais nordestinos e atrair um público de aproximadamente 100 mil pessoas à programação. O grande evento reúne esforços de diversas autoridades políticas locais, a começar pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB), líder da bancada sergipana no Congresso Nacional. Todos os membros da bancada sergipana, exceto o senador Eduardo Amorim (PSC), destinaram emendas à realização do evento.
Participações
Além dos representantes das secretarias de Estado da Cultura da Bahia, Marcelo Rezende; da Paraíba, Milton Dornellas; e de Pernambuco, Alexandre Sena, a reunião promovida para definir as etapas do processo de realização do Encontro Nordestino de Cultura contou com a participação do diretor de Programas e Projetos do Instituto Banese, Marcelo Rangel, e do secretário de Cultura de Laranjeiras, Irineu Fontes.

Cine Vitória – 26/07 a 01/08


  • goethe

    Cinema alemão: Sobre Cigarros Dançantes – Goethe

    Duração: 78 min
    Classificação: 12 anos
    Cine Vitória
     15h (1º/08) (I)
    (I) - Legenda em Inglês
  • cores

    Cores

    Sinopse: O filme, em preto e branco, marca a primeira parceria entre o produtor André Gevaerd e o diretor Francisco Garcia. A história gira em torno da amizade e a desilusão entre três jovens amigos em uma grande metrópole. Luca (31) é um tatuador e mora com sua avó. Ele mantém seu estúdio de tatuagem nos fundos da casa, em um bairro periférico da cidade. Luiz (29) mora em uma pensão no centro da cidade, faz bicos com sua moto e trabalha em uma drogaria.
    Direção: Francisco Garcia
    Elenco: Tonico Pereira, Maria Célia Camargo, Guilherme Leite, Graça de Andrade
    Nome Original: Cores
    Ano: 2012
    Duração: 95 min
    País: Brasil
    Classificação: 14 anos
    Gênero: Drama
    Cine Vitória 16h40 (27/07) 19h (28/07) 19h (01/08)
  • Zarafa

    Zarafa

    Sinopse: Após fugir de traficantes de escravos, Maki recebe uma importante missão: cuidar de uma bebê girafa, chamada Zarafa. Juntos, eles vivem grandes aventuras desde as areias do Sudão até a gloriosa Paris. Zarafa, que acompanha o garoto nessa aventura, está sendo levada a Paris como presente ao rei da França, mas com a ajuda de Maki faz de tudo para retornar ao seu país de origem.
    Direção:Jean-Christophe Lie, Rémi Bezançon
    Elenco:Clara Quilichini, Déborah François, François-Xavier Demaison, Max Renaudin Pratt, Mohamed Fellag, Mostéfa Stiti, Philippe Morier-Genoud, Roger Dumas, Ronit Elkabetz, Simon Abkarian, Thierry Frémont, Vernon Dobtcheff
    Nome Original: Zarafa
    Ano: 2011
    Duração: 78 min
    País: França/Bélgica
    Gênero: Animação
    Classificação: Livre
    Cine Vitória 14h30 (26/07) 15h (27/07) 15h (28/07) 14h30 (30/07) 15h (31/07)
  • o dia que durou 21 anos

    O Dia Que Durou 21 Anos

    Sinopse: Os bastidores - desconhecidos pela maior parte da sociedade brasileira - da participação dos Estados Unidos na preparação e execução do golpe militar em 1964, por meio de documentos sigilosos que ficaram secretos durante anos. O documentário mostra ainda que os Estados Unidos estavam decididos a invadir o Brasil para que o golpe tivesse sucesso.
    Direção: Camilo, Flávio Tavares
    Nome Original: O dia que durou 21 anos
    Ano: 2012
    País: Brasil
    Gênero: Documentário
    Classificação: 12 anos
    Duração: 77 minutos
    Cine Vitória
    19h (26/07) 17h (28/07) 17h (30/07) 19h (31/07) 16h40 (1º/08)
  • Jorge Mautner

    Jorge Mautner – O Filho do Holocausto

    Sinopse: O documentário O Filho do Holocausto traz à luz a vida e obra de Jorge Mautner. Filho de refugiados europeus (um judeu austríaco e uma católica iugoslava), ele aprendeu apenas três acordes e realizou uma importante obra, que transcendeu o campo musical e foi reverenciada por importantes nomes da cultura nacional, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
    Gênero: Documentário
    País: Brasil
    Ano: 2012
    Duração: 93 minutos
    Classificação: 10 anos
    Cine Vitória 16h40 (26/07) 19h (27/07) 19h (30/07) 16h40 (31/07)

Não cedais à "eutanásia cultural" que exclui os mais novos: Papa Francisco aos jovens argentinos




2013-07-26 Fonte: Rádio Vaticana
Momento intenso vivido foi, ontem ao fim da manhã, na catedral do Rio de Janeiro, o encontro do Papa com os muitos milhares de jovens argentinos vindos para a JMJ. O Papa falou naturalmente em espanhol. Eis a tradução integral das suas palavras:
"Obrigado por estarem aqui hoje, por terem vindo. Obrigado aos que estão aqui dentro e muito obrigado aos que estão lá fora. Aos 30 mil, me dizem, que estão aí fora. Daqui saúdo vocês que estão embaixo da chuva. Obrigado pelo gesto, obrigado por estarem próximos, por terem vindo à Jornada Mundial da Juventude. Sugeri ao doutor Gasbarri - que é quem organiza a minha viagem - se teria um lugar onde pudesse me encontrar com vocês, e em meio dia já tinha tudo preparado. Assim, quero agradecer publicamente ao doutor Gasbarri por isso que conseguiu hoje.
"Queria dizer uma coisa que é aquilo que espero, como consequência da Jornada Mundial da Juventude. Espero barulho, que façamos barulho aqui no Rio, quero barulho nas dioceses, quero que saiam por aí afora, quero que a Igreja saia às ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja mundano, instalação do que seja comodidade, do que seja clericalismo, do que seja estarmos fechados em nós mesmos. As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os bispos e os sacerdotes se depois alguns vão incomodar vocês. É um conselho.
"Obrigado pelo que podem fazer. Olha, eu penso que neste momento, essa civilização mundial está com um parafuso a menos, está com um parafuso a menos. Tal é o culto que faz ao deus dinheiro que estamos presenciando uma filosofia e uma práxis de exclusão dos rumos da vida que são as promessas. Certo, por quê?
Se poderia pensar que poderia haver uma espécie de eutanásia escondida, isso é dizer que não se cuida dos anciãos, mas também é uma eutanásia cultural, não se os deixa falar, não se os deixa atuar. E exclusão dos jovens, a percentagem que há de jovens sem trabalho, sem emprego, é muito alta, e é uma generação que não tem a experiência da dignidade ganhada pelo trabalho. Ou seja, esta civilização nos levou a excluir as balizas que são o nosso futuro. Então, os jovens tem que sair, tem que se fazer valer, os jovens que tem sair e lutar pelos valores, a lutar por estes valores e os anciãos abram a boca, os idosos abram a boca, ensinai-nos e transmitai-nos a sabedoria dos povos.
"No povo argentino, eu peço de coração aos idosos, não claudiquem em ser a reserva cultural de nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo. E vocês, por favor, não se coloquem contra os idosos, deixem-os falar, escutem-os e levem adiante. Mas saibam que neste momento, vocês, os jovens e os anciãos estão condenados ao mesmo destino, exclusão, mas não se deixem excluir, está claro?
"Por isso acredito que tenham que trabalhar. E a fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério. É um escândalo que Deus se tenha feito um de nós, é um escândalo, e que tenha morrido numa cruz, é um escândalo. O escândalo da cruz. A cruz segue sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro, aquele da cruz, aquele de Jesus, a encarnação de Jesus.
"Por favor, não liquefaçam a fé em Jesus Cristo. Ela foi liquefeita com laranjas, foi liquefeita com maçã, foi liquefeita com banana, mas por favor, não tomem essa fé de liquidificador. A fé é inteira e não se liquefaz. É a fé em Jesus. É a fé no Filho de Deus feito homem, que me amou e morreu por mim. Então, façam barulho. Cuidem dos extremos da população que são os idosos e os jovens, não se deixem excluir e que não excluam os idosos e não liquefaçam a fé em Jesus Cristo. As bem-aventuranças. O que temos que fazer, Pai? Olha, leia as bem-aventuranças que te farão bem. E se queres saber que coisa prática tens que fazer, leia Mateus 25, que é o protocolo com o qual nos julgarão. Com essas duas coisas vocês tem o plano de ação. As bem-aventuranças e Mateus 25. Não é preciso ler mais nada. É o que peço a vocês de todo o coração. Agradeço a todos por essa proximidade.
É" uma lástima que estejam enjaulados, mas digo uma coisa a vocês. Eu, por momentos, sinto: que feio é estar enjaulados. Se confesso de coração, compreendo vocês. Queria ter podido estar mais perto de vocês mas compreendo que, por razão de ordem, não se pode.
"Obrigado por estarem perto, obrigado por rezarem por mim, se os peço de coração, necessito, necessito da oração de vocês, necessito muito. Obrigado por isso. E, bem, vou dar a vocês a bênção e depois vamos abençoar a imagem de Nossa Senhora que vai peregrinar por toda Argentina, e a cruz de São Francisco, que vai peregrinar em missão. Mas não se esqueçam, façam barulho, cuidem dos extremos da vida, os dois extremos da história dos povos que são os idosos e os jovens, e não liquefaçam a fé. E agora vamos rezar, para abençoar a imagem de Nossa Senhora e depois abençoar vocês.
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 "Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o Bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês,
jovens, dizendo-lhes: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção» (Palavras aos jovens [22 de abril de 1984]: Insegnamenti VII,1 (1984), 1105). A partir de então a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?

Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: «Para onde vais, Senhor?». E a resposta de Jesus foi: «Vou a Roma para ser crucificado outra vez». Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz.

Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).
E assim podemos responder à segunda pregunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar.

Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres... Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!"

Que Igreja Católica temos no Brasil? vista pelo historiador J.O. Beozzo. AQUI

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Via facebook

 Daniel Cade O Amarildo Reis

7 anos dedicados a Pastoral da Juventude. 7 anos combatendo os alienados da CN e da RCC. Padres Zecas da vida... Ter sido um dos coordenadores do ultimo DNJ arquidiocesano bem sucedido (o de 2000) para ouvir a juventude católica cantar que é a Juventude do PAPA.... Ou ver uma bandeira da Juventude de Pádua (Itália) saudando "São" Pio XII.... Desanimador gente.....
 Zé Ricardo Casaldáliga - Mas a abertura na Tenda das Juventudes na paróquia Sta Bernadete foi muito boa. Ver a PJ do meu tempo, da década de 80 foi muito bom.

 OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES
Sugestão de filme, para que as novas gerações conheçam o papel das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs):

"O anel tem sua origem no Império do Brasil, quando jóias feitas de ouro e outros metais nobres eram utilizados em larga escala por membros da elite dominante para ostentarem sua riqueza e poder. Os negros e índios, não tendo acesso a tais metais, criaram o anel de tucum como um símbolo de pacto matrimonial, de amizade entre si e também de resistência na luta por libertação. Era um símbolo clandestino cuja linguagem somente eles compreendiam.

Mais recentemente, a utilização do anel de tucum foi resgatada por fiéis cristãos, especialmente adeptos da teologia da libertação, com o objetivo de simbolizar a 'opção preferencial pelos pobres' "http://youtu.be/55blfFGeyPc

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