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segunda-feira, 26 de maio de 2014

'Existem dois Brasis: um é mostrado pela mídia, o outro é o país de fato', diz Carvalho

Mais diálogo

Ministro afirmou, em conversa com blogueiros e internautas, que governo pretende ampliar diálogo com a sociedade civil. Várias iniciativas estão sendo implementadas a partir desta semana
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 21/05/2014 16:57, última modificação 21/05/2014 18:11
Fonte: Rede Brasil Atual
elza fiuza/abr
gilberto carvalho
Carvalho: "Problema não é a crítica, mas a sonegação da informação"

Brasília – O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, afirmou nesta quarta-feira (21) que existem dois Brasis atualmente, o que é mostrado pela imprensa tradicional e o “Brasil de fato”. “Existe um Brasil apresentado pelas colunas políticas e econômicas e o país do dia a dia da população. O Brasil colocado pela imprensa é muito diferente da realidade”, disse. A afirmação foi feita durante conversa realizada por Carvalho com blogueiros de todo o país no Palácio do Planalto, que teve como tema maior participação social nas ações do governo.
O encontro, transmitido ao vivo pela internet, contou com a participação de internautas de vários estados brasileiros e marca um novo trabalho de atuação por parte do Executivo, que tem a proposta de ser mais engajado com entidades da sociedade civil, daqui por diante. De acordo com Carvalho, quando ele fala dos dois Brasis diferentes, o problema não é a crítica feita pela grande mídia ao governo em si, mas o que ele definiu como sonegação da informação que tem levado, por vezes, a uma “alteração profunda da informação”.
O ministro louvou o trabalho dos blogueiros e sites diversos que, a seu ver, têm contribuído para mostrar um contraponto na divulgação das informações, e chamou a atenção para a importância de existir uma democratização da informação. Gilberto Carvalho também afirmou que embora o governo reconheça que o diálogo com a sociedade precise ser intensificado (motivo pelo qual está lançando a partir desta semana várias ações de maior integração com organizações da sociedade civil), muitas das medidas implementadas surgiram a partir do diálogo e da participação com esta mesma sociedade.
Carvalho citou, dentre estas ações, não apenas medidas aplicadas nos últimos anos, como o programa Mais Médicos – criado a partir de pedido feito durante as mobilizações populares em junho passado, quando as pessoas solicitaram mais profissionais na área de Saúde para atendê-las –, ou as cotas raciais para ingresso no serviço público, como também outras políticas públicas importantes de décadas atrás. Caso, por exemplo, da Lei Maria da Penha e da própria instituição do sistema de cotas nas universidades, que se transformaram em realidade a partir de iniciativas populares.

‘Nem 100 nem zero’

“Não é  nem 100 nem zero (o nível de diálogo entre governo e sociedade), mas um processo em construção”, destacou, ao ser perguntado sobre como avaliava a transformação das solicitações e conclusões tiradas a partir de conferências e debates sobre vários temas, realizados com participantes da sociedade e o governo ao longo dos anos, em políticas públicas.
“Este é um governo que sabe da importância do processo de diálogo de presença da sociedade. Temos áreas de maior ou menor sensibilidade e nos damos conta que muitas questões que foram apresentadas não foram concretizadas, mas também sabemos que várias outras se transformaram em política social”, acentuou.
O ministro disse que a semana é emblemática para o país, pelo fato de ser realizada, a partir de hoje à noite, às 18h, a chamada Arena Participativa, que terá como ponto culminante a assinatura, pela presidenta Dilma Rousseff, de decreto que permitirá o aperfeiçoamento da prestação de contas das parcerias entre o Estado e as organizações da sociedade civil.  Na mesma ocasião, a presidenta entregará o Prêmio ODM Brasil às 30 organizações da sociedade civil e prefeituras destacadas por boas contribuições no caminho do cumprimento das “metas do milênio”, instituídas pela ONU. “O decreto que a presidenta vai assinar complementará o marco regulatório da relação entre sociedade civil e governo”, frisou.
Em relação à Copa do Mundo, Gilberto Carvalho voltou a falar nas críticas de que o dinheiro que está sendo gasto com os preparativos para o evento poderiam ter sido aplicados em saúde e falou no legado a ser deixado para os brasileiros. “Não há como sair dinheiro da saúde por causa da Copa. Os dados já apresentados mostram que houve aumento no orçamento para a área nos últimos anos”, destacou.
Carvalho reiterou também que o governo está feliz com a realização da Copa do Mundo no Brasil e que as várias obras que estão sendo executadas ou que já ficaram prontas vão ajudar a vida dos cidadãos. Sobre os atrasos, argumentou que ocorreram da forma como são observados atrasos em outras obras no país, como a Transposição do São Francisco ou a Ferrovia Transnordestina, uma vez que obras nem sempre conseguem seguir dentro de um cronograma previsto. Segundo ele, também não há como o governo deixar de reconhecer “incompetências gerenciais observadas ao longo do caminho”, mas reiterou que as obras serão concluídas e ficarão para a população.
“A participação das organizações da sociedade civil no diálogo constante com o governo é cada vez mais importante para a estrutura democrática”, assinalou.

Arena da Participação

A Arena da Participação Social segue até sexta-feira (23) e será marcada por várias ações, entre elas o lançamento da Política e Compromisso Nacional pela Participação Social, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), a implementacão dos Objetivos do Milênio (ODM) e a construcão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – todos, a partir do estabelecimento de debates interativos.
O decreto presidencial a ser assinado define, na prática, a “política” e consolida avanços obtidos pelo governo nos últimos dez anos por meio de debate e participação da sociedade nas políticas públicas. A ideia é de que as normas passem a servir como referência para orientação aos órgãos e entidades públicas sobre as melhores formas de utilização de processos, instâncias e mecanismos de participação social existentes.
Já o “Compromisso Nacional pela Participação Social” consiste num acordo a ser firmado entre os governos federal e estaduais e as prefeituras, definindo diretrizes para a promoção da participação social como método de governo. O intuito é fortalecer os mecanismos e instâncias de diálogo entre Estado e sociedade civil, com vistas à consolidação da democracia participativa no país. O texto do acordo foi discutido e aprovado por secretários estaduais e entidades municipalistas e a adesão de prefeitos e governadores será voluntária.

sábado, 17 de maio de 2014

NATAL (RN), CAPITAL DA CULTURA BRASILEIRA , DE 19 A 25 DE MAIO DE 2014 - TEIA NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA

Como estamos chegando a  Natal...  aqui,  aqui e   aqui

Confira abaixo as estações primeiras....

  Teia Brasil 2010: Tambores Digitais

Eixo Temático: Comunicação: Cultura Digital e Cultura Tradicional

Período: 25 a 31 de março

Local: Complexo Cultural Dragão do Mar

Realização: Ministério da Cultura, Instituto de Arte e Cultura do Ceará, Instituto da Cidade (Ponto de Cultura representando a CNPdC) e Secretaria de Cultura do Ceará

Parceria: Secretaria de Cultura do Ceará



 Teia Brasília 2008 Direito Humano: Iguais na Diferença
Eixo Temático: Direito Humano: Igualdade de Direitos e Diversidade Cultural

Período: 12 a 16 de novembro

Local: Conjunto Cultural da República

Realização: Ministério da Cultura, Ponto de Cultura Invenção Brasíleira-DF e CNPdC

Parceria: Secretaria Especial de Direitos Humanos e SESC



Teia: Tudo de Todos

Eixo Temático: Cultura e Educação

Período: 07 a 11 de novembro

Local: Casa do Conde

Realização: Ministério da Cultura, Instituto Pensarte, Comissão Nacional dos Pontos de Cultura - CNPdC (Organização do I FNPdC)

Parceria: Governo do Estado de Minas Gerais e Prefeitura de Belo Horizonte




Teia de Cultura, Educação, Cidadania e Economia Solidária: Venha ver e ser Visto
Eixo Temático: Economia Solidária

Período: 05 a 09 de abril

Local: Pavilhão da Bienal

Realização: Ministério da Cultura

Parceria: Ministério do Trabalho e do Emprego e SESC

Vídeo produzido por Fábrica do Futuro




MÚSICAS PARA A TEIA

ANTES...

"MUITO"

De Caetano Veloso

"Eu sempre quis muito
Mesmo que parecesse ser modesto
Juro que eu não presto
Eu sou muito louco, muito
Mas na sua presença
O meu desejo
Parece pequeno
Muito é muito pouco, muito

Broto você é muito, muito
Broto você é muito, muito

Eu nunca quis pouco
Falo de quantidade e intensidade
Bomba de hidrogênio
Luxo para todos, todos
Mas eu nunca pensei
Que houvesse tanto
Coração brilhando
No peito do mundo louco
Gata você é muito
Broto você é massa, massa"




 Notícias do Brasil (os Pássaros Trazem)


Milton Nascimento

Uma notícia está chegando lá do Maranhão
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Veio no vento que soprava lá no litoral
De Fortaleza, de Recife e de Natal
A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,
João Pessoa, Teresina e Aracaju
E lá do norte foi descendo pro Brasil central
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul

Aqui vive um povo que merece mais respeito
Sabe, belo é o povo como é belo todo amor
Aqui vive um povo que é mar e que é rio
E seu destino é um dia se juntar
O canto mais belo será sempre mais sincero
Sabe, tudo quanto é belo será sempre de espantar
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade
Ser mais sábio que quem o quer governar

A novidade é que o Brasil não é só litoral
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul
Tem gente boa espalhada por esse Brasil
Que vai fazer desse lugar um bom país
Uma notícia está chegando lá do interior
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil
Não vai fazer desse lugar um bom país



DURANTE...

Chame Gente 
Moraes Moreira

Ah! imagina só que loucura essa mistura
Alegria, alegria é o estado que chamamos Bahia
De Todos os Santos, encantos e Axé, sagrado e profano, o Baiano é carnaval
Do corredor da história, Vitória, Lapinha, Caminho de Areia
Pelas vias, pelas veias, escorre o sangue e o vinho, pelo mangue,Pelourinho
A pé ou de caminhão não pode faltar a fé, o carnaval vai passar
Da Sé ao Campo-Grande somos os Filhos de Gandhi, de Dodô e Osmar
Por isso chame, chame, chame, chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria a praça e o poeta
É um verdadeiro enxame, chame chame gente
Que a gente se completa enchendo de alegria a praça e o poeta
Ah!...a praça e o poeta.






Eu estava esparramado na rede
Jeca urbanóide de papo pro ar
Me bateu a pergunta meio à esmo:
Na verdade, o Brasil o que será?
O Brasil é o homem que tem sede
Ou o que vive na seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo
O que vai, é o que vem na contra mão?

O Brasil é o caboclo sem dinheiro
Procurando o doutor n'algum lugar
Ou será o professor Darcy Ribeiro
Que fugiu do hospital pra se tratar?

A gente é torto igual a Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
Decerto então nada vai dar

O Brasil é o que tem talher de prata
Ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
O Brasil gordo na contradição?
O Brasil que bate tambor de lata
Ou que bate carteira na estação?

O Brasil é o lixo que consome
Ou tem nele o maná da criação?
Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho
Que é o Brasil zero a zero e campeão
Ou o Brasil que parou pelo caminho:
Zico, Sócrates, Júnior e Falcão

A gente é torto igual a Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
Decerto então nada vai dar

O Brasil é uma foto do Betinho
Ou um vídeo da Favela Naval?
São os Trens da Alegria de Brasília?
Ou os trens de Subúrbio da Central?
Brasil Globo de Roberto Marinho?
Brasil bairro, Carlinhos Candeal?
Quem vê, do Vidigal, o mar e as ilhas
Ou quem das ilhas vê o Vidigal?

O Brasil alagago, palafita?
Seco açude sangrado, chapadão?
Ou será que é uma Avenida Paulista?
Qual a cara da cara da nação?

A gente é torto igual a Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se vira sozinho
Decerto então nada vai dar



DEPOIS
 Tocando em Frente



Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs
É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz





Marcha De Quarta-Feira De Cinzas
Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz


Para o professor de neurociência da Universidade Columbia, usuários de drogas precisam de oportunidades e atenção, não de cadeia

Carl Hart: "O vício é efeito de um mundo doente, não a causa"

MARCELO MOURA
07/05/2014 07h00 - Atualizado em 07/05/2014 08h24
 
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CONSUMO RESPONSÁVEL Carl Hart, fotografado recentemente. Ele vem ao Brasil defender  a descriminalização das drogas (Foto: divulgação)

Carl Hart cresceu num bairro de negros em Miami, nos Estados Unidos. Usou drogas, roubou e portou armas. Em iguais condições, amigos seus foram presos e continuaram marginais. Hart não. Tornou-se professor de neurociência da Universidade Columbia – é o primeiro americano negro professor de ciências na instituição, fundada em 1754. Mostrou que ratos, livres para consumir drogas, o fazem até morrer – mas deixam o vício diante de outras recompensas. Hart veio ao Brasil divulgar o livro Um preço muito alto (editora Zahar). Na obra, ele conta sua história e afirma que o problema não é a liberdade de consumir drogas, mas as condições sociais que levam muitos ao vício.
ÉPOCA – Apesar de haver tantos viciados, o senhor afirma que o consumo de drogas não é um problema. Por que não?
Carl Hart –
O uso de drogas não é o problema. O principal problema é pensar por que um pequeno número de pessoas se entrega ao consumo de drogas. Elas se entregam por ter distúrbios psiquiátricos, podem ser depressivas, ansiosas, esquizofrênicas. Por ter alguma doença mental que as leva às drogas como tentativa de lidar com isso. Essa é uma possibilidade. Outros podem ser viciados por não ter opções melhores na vida. Para eles, o uso de drogas parece a melhor opção. E há quem se vicie porque não aprendeu as habilidades adequadas para lidar com o uso de substâncias ou atividades potencialmente perigosas. Quando pensamos sobre o uso de drogas, é importante entender que a maioria dos que usam essas drogas – cocaína, maconha – não tem um problema. Se a maioria dos que usam cocaína não tem um problema, o problema não são as drogas, mas outra coisa.
ÉPOCA – Que outra coisa?
Hart –
Falta de dinheiro ou alternativas, que acabam por tornar a droga uma opção melhor, distúrbios psiquiátricos ou imaturidade para lidar com algo que, consumido em excesso, pode se tornar perigoso. Esses aspectos devem ser tratados. Nenhum deles tem a ver com as drogas em si.
>> A multiplicação das drogas

ÉPOCA – Em sua visão, viciados sofrem pela falta de melhores oportunidades, de atenção à saúde mental e educação. Nada disso tem a ver com as drogas. Mas liberar o consumo de entorpecentes não resolveria as falhas da sociedade. Não poderia agravar o problema das vítimas dessas falhas, ao facilitar o acesso às drogas?
Hart –
Portugal descriminalizou as drogas há 13 anos e não agravou seus problemas. Pelo contrário, tornou-se um exemplo mundial de reabilitação de viciados.
ÉPOCA – Em entrevista a ÉPOCA, João Goulão, responsável pela política antidrogas de Portugal, disse que o sucesso no tratamento de viciados foi favorecido pelo tipo de droga popular no país, a heroína. É possível substituir a heroína por drogas menos viciantes, numa terapia gradual. Não há substituto para crack e cocaína, drogas populares no Brasil.
Hart –
Quando oferecemos a droga substituta, também garantimos ao viciado o acesso a tratamento médico e psicológico. É um programa. Podemos fazer o mesmo com a cocaína, mas não fazemos.
ÉPOCA – Goulão admite que o uso de drogas em Portugal aumentou após a liberação. O senhor não teme o aumento do consumo?
Hart –
O consumo de álcool é legal no Brasil?
ÉPOCA – Sim.
Hart –
Então qual a resposta para sua pergunta?
ÉPOCA – O álcool é liberado no Brasil e, nem por isso, as consequências do consumo deixam de ser um problema social.
Hart  – 
Se o alcoolismo é um problema no Brasil, você diria que álcool deveria ser proibido?
ÉPOCA – Qual sua opinião?
Hart –
É claro que não diria. Porque a maioria das pessoas que consomem álcool não tem nenhum problema. Esse é meu argumento. Sempre haverá quem tenha problemas com atividades potencialmente perigosas, como beber álcool, dirigir rápido demais, fazer sexo sem proteção ou consumir drogas hoje ilícitas. É trabalho da sociedade descobrir como diminuir o risco dessas atividades. Queiramos ou não, elas continuarão aí. É estúpido apenas sugerir a proibição dessas atividades. Não estaremos lidando com elas, nem agindo como uma sociedade responsável.
ÉPOCA – Dirigir rápido demais ou fazer sexo sem proteção são atividades potencialmente perigosas, mas incapazes de provocar dependência química, como ocorre com o uso de crack e cocaína. É coerente defender a liberdade de consumo de substâncias capazes de tolher a liberdade de escolha?
Hart –
Não há nenhuma droga que, uma vez experimentada, retire de imediato a possibilidade de escolha. Esse é um conceito errado, um mito. As drogas mais viciantes são nicotina e tabaco. Um em cada três usuários de tabaco torna-se viciado. Um em cada cinco usuários de heroína desenvolve o vício. O álcool também vicia cerca de 20% dos usuários. A cocaína vicia menos, um em cada seis usuários, e só então vem a maconha, capaz de viciar 9%.
"Os três últimos presidentes dos EUA usaram drogas. Livres, puderam servir ao país"
ÉPOCA – Não avaliamos o risco de uma droga apenas por seu poder de causar dependência. O cigarro pode ser mais viciante que a cocaína, mas afeta menos o comportamento do usuário.
Hart –
Se eu pudesse pegar carona com um motorista sob efeito de álcool ou cocaína, escolheria o usuário de cocaína. O álcool deixa o indivíduo menos vigilante e mais distraído, impede que ele dirija direito. A cocaína, ao contrário, o deixa mais alerta. Nas Forças Armadas dos Estados Unidos, pilotos de avião tomam anfetaminas para ficar alertas em missões longas. A noção de que alguém não pode usar drogas e cumprir tarefas é errada. Há quem use essas drogas o tempo todo e cumpra as tarefas que tem de cumprir. Alguns tomam doses um pouco altas. Mas, outra vez, isso está relacionado à educação para um consumo seguro e responsável.
ÉPOCA – Como podemos educar para um consumo de drogas seguro e responsável?
Hart –
O primeiro passo é combater a desinformação sobre as drogas. Há muitos mitos, muita informação incorreta.
ÉPOCA – Por que, em sua opinião, o público é desinformado sobre as drogas?
Hart –
O público é informado sobre drogas pelas pessoas erradas. Damos atenção exagerada a agentes de segurança pública, como policiais. Eles não têm nenhuma instrução em farmacologia, psicologia ou qualquer outra ciência comportamental. Damos atenção a políticos. Interessa a eles propagar mitos. Ao culpar as drogas por todo tipo de problema, eles se veem desobrigados de encontrar soluções para ajudar quem precisa, como os mais pobres. Tudo o que os políticos têm a dizer é: “Enfrentaremos as drogas”. Eles precisam, na verdade, enfrentar problemas como moradia e desemprego. Se os políticos não lidam com essas questões, é óbvio que a sociedade terá problemas. O vício em drogas é efeito de um mundo doente. Não a causa.
ÉPOCA – O senhor defende a liberação ou a descriminalização do consumo de qualquer droga?
Hart –
Defendo a descriminalização. Quer dizer: não prender usuários por porte de drogas e não registrar o consumo na  ficha criminal. A polícia deixaria de prender e encarcerar gente que nada tem de criminosa. O dinheiro gasto em perseguir e encarcerar usuários poderia ser investido em iniciativas que realmente ajudem a sociedade.
ÉPOCA – O senhor não acha que usuários de drogas continuarão alvo de preconceito, com ou sem registro criminal?
Hart –
Os três últimos presidentes dos Estados Unidos usaram drogas e nunca foram presos. Livres, conseguiram ser presidentes. Estamos cercados de usuários de drogas respeitáveis, que colaboram para uma sociedade melhor. Para aqueles que são presos, os horizontes pessoais ficam reduzidos.
ÉPOCA – O senhor é o primeiro negro americano a ensinar ciên­cias na Universidade Columbia. Como a falta de negros na comunidade científica distorce as conclusões de pesquisas e a produção de conhecimento?
Hart –
Não sei se a falta de negros na comunidade científica afeta a produção de conhecimento mais do que qualquer outra coisa em nossa sociedade. A questão racial influencia tudo. Sendo um cientista negro, um dos aspectos que mais me chamam a atenção é o grande número de negros presos por falta de informação sobre as drogas. Parece-me antiético não dizer nada sobre a grande injustiça racial existente nas prisões, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil. Isso me obriga a denunciar.


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Informativo da Representação Regional do MINC Bahia e Sergipe


Sergipe se prepara para participar da TEIA dos Pontos de Cultura em Natal


Entre os dias 19 e 25 de maio a cidade de Natal (RN) receberá expressões artísticas de todo o país. É que nesta data acontece a TEIA, um evento que reunirá representantes e integrantes de Pontos de Cultura das cinco regiões do país. Entre as premissas deste encontro nacional estão a ruptura de hierarquias culturais e a construção de novas legitimidades no processo de transformação de um Brasil a se revelar.

O evento acontece desde 2007, mas Sergipe participará pela primeira e será representado por 14 delegados que foram eleitos através de votação. Essa escolha aconteceu durante o Fórum dos Pontos de Cultura de Sergipe, realizado no mês de março. Gleide Chagas, do Ponto de Cultura ‘Dançando com arte: resgate, história e tradição do Reisado da Barra dos Coqueiros’, foi uma das escolhidas e não esconde sua ansiedade pela participação no evento.

“A expectativa é grande, pois será um momento de troca, onde interlocutores de vários Pontos estarão presentes e poderemos vivenciar o que eles passam e como estão atuando em suas comunidades pelo Brasil a fora”, afirma. Gleide informa ainda que o grupo de Reisado, criado a partir do Ponto de Cultura, foi selecionado para se apresentar nas mostras culturais da TEIA. Além dele, o grupo de dança do Ponto de Cultura Albertina Brasil, de Nossa Senhora da Glória, também se apresentará nas mostras artísticas.

Durante a TEIA os delegados eleitos e demais participantes estarão incluídos em uma vasta programação, que contém seminários, palestras, minicursos, fóruns, exposições, debates, rodas de conversa, intercâmbios, intervenções urbanas, além de shows e apresentações culturais. Os debates serão norteados por diversos eixos que prometem contribuir para a integração e engrandecimento dos Pontos de Cultura do país.

O coordenador do Ponto de Cultura Ação Cultural, de Aracaju, Zezito Oliveira, participará de um eixo-temático que tratará da sustentabilidade, pois acredita que instituições como Pontos de Cultura podem trabalhar para superar a dependência dos recursos públicos. “A TEIA é um momento ímpar para nós que trabalhamos a cultura em nossas comunidades, pois será um momento de encontro, aprendizado e troca. Espero poder aprender bastante e também contribuir para o crescimento dos Pontos e desta política público criada pelo programa Cultura Viva”, enfatiza.

Secult presente
O poder público também marcará presença durante o evento. O Governo do Estado de Sergipe será representado por duas colaboradoras da Secretaria da Cultura (Secult): Celiene Lima, que é diretora do Núcleo de Produção e Difusão Cultural, e Tiara Camera, que é coordenadora dos Pontos de Cultura na Secult. Elas participarão do Encontro de Gestores de Pontos de Cultura, que acontecerá dentro da TEIA, e será fundamental para o programa avançar na formulação de indexadores que qualifiquem o planejamento e a avaliação dos Pontos em todo o país.

“Vamos contribuir com informações sobre a realidade dos Pontos de Cultura de Sergipe com o objetivo de avançar na adequação dos marcos regulatórios do programa à nossa realidade regional, além de buscar informações sobre a realidade do programa para prestar atendimentos mais qualificado aos nossos Pontos”, explica Tiara Camera.

Sobre a TEIA
A Teia é o encontro dos Pontos de Cultura do Cultura Viva e das representações da Diversidade que integram o Brasil Plural. Em sintonia com as estratégias e diretrizes gerais do Plano Nacional de Cultura, a Teia Nacional da Diversidade 2014 inaugurará um espaço para encontro, reconhecimento, convivência, reflexão, formação e divulgação de temas prioritários de grupos, coletivos, comunidades, Pontos de Cultura e iniciativas que integram os Programas Cultura Viva e Brasil Plural.

A TEIA da Diversidade tem o objetivo de consolidar o Programa Nacional de Promoção da Cidadania e da Diversidade Cultural – Cultura Viva (PCV) como o programa de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura. Também é um espaço que se propõe a refletir criticamente sobre: a  proposta de realinhamento do novo PCV para um programa de base comunitária, a partir da Portaria 118 de 30 de dezembro de 2013; O processo de integração de programas, projetos e ações do Sistema MinC ao Cultura Viva; E sobre as contribuições da TEIA 2014 para o desenvolvimento do Programa.

Confira a lista de delegados sergipanos que irão à TEIA
Jaquelene Linhares -Ponto de Cultura Axé Ô;
Gleide Chagas – Ponto de Cultura Dançando com arte: resgate, história e tradição do Reisado da Barra dos Coqueiros;
Rui Marcelo – Arte Lutheria do Agreste Sergipano;
Thiago dos Santos – – Ponto de Cultura Clube das Mães de Tomar do Geru;
Aldemir José – Ponto de Cultura Casa de Cultura Zumbabus;
Messias Cordeiro – Ponto de Cultura Albertina Brasil;
Sérgio Lima – Ponto de Cultura Circolando;
José Alves - Ponto de Cultura Umbaúba Cultura e Arte: Uma alternativa às drogas e à violência;
Marina Ribeiro – Ponto de Cultura Batuque de Algola;
José Messias - Ponto de Cultura Rendar a Arte Com Fios da Cultura;
Kassem Afif – Ponto de Cultura Caixotes da Memória;
Zezito Oliveira – Ponto de Cultura Juventude e Cidadania - Ação cultural;
Michelle Ferreira - Ponto de Cultura Raízes da Cultura;
Rosineilde Silva – Ponto de Cultura Som da África.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Pré Caju é um grande negócio – a festa dos milhões e seus legados


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Num episódio recente e pouco noticiado, TCU cobrou da organização da micareta a devolução de R$4 milhões aos cofres do Ministério do Turismo. O que restou à cultura popular sergipana?

*por Rian Santos

 O Tribunal de Contas da União passou um pente fino na papelada da Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT) e condenou a turma do empresário Fabiano Oliveira a devolver cerca de R$ 4 milhões aos cofres do Ministério do Turismo. Até aí, novidade nenhuma. A decisão foi tomada em sessão ordinária realizada há quase duas semanas, no último dia de março. A ausência de qualquer menção ao episódio nos principais veículos de comunicação da capital sergipana, contudo, dá relevo aos critérios de noticiabilidade empregados pela meia dúzia que detém o controle dos jornais impressos, além das concessões de rádio e televisão que servem aos sergipanos. Informação é poder. Notícia é mercadoria. Função social? Ninguém sabe. Ninguém viu.

 A elite política do Estado pode insistir nas alegadas virtudes da prévia carnavalesca promovida pela ASBT o quanto bem entender, mas o Pré Caju continuará sendo uma festa de caráter estritamente privado. A playboyzada branquela, bem nascida e meio desmiolada que brinca amparada pela corda sabe. E a negada que pula atrás do trio, na pipoca, também. Não explica o entusiasmo de governadores, prefeitos, parlamentares de todas as esferas da administração pública e matizes ideológicas com os batuques dos outros. Antes, ilumina a degeneração dos valores em voga aqui e agora, bem embaixo do nariz de todo mundo.

 Dois mais dois é igual a quatro. Se o intento comercial e pecuniário de uns poucos justifica a mobilização de todo o aparelho público do lugar, significa dizer, ao mesmo tempo, que a política pode se converter em um exercício a serviço de grupos restritos. Por isso alguns conseguem captar milhões para promover a pegação de um bando leitimcumpêra junto a uma instância superior do Governo Federal, num estalar de dedos (micareta é festa pra beijar na boca). It’s all business. Aos Encontros Culturais do interior sergipano, eventos que já atraíram a atenção do país inteiro para os batuques da gente, gerando emprego e renda por meio de uma aliança imbatível entre Cultura e Turismo, no entanto, não se destina mais nem um tostão furado.

 Farinha do mesmo saco

 Reza a lenda que político não costuma dar ponto sem nó. Se for mesmo verdade, o Pré Caju é um grande negócio. As maiores divergências já foram silenciadas pelos pracatuns que transbordam dos trios elétricos ao longo da Avenida Beira Mar. O Corredor da Alegria ganhou status de palanque suprapartidário. Gregos e troianos abraçados nos camarotes. Abadás coloridos sobre as bandeiras desbotadas de antigamente.
 De acordo com matéria do jornalista Lucio Vaz publicada pelo Correio Braziliense há um bom par de anos, em 2011, quando causou certo rebuliço, Jackson Barreto (PMDB), Albano Franco (PSDB) Jerônimo Reis (DEM), José Carlos Machado (DEM) e Valadares Filho (PSB), além do baiano Emiliano José (PT), então deputados federais, destinaram quase R$ 16 milhões em emendas parlamentares para que a ASBT promovesse três edições de uma prévia carnavalesca que afronta claramente uma série de direitos dos cidadãos sergipanos, impedidos de trafegar livremente pelas principais artérias da cidade nos dias de festa. Isso, pra não mencionar a conivência de governadores e prefeitos com a gastança ao longo dos últimos 23 anos, quando assumiram completa responsabilidade pela segurança, limpeza e organização do evento. Esquerdistas e direitosos irmanados, braços dados em prol do axé baiano.

 A boa vontade dos entes públicos com os promotores do Pré Caju, no entanto, não para por aí. A festa foi incluída no calendário turístico e cultural da capital por lei municipal em 1993. Três anos depois, outra lei reconheceu a ASBT como entidade gestora e organizadora do evento. Depois, a associação foi agraciada com o certificado de utilidade pública estadual, sem fins lucrativos. Hoje, a micareta é reconhecida pelas autoridades como um evento estratégico, uma das principais cartadas para promover o turismo local. Os gestores não explicam, contudo, porque depois do investimento vultoso, realizado durante mais de duas décadas a fio, nem mesmo aquele que já foi o principal financiador da festa reconhece a capital sergipana como destino apropriado para os visitantes.

 Foi o Ministério do Turismo quem indicou os 184 destinos adequados para receber os turistas durante a Copa do Mundo de 2014. No Nordeste, foram contempladas cidades do Maranhão, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Ceará. Entre os nove estados nordestinos, Sergipe foi o único deixado de fora. E não poderia ser diferente. A ausência de investimento na cadeia produtiva da cultura local redundou numa espécie de não-lugar simbólico, sobre o qual nenhum traço de autenticidade prospera. Há, sim, sopapos de inspiração genuína. Mas sem a criação de mercado, estes ficam reduzidos a esforços individuais, sem a necessária abrangência e pujança de uma indústria criativa, capaz de atrair a curiosidade dos milhares interessados na descoberta de valores locais.

 Os R$ 4 milhões reclamados à turma de Fabiano não vão comprometer as próximas edições da festa. Uma pena. A latinha de cerveja descartada no meio da bagunça não resolve a vida de ninguém. Riqueza de verdade está no gosto de tapioca amanhecido nas feições da gente.
*Rian Santos é jornalista.

Pre-caju no blog da Ação Cultural  AQUI

terça-feira, 13 de maio de 2014

A TEIA da Diversidade está Chegando

  Fonte: Portal dol Minc
13/5/2014
A TEIA Nacional da Diversidade5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura e das redes da diversidade que integram o Programa Cultura Viva – será realizada de 19 a 24 de maio, em Natal (RN). Promovida pela Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) e pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), a TEIA 2014 tem o objetivo de fortalecer o exercício dos direitos culturais e promover a atuação cultural em rede.
"Desta vez teremos uma TEIA muito especial, porque irá reunir no mesmo encontro pontos de cultura e segmentos da diversidade, com a presença de instituições parcerias. A TEIA da Diversidade será um importante espaço de fortalecimento e articulação de toda a rede", diz ministra da Cultura, Marta Suplicy.  
A TEIA da Diversidade será mais abrangente do que as quatro edições anteriores da TEIA, realizadas em 2006, 2007, 2008 e 2010. Este ano, além dos Pontos e Pontões de Cultura, participam grupos do "Encontro da Diversidade", que agrega segmentos das políticas setoriais atendidos pelo Programa Brasil Plural. Fazem parte destes segmentos grupos de Culturas Populares, Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, LGBT, Crianças, Idosos, Juventude, Hip-Hop, Pessoas com Deficiência, Saúde Mental, Trabalhadores Urbanos, Povos de Terreiro, Quilombolas, Imigrantes, Mulheres, Trabalhadores Rurais, Mestres e Griôs.
"Queremos estimular o diálogo e a parceria entre a sociedade civil, gestores, instituições de ensino, instâncias de participação social e os diversos atores do campo cultural", explica Márcia Rollemberg, secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC. Segundo a gestora, a realização da TEIA da Diversidade estimula ações de valorização, políticas integradas e de promoção da cultura brasileira.
Programação e espaços
A TEIA da Diversidade contará com Mostras Artísticas e uma Feira de Economia Solidária e Criativa protagonizadas pelos Pontos de Cultura, que levarão a Natal demonstrações da diversidade do Programa Cultura Viva por meio de apresentações artísticas, da exposição e venda de produtos artesanais.
Oficinas, Fóruns e Seminários Temáticos serão alguns dos espaços de diálogo da TEIA da Diversidade. Entre os temas, destacam-se os debates sobre o acesso a equipamentos culturais, os encontros dos Pontos de Cultura Indígenas e de Leitura.
Na área audiovisual, haverá o CineTEIA, uma mostra de produções dos Pontos de Cultura, o encontro do Grupo de Trabalho Temático e um Seminário sobre a Regionalização da Produção Audiovisual.
As atividades da TEIA da Diversidade serão realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), na Praça Largo da Ribeira e no Teatro Alberto Maranhão.
A programação completa da TEIA da Diversidade está disponível no site oficial do encontro e os participantes podem inscrever-se gratuitamente nas atividades disponíveis
Histórico das TEIAS    
A primeira edição da TEIA aconteceu em 2006, em São Paulo (SP), dois anos após o início do Programa Cultura Viva. O encontro foi motivado pela necessidade haver uma instância nacional em que os Pontos de Cultura tivessem oportunidade de se conhecer, trocar experiências e ter visibilidade.
Em 2007, foi a vez de Belo Horizonte (MG) sediar o encontro nacional dos Pontos de Cultura. As demais edições aconteceram em Brasília (2008) e em Fortaleza (CE) no ano de 2010. Ao fim das quatro edições, a TEIA foi consolidada como um importante espaço de mobilização e articulação da rede dos Pontos de Cultura.
Desde 2012, o encontro ganhou versões estaduais, promovidas pelos governos dos estados e as comissões estaduais dos Pontos de Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura. A organização da TEIA Nacional é de responsabilidade da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura  e conta com recursos do Governo Federal.
#TEIAdaDiversidade
De 19 a 24 de maio de 2014
Natal – Rio Grande do Norte (RN)
Locais
- Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
- Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)
- Praça Largo da Ribeira e o Teatro Alberto Maranhão       
Programação completa, notícias e mais informações no site www.culturadigital.br/teiadadiversidade
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Contatos
Comunicação Social da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC/MinC) – (61) 2024-2921 / teianacional@cultura.gov.br
Comunicação da #TEIAdaDiversidade – (61) 2024-2835 / teianacional@gmail.com
Atendimento à imprensa
Caína Castanha - (61) 8100-2753/ teianacional@gmail.com

Leia sobre a participação dos Pontos de Cultura de Sergipe na TEIA NACIONAL 2014
 Como é bom produzir arte e cultura em Sergipe

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Conjunto Jardim, em busca dos direitos negados


Ministro Aloizio Mercante (MEC) e Ministra Marta Suplicy (MINC) na solenidade de lançamento do Edital Mais Cultura nas Escolas.

 Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/conjunto-jardim-em-busca-dos-direitos-negados

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE

11/5/2014 
 Demora em resolver problemas de prestação de contas, pode comprometer o recebimento de recursos federais para a Escola Estadual Júlia Teles ( Sergipe) realizar iniciativa cultural voltada para fortalecer a afirmação e a auto estima negra e indigena.

Apresentação do Projeto Aldeia/Quilombo Jardim.

É um produto da parceria Escola Estadual Júlia Teles com a Associação Cultural, fruto de uma demanda colocada em reuniões de professores, gerando a iniciativa pioneira de realização da Semana da Consciência Negra no ano de 2011. O sucesso da iniciativa, em razão da receptividade dos alunos (as), assim como o amparo da Lei 11.645/08 que versa sobre o ensino da História e cultura afro-brasileira e indígena em sala de aula motivou alguns professores a dar prosseguimento e aprimorar a proposta inicial, por meio da elaboração de um projeto mais amplo e detalhado, após duas reuniões e colhidas algumas sugestões, tem-se o QUILOMBO/ALDEIA JARDIM.
Através desse projeto, pretende-se, por meio de oficinas de capoeira, dança, rap e fotografia/vídeo, proporcionar um espaço para aprendizagem artística, reflexão e práticas pedagógicas e de convivência relacionadas à herança ancestral africana e indígena, visando fortalecer a identidade cultural, o senso de pertencimento e os laços de solidariedade e coesão social.
Em termos quantitativos pretende-se atingir 100 estudantes da Escola Estadual Júlia Teles.
Para divulgar os resultados e aumentar a adesão da sociedade a proposta e estimular a apropriação da metodologia e dinâmica do projeto por outras escolas, serão produzidas ações de culminância (mostra artística e cultural) com apresentação do resultado das oficinas e produção de blog, vídeo documentário e boletim impresso.



  Zezito de Oliveira no seminário do plano articulado entre cultura e educação. Recife - junho de  2012


DO SEMINÁRIO “PLANO ARTICULADO ENTRE CULTURA E EDUCAÇÃO” ATÉ A DIVULGAÇÃO DO PROJETO CONTEMPLADO NO EDITAL MAIS CULTURA NAS ESCOLAS.

O edital Mais Cultura nas Escolas é uma das ações que integra o “Plano Articulado entre Cultura e Educação”, iniciado em 2012 com a realização de diversos seminários realizados em cinco cidades brasileiras ( Recife, Campo Grande, Porto Velho, Porto Alegre e Rio de Janeiro). Participei do primeiro seminário, realizado em Recife , nos dias 15 e 16 de junho de 2012, ao retornar produzi o artigo “O Chão e a Gira “.

O lançamento do edital, demorou mais tempo que o previsto, em especial por conta da mudança de ministros, e em diversas ocasiões escrevemos ao Ministério da Cultura para defender a necessidade de lançamento do edital.

No ano de 2013, por ocasião da realização de uma video-conferência visando discutir ações no parlamento em favor da integração entre cultura e educação, promovida pelas comissões de cultura e de educação da câmara dos deputados, conseguimos encaminhar a solicitação diretamente a ministra da cultura, Marta Suplicy, que respondeu confirmando a importância estratégica do edital, fruto da parceria inédita do Ministério da Educação (MEC) com o Ministério da Cultura (MINC).

Na ocasião, me recordo de ter utilizado como reforço do argumento, para defender a necessidade do edital Mais Cultura nas Escolas, a fala do dep. Federal Jean Willys, presente a conferência e que fez um relato bem apropriado sobre os ataques sofridos por pessoas ligadas a religião de matriz africana e a necessidade de atividades pedagógicas e culturais no seio da escola para favorecer a criação de uma cultura de diálogo, tolerância e respeito para com os adeptos da umbanda, candomblé e de outras tradições religiosas.

Ainda demorou algum tempo para o lançamento do edital que aconteceu em 21 de maio de 2013, mais tempo ainda para a divulgação das escolas contempladas, o que veio acontecer no caso da Escola Estadual Júlia Teles no dia 13 de fevereiro de 2013. A lista das escolas restantes foi publicada em abril de 2014.

 

Alunas da Escola Júlia Teles participantes da oficina de dança do Ponto de Cultura Juventude e Cidadania. Aracaju - Fev de 2013
PREPARAÇÃO DAS ESCOLAS, EDUCADORES E ARTISTAS PARA INSCREVER PROJETOS NO EDITAL MAIS CULTURA NAS ESCOLAS


Após o período de anuncio do edital houve uma série de iniciativas voltadas para a preparação de educadores e/ou agentes culturais, visando tornar possivel,  contemplar o maior numero de escolas sergipanas aptas a participarem desta seleção pública de projetos.

Estas iniciativas foram organizadas, entre outros, pelo Projeto Negócio em Economia Criativa do SEBRAE e pelo mandato da professora e deputada estadual Ana Lúcia. A Associação Cultural ou Ação Cultural, utilizou o espaço do blog e algumas páginas de grupos/páginas no facebook para colaborar com o compartilhamento de orientações acerca do programa e do edital. Importante destacar que o post relativo as orientações sobre como participar do Edital Mais Cultura foi um dos mais acessados em 2013, de acordo com o contador de visitantes do blog da Ação Cultural.


REALIZANDO O LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES E PRODUZINDO O TEXTO DO PROJETO QUILOMBO/ALDEIA JARDIM
No seio da Escola Estadual Júlia Teles, o período de elaboração do projeto coincidiu com um momento muito dificil, após a saída de uma equipe de gestores, incluindo diretora, secretária, coordenador pedagógico e uma assistente administrativa, gerando uma crise de continuidade, agravada pelos constantes ataques a escola, na forma de furtos e danos ao patrimônio, culminando com um incêndio, o qual, caso não tivesse sido debelado a tempo, acabaria por destruir toda a escola.

Quando o edital foi lançado levamos o assunto ao conhecimento do Profº Anselmo, diretor da escola, que assumiu no inicio de 2013 e Lélia Siqueira, nova coordenadora que abraçaram a proposta de participação no Edital Mais Cultura nas Escoalas. Também contamos com o incentivo do Profº Rodrigo, na época professor-especialista e hoje diretor.

A escolha do tema e dos eixos e princípios norteadores foi realizado com a participação dos colegas citados acima e de alguns outros.

Em duas reuniões, produzimos com a ajuda de uma companheira da Ação Cultural, um esboço do projeto o qual foi distribuído via internet e em papel para os colegas que disseram concordar com a proposta e que torciam para que o esforço fosse bem sucedido.

Outras reuniões foram tentadas, além das duas realizadas, porém esbarraram em uma série de dificuldades, em razão dos problemas de agenda e tensão, em especial, por conta dos problemas e incertezas daquele momento, como por exemplo, necessidade de funcionários para compor o quadro de vigilantes e equipe de apoio, invasão constante da escola no período da noite e finais de semanas e por último o já citado incêndio, além dos problemas de indisciplina e violência simbólica por parte dos alunos, resvalando em alguns casos para situações de violência fisica.

Quanto ao projeto, as dificuldades para a escrita do mesmo, se deveu a falta de registros escritos e visuais de projetos pedagógicos/culturais anteriormente desenvolvidos pela escola, registro fotográfico até se encontra, porém, textos de projeto anteriores, relatórios de desenvolvimento e relatórios de avaliação não há, inclusive das oficinas ligadas ao programa Mais Educação e ao Escola Aberta que aconteceram por cerca de três anos.

Outro fator, se refere ao projeto politico pedagógico da escola e o regimento escolar, o primeiro bastante defasado com relação as ações que já são desenvolvidas há algum tempo na escola no campo da arte e da cultura, tanto aquelas desenvolvidas por agentes culturais externos, como em decorrência das atividades de cunho artístico-cultural, solicitada aos alunos no momento da culminância de alguns projetos.

Quanto ao regimento escolar, este se constituiu no documento referencial da escola, utilizado para ajudar na composição do texto do projeto, pelo motivo do texto está mais atualizado e condizente com o atual momento da educação em nosso país, embora ao contrário do projeto politico pedagógico, esteja bem mais adiantado do que a realidade vivida por aqueles que ensinam e aprendem na Escola Júlia Teles.

Portanto, o que falta em um documento, sobra no outro.

Reportagem do Jornal Super Popular - Julho de 2013
 

OS PROBLEMAS COM A PRESTAÇÃO DE CONTAS E OS RISCOS PARA O RECEBIMENTO DOS RECURSOS CONQUISTADOS POR MEIO DO EDITAL MAIS CULTURA NAS ESCOLAS
Esse problema, gerado na gestão anterior a 2013, tem como consequência até os dias atuais, a não liberação de recursos federais como o Mais Educação e Escola Aberta para a Escola Júlia Teles, por parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE), de responsabilidade do Ministério da Educação e Cultura. Como os recursos destinados aos projetos contemplados pelo Edital Mais Cultura nas Escolas também é oriundo do FNDE, o mesmo se dará com o projeto Aldeia/Quilombo Jardim.

A menos que haja um interesse em resolver a situação, pelo que se sabe , o problema central da prestação de contas, decorre da não observância de algumas exigências legais com relação a documentação exigida para a realização de compras e pagamentos de serviços com dinheiro público.

Outro fator que atrasou a situação, foi a demora da entrega de toda a documentação por parte da gestão anterior ao ano de 2013, ao setor de prestação de contas da Secretaria de Estado da Educação (SEED) para que pudesse ser realizada o diagnóstico da situação.

Da mesma maneira, é aguardado pelo setor de prestação de contas da SEED que o atual diretor solicite ao banco todos os extratos para que juntos com a documentação já entregue, sejam adicionados e o parecer final seja produzido e providências encaminhadas.

A pergunta que fica. Essa história, em curto prazo, terá um final feliz? Final feliz tão necessário para uma comunidade, Conjunto Jardim, que perde uma média de dois a três adolescentes e jovens que bem poderiam encontrar na arte e na cultura uma forma de dar sentido e encontrar significados e e outras razões para viver. Outras maneiras de serem felizes e contribuir para a felicidade dos outros.

Qual a contribuição que você, ao chegou até aqui, pode dar para que a resolução desse problema não demore e não comprometa a realização dos objetivos e metas planejadas para o projeto Quilombo/Aldeia Jardim?

Como diz o Rap da Felicidade:

" Eu só quero é ser feliz
Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é
E poder me orgulhar
E ter a consciência que o pobre tem o seu lugar . (refrão)
Minha cara autoridade, já não sei o que fazer

Com tanta violência eu sinto medo de viver
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado
A tristeza e a alegria aqui caminham lado a lado
Eu faço uma oração para uma santa protetora
Mas sou interrompido a tiros de metralhadora
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela
O pobre é humilhado e esculachado na favela
Já não agüento mais essa onda de violência
Só peço à autoridade um pouco mais de competência


Diversão hoje em dia não podemos nem pensar
Pois até lá no baile eles vêm nos humilhar
Ficar lá na praça, que era tudo tão normal
Agora virou moda a violência no local
Pessoas inocentes, que não têm nada a ver
Estão perdendo hoje o seu direito de viver
Nunca vi cartão postal em que se destaque uma favela
Só vejo paisagem muito linda e muito bela
Quem vai pro exterior da favela sente saudade
O gringo vem aqui e não conhece a realidade
Vai pra zona sul pra conhecer água de coco
E pobre na favela vive passando sufoco
Trocaram a presidência, uma nova esperança
Chega de tempestade, agora eu quero a bonança
O povo tem a força, só precisa descobrir
Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui."

MC Cidinhor e MC Doca.


Para saber mais sobre a Escola Estadual Júlia Teles, clique AQUI

Leia também:
Entre o espanto e a gracinha - A cultura de massa atravessando a Escola. AQUI

Fazendo Produção Cultural na Escola, AQUI

Conheça a proposta do portal CulturaEduca AQUI

O CulturaEduca é um portal aberto e gratuito que tem como objetivo contribuir para a troca e produção de metodologias que promovam a articulação entre cultura e educação.
Nesse espaço virtual poderão interagir educadores, agentes culturais, estudantes, gestores de políticas públicas, pesquisadores de diversas áreas e interessados em geral.
O portal prevê os seguintes conteúdos:

Mapa interativo com informações de 15 mil territórios educativos das escolas que fazem parte do Programa Mais Educação do Ministério da Educação (MEC)
Fóruns para debate, troca e produção de metodologias
Painel de indicadores para acompanhamento e avaliação das ações de Cultura e Educação
Galeria para construção de acervo (textos, imagens, vídeos e áudios)






 


















sábado, 10 de maio de 2014

Mostra A América por John Ford tem exibição gratuita no Cine Vitória

Programe-se para a mostra América por John Ford
Sábado,10
SESSÃO 7 | 14h30
A MOCIDADE DE LINCOLN - 100 MIN
SESSÃO 8 | 16h30
AS VINHAS DA IRA - 129 MIN
SESSÃO 9 | 19h
MÉDICO E AMANTE - 98 MIN
Domingo,11
SESSÃO 10 | 14h30
O PRISIONEIRO DA ILHA
DOS TUBARÕES - 96 MIN
Mediação: Jornalista e Cinéfilo Ivan Valença
Tema: Imprima-se a verdade
SESSÃO 11 | 17h
JUIZ PRIEST - 96 MIN
SESSÃO 12 | 19h
RASTROS DE ÓDIO - 119 MIN
Terça,13
SESSÃO 13 | 14h
NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS - 97 MIN
Mediação: Profª Mestra Maíra Ezequiel, UFS
Tema: No tempo das diligências e a alvorada da linguagem
clássica hollywoodiana como a conhecemos até hoje
SESSÃO 14 | 17h
RASTROS DE ÓDIO - 119 MIN
SESSÃO 15 | 19h20
O PRISIONEIRO DA ILHA
DOS TUBARÕES - 96 MIN
Quarta,14
SESSÃO 16 | 14h
AS VINHAS DA IRA - 129 MIN
SESSÃO 17 | 16h30
O HOMEM QUE MATOU
O FACÍNORA - 119 MIN
SESSÃO 18 | 19h
NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS - 97 MIN



Mostra A América por John Ford tem exibição gratuita


 A mostra, composta por oito obras, esforça-se em apresentar John Ford como um diretor capaz de filmes com temáticas diversas, mas alicerçadas na história norte-americana. A entrada é franca.

O evento exibe uma coletânea de filmes que recupera as importantes produções do famoso cineasta norte americano. Considerado um dos diretores mais premiados na história do Oscar, o americano John Ford teve seu auge entre as décadas de 30 a 60, e ficou conhecido, principalmente, pelos seus westerns (faroeste)

John Ford foi um dos pioneiros a trabalhar com o som, realizando o primeiro filme inteiramente falado da Fox, “O barbeiro de Napoleão” (Napoleon's Barber, 1928), atualmente perdido. Conquistou enorme notoriedade e se consolidou como um dos mais importantes diretores do cinema americano. 
Local: Auditório (165 lugares)

O Homem que Matou o Facínora

Informação: 1940 / 119 min. / Preto e Branco

O advogado Ransom Stoddard (James Stewart) chega a uma pequena cidade do velho oeste dominada por um pistoleiro violenti chamado Liberty Valance (Lee Marvin). Para combatê-lo Tom Doniphon (John Wayne) se apresenta como um caubói determinado. Stoddard volta então a essa cidade para enterro de seu valente amigo; para restaurar sua imagem vitoriosa, já que a história de Donephon havia caído no esquecimento; e para trazer à tona a verdade sobre a morte do vilão Liberty Valance.

No Tempo das Diligências

Informação: 1939 / 119 min. / Preto e Branco

No tempo das diligências é uma das obras mais aclamadas de John Ford; considerada uma obra-prima do faroeste. No caminho para a cidade de Lordsburg viajam em uma carruagem um banqueiro corrupto, um médico alcoólatra, uma prostituta, a esposa de um oficial, um jogador decadente, um rígido xerife, um condutor abobalhado, um vendedor de bebidas e um fora da lei que fugiu da cadeia. Diversos conflitos são deflagrados enquanto um clima de tensão permeia todo o percurso, pois um ataque indígena pode acontecer a qualquer momento. 

Rastros de Ódio

Informação: 1956 / 119 min. / Colorido

Ethan, personagem de John Wayne, após anos lutando pelos conferedados, regressa ao rancho de seu irmão. Enquanto isso, a região está mergulhada em conflitos com os índios, que de tanto sofrerem com ataques dos norte-americanos resolvem pagar na mesma moeda. Os Comanches realizam um violento ataque, assassinando toda a família de Ethan e raptando as suas duas sobrinhas. Ele inicia uma perseguição implacável aos assassinos, em busca de sua sobrinha, raptada para se tornar esposa do líder da tribo. 

A Mocidade de Lincoln

Informação: 1962 / 119 min. / Preto e Branco

Neste filme Ford aborda a juventude se seu ídolo, o ex-presidente do Estados Unidos, Abrahsm Lincoln, em especial a formação do seu caráter. A história do filme é simples, narra o apreço de Lincoln pelo Direto e seu desdobramento na carreira política. A pesar de gozar de certo reconhecimento, sua fama só viria após um incidente em que dois irmãos matam um homem em legítima defesa. Após o assassinato, entra em cena a figura de Lincoln, o homem do direito e da política, impedindo o linchamento e se tornando advogado de defesa dos acusados.  

Juiz Priest

Informação: 1934 / 96 min. / Preto e Branco

O tema central deste filme é a tolerância, para que o país consiga superar as diferenças políticas provocadas pela Guerra de Secessão. Priest, interpretado carismaticamente por Will Rogers, vai suavemente, falando sobre os outros personagens, muitas vezes falando sozinho, como se mais nada tivesse a fazer senão nos apresentar o universo social de Kentucky. 

A questão racial é tratada com muita sutileza, mas Ford, desde o começo do filme, estabelece a importância da integração interracial, de incorporar os negros em um novo estatuto social, mas mantém o caráter submisso e subalterno dos negros como mão de obra barata. 

O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões

Informação: 1936 / 96 min. / Preto e Branco

Dr. Mudd é condenado por ter socorrido um homem com a perna quebrada, fato corriqueiro para um médico, não fosse esse homem o assassino do presidente Abraham Lincoln. O médico, é claro, desconhecia essa importante informação. O real assassino é morto e toda a ira popular recai sob oito suspeitos de serem cúmplices e que são rapidamente tomados como culpados que devem pagar pelo crime de assassinato ao presidente. Dr. Mudd é o único que não é executado, mas é condenado à prisão perpétua e é levado a Ilha dos Tubarões, localizada no meio do oceano. Na ilha, o médico se encarregará de combater uma terrível doença.

As Vinhas da Ira

Informação: 1940 / 129 min. / Preto e Branco

História clássica, baseada o livro de John Steinbeck, que se passa no auge da Depressão, no final dos anos 1930. Uma grande família de arrendatários é expulsa de suas terras no norte e parte para procurar emprego no sul. O filme gira em torno de três personagens-chave: Tom Joad, Casy, Mãe Joad. Tom está retornando para a família após um período de quatro anos na cadeia, Casy é um ex-pregador religioso e Mãe Joad é matriarca lutadora que não mede esforços para manter sua família. Todos são lançados à famosa Rota 66 ruma a uma Califórnia idílica.

Médico e Amante

Informação: 1931 / 98 min. / Preto e Branco

O talentoso médico Arrowsmith (Ronald Colman) abre mão de sua promissora carreira de cientista para ser médico em Dakota do Sul, cidade natal de sua esposa. Mas seu trabalho de cientista é resgatado quando ajuda um fazendeiro e consegue eliminar uma doença que havia afetado suas vacas. A competência de Arrowsmith como cientista o leva ao mais elevado instituto de pesquisa de Nova York. Lá é destacado às Antilhas para resolver um caso de epidemia de peste bulbônica, onde o trabalho de médico e cientista se mistura. Arrowsmith fica então dividido entre uma função e outra. O médico controla a doença, mas perde a mulher e os amigos.