VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Play list da Rádio Cultura Brasil - Brasis - O Som da Gente: Folias de Um Natal Brasileiro

Programa especial com cantos de reza, versos sagrados e temas que remetem às tradições, manifestações e a religiosidade da nossa gente

Teca Lima 28/12/15 12:13 - Atualizado em 28/12/15 12:22

Xilogravura: Airton Marinho 
 
O programa especial apresentado no dia de Natal traz Chico Lobo e Gilson Peranzetta em “Folias de Um Natal Brasileiro”, e mais Inezita Barroso, Dércio e Doroty Marques, Coral Trovadores do Vale, Milton Nascimento, Vidal França e muitos mais, em temas relacionados aos cultos religiosos e dias santos.

Brasis – O Som da Gente. Seleção musical diária, com destaque para a música dos muitos interiores do Brasil. A influência das nossas matrizes regionais no trabalho de artistas das mais variadas tendências e estilos.

Ouça diariamente, às 8h, com reapresentação às 20hs, pela Rádio Cultura Brasil (AM 1200 kHz de São Paulo) ou pelo Controle Remoto aqui no site. E ainda pelos aplicativos para IOS e Android no seu celular ou tablet.

Roteiro, produção e apresentação: Teca Lima
Montagens: Maria Cleidiane
Estágio em produção: Igor Monteiro
OUÇA AQUI EM PODCAST

Ouça também:
 Play list - Músicas por um natal sem Simone
domingo, 13 de dezembro de 2015 

Natal com este tipo de arte é tudo o que eu quero. 

 quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Fim do ‘boom’ da periferia - Nos últimos anos a cultura da periferia ressignificou a palavra periferia

Foto: Universidade das Quebradas

O fim do “boom” da periferia, daquilo que ficou conhecido como cultura da periferia, não significa que seu projeto estético esteja realizado por completo ou que haja um esgotamento. Significa, num outro sentido, a sua era de alquimia e aponta que o modo de recepção crítica dessa cena precisa ser atualizado. Nos últimos anos a cultura da periferia ressignificou a palavra periferia, dando-lhe força política, comportamental e artística. A recepção a essa cena foi regida pelo argumento de inclusão, que agora se mostra limitadora.
Nesta terceira e última coluna que nos propomos a fazer com foco sobre alguns aspectos da cultura em 2015 cabe dizer que a escolha dos pontos abordados não pretende ranquear nem tampouco reduzir a produção anual a esses elementos. A crise política afetou as políticas culturais nacionais e também ofuscou o debate sobre a centralidade da cultura no país — tornou invisíveis microacontecimentos pelo excesso de debate macro. Assim, a escolha da abordagem desta série de coluna é uma tentativa de manter a centralidade do debate cultural e atualizações dos últimos anos. 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/fim-do-boom-da-periferia-18377897#ixzz3viEuRcJa

Leia/Assista mais:

Política pública e cultura da periferia, por Sheila Suzane

Universidade das Quebradas 

 Programa Art é Arte!



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015 da Ação Cultural

PROJETO RAP IDENTIDADE CULTURAL
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Projeto Rap Identidade Cultural inicia programação do Cine-Realidade
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/projeto-rap-identid…
terça-feira, 28 de abril de 2015
Afeto, resgate da memória local, arte&cultura, esporte e economia solidária.Projeto sócio-cultural no pov. São Braz aponta saídas para a (s) juventudes das periferias.
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/afeto-arte-esporte-…
terça-feira, 21 de abril de 2015
Rap e Identidade Cultural
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/rap-e-identidade-cu…
  Parceiro local - Escola Estadual Júlia Teles - Conjunto Jardim - Socorro/SE

OFICINA COLABORATIVA DE AUDIOVISUAL
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Parceria inédita realiza a primeira oficina colaborativa de audiovisual em um bairro popular de Aracaju .
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/search…  
 Parceiro local - Paróquia São Francisco de Assis - Bairro Santos Dumont - Aracaju/SE

CINECLUBE REALIDADE
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Como foi a 4ª Sessão do Cine-Realidade que apresentou o filme Maré - Nossa História de Amor.
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/como-foi-4-sessao-d…
domingo, 13 de setembro de 2015
Cineclube Realidade e a sessão sobre o filme "Entre a Luz e a Sombra". Duas propostas para serem multiplicadas.

http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/cineclube-realidade…
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Tem inicio Cine-Realidade, primeiro cineclube em uma escola sergipana com temática voltada para histórias e cenários das periferias.

http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/tem-inicio-o-cine-r…
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Primeiros resultados da primeira fase da exibição do Kit Democratizando - Cinema e Direitos Humanos no Conj. Jardim.
http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/resultados-da-prime…
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Mostra Cinema e Direitos Humanos na Escola Estadual Júlia Teles.

http://acaoculturalse.blogspot.com.br/…/mostra-cinema-e-dir…
 Parceiro local - Escola Estadual Júlia Teles - Conjunto Jardim - Socorro/SE

DANÇAS CIRCULARES


sábado, 20 de junho de 2015

Parceiro local - Paróquia São Francisco de Assis - Bairro Santos Dumont - Aracaju/SE 

CONFERENCIA MUNICIPAL DE JUVENTUDE - NOSSA SENHORA DO SOCORRO

Conferência de Politicas Públicas de Juventude. Você tem fome de quê? Você tem sede de quê? 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A conferência municipal de juventude de Nossa Senhora do Socorro, que nem era para ter acontecido, foi um sucesso!! 

domingo, 20 de setembro de 2015

Parceiros: Em colaboração com associações e coletivos de cultura e juventude de Nossa Senhora do Socorro

 

O fim da música - A música brasileira se transformou na trilha de fundo da literalídade de nossos horizontes.

Vladimir Safatle - Fonte:  Ilustrada - Folha de  S.Paulo,  09.10.2015


Em todos os momentos em que teve desenvolvimento econômico, o Brasil soube acompanhá-lo de  explosão criativa em sua produção cultural, menos agora.
No interior de tais explosões, a música costumava desempenhar um papel de alta relevância. A ideologia cultural nacional sempre foi, em larga medida, uma ideologia musical. Ela aplicava assim, em pleno século 20, essa estratégia política da formação dos Estados-nação no século 19, que consistia em utilizar a música para a construção das "nacionalidades".
Como tivemos de esperar até 1930 para começar a deixar de sermos um mero clube associativo de donos de fazendas para sermos algo mais próximo de um país, foi a partir daí que a música brasileira passou à linha de frente do debate cultural. A construção nacional de Villa-Lobos e das pesquisas musicais de Mário de Andrade são exemplos paradigmáticos nesse sentido. Na Europa do século 19, a junção entre Estado, nação e povo se fez, entre outros meios, pela elevação da música à linguagem de construção do espaço social e de reconciliação das populações como unidade.
Criou-se o folclore, instrumentos típicos, particularidades que, muitas vezes, eram apenas variações estruturais de constantes globais. Assim, a narrativa do povo que encontra seu solo e os afetos que o singularizam vinha sob a forma do canto, deste mesmo canto que, já dizia Rousseau, era a forma da primeira linguagem que nos deixaria mais próximos da origem e da autenticidade.
Que tenhamos apreendido cirurgicamente a nos orgulhar da música brasileira como expressão maior da espontaneidade bruta de nossos sentimentos e modos de pensar, como modelo de convivência possível entre camadas sociais distintas e distantes (afinal, quando o samba fala alto tudo se mistura), é algo que não deveríamos estranhar. Como vários outros, este país foi construído a ferro, fogo e música.
No entanto, toda operação de ideologia cultural sempre produz mais do que consegue controlar. Essa alta importância da música acabou por produzir um sobreinvestimento. Mesmo que a música brasileira tenha se reduzido, em larga medida, aos limites da canção (a forma musical por excelência de consolidação de laços sociais devido a sua estereotipia formal e de fácil recognição), é inegável que o Brasil, como alguns poucos outros países, soube extrair genialidade de tais limites.
Que, nos anos 1970 e 1980, músicos populares tenham se transformado em expoentes maiores da consciência crítica nacional, trazendo para a esfera da alta circulação cultural aquilo que tinha a capacidade de complexificar nossa imagem de país, de sociedade e de afetos, apenas demonstra como toda construção de um solo e de um território acaba por ter de lidar com o que procura nos levar para além de tal território. O desenvolvimento económico parecia levar a uma explosão cultural que tendia a complexificar as imagens produzidas por nossa ideologia cultural.
Mas algo de peculiar ocorre a partir dos anos 1990, chegando a seu ápice neste último decénio. A partir de certo momento, impera o movimento que vai do É o Tchan, da era FHC, ao funk e sertanejo universitário do lulismo.
A despeito de experiências musicais inovadoras nestas últimas décadas, é certo que elas conseguiram ser deslocadas para as margens, deixando o centro da circulação completamente tomado por uma produção que louva a simplicidade formal, a estereotipia dos afetos, a segurança do já visto, isso quando não é a pura louvação da inserção social conformada e conformista. A música brasileira foi paulatinamente perdendo sua relevância, para se transformar apenas na trilha de fundo da literalização de nossos horizontes.
Ultimamente, todas as vezes que se levanta a regressão da qual a música brasileira é objeto se é acusado de elitista. Afinal, tais músicas teriam vindo dos estratos mais pobres da população brasileira. O que se chora seria, na verdade, o fim da dominância cultural da classe média urbana e o advento das classes populares e das classes do "Brasil profundo".
Como se fosse o caso de aplicar um esquema tosco de luta de classes ao campo da cultura. Para esses que escondem sua covardia crítica por meio de tal exercício, lembraria da necessidade de desconstruir a farsa de um "popular" que não traz problema algum para o dominante. Lembraria de como não há arte proletária, cultura proletária, religião proletária moral proletária, Estado proletário, pois, como dizia Marx, os proletários são aqueles que não têm religião, Estado, moral (e acrescentaria música, cultura). 
 Por isso, eles são a indicação do que ainda não tem forma nem imagem. Sendo assim, em vez de aplicar esquemas sociológicos primários, melhor seria ouvirmos de fato o que se produz e nos perguntarmos por que chegamos a esse ponto.



Para polemizar e enriquecer o debate..



Leia/ouça  também:

 Tese de doutorado sobre a "degeneração" da música brasileira
 segunda-feira, 9 de setembro de 2013



Rádio Web Ação Cultural - Play list temáticas

 CANÇÕES QUE FAZEM UM PAÍS. 

Brasis

Solano Ribeiro e a nova música do Brasil



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Play list - O canto jovem de Luiz Gonzaga


 Na década de 70, uma facção da MPB universitária voltou-se contra a corrente e promoveu um levante de revalorização de Luiz Gonzaga. Ele virou referência crucial para os tropicalistas baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa no período de exílio dos dois primeiros.






 




 O Fole Roncou_Nação Zumbi_ Baião De Viramundo Um Tributo A Luiz Gonzaga 



A influência de Luiz Gonzaga em canções pop rock



https://soundcloud.com/discodebarro/sergipes-finest-cd2-06-alapada



domingo, 13 de dezembro de 2015

Play list - Músicas por um natal sem Simone


Play list da rádio batuta  "Por um natal sem Simone"

Clique em cima das frases acima e abaixo
 
 Músicas para passar de ano


 
























Play list - Gonzaga misturado com a música clássica




A série 'A grande música do Brasil' é composta por 4 volumes (Chico Buarque, Luiz Gonzaga e Tom Jobim orquestrados em arranjos de Guerra-Peixe, além de Noel Rosa por Radamés Gnatalli. Os 4 volumes estão disponíveis neste canal.

Luiz Gonzaga por Guerra-Peixe - Série 'A Grande Música Do Brasil' Vol. 2 – A Grande Música De Luiz Gonzaga (1978)

1 Asa Branca – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

2 Paraíba – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

3 Légua Tirana – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

4 Vozes Da Seca – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Zé Dantas)

5 Baião – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

6 Respeita Januário – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

7 Algodão – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Zé Dantas)

8 Qui Nem Jiló – Guerra Peixe – (Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira)

Composições: Luiz Gonzaga
Arranjos e Regência : Guerra-Peixe

Concepção e Direção Geral - Marcus Pereira
Direção Musical : Guerra-Peixe

músicos
piano - Amilson Teixeira de Godoy
violinos - Elias Slon (Spalla), Joel Tavares, German Wajbront, Jorge Gisbert Izquierdo, Audino Elizio Nunes, Aparicio, Mario Tomassoni, Caetano Domingos Finelli, Frederico Barreto, Oswaldo José Sbarro,
Violas - Geza Kiszely, Michel Verebes, Hidenburgo Vitoriano Borges Pereira,Alvin Oelsner.
Cello - Antonio Lauro Del Claro, Calixto Corazza, Fabio A. Russo, Shinji Ueda.
Baixo - João Roberto Capobianco, Claudo Henrique Bertrami.
percussão - Dirceu Simões de Medeiros e Antonio de Almeida.
Fagote - Alain Robert, Andre Lacour
Oboé - Benedito Suarez Sanchez.
flauta e picollo - Grace Anderson Bush.
trompete - Geraldo Auriene, Settimo Paiolettitrombone - Severino Gomes da Silva, Iran Fortuna
trompa - Mario Sergio Rocha, Daniel Havens.
clarineta - Isidoro Longano,Eduardo Pecci.

Discos Marcus Pereira foi um selo independente de música brasileira. Apaixonado pela música do Brasil e em resposta ao que considerava a dominação do cenário musical brasileiro pelas indústrias multinacionais, bem como com a descaracterização da música popular brasileira pela excessiva influência e imitação de grupos estrangeiros, Marcus Pereira se destacou por promover a gravação e trazer a lume composições genuinamente brasileiras, revelando assim, o mapa musical do Brasil.

Baixe a coleção completa 'Discos Marcus Pereira' em torrent
http://mgnet.me/Eqw9 (via BitTorrent)


E mais...  Sivuca





E mais.. DOMINGUINHOS...

 

PLAY LIST - LUIZ GONZAGA COMO NASCENTE E COMO UM RIO PARA A CULTURA BRASILEIRA



Um presente para Gonzaga e para vocês.

Hoje, 13 de dezembro, dia de Santa Luzia e nascimento de um brasileiro muito especial, Luiz Gonzaga.
Já participei de muitas experiências envolvendo juventude, cultura e cidadania. A Caravana Luiz Gonzaga Vai a Escola, foi uma das melhores. Se queremos uma juventude e um país melhor, a direção é seguir pela rota que a Caravana Luiz Gonzaga indica. As manifestações dos estudantes do movimento ocupaescola, também respaldam a afirmação acima.
Nossos agradecimentos ao velho Lua, a toda a equipe da Caravana Luiz Gonzaga, ao patrocinio Funarte-Ministério da Cultura e aos parceiros e apoiadores.

Mais um presente em homenagem a Luiz Gonzaga, acompanhado da saudade do professor José Augusto que partiu “para uma outra espécie de vinculo” e para todos que gostam de ser brasileiros e nordestinos, mesmo com “uma das elites mais opulentas, antissociais e conservadoras do mundo” conforme palavras de outro brasileiro genial, Darcy Ribeiro



Cultura popular para mim é nascente, é fonte. Fonte de inspiração, fonte de criação artística para quem se descobre capaz.

Acho muito importante o trabalho daqueles que se preocupam em cuidar das fontes da nossa cultura popular, cuidando da autenticidade e da manutenção dos elementos essenciais da tradição.

O que incomoda às vezes,  é quando estes guardiães de nosso memória cultural, consideram as criações contemporâneas que se nutre da  cultura popular, como algo secundário e  desimportante ou quando tentam impor a idéia da superioridade da cultura produzida no passado.

Penso que devamos criar todos os meios possíveis para que as fontes da cultura popular  sejam  resguardadas, em especial com o uso da tecnologia e com a transmissão dos conhecimentos e saber  dos mestres  para as novas gerações.

É bom quando vemos novas criações a partir do legado das culturas ancestrais e penso  que devamos celebrar quando isso é feito com talento e maestria.

Portanto,  preservar e promover a cultura popular, assim como a recriação,  a ressignificação  e  incentivar a mistura com o que é atual, não são incompatíveis, pelo contrário, é dessa maneira que a tradição cultural perdura e é valorizada.

Luiz Gonzaga  fez isso, quando   nos deixou a canção  Asa Branca, dentre tantas,  canção cuja melodia e alguns versos, ele ouviu quando era menino, conforme relatado a seguir:

(...) O velho Januário nunca escondeu de ninguém que Asa Branca era uma música sua. Dominguinhos conta que um dia estava em Exu, na casa de Januário: “Enquanto seu Luiz tocava "Asa Branca" na sanfona, Januário comentou comigo: ‘Esta música aí foi esse negro safado que roubou de mim’, claro que em tom de brincadeira. Januário também havia se apropriado da música, que fazia parte do repertório de dos sanfoneiros da região, como também dos cegos que tocavam nas feiras em troca de dinheiro. Além do mais "Juazeiro", "Meu Pé de Serra", "Vira e Mexe", sucessos inaugurais de Luiz Gonzaga também eram temas musicais correntes no Sertão, e foram levado por ele em seu matolão, quando deixou o povoado do Araripe, Exu (...), http://sintoniahp.blogspot.com.br/2009/08/20-anos-sem-luiz-gonzaga-asa-branca.html930.

Dessa maneira Luiz Gonzaga foi  nascente e foi rio. Fonte quando  traz o que é profundo e essencial e rio quando  compôs ou interpretou canções frutos da mistura  de diversas águas nascentes.

Outros seguiram e seguem este caminho e merecem também a nossa homenagem.

Zezito de Oliveira - Educador e Produtor Cultural

Outras sugestões de músicas podem ser enviadas na parte dos comentários.

Ouça outras plays lists

Revisitando o Brasil profundo


  "A gente precisa conhecer o Brasil" - Brasil - Pátria Educadora 























quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Emergências - Encontro global de cultura, ativismo e política

Acompanhe através do hotsite

 http://emergencias.cultura.gov.br/

Acompanhe pelo site do MINC 

 http://www.cultura.gov.br/inicio

Acompanhe pelo facebook

  https://www.facebook.com/emergencias.cultura

Acompanhe pelo portal EBC

 http://www.ebc.com.br/cultura

Acompanhe pelo twitter

  #Emergências2015

 APRESENTAÇÃO

Em um momento de intensas transformações e diante de uma crise de dimensões globais que atinge os mais diversos setores e institucionalidades, a cultura surge como ativadora de processos emergentes na disputa por direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais. De 7 a 13 de dezembro, pensadores, ativistas, artistas, produtores culturais, gestores e agentes políticos de todo o mundo vão participar, no Rio de Janeiro, na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense, do Emergências, projeto do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural.
O objetivo é pensar a cultura na centralidade das lutas pela ampliação dos direitos e entender as mudanças no campo da política, dos comportamentos, da economia, das artes, e debater a emergência de novos modelos de sociabilidade. Trata-se de criar um território cognitivo e afetivo, um espaço de conexão e diálogos para viver e pensar as aventuras políticas do século XXI. A ideia é reunir coletivos, indivíduos e redes que entendem que a mudança só virá a partir de uma transformação cultural e de mentalidade baseada no respeito à diversidade e em um reencantamento da política.

POR QUE EMERGÊNCIAS?

O nome do evento remete aos dois sentidos da palavra. De um lado, o sentido de urgência, associado a uma necessidade imediata de ações de enfrentamento dos retrocessos no campo dos direitos culturais e no conjunto dos direitos humanos. De outro lado, a palavra emergências faz referência ao surgimento de um novo contexto social, cultural, político e econômico marcado por novas formas de convivência geradas por uma verdadeira revolução sociocultural. Aliada à mudança tecnológica e às comunicações, viabiliza novos territórios culturais, novas modalidades de organização social e  um novo mundo no campo da informação.

 OBJETIVOS

Debater o papel da cultura e da dimensão simbólica nas disputas sociais e políticas; Discutir, compreender e dar visibilidade aos processos emergentes da disputa por direitos civis, políticos, sociais, culturais, econômicos e ambientais; Ampliar conexões, aproximar e trocar experiências entre os mais diversos grupos – de atuação territorial, nacional e global que defendem tais direitos; Apresentar e debater as políticas públicas e outras iniciativas de governo pró-direitos; Criar território para convívio dos mais diversos grupos e reunir as temáticas e atores que são referências em seus campos.

 PARTINDO DA CULTURA

O Emergências posiciona a Cultura como campo estratégico nas disputas sociais e politicas contemporâneas. Este é um evento com construção participativa que cria um campo de confluência para a reflexão sobre a Cultura Política no início do Século XXI. A forma de organização, com chamadas pública e propostas vindas da sociedade civil cria um ambiente de construção compartilhada e contempla uma diversidade de atores, com presença e protagonismo dos movimentos tradicionais, dos novos movimentos e das novas formas de atuação política.

GOVERNANÇA

É um evento institucional, que dialoga com pautas da sociedade e que propõe uma relação participativa com os movimentos sociais e culturais, parlamentares, gestores, artistas e ativistas.

CARAVANAS

A mobilização para participar do Emergências nos estados brasileiros e na América Latina já começou. Reuniões com articuladores locais estão levantando as caravanas que se deslocarão até a capital carioca e uma estrutura para hospedagem e um acampamento será montado no Rio de Janeiro para receber 1500 pessoas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O que os estudantes que derrotaram Alckmin nos ensinam


O rapper Criolo subiu ao palco às 15h45 e como num passe de mágica a ficha começou a cair para João, Omar e Joana. Os três e outros tantos milhares de jovens simplesmente venceram. Mas na manhã de domingo, dois dias após terem derrotado o governador Geraldo Alckmin, ainda tentavam decifrar tudo o que eles, alunos secundaristas, tinham ensinado ao Brasil e, especialmente, à esquerda brasileira.
“Nossa luta continua, não nessa forma, mas a luta é algo que vamos levar para o resto de nossas vidas”, resume Joana Noffs, aluna da Escola Estadual Professor Antônio Alves Cruz, no bairro do Sumaré. Joana se considera de esquerda, convicta, que diz ter aprendido em duas semanas de ocupação do colégio mais do que seus 16 anos que já se passaram. “Mostramos o modo como os alunos sonham a escola e como uma vida em comunidade é possível”, diz ela.
João, Omar e Joana, alunos do colégio Alves Cruz, em São Paulo - Fotos: Eduardo Nunomura
João, Omar e Joana, alunos do colégio Alves Cruz, em São Paulo – Fotos: Eduardo Nunomura
Os pais de Joana apoiaram a decisão da jovem em ocupar o colégio. Visitavam a filha para saber se estava tudo bem e se os colegas precisavam de alguma coisa. Saíam felizes de saber que ela estava aprendendo com a escola da vida.João Cecci, colega de Joana, também tem pais compreensivos – a mãe dele praticamente não saía do Alves Cruz. O jovem de 16 anos, ao contrário da amiga, não se vê como de esquerda ou de direita, mas não pensou duas vezes para fazer parte dessa batalha. Já os pais de Omar Abduch, de 17, não aprovaram. Aliás, ele mesmo era contra a ocupação no início, mas se rendeu ao movimento quando ouviu de um coordenador da escola que no passado os alunos não pensavam duas vezes para lutar por seus direitos. Omar se define como de direita, votou em Alckmin e até afirma que votaria nele novamente. Mas admite que algo mudou dentro de si.
“Quando decidimos aderir às ocupações, foi um ponto crítico. Não faríamos parte da reorganização, não iria mudar nada para nós, mas ao entrarmos muitas outras também foram ocupadas”, diz Omar. Fazia sentido. “Começamos pequenos e fomos se agigantando.” O Alves Cruz é uma escola considerada modelo em São Paulo. Nela, os níveis de ensino já são separados e há 11 turmas de ensino médio. O currículo é mais arejado. Há atividade de maracatu do baque virado, por exemplo. Mas, por melhor que a escola seja, os três jovens são unânimes em dizer que não tinham muita ideia de que o conhecimento estava muito além dos muros do colégio e podia ser construído por eles.
“Tive uma aula de física em que aprendi em um dia mais que o bimestre inteiro”, afirma Omar. Profissionais de todas áreas passaram a ocupar, literalmente, as salas para oferecer aos alunos aulas livres de assuntos variados. Eram os voluntários da educação. Teve sexismo, feminismo, em aulas dadas duas ou três vezes por dia. Ia quem queria, e os alunos foram sem que nenhum sinal do colégio precisasse tocar. “A escola, como é hoje, não faz mais sentido. Eles nos incentivam a sermos competitivos. Educação não é competição, mas uma eterna troca”, explica Joana.
Os filhos do lulismo estão nos dizendo a que vieram. Vieram para mudar nossa percepção vertical de que uns mandam e outros obedecem. De queEduardo Cunha não deve ser imexível por ser chantagista e de que governar no presidencialismo de coalizão é ceder mais do que ir para o enfrentamento. Os alunos que ocuparam mais de 200 escolas públicas resistiram às pressões midiáticas, à contrariedade da opinião pública e até a violência policial.
IMG_20151206_161943
Ocupar e resistir, um entre tantos lemas que criaram, foi ecoado por milhares de pessoas no show da Virada da Ocupação (#viradaocupação), em que centenas de artistas, como Criolo, Maria Gadú, Paulo Miklos, Pequeno Cidadão, Filipe Catto, 5 a Seco, Vanguart, Arnaldo Antunes e Céu, se dispuseram a cantar de graça no domingo para celebrar a vitória dos estudantes – Alckmin não teve outra saída a não ser revogar, na sexta-feira 4, o decreto que fechava 93 escolas públicas, cujo objetivo era o de economizar dinheiro. Joana, João e Omar assistiram aos shows. A Praça Horácio Sabino, no Sumarezinho, é vizinha ao colégio. Os artistas fizeram questão de entrar no Alves Cruz para conversar com os jovens.


No Alves Cruz, mais de 20 alunos decidiram ocupar o colégio no dia 24, quando outras escolas já estavam participando do movimento. De lá para cá, houve ampla discussão entre os alunos, muitas assembleias foram realizadas e mesmo as opiniões divergentes passaram a ser respeitadas – e também combatidas. A maioria deles se considera de esquerda, contabilizam João e Joana, mas debates partidários passaram longe dali. O tema central era a educação. “A ocupação simbólica de uma escola-modelo mostra a resistência política contra a forma como o sistema educacional é pensado em todo lugar”, diz Joana.
Se a derrota de Alckmin é pública e notória, o que jovens secundaristas disseram é que a esquerda brasileira precisa ter humildade para ouvir o que eles estão nos ensinando. Com uma causa única, legítima e verdadeira, eles não divergiram um momento sequer de que estavam lutando pelo direito de serem educados. Usando as redes sociais, sobretudo o Whatsapp, criaram uma extensa rede de estudantes de escolas que sabiam o que fazer e como fazer para mobilizar a opinião pública em seu favor. Na maioria das vezes, bateram o pé firme para dizer que as escolas não seriam fechadas.
“Não estou aqui só por minha escola, mas por um movimento que envolve pensar fora da escola, coletivamente”, afirma João. Segundo ele, o ensino tem de ser repensado, desde a qualidade de formação dos professores até os procedimentos em sala de aula. “Vamos sempre ter alguma coisa para mudar, e sabemos que não dá para mudar o sistema em apenas duas semanas.”
Ao lado e antes do trio Joana, João e Omar, centenas e milhares de jovens estão dando recados valiosos, que a esquerda brasileira, em particular, parece não querer ouvi-los. Em três ocasiões, eles simplesmente mudaram a forma como a classe política dirige o país. Em junho de 2007, alunos da Universidade de São Paulo ocuparam a reitoria e lá permaneceram por 50 dias. O então governador José Serra enviou a Tropa de Choque da Polícia Militar e transformou o campus num campo de guerra. Era um movimento horizontal, combatido por parte do discurso da imprensa que tentava mostrar que havia partidos infiltrados no movimento dos estudantes. Em junho de 2013, integrantes do Movimento Passe Livre, muitos deles egressos da lutas estudantis da USP, pararam São Paulo e boa parte do país em torno da bandeira do transporte gratuito escolar. Obrigaram o prefeito Fernando Haddad e Alckmin a recuarem do aumento de 20 centavos nos ônibus e metrô.
Desta vez, os alunos conseguiram que as atenções se voltassem para a escola pública, a causa das causas sociais. Mobilizaram pais, o que é natural. Mobilizaram profissionais de várias áreas que doaram seu tempo para a causa estudantil, o que é essencial para que as engrenagens sociais comecem a se movimentar. E mobilizaram artistas e produtores culturais, o que é excepcional porque há tempos a música brasileira parecia ausente das discussões que valiam a pena. E todos eles em favor de uma luta que deveria ser de todos. Há uma grande dúvida neste exato instante se depois que Alckmin recuou, os alunos não deveriam recolher seu time de campo. Mas quem somos nós para dizer o que eles devem fazer.
Editor de FAROFAFÁ, jornalista e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

Leia/assista também:  

A vida é cheia de sonho e fúria

 

Governador, a escola é nossa

Publicado em 8 de dez de 2015
145 unidades continuam ocupadas. Especialistas em educação avaliam que a relação dos estudantes com a escola e os professores não será mais a mesma daqui pra frente.

 


APRENDENDO COM O MELHOR DO PASSADO....

 O tema deste programa Educação Brasileira é o Ensino Vocacional, experiência desenvolvida nos anos 60 em algumas escolas públicas do Estado de São Paulo. A proposta pedagógica dos Ginásios Vocacionais utilizava estratégias de integração curricular, como os estudos do meio e os projetos de intervenção na comunidade - uma maneira de trazer a realidade social para o interior da escola. Para conhecer melhor esta experiência, que foi interrompida durante o período da ditadura militar, e também relacioná-la com as escolas de hoje, conversamos com a pedagoga Andréa Maria Pavel e com o advogado Luiz Eduardo Osse, dois ex-alunos do Ginásio Vocacional.


 

Para saber mais  

GVIVE

Por uma Educação Pública, Integral e de Qualidade

Anjos Rebeldes


O ano em que os estudantes da rede pública de São Paulo entraram para a história
Estudantes ocuparam pacificamente mais de duzentas escolas no Estado de São PauloEstudantes ocuparam pacificamente mais de duzentas escolas no Estado de São PauloTudo começou com o anúncio de uma reforma no ensino da rede pública estadual. Uma reorganização, para usar o termo do governador Geraldo Alckmin, que prevê o fechamento de 94 escolas, a transferência de 311 mil alunos para outras unidades e a formação de ciclo único em outras 754.
Alunos são contra o fechamento de 94 escolasAlunos são contra o fechamento de 94 escolasCaminhos da Reportagem “Anjos Rebeldes” mostra que entre a teoria da reforma –  melhorar o desempenho dos alunos da mesma faixa etária e otimizar os prédios com ociosidade – e a prática para pais, alunos e professores, existe um abismo.
As famílias alegam problemas de deslocamento e a impossibilidade mais evasões da escola. Especialistas discordam das medidas por acharem que a separação por ciclos limita o aprendizado e a convivência entre estudantes.
O maior protesto foi dos alunos que ocuparam cerca de 200 escolas e mostraram que são capazes de uma mobilização, esta sim, organizada.
Programa revela a truculência da polícia militarPrograma revela a truculência da polícia militar
Durante quase um mês, os estudantes contaram com o apoio de pais, professores e voluntários. Os alunos da rede pública tiveram contato com aulas de conteúdos que não estão na grade curricular de ensino: racismo, sistema carcerário, igualdade de gênero, além de shows, teatro e saraus de poesia.
“Anjos Rebeldes” acompanha também a violência da polícia militar contra estudantes e professores que protestaram dentro e fora das escolas. Tiro, porrada e bomba contra aqueles que questionam o atual sistema de ensino. 

Ficha técnica
Roteiro e direção: Bianca Vasconcellos
Reportagem: Eduardo Goulart
Produção: Aline BecksteinEduardo Goulart, Luana Ibelli e Thaís Rosa
Estagiário de produção: Allan Correia
Imagens: Milene Nunes
Auxílio técnico: Edgar Monteiro
Edição de imagens e finalização: Jéssica Saccól e Rodger Kenzo
Colorista: Vanessa Nascimento